My Sweet Lucy
12 Capítulo 12
Notas iniciais
–Você vai embora, não pode ficar mais aqui.
Sentiu suas pernas tremerem ao receber aquela notícia. Natsu não a queria mais, era isso?!
–Não me intenda mal, você irá pra um colégio interno. — disse ainda seco. Mas Lucy não queria ir, por mais que ela desejasse estudar em uma escola e conhecer diversos tipos de pessoas, ela não ia conseguir viver sem o Natsu.
–Mas Natsu-kun, eu não quero ir.- Ela falou, chorosa.
–Você irá!- Disse curto e grosso.- Agora pare de chorar não gosto de escândalos, se comporte ou eu te castigo! Não há motivos para chorar, você ira mas voltará uma vez por ano nas férias. — dizendo isso saiu a deixando sozinha. Lucy chorou, estaria sozinha de novo. Sem seu pai, sem sua mãe, sem seu Natsu... ela nada pode fazer!
O medo de ficar sozinha lhe invadia novamente! Quando seu pai morreu, ela realmente sentiu medo, e não sabia explicar a sensação de desamparo que sentiu. Quando Natsu a levou para aquele quarto, ela conheceu pessoas maravilhosas, que a acolheram como uma família, mas agora ela estava começando a sentir aquela sensação de desamparo, novamente. Medo de ficar sozinha, longe de seu protetor!
Por mais que o rosado estivesse sério naquela hora, seu coração se partia a cada palavra pronunciada. Como iria viver sem o seu bebê? Sem a sua pequena Lucy? Já estava com saudades, mas nada podia fazer. Se ele se descontrolasse de novo, a morte da sua criança não ficaria só no "Quase".
Ele saiu do quarto, sabendo que se ficasse e olhasse mais uma vez naquele rosto angelical, ele iria ceder. A abraçaria e diria que nunca iria abandona-la, que ela era a pequena dele, a menina dos olhos dele, a razão de aguentar ficar naquela casa convivendo com todas aquelas pessoas!
Mas ele não podia, tinha de deixar ela ir!
Já estava de manhã quando a pequena Lucy terminava sua segunda mala. O relógio de seu quarto marcava 07h00 e desde quando “acordou” ela não o viu. Mas preferiu assim, não ia conseguir se despedir e se ele a achava um estorvo, ela não iria incomodá-lo.
–Você já vai, não é?- Guildarts perguntou, triste.
–Sim.- Deu um sorriso triste. Não queria chorar na frente do seu onii-chan.
–Vou sentir saudades, baixinha.- Ele falou abrindo os braços para abraçar a menina.
–Eu também vou sentir saudades, Gildarts-nii. — abraçou-lhe a cintura.
Depois de se despedir de seu Onii-chan, Lucy caminhou cabisbaixa até as enormes escadarias, iria se despedir de Levy, mas se surpreendeu ao ver uma cabeleira azulada caindo em cima de si.
–Oh não, te machuquei Lu-chan?- Levy perguntou, se levantando e ajudando Lucy a se levantar.
–Eu estou bem Levy. — dei um sorriso triste e abaixei cabeça. “Eu realmente não queria ficar sozinha em uma escola aonde eu não conhecia ninguém”, pensou consigo mesma.
–Você está bem, Lu-chan?
–Eu estou, mas eu ainda estou meio deprimida.- suspirou fundo. Mais foi surpreendida por duas criadas que carregavam bolsas e mais bolsas.
–Nossa, pra que todas essas malas?
–Eu vou com você pro Colégio Interno.
–Ehhhhhhh?!
Lucy foi pega de surpresa, mais sentiu-se mais leve ao saber que alguém que ela conhecia estaria ao seu lado nesse momento tão difícil. Logo depois das crianças, Guildarts apareceu com seu semblante mais triste do que pela manhã.
–Então, isso é um adeus?
–Considere isso como um "Até mais".- O mais alto deu-lhe um sorriso carinhoso. Mas seus grandes e brilhantes olhos azuis estavam inchados e vermelhos. Perder sua baixinha era muito doloroso.
–Até mais, Gildarts-nii.
A loira acenou para ele, antes de sair da mansão acompanhada de Levy.
...
–Essa casa vai ficar vazia sem ela. — Guildarts murmurou triste ao ver a loira partindo junto com Levy na limosine preta.
–Será bom pra ela!- Natsu falou, enquanto analisava a menina pela janela.
Ele nunca havia se sentido tão desolado, e sabia que Lucy estava triste por ele não ter ido atrás dela se despedir, mas ele simplesmente não podia!
–Bom pra ela, ou pra você?! — falou irritado. Mas se arrependeu ao ver seu irmão mais novo ali na sua frente completamente acabado. Estava mais pálido que o normal e as olheiras profundas podiam ser vista. Sua expressão era de um vazio total.
Mal ele sabia que Natsu Dragneel não seria mais o mesmo.
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