My Sweet Lucy
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Quando Lucy acordou pela amanhã, sentiu a queimação novamente no pescoço. Resolveu tocar para saber como era, e notou um ferimento não muito grande ali. Coçou os olhos sonolenta e percebeu uma outra presença na cama junto com ela. Arregalou os olhos ao notar que era ele ali com ela. Olhando-a. Sério.
_Como se chama menina? — a loura ficou um tempo sem responder. Ele era perigoso. Podia sentir isso. Estava com medo do que iria acontecer com ela. Com medo dele machuca-la. — Se não me responder irei castiga-la!
_Lucy. — respondeu sem cerimônias. Estava com muito medo dele e a mesma quase caia da cama. Estava bem na beiradinha. Não queria ficar perto dele. Natsu sorriu. Aquele medo o agradava. — P-Por que... -hesitou um pouco. Aqueles olhos ônix eram assustadores. Mas tinha que perguntar: — Por que você matou meu pai? — saiu como um sussurro. Natsu quase nem ouviu, mais como tinha uma audição mais aguçada ele pode ouvir perfeitamente a pergunta.
_Isso não é da sua conta. — se ajeitou na cama, pondo os braços atrás da cabeça fechando os olhos logo em seguida. Lucy reprimiu um xingamento nada elegante para um dama como ela. Mas não iria desistir.
_É claro que isso é da minha conta. Eu quero sa...
_Esculta pirralha! — Natsu foi com tudo pra cima dela, apertando seu rosto forte o bastante para deixa-lo vermelho. — Você não tem que querer nada ouviu? sua obrigação aqui é me satisfazer com o seu sangue, e ficar caladinha entendeu?
_S-Sim.. — reprimiu um soluço. As lagrimas descia pelos olhos avelã, e o medo crescia cada vez mais no coração de Lucy. Natsu era um monstro asqueroso. O odiava com toda as suas forças. Mas não podia fazer nada. Ele era mais forte que ela.
_Boa menina. — se pôs de pé e caminhou até a porta do quarto. Abriu a mesma e se foi.
Minutos depois entrava uma jovem de cabelos azulados. A mesma dessa manhã. Levy possuía uma bandeja com um prato de macarronada e um copo de laranja no mesmo. Caminhou até a cama e sentou na mesma, olhando Lucy atentamente.
_Eu trouxe isso pra você comer. Deve estar como fome certo?? — decidiu quebrar o gelo. Lucy não respondeu, apenas se encolheu mais na cama. Suspirou: — Seu nome é Lucy, né? — sorriu gentilmente, esperando um resposta, que minutos depois lhe foi dada. — Esculta Lucy, se você comer esse macarrão todo eu prometo que te conto meu maior segredo.
_Seu maior segredo?
_Isso! meu maior segredo. — sorriu feliz, ao notar pela primeira vez uma expressão diferente na loura. Que não lembrava nem medo e nem pavor, e sim curiosidade e um toque de divertimento.
_... — Lucy ficou quieta. Adorava segredos, mais a loura de olhos avelã se tornava um verdadeiro tumulo quando descobria coisas pessoais. — Vai mesmo me contar?
_Vou sim!
_É um promessa hein? — Lucy apontou o dedinho pro rosto de Levy, significando que não teria mais volta. Levy sorriu, concordando. — Hum.. — fez um biquinho e se pôs a comer. O macarrão era bem temperado e o molho era a coisa mais deliciosa. Já tinha comido macarrão, feito pelo melhor chefe da Itália. Mas aquela macarronada estava divina. Lambeu os beiços quando terminou a refeição, e bebeu o suco logo em seguida. Delicioso.
_Quer mais?
_Não obrigada. — sorriu. — E então... — deixou a fala morrer, pra que Levy pudesse continuar. A moça de cabelos azuis repicados respirou fundo:
_Eu estou apaixonada.
_Eeeeeh?!! SÉRIO!!? — Lucy ficou de joelhos na cama, demonstrando curiosidade. Adorava romances.
_Shii! — Levy pois o dedo na boca, pedindo pra que Lucy ficasse em silêncio. A loura repetiu o mesmo movimento, concordando com cabeça e fazendo "Shii" também.
_Quem é ele? como ele é? onde ele mora?
_Eita, calma ai garota. — tentou acalmar Lucy que se sacodia de emoção. Levy sorriu com a agitação da loura. Pelo menos a mesma não estava mais triste.
Como Natsu tinha demorado um pouco pra voltar a mansão. Levy contou tudo que sabia sobre "Gajeel" .. o rapaz que tinha roubado o coração da pequena. Lucy estava feliz. Adorava ouvir história sobre romances, mas a situação em que Levy estava era parecissídima com o romance que Lucy escrevia. Mas que infelizmente, tinha perdido todos os capítulos.
_Tá tudo bem, Lucy? você parece triste. — a Mcgarden percebeu a feição triste que Lucy demonstrará com o decorrer da conversa. Provavelmente tinha lembrado de alguma coisa triste de seu passado. Resolveu ir em bora, afinal, já era bem tarde e as duas ficaram o dia todo conversando.
_Você já vai em bora?
_Já é tarde e você tem que ir pra cama. — falou sorrindo. Lucy era muito fofa. Já sentia um enorme carinho por ela.
_Levy-nii, você pode me responder só mais um coisinha? — pediu.
_O que você quer saber? — Levy percebeu a respiração profunda que Lucy tinha dado antes de perguntar.
_O que você é?
_Como assim?
_Eu não sou tão burra. — falou. — Eu percebi que a sua pele é muito branca e fria. E você nem respira... — falava cada vez mais baixo. — Você é...
_Uma vampira? — interrompeu Lucy. Levy tinha um meio sorriso no rosto.
_Isso..
_Sim, eu sou. — respondeu sorrindo. Lucy levantou a cabeça apressada.
_Como é possível? vampiros não existem! — falou meia alterada. Estava muito confusa.
_Existem sim, Lucy.
_Então, o Natsu é um vampiro também? — perguntou com desgosto.
_Sim..
_Levy-nii.. — chamou.
_Sim?
_Eu odeio ele! quero que ele morra!!
_Não fala assim Lucy. — pediu Levy, meia assustada com aquela fala agressiva. — Natsu pode ser meio grosso, mas eu tenho certeza que ele é uma boa pessoa. — sorriu.
_Ele não é boa pessoa, ele me mordeu! — disse mostrando a marca arroxeada no seu pescoço. Levy suspirou.
_Eu sei que é difícil pra você, mais você tem que se acostumar Lucy. — levantou da cama e deu uma leve bagunçada nos fios louros. — Agora vai dormir, ok? — sorriu carinhosa. Lucy fez sim com a cabeça e voltou a deitar na cama.
[Quebra Tempo...]
Natsu corria livremente por entras as matas fechadas da região. Não estava caçando, mais se aparecesse um humano ou outra coisa por aí não iria se segurar. Sua sede estava mais atiçada que o normal. Bebia sangue várias vezes no dia, mais ele não se sentia satisfeito. Precisava beber o sangue dela, necessitava daquilo. Mas não podia simplesmente fazer aquilo. Tinha que se controlar..
Com os pensamentos em Lucy, e no seu delicioso sangue. Natsu estava a poucos metros da guild. Tinha recebido uma chamada do Mestre, e já tinha uma leve impressão sobre o que seria essa conversa. Parou de correr e se pôs a andar até a porta. Como sempre, tinha chutado ela pra entrar.
_Ah, aí está você Natsu. Pessoal, o Natsu voltou! – gritou um homem, cabelos pretos penteados elegantemente para trás. Postura séria, mais não deixava de ser bem animado. Este se chamava Macao. Um dos vampiros mais velhos de toda a guild.
Todos olhavam para Natsu, fazia alguns dias que não ia a guild e tudo parecia normal. Andou até as escadas, indo em direção ao escritório do Mestre. Queria terminar logo essa conversa que nem mesmo tinha começado.
De repente, algo se chocou contra ele, fazendo-o quase cair da escada. Algo leve e muito, muito sorridente.
_NATSUUUUUUUUUUUUUUU! – Ele ouviu o grito da menina, e fechou a cara. – Onde você esteve?
_Estou ocupado Lisanna. Pode sair da minha frente?
_Aaah, não seja tão malvado comigo Nat-kun. Vamos lá pra minha casa, tenho uma surpresa pra você. — a menina dizia carregada de segundas intenções. Natsu revirou os olhos e empurrou Lisanna pra que a mesma saísse de sua frente. Não estava com paciência aquele dia. A albina bateu os pé no chão. Estava nervosa. Nunca tinha recebido um fora e sabia exatamente de quem era a culpa pro seu Nat-kun a rejeitar desse jeito. "Tudo culpa daquela humana nojenta! ela vai se arrepender!" bufou e desceu as escadas pisando duro. Não iria desistir tão cedo. Natsu era dela.
Com o rosado. Natsu caminhou lentamente até o quarto andar da guild. Era lá que ficava o escritório do seu Mestre.
_Entre.
_Me chamou velhote? — entrou e sentou de frente para Makarov. Um velhinho de baixa estatura, mais que não deixava de ser muito poderoso. Natsu o respeitava muito e o admirava. Ele era como um pai pra ele.
_Fiquei sabendo que não cumpriu minha ordem completamente. — Natsu ficou em silêncio. Não vacilando nem um minuto com os olhos. — Cadê a garota?
_Na minha casa. — respondeu. Makarov apoiou a cabeça nas mãos e olhou para o seu neto. Era como ele tratava Natsu, assim como todos os integrantes da guild.
_Vai mata-la?
_Não. — cruzou os braços e pois a perna em cima da outra. Makarov suspirou. Sabia que Natsu era um vampiro frio e cruel. Sabia que ele podia matar qualquer um sem hesitar. Mas se garota estava viva até agora, era por que aquilo tinha acontecido.
_Fez o pacto com ela, não foi? — o pacto era muito importante. Os vampiros só podia fazer isso a cada 2 séculos, e como Natsu tinha mais de 700 anos e nunca tinha feito pacto com ninguém, a não ser a humana. Sabia que aquilo era muito importante pra ele.
_É, eu fiz sim. — falou despreocupado. Mais o rosto sério e olhos sem expressões continuavam lá.
_Posso conhece-la? — Natsu ficou em silêncio. Makarov sabia como o seu neto era possessivo e ciumento com as coisas dele. O rosado levantou da cadeira e caminhou até a porta, e antes de tocar a maçaneta respondeu:
_Talvez eu traga ela aqui, vovô.. — Makaroc sorriu com a resposta do mais novo. Estava ansioso pra conhecer a garota e descobrir o interesse que ela despertou em Natsu.
...
Com Lucy. A loura dormia tranquilamente quando sentiu um peso no lado esquerdo da cama. Os olhos ainda sonolentos viram um cabeleira rosa. Era ele.
_O que está fazendo aqui? — perguntou com a voz embargada pelo sono. Não conseguiu prender um becejo.
_Pelo o que eu saiba esse quarto é meu. — disse grosso. Natsu estava com a mesma cara de sempre. Sempre sério e assustador.
_Eu pensei que esse quarto seria só meu. — falou ainda baixinho. Natsu revirou os olhos e tirou a camiseta. Pra logo depois tirar as calças que usava.
_O-O-O que v-você está f-fazendo?.. — Lucy gritou envergonhada. Natsu estava ali só de cueca. O rosado a olhou com desprezo.
_Esse quarto é meu, eu durmo de jeito que eu quiser.
_M-M-Mas isso não pode acontecer.. v-você é menino, eu sou m-menina.. isso é errado.. — falava cada vez mais envergonhada. O rosto alvo da garota, estava completamente vermelho. Lucy sentia vergonha facilmente.
_É sério mesmo? quantos anos você tem garota? 8?! — Natsu perguntou não acreditando naquela história. Que garotinha ingênua.
_É, eu tenho 8 anos.
_Esculta pirralha, é melhor você se acostumar com isso.
_M-Mas é errado!! — olhou novamente pro rosado, agora menos vermelha. O Dragneel revirou os olhos e deitou na cama, puxando a loura pro seu colo.
_Esculta menina. Você é minha, ouviu? e eu posso dormir com você do jeito que eu quiser. Eu posso tocar em você na onde e quando eu quiser entendeu bem? agora durma e pare de falar asneiras!
Lucy não se moveu. Podia não gostar dele e odiar aquele seu jeitinho controlador. Mas naquele momento, quando ele a abraçou. Se sentiu protegida. Como se nada ou ninguém pudesse machuca-la. E com isso e mente, dormiu sentindo as caricias que ele fazia nos seus cabelos dourados.
É, talvez ele não seja tão malvado..
Notas finais
aah, gente, quando eu comecei a fic, eu cacei, procurei, fiz tudo! mas não consegui achar uma foto do Natsu que combine com essa minha história. E se não for pedir muito, será que vocês podiam me ajudar, sabem, tentar achar uma foto super maneira do Natsu e a Lucy, que combine com a fic? sabe, Natsu mordendo a Lucy, sei lá, só me ajudem onegai *--*
Ok , era só isso.
Obrigada! *,
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