My Sweet Lucy
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Não sei se vocês perceberam, mais a capa da Fic mudou e ela está linda né? Sabe quem fez? A fofa da Kuro Heart!! Obrigada linda.
E mais uma coisa Minna-san, eu fiz um Twiiter caso quiserem conversar comigo , e lá eu vou avisar quando eu postar algum capítulo e tal.. Bem, era só isso.
Boa leitura!
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Quando eu acordei, senti que meu corpo repousava em algo macio, mas ao mesmo tempo duro. Senti também que alguém me abraçava protetoramente.
Me sentia segura ali.
–Abra os olhos!
Tremi ao ouvir aquela voz que a tanto tempo eu desejava ouvir. Era ele, eu tinha certeza!
–Aonde a gente está?- Perguntei assim que meus olhos se acostumaram com a escuridão daquele lugar. Pelo que me parecia, estávamos em uma floresta bem fechada. Não tinha luz ali, a não ser pelo brilho da lua cheia que estava posicionada bem no altíssimo.
Ele não respondeu.
–O que está fazendo aqui?! Por que me salvou?
–Você faz muitas perguntas.
–Me responde, Natsu!- Ameacei me levantar de seu colo, mas fui interrompida pela sua mão que segurou minha cabeça, enterrando-a em seu peito. Ele estava cheiroso! Na verdade, aquele cheiro me confundia, mesmo ficando aquele tempo todo sem vê-lo!
–Só fique quieta!
–Por que você voltou? Não bastou me humilhar na frente daquela mulher?!- Senti as lágrimas se formarem em meus olhos. Eu estava triste. Desesperada. — Por que não deixou aquele vampiro beber meu sangue, e me matar?!
–O seu sangue me pertence! Só eu posso bebê-lo.- Ele sussurrou rouco.
–Então, você me salvou só por causa do meu sangue?!- Eu sabia, eu não era nada pra ele.
–Você fala demais, pirralha.
–Pirralha?!! Se você não viu eu já estou bastante grandinha. Não preciso que ninguém me proteja!
–Ah claro, você sabe se defender muito bem.- Zombou de mim; rosnei em resposta.
–De qualquer forma, você não precisa se preocupar mais comigo. Eu vou começar uma faculdade em outro país, e...
–Você não vai!- Se eu fosse criança, eu teria tido medo daquele tom de voz, e até mesmo do modo como o corpo dele enrijeceu... Eu fiquei com um pouquinho de medo, e tal...
–Como é que é?!
–Eu já disse que você não vai, e nem ouse tentar insistir.
–É meu futuro que está em jogo, você não manda em mim!
–EU sou seu dono, você não deve me questionar.- Ele estava sério. Sério demais pro meu gosto.
–Eu não sou sua!- Então no minuto seguinte, seus olhos ônix tomaram uma cor avermelhada. Ele estava nervoso.
–Se insistir mais uma vez, eu vou quebrar seu pescoço!
Seus olhos me olharam com fúria, e nem um sinal de hesitação apareceu naqueles rubis . Ele realmente falava sério.
–Hai...- Tive de concordar, aquele olhar assassino estava me arrepiando!
–Boa garota.- Deu um sorriso de satisfação, enquanto puxava minha cabeça em direção a sua. Fechei os olhos por impulso. Eu estava assustada.
–Seu cheiro é delicioso...- Murmurou antes de morder meu pescoço.
Ah, aquela sensação! Aqueles lábios...!
Natsu manteve suas presas em meu pescoço pelo que me pareceu uma eternidade, então me soltou. Sua boca escorria sangue e quando olhei para ele, ele pareceu sorrir. Demônios podem sorrir? Parecia se divertir com meu desespero.
–Eu quero voltar pra escola.- Queria dizer muitas coisas, mais essa foi a única que saiu dos meus lábios.
–Você não vai voltar pra escola. É suas férias certo? Vai voltar pra casa comigo.
–Uma ova que eu vou!- Tentei me levantar mais ele me impediu. — Me solta seu maluco, eu tenho que voltar pra escola! — Nesse momento meu telefone que estava no meu bolso começou a tocar, deveria ser as meninas, já que eu de repente sumi sem dizer nada, elas provavelmente estão preocupadas. — Me solta!
–Fique quieta! — Natsu apertava meus braços com força. Provavelmente ficaria marcada. Sabia que não conseguiria me livrar, pois ele era mais forte.
–Me solta se não eu grito.
–Pode até gritar, mais ninguém virá. Você é minha! Seu sangue é meu! Se fizer escândalo vai apenas me deixar mais irritado, aí sim vou te machucar de verdade. — Onde estava aquela ''pessoa'' que era tão gentil comigo, está certo que fazia tempos que não o via, mas uma pessoa muda tanto assim? — Agora atenda ao telefone e diga pra suas amigas que você está bem e que é para elas não se preocuparem. Que você conheceu alguém e vai passar a noite com ele.
–Eu não vou dizer coisa nenhuma! Eu vou embora daqui agora. — Seus olhos ficaram vermelhos e eu soube que ele realmente iria me machucar. Ele me mordeu de novo, mais não sugou meu sangue. Apenas perfurou minha carne me machucando. Eu soltei um gemido de dor enquanto as lágrimas caiam de meus olhos, então ele secou minhas lágrimas com seus dedos e me olhou.
– Sim. Eu vou dizer tudo que você quiser só não me machuque mais por favor. — foi tudo que disse.
–Boa menina!- Ele disse encostando os lábios na minha testa. Peguei o telefone e falei com Levy, falei tudo que Natsu tinha mandado.
–Lucy onde você está? Porque sumiu de repente?- Levy me perguntou preocupada.
–Levy, eu estou bem. Não se preocupe. Conheci um gatinho e sai com ele, logo estarei de volta ao colégio. — Tentei ser o mais convincente possível. Natsu estava do meu lado e provavelmente ouvia tudo.
–Como assim você está com alguém ? E o Hidan? Pensei que vocês estavam saindo.
–Estamos Levy, mais hoje decidi me divertir. Só isso.
–Tudo bem então. Mas tenha cuidado e volte logo. Nós já estamos na escola.
–Ok. Beijos
–Tchau.
Desliguei o telefone e olhei para ele desafiadoramente.
– Pronto! Satisfeito?
– Quem é Hidan? Você está saindo com ele? — Porque ele estava perguntando isso?
–Não é de sua conta. Eu não lhe devo satisfações. — Ele parecia furioso, porque eu não sei! Mas já tinha percebido que ele era violento e poderia me machucar. Então tentei ficar calma e respondi. — Estou. Mas somos somente amigos — por que eu disse isso? Não precisava ter dito que somos só amigos.
–Escuta bem pois vou dizer apenas uma vez. Não quero você perto de outros garotos. E nem tente me enrolar. Já vivi tempo o suficiente para saber quando alguém está mentindo pra mim. A partir de agora, até que termine as férias você passará os dias lá em casa.
–Ok.- Eu estava perdida. Não conhecia esse Natsu. Na verdade, eu não conhecia o Natsu.
–Agora durma!- Foi uma ordem.
–Aqui?!- Eu estava sentada no colo dele, isso estava me deixando desconfortável.
–É!
–Mas Natsu...
–Não discuta!
–Ok.- Odiava esse jeito mandão dele, antigamente ele não era assim. Mas o que eu podia fazer...
[ Quebra — tempo.. ]
Espreguicei-me lentamente e passei os olhos pelo quarto a procura de um certo rosado, não me lembrava exatamente de como eu havia dormido e parado naquela cama de casal, porém sabia de quem era culpa.
Vendo que o culpado não estava no quarto, tentei me levantar da cama, mas ao invés de levantar da cama, fui puxada de encontro a ela.
–Natsu?!- Sussurrei corada, olhando o rosado me fitar com ódio, por algum motivo que eu aposto que logo irei descobrir.
–Volte a dormir.- Ordenou ele, enquanto se aninhava novamente com a cabeça em meu colo. — Isso não foi um pedido! — Esclareceu ele.
–Natsu, precisamos conversar. — Disse séria, procurando obter mais do que um simples “Hm”, como resposta. -É sério! — Insisti vendo que o mesmo não havia se quer levantado o olhar para mim.
–O que você quer, Lucy? — Perguntou se levantando e me dando uma bela visão de seus músculos bem trabalhados e obviamente de seu tanquinho. Hormônios...vocês sabem! — Lucy?- chamou.
–O que você quer de mim? — Perguntei ignorando meus pensamentos pervertidos e fitando seus olhos.
–Você!- Respondeu ele indiferentemente frio e voltando a se deitar, virando de costas para mim. Ele está de brincadeira, certo?!
–Natsu! — Falei manhosamente irritada enquanto tentava virá-lo para mim. — Eu não sou sua!
Nesse momento, senti uma aura estranhamente negativa vindo de Natsu, e o mesmo se virar para mim com os olhos cheios de fúria.
–O que disse, Lucy? — perguntou ele hostil.
– Que eu não sou sua! Natsu você me mandou pra um colégio interno, nunca me ligou pra mandar noticias suas ou pra perguntar se eu estava bem, você sabe como eu me senti? Eu pensei que você não gostasse mais de mim, e eu tenho certeza de que não gosta já que você nunca me falou dos seus sentimentos! — Desabafei sentindo meus olhos ficarem marejados — Eu nem sei se você sente algo por mim!
Natsu rapidamente segurou meus braços com força e me olhou.
–Luce você é minha e ponto final! — Ele aumentou a força em meus braços. Com certeza aquilo iria deixar uma marca. — E não aceitarei não como resposta.
–Natsu! Eu preciso ir embora! — Falei já sentindo as lágrimas escorrerem livres. — Eu tenho um futuro pela frente, não posso ficar junto com você...
– Lucy. — interrompeu-me ele novamente. — Você já é minha há muito tempo, mas se você não quer admitir, então acho que está na hora de domesticá-la.
Espera um pouquinho! Já sou dele há muito tempo? Desde quando eu sou dele, porque pelo que eu sei, eu sou livre! E que história é essa de me domesticar?! Eu não sou um animal de estimação, mas se você quiser Natsu, eu bem que posso ser a sua gatinha pra gritar miau, miau... TERRA PRA LUCY! ACORDA!
–Natsu?- Chamei-o assustada ao ver o rosado colocando uma calça jeans e pegando a chave do quarto. Não, ele não poderia fazer isso comigo! Ele não seria capaz!
–Até você admitir que é minha, você vai ficar nesse quarto. — Falou ele com um sorriso de canto, porém com os olhos ardendo de ódio.
– Você... Não pode fazer isso!- Claro que ele pode, mas ainda tenho esperança!
–Claro que eu posso, Lucy. — disse sério, enquanto franzia suas sobrancelhas — Achei que você já soubesse que EU sou o seu dono!
Vi Natsu caminhando lentamente até a porta e a abrindo, aquela era a minha chance! Levantei-me da cama, um pouco tonta devido ao movimento brusco, e corri em direção a ele.
–Você acha mesmo que você conseguiria passar por mim? — Falou frio, segurando meus braços e me levando até a cama novamente. — Você vai ficar nesse quarto até eu deixar você sair!
Com medo do que aquele estado de Natsu poderia fazer comigo, fiquei sentada na cama olhando-o.
–Quando eu voltar, eu espero que você já tenha mudado de ideia. Porque se não...- Deixou a fala morrer, em quanto me olhava de um modo assassino. Um sorriso sádico decorava seus lábios...
Tô ferrada!
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