My Sweet Little Angel

1 Prólogo - The girl in the dress


Notas iniciais
KOÉ POVÃO!! Minha primeira fic no Nyah mas não quer dizer que eu comecei a escreve-la agora. Ela já tem um ano, mas eu tomei coragem só de postar agora.... Então não sejam tão duros comigo. Desculpe pelos erros de português, to tentando melhorar.
Prólogo agora pra ver oque vocês acham :)A Callie vai contar um pouco da vida dela
Enjoy!

Todas as pessoas mudam, era o que me falavam quando era menor. As qualidades e os defeitos, o modo de agir de uma pessoa, transformam de acordo com a sua idade, emocional e o tempo que passa. Só hoje, 6 anos depois, é que percebo que não são apenas as pessoas que mudam, mas como também a visão que elas tem sobre mim o me comparar com o mundo.

Não falarei que era a mais perfeita das filhas, a mais harmoniosa das irmãs, a mais estudiosa da escola e a mais popular, como não falarei que eu era o contrário. Eu era apenas eu e nada mais. Mas o que era de tão errado ser apenas eu?! A única tese possível era constante pressão que as pessoas faziam em cima de mim, ora, sendo filha de um grande empresário e de uma famosa bailarina, que participara das melhores escolas de ballet e grandes e importantes peças de teatro, eu teria que ter herdado o sucesso e o talento deles. Porém eu sempre fora apenas a menina baixinha, fraca e pálida que vivia escondida pela casa, com lágrimas caindo de seus olhos cinzas e vendo seus espessos e encaracolados cabelos negros como a noite serem vítimas de interesse de seres que eu não conhecia, tendo seu único dom, a musica, escondido, com medo das pessoas más se aproveitarem dele enquanto sua mãe lhe contava histórias de finais felizes e seu pai a considerava inválida, sem talento, a louca por sonhar alto, sendo capaz de voar para longe sem sair do lugar.

As vezes só a tragédia que acontece na vida de alguém , nos faz abrir os olhos para o perigo próximo da gente. Fora naquela mesma noite de tempestade, a primeira vez em que tive medo de relâmpagos, que mamãe me deixara. Não, ela não morrera, como eu cismava em acreditar, apenas se cansara da vida e fora para um lugar melhor, e os trovões ecoavam para anunciar sua ida para o lado de Deus. Fora a primeira vez em que eu vira meu irmão mais velho, Christopher, depois de anos separados. Éramos tão diferentes mesmo possuindo apenas um ano de diferença.Eu era a cópia exata de minha mãe enquanto meu irmão era a cópia de meu pai, ambos com cabelos loiros platinados, robustos e intensos olhos verdes. Mas também havia a diferença entre nossos modos .Christopher era o prodígio da família,o orgulho de meu pai que no alge de seus 12 anos estudava no colégio interno mais renomado da Europa.

Nunca vi toda meiguice e sabedoria de que sempre me falavam dele,apenas vi raiva, dor e rancor que ele sentia em relação a mim. Óbvio que eu sabia que ele me culpara, assim como papai, mesmo este não mostrando no começo, e assim como todo os outros, da morte de minha mãe. E eu me culpara também, pois fora eu e minha inocência aos 10 anos, que fugira de casa para brincar na chuva, algo que sempre me proibiram, e fora ela que correra atrás de mim quando eu tropeçara na rua em frente a nossa casa e me empurrara, ficando em meu lugar quando o carro iria me atropelar.

Meses se passaram para meu pai finalmente perceber que não conseguiria conviver comigo na mesma casa. Eu parecia muito com ela para ele aguentar. Sabia que entre minha mãe e eu ele escolheria ela. Após algumas ligações, ele me internara em um colégio interno no sul da França. Passei 3 anos de minha vida lá e fora lá que a minha semelhança com ela também passaraa me atormentar.

As pessoas perguntam o que leva uma adolescente a pintar os cabelos de diversos tipos de cores. Eu respondo que é a única forma de não se parecer com quem você não quer parecer. Comecei a pinta-los nos auge de meus 13 anos, o que virou mania e desde aquele dia nunca mais vi meus cachos negros. Nunca fiz alguma grande amizade lá. A única que poderia chamar de amiga era Marianne, porém esta fora embora quando eu tinha 12 anos e desde então vagava sozinha pelos corredores e nunca mais ouvira falar dela. Não me queixava disto, pois preferia viver em companhia dos grandes personagens de meus livros do que com 500 meninas esnobes de grandes famílias da região.

As vezes me pergunto o motivo de meu pai me ter tirado de lá. Eu nunca o vira nesses 3 anos que passei no internato e vê-lo naquela ensolarada tarde na França em meados de setembro, no início de meu 4 ano lá, me fez prender a respiração. Ele parecia tão superficial, não demonstrando suas emoções nem nada. Achei melhor assim, não queria aumentar a culpa que eu ainda tinha no peito, muito menos lhe dirigir palavras pois no fundo estava magoada por nunca ter recebido alguma notícia ou um pouco de afeto nos últimos anos.

Descobrir que ele se mudara, me relaxou. Poderia começar uma vida nova tentando esquecer meus problemas, mas eu viveria com eles sempre e sabia disto. Ele morava em uma cidade chamada Émeraude que era dividia em três zonas, onde duas eram rivais. Nenhum membro da Zona Norte, a parte da cidade maltratada, cheia de ladrões e gangues, não podiam entrar na zona sul, onde os ricos e as pessoas de boa fé moravam, enquanto a zona oeste era o ponto de paz e de confronto entre as duas zonas maiores. No começo eu acreditara nessas crenças, porém ao conhecer a Zona Sul, passara a ter pena da Norte.

Eu não era bem vista na minha escola. Era a menina estranha de cabelos coloridos que mudava de cores de 3 em 3 meses, baixinha que vestia roupas esquisitas e usava um óculos de aro redondo, irmã monstro do Christopher Haidens, um dos integrantes da mais famosa gangue da Zona Sul. Sim, Christopher também saíra de seu internato, por perder a bolsa de estudos. Agora era grande jogador de futebol e o encrenqueiro da Abigail Addans High, e eu sabia que no fundo meu pai e meu irmão me culpavam por isso, já que acreditam ele ter se tornado assim por causa do trauma que tivera no passado.

Meu pai e Christopher não paravam em casa, o primeiro me evitava o máximo e o segundo vivia saindo com os amigos, o que eu dava graças, pois ele começara a me atormentar e a me por culpa por tudo que acontecia quando estava. As provocações vinham de várias formas. Desde palavras simples até atos que mexiam com meus medos. Mas sofria em silêncio. Não queria deixar claro que as coisas que ele fazia me feriam de um grande modo.

Em um dia desses, depois de terminar um livro, coloquei uma calça jeans, all star, casaco, peguei meu Ipod e fui andar pela cidade, sabendo que eles nem notariam se eu saísse de casa. Andei por ruas e ruas até perceber que o ambiente mudara. Era mais sujo, mais deserto, mais perigoso. Percebera ali que atravessara a barreira entra a Zona Sul e a Norte, sem notar nada de estranho. Não fiquei com medo de estar sozinha, pois me acostumara com a solidão, porém estava perdida e precisava saber como voltar para casa. Entrei no primeiro bar que eu vira, um local mal iluminado, na esquina próximo a divisa. Ainda não devia ter começado o expediente pois as cadeiras ainda estavam em cima das mesas e o barmen limpava os copos. Percebi, que ao longe, havia um palco e nele instrumentos que deviam ser dos garotos que estavam em cima dele. Eram diferentes do que eu costumara ver na Abigail Highs, todos os 3 três vestiam camisas de bandas que eu desconhecia e preto. O maior deles tinha cabelos loiros e repicados e intensos olhos azuis contornados com lápis de olho. A franja castanho claro cobria quase todo o olho cor da âmbar esquerdo do menino do meio. E o cabelo preto do menor dos três estava aparado, evidenciando mais seus grandes olhos verdes. Os três olharam estranhamente e curiosamente para mim e me chamaram para perto deles, me enchendo de perguntas quando eu alcançara o palco.

Fora ali que minha vida mudara completamente. Fora ali que eu encontrara meus melhores amigos. Mike, o loiro e guitarrista da banda, me ensinara a tocar violão e a beber. Thomas, o do meio e baterista, fizera eu me apaixonar por várias bandas de rock que eu não conhecia e a roubar no poker e Jammie, o que eu mais me identifiquei, baixista da banda, se tornara o meu confidente, amigo para todas horas, pois também , descobrira tempos depois, que estudava na Abigail High, um ano antes do que eu.

Menina de cabelos coloridos passara a ser algo carinhoso entre nós, mas depois eles começaram a me chamar de Little Angel, devido ao meu nome. Quando descobriram que eu tinha um dom musical e tocava piano, me chamaram para ser a vocalista. Naquela hora eu começara a me sentir mais em casa, mas não completamente. Claro que aceitei, mas sabia que isso teria que ficar em segredo, pois tinha medo das consequências. Desde esse momento eu passara a ter uma dupla personalidade.

De manhã eu era Calliel Angeline Haidens, a estranha, a sozinha, a nerd, a que fala com os livros, a que se isola num canto, a invisível, a menina da Zona Sul. Mas de noite eu passara ser a Little Angel, a vocalista da Black Converse, a bêbada, a rebelde, a que todos queriam pegar mas poucos conseguiam, a que tinha a voz de um trovão que todos queriam ter, a poderosa da Zona Norte.

E isso vem acontecendo há 3 anos, sem ninguém saber da verdade, apenas os meninos e Louise Cipriano.

Nunca pensei em ter uma melhor amiga. Em uma tarde há mais ou menos um ano, a ruiva de olhos azuis pegou-me tirando os resíduos de Little Angel e voltando a ser Calliel. A partir dai ela começamos a conversar e ela passou a e interagir com a Zona Norte e a gangue mais perigosa das redondezas, o qual eu fazia parte indiretamente. E a namorar Mike. Com o seu grande dom, era ela que customizava minhas roupas para os shows que fazíamos nos bares do Norte e alguns do Oeste e me influenciara a mudar algumas peças de roupas na hora de ir para escola. Mas o fato mais estranho e pertubador era que seu irmão Alexander era o melhor amigo de meu irmão.

Pela primeira vez depois de muito tempo eu estava feliz com a minha vida. Porém devia ter visto que para mim se há tanta felicidade, há algo errado. Eu não podia ter vacilado, não devia ter me entregado. Eu sabia que meu coração não aguentava mais uma decepção. Ou pelo menoseu deveria saber.


Notas finais
Oque vocês acharam???? Continuo??? Se sim só semana que vem??
COMENTEM !!!

XOXO