My Sugar Daddy

7 Encontrando o Sugar Daddy perfeito


Foi batendo palmas que Catarina comemorou a minha decisão de encontrar um daddy, e tão logo ela começou a fazer planos para saírmos os quatro juntos nas baladas da alta sociedade.

Com a ajuda dela preenchi o meu perfil num site famoso que promove o encontro de sugars, mas ao contrário do que eu achei que seria rápido, o primeiro daddy foi entrar em contato comigo depois de três meses que eu estava inscrita no site.

Sempre mantendo Catarina informada, comecei a trocar algumas mensagens com o primeiro daddy que dizia ter trinta e nove anos e ser dono de duas farmácias franqueadas. Catarina e eu achamos que esse daddy seria uma boa opção, se ele não tivesse revelado que era um usuário problemático de cocaína. Prontamente descartei a idéia de sair com ele.

Um tempinho depois apareceu o segundo daddy querendo conversar comigo, mas também não aceitei porque ele era um senhor de oitenta anos que não sabia manusear um smartphone e pedia para o sócio conversar comigo a pedido dele. Sentindo um leve cheiro de enrascada no ar, passei a chance para um possível terceiro daddy, que também não superou as minhas expectativas e perdeu a vez.

Foi com o quarto daddy que tudo começou acontecer. Otaviano entrou em contato comigo e ficamos nos conhecendo por messenger durante um mês, e a conversa com ele me agradou desde a primeira vez, pois apesar de Otaviano ser vinte anos mais velho do que eu eu, eu sentia como se fôssemos antigos amigos. Diferente dos outros daddies que haviam me convidado para sair na primeira mensagem, Otaviano começou a conversar sobre coisas banais, depois passou a falar da própria vida: da mulher, dos filhos, do gato de estimação e dos pais que já tinham falecido. Eu preferi ser sincera e contei o real motivo por querer ser uma sugar baby, apesar de ter me arrependido um pouco depois.

Depois de construírmos uma amizade virtual, achei que era hora de passar para a segunda etapa e deixei a entender que eu o escolheria como o meu sugar daddy. Otaviano era ligeiro e assim que entendeu o meu recado me convidou para almoçar com ele em um dia de semana, e eu por minha vez aceitei sem demora.

No mesmo instante que o convite estava feito e aceito, eu corri contar a novidade para Catarina que comemorou gritando um "UHULL" e me deixando quase surda. Pedi para que ela fosse comigo nesse primeiro encontro, só para vermos de longe como Otaviano era pessoalmente, pois apesar do jeito de bom homem eu estava com muito medo que esse daddy fosse um lobo mau na espreita para atacar a chapeuzinho vermelho.

Combinamos de nos encontrar em frente a uma loja famosa de roupas num shopping de classe alta, e com alguns metros de distância do ponto de encontro, Catarina e eu estávamos escondidas esperando ele chegar. Para a nossa surpresa Otaviano não apareceu só, uma mulher veio com ele e do jeito que os dois estavam de braços dados, deduzimos que ela deveria ser a sua esposa.

— O encontro deu errado e ele nem para avisar. — Disse Catarina.

— Mas eles estão justamente aonde combinamos. Catarina, será que ela veio provocar briga?

— Espere mais cinco minutos Anna Letícia, se eles forem logo embora então deu tudo errado.

Esperamos mais cinco minutos e eles ainda estavam parados lá. Eu estava quase desistindo de me apresentar e voltar para casa quando Otaviano me mandou uma mensagem de texto perguntando se eu iria demorar muito.

— Olha essa mensagem, Catarina! Será que a mulher dele aprova uma sugar?

— Pelo jeito como ela também está esperando do lado dele, sim. Faz o seguinte, vai lá e se apresenta, se você sentir perigo corre para cá de novo e nós vamos embora.

— Certo, vou lá falar com eles. Catarina?

— O que?

— Nós somos loucas.

— E lógico que somos.