My Stupid Lucky

4 Um passado ruim e um presente intenso


Notas iniciais
Oh Gawd! Vocês são amor~ Sério, eu amo cada um de vocês, meus lindos *chora no cantinho de felicidade*
Buenas e me espalho .. NÁ! Estou aqui mais uma vez pra postar essa fic bonitinha que vocês adoram ... né? Adoram né? NÉ? *olhos brilhando* E praqueles que pensaram "coisa pulsante, omfg, é a coisa do Jjong" ... Tenho uma surpresinha ... hahahaha! Divirtam-se ~ -v-

A morte da minha vó veio como uma bomba pra cima da nossa família. Apesar de ainda ser pequeno, eu sabia que nada disso era bom. É claro que eu fiquei triste, pois era ela que cuidava de mim.

Minha mãe simplesmente não aceitava isso, e então naquele dia, deixou meu pai e a mim, sozinhos no mundo, 4 anos depois de minha vó. Eu simplesmente não tinha chão. Eu amava meu pai, e sabia que ele me amava, mas não era a mesma coisa sem as duas únicas mulheres da minha vida.

Era um tormento para mim, ser obrigado a levantar cedo, ir pra escola como se nada tivesse acontecido, ser descriminado por outras crianças por não ter mais minha mãe. Eu nunca sequer tive amigos naquele lugar. Moramos no distrito de Jung-Gu a minha infância inteira. A cada dia que passava, eu me sentia mais e mais sozinho, pensando até em desaparecer. Pra mim seria mais fácil, assim não teria que enfrentar os diabos dos meus colegas, e nem ter que chorar escondido de meu pai, pra que ele não ficasse magoado, mais do que já aparentava estar.

Kim ChinHwa, meu pai, é um homem muito ocupado e importante. Ele trabalha em uma empresa de ações, então nunca estava em casa. E como eu não tinha mais ninguém pra ficar comigo, meu pai contratou babás. Não que eu não gostasse delas, mas ... Eu já tinha 12 anos, e não queria ter que ficar dependendo de estranhos. Ao menos, quando meu pai chegava, ele sempre me traria um presente, pensando que assim, a minha dor seria diminuída. Por um tempo não funcionou, mas eu me dediquei a mostrar à ele, que eu não estava mais tão abalado quanto antes.

Dois anos se passaram, e meu pai decidiu que era hora da gente se mudar. O distrito de Jung-Gu se encontrava bem no centro de Seoul, e a gente iria pro norte, pra Dobong-Gu. Confesso que fiquei feliz de me livrar das pragas e do passado triste que vivenciei aqui. Assim que sua presidência foi transferida, eu e meu pai fomos pro norte, começar uma vida nova.

O lugar era ... Espetacular. Shoppings, prédios iluminados, outdoors coloridos. Tudo nesse distrito me agradava. Senti que pela primeira vez, não seria rejeitado e que minha vida ia dar um UP digno de Oscar.

Isso, até eu ter meu primeiro dia de aula, na academia SM High School Broaden International. Nome comprido, academia complicada. Eu achei que estava confiante o suficiente, até colocar meus pés na sala de aula do 1º ano. Minha confiança foi pro espaço quando um bando de garotos começaram a mexer comigo, só porque meu cabelo era loiro.

Todo santo dia, por exatamente uma semana, ao entrar na sala, era recebido com cara feia, e murmúrios a respeito do meu jeito e meu visual. Não que eu devesse me importar com eles. Que falassem o que quisessem, mas o caso era que, eles desenhavam coisas horrendas direcionadas à mim, e estavam começando a partir pra agressão quando eu não os respondia.

Certa vez, no final desta exata semana, eles esperaram todos os alunos sair da sala, e me encurralaram, trancando a sala comigo dentro. Eu tremi feito um gatinho com medo, e eles se aproximavam mais e mais. O líder deles, um menino de estatura média chegou perto de mim, e puxou meus cabelos, me fazendo ficar de joelhos em frente à ele. Eu gemi de dor, e desviava qualquer olhar que ele mandasse em minha direção. Ele berrou, e eu me abaixei mais ainda, jurando que ali seria meu fim. Mas então, o destino mostra as caras, e justiça é feita. O garoto estava pronto pra me dar um soco, quando a porta veio a abrir, e um garoto, de cabelos escuro e curto arrepiado, empurrou o garoto que estava me maltratando, e me levantou, me levando junto com ele pra fora da escola. Os outros nem se atreveram a olhar pra ele, muito menos impediram de me levar dali.

Fora do prédio, ele me levou até o jardim, onde me sentou num banco e se ajoelhou a minha frente, limpando a sujeira de meu rosto e arrumando meu cabelo. O ato do outro me fez corar. Eu nunca tinha visto ele na escola, apesar de estar ali há uma semana. Ele sorriu pra mim, e eu timidamente, devolvi o sorriso. Vendo ele cuidar tão bem de mim, fez meu coração ferver e pular de alegria. Acho que estava apaixonado, pela primeira vez em todos os meus 14 anos.

Desde aquele incidente, o garoto começou a andar comigo pra cima e pra baixo. Ele tinha alguns amigos, e esses não se importavam com minha presença. Eram indiferentes. Apenas um falava comigo, e ele atendia as mesmas aulas que a minha. Seu nome? Choi Minho. Ele era gentil, e sempre fazia dupla comigo pra projetos, já que meu 'amor' era uma série acima da nossa. Eu nunca mais fui agredido, e os meninos que anteriormente debochavam de mim, agora já nem arriscavam olhar atravessado pra mim, pois eu tinha meu 'amor' e o Minho do meu lado.

Perto do meu aniversário de 15 anos, eu já estava bem mais confiante na escola. Já havia superado 6 meses do lugar, e modéstia a parte, em ótima companhia. Senti minha DIVA interior se espalhar pelo meu ser quando fui convidado por meu 'amor' a passar um dia com ele, em sua casa. Era esse dia em que eu diria o que sentia, e ele provavelmente, diria o mesmo. Estava nervoso com tudo, mas ao mesmo tempo confiante. Saí de casa, e pedi pra que o chauffer me levasse até a residência 'dele'. Chegando lá, ele me recebeu com o sorriso mais lindo que eu poderia ter visto. Mas não estavámos sozinhos. Os amigos dele também estavam lá, incluindo o Minho, que sorriu gentilmente ao me ver. Ficamos alguns minutos ali na sala, assistindo um filme qualquer, quando meu 'amor' me convidou pra ir ao seu quarto, pois precisava falar comigo. Eu acenei com a cabeça ainda mais tímido com a súbita sugestão dele. Ele entrelaçou nossos dedos juntos e me puxou pra seu quarto, e eu olhei pra trás, dando uma última olhada pra seus amigos. E o único olhar que me preocupou foi o de Minho. Ele parecia ... arrependido, mas logo deixei isso de lado, quando meu 'amor' me chamou e a gente seguiu pra seu quarto.

Quando ele fechou a porta, nos sentamos na sua cama, e eu como de costume, dei uma olhada em volta do cômodo. O lugar era bonito, e cheirava à 'ele'. Ele então, entrelaçou mais uma vez nossos dedos, e me chamou num sussurro que me fez tremer de excitação. Ele me disse o quanto eu era bonito pra um garoto, e que desde a primeira vez que pôs os olhos em mim, sabia que deveria me ter. Me senti corando bruscamente, e abaixei a cabeça, apenas pra ela ser levantada de novo e lábios roçarem os meus. Eu fechei os olhos e curti a sensação. Após alguns segundos assim, ele se afastou e eu o olhei. Ele me puxou pra cama, e eu deitei, ele se pondo em cima de mim. Eu estava uma pilha de nervos. A gente mal tinha beijado e ele já queria ... me comer? Antes que pudesse protestar, ele atacou meus lábios de novo, e eu num impulso, me deixei levar. Ele mordeu meu lábio inferior, pedindo entrada pra explorar minha boca, e eu deixei. A habilidosa língua dele explorou cada canto da minha boca, logo se entrelaçando com a minha, numa batalha incessante por dominância, da qual ele ganhou. Quebramos o beijo de novo totalmente necessitados de oxigênio. Enquanto eu ainda recuperava o fôlego do meu primeiro beijo, ele não perdeu tempo em puxar minha camisa pra cima, revelando meu peito. Ele se abaixou e começou a beijar meus mamilos e a mordê-los levemente. Um gemido abafado escapou dos meus lábios. Ele tomou isso como consentimento, e continuou, suas mãos agora desabotoando minhas calças. Opa, não tão rápido! Eu protestei, e ele rosnou, não dando bola pra mim e continuou a tentar desfazer o mistério que era tentar desabotoar minhas calças. Eu protestei mais alto agora, e ele se levantou, me encarando com o que parecia ser raiva. Eu expliquei que amava ele, mas que isso era muito rápido pra estar acontecendo. Ele riu, e disse que eu era ingênuo, por acreditar que ele gostava de mim do mesmo jeito que eu. Eu me senti traído. Me levantei da cama, e abaixei minha camisa, andando em direção à porta. Eu estava prestes a abri-la quando ele pôs a mão nela, me impedindo de qualquer coisa e prensou seu corpo no meu, deslizando uma mão até minha bunda, e apertando com gosto. Ele então sussurrou.

— "Achou que eu realmente iria me apaixonar por você? Meu único motivo pra me aproximar de você, foi pra estar dentro das suas calças. Te fazer gritar em pânico e dor, enquanto eu meto em você até gozar no seu rabo abusado por mim ...."

Eu tremi com o que ele disse, e então senti um calafrio quando uma coisa pulsante foi de encontro com as minhas costas. O que era, eu não sei ao certo, mas eu tinha um palpite. Eu murmurei pra que ele me deixasse sair, jurei nunca mais olhar pra ele na escola, que ele não precisasse se preocupar comigo. Mas ele riu de novo. Seu riso enviando ondas de horror pela minha espinha. Eu fui um tolo. Então ele sussurrou de novo.

— "O que aconteceu, Kibum?" e sua risada foi mais alta, me fazendo pular de susto.

Ele começou a me tocar de novo, e eu o empurrei, tentando abrir a porta o mais rápido que pude, mas minhas trêmulas mãos me traíam. Ele pulou em cima de mim de novo, puxando minhas roupas e me segurando com força contra a parede do lado da porta. Eu berrei pra que ele parasse, e no meio disso, comecei a chorar e implorar pra que ele pelo menos não me estuprasse. Ele me deu um tapa, e eu gritei de dor. Aquele era meu fim. Eu ia ser estuprado por um 'maníaco' que eu pensei que gostasse de mim. Eu nunca mais iria confiar em ninguém em toda minha vida. Mas, mais uma vez o destino foi justo e a porta foi bruscamente aberta. Olhos furiosos encaravam o 'maníaco' que me prendia na parede, e meu salvador arrancou ele de cima de mim, me trazendo junto com ele pra fora do quarto, pra fora da casa.

Ao chegarmos na rua ouvimos um último grito do 'maníaco', declarando que mais cedo ou mais tarde, ele me teria, que custasse qualquer coisa.

Me senti devidamente violado. Ele me levou pra minha casa, e meu salvador se mantinha a uma certa distância de mim, pra que eu não achasse que, ele também, podesse fazer algo contra mim. Eu chorava baixinho. Apenas nós dois estávamos em casa. Ele chegou perto de mim e me esticou um lenço, que eu aceitei e limpei minhas lágrimas. Agora com a vista mais limpa, e mais calmo do que ocorreu a pouco tempo atrás, eu olhei pra meu salvador, e ele não era ninguém menos que Choi Minho. Seus olhos me olhavam com um pouco de pena, mas no fundo ele tinha um pouco de raiva em seus olhos carismáticos. Eu suspirei, e ele ficou surpreso com o que fiz. Eu o abracei forte. Tão forte que ele estremeceu com minha pequena força. Ele me abraçou de volta, e uma coisa mantive em mente: Ele seria meu melhor amigo pro resto da minha vida.

~~~*

— "O que aconteceu, Kibum?", ele sussurrou no meu ouvido, e eu senti meu corpo todo amolecer, e minha pele arrepiar.

Mas que porra é essa?

---

Eu entrei em transe. As lembranças voando em meu pensamento. Os fatos, os rostos e o medo. Todos voltaram a mim. Aquela única frase que me fazia ter pesadelos, quando ainda tinha 15 anos. Não sei quanto tempo fiquei paralisado, o rosto sem expressão e uma voz miúda no fundo me chamando. Um toque, e eu voltei pra Terra.

— "Hyung~ O que foi?", Taemin me chamou, destrancando-me do meu transe. Eu o olhei, e ele estava na minha frente com as mãos em meu rosto. Eu sorri e ele também.

— "Kibum ...", o dinossauro falou atrás de mim, ainda prendendo minha cintura. Eu senti aquele pulsar de novo, agora mais forte. Eu me estiquei, e só então percebi de onde vinha as pulsações: do seu peito. Eu me senti estranhamente confortável depois da minha descoberta, mas ainda sim forcei minha saída dos seus braços.

Ele pareceu desistir de me prender e me soltou, dando alguns passos pra trás e olhando pro chão, como se estivesse envergonhado de algo. Eu o examinei de cima a baixo, procurando traços dele. Mas não encontrei nada, e me senti aliviado.

Taemin, que estava do meu lado, cutucou meu braço e eu o olhei. Ele sorriu tímido, e eu tive vontade de abraçá-lo ali mesmo, mas eu tinha algo importante pra fazer. Eu sorri pra ele e toquei seu rosto. Ele corou levemente, um tom de rosa bebê em suas bochechas o fez parecer ainda mais fofo. Realmente, um perigo pra humanidade ... Mas um perigo inocente. Eu olhei de volta pra Jonghyun, que nos encarava. Ele pareceu bravo, porque antes de se jogar de volta no lago ~Ness~ ele bufou e bateu o pé. Eu me virei pra Taemin novamente.

— "Taeminnie~ Eu vou entrar, preciso trocar minha blusa, pois o pangaré ali me molhou, e fazer uma ligação urgente. Depois nos falamos, ok?", eu disse. Ele sorriu e acenou com a cabeça, voltando-se pro lago e se atirando logo em seguida.

Eu dei uma última olhada pra eles, e segui pra casa, onde precisava tomar providências sobre um certo assunto.

~*

~ Minho's POV ~

Eu recém havia saído do banho quando meu celular tocou. Fui até a cama, e o peguei, sem olhar quem estava ligando, atendi. Meu pior erro.

— "CHOI MINHO SEU FILHO DE UMA PUTA! ONDE VOCÊ ESTAVA ESSES DOIS DIAS? PORQUE NÃO ME LIGOU? ESTOU TÃO PUTO COM VOCÊ AGORA QUE EU CORTARIA ESSE SEU P--", eu abafei o telefone no peito, sentindo as vibrações dos berros do Key. Eu não queria saber o que ele faria com o meu ... Err ... 'júnior' por não ter ligado pra ele.

Eu tenho uma desculpa razoável pra esse problema. Eu fiquei sem bateria, e simplesmente não carreguei o telefone. Eu estava atarefado, comemorando a vitória do nosso time de futebol. Só ontem à noite lembrei de pôr ele no carregador. Mas vai tentar explicar isso pro Key. Eu coloquei o telefone de volta no ouvido, ouvindo o final de suas ameaças.

— " ... E DEPOIS DE ASSADO, SERVIR NUMA BANDEJA DE PRATA!", ele terminou, bufando e eu sabia que estava de beicinho. Haha~ Diva como sempre.

— "Também senti sua falta, Key. Obrigado também por se lembrar que eu tinha um jogo importante e que fomos os campeões, invictos como sempre", eu disse, orgulhoso de ser o capitão, e o artilheiro do time, com mais gols feitos. Ele fez um som de surpresa e então riu.

— "Parabéns Capitão! Sem você, aqueles vermes não seriam nada, hahahaha~", ele riu e me fez rir. Era verdade, sem mim, o time seria apenas mais uma merda. EU era a diferença.

— "Então, comemorou fazendo a festa da nudez no seu quarto?", ele continuou, e eu sabia que eles estava maliciando sua pergunta. Eu corei com o que ele falou. Era verdade que eu era um menino bastante disputado na escola, mas nenhuma garota me atraía. Às vezes penso que tem algo de errado comigo.

— " K-key ... N-não fale assim, v-você me conhece ...", eu falei, totalmente nervoso. Ele riu da minha tal inocência, e eu sorri, ele realmente me conhecia.

— "Mas então," comecei, mudando de assunto.

— "O que você queria? Ouvir a voz do seu melhor amigo?", perguntei, mexendo com ele. Ele suspirou e então respondeu.

— "Minho, eu preciso de você aqui," ele começou, e pelo seu tom, algo deve ter acontecido com ele.

— "Você pode vir pra cá? Vai haver uma festa em uma semana, e você sabe que eu não resisto a uma festa e você é meu acompanhante de festas, mesmo ficando no canto, com cara de bunda e rejeitando qualquer garota que chegue a você", ele disse num só minuto. Eu revirei meus olhos.

— "Hum ... Acho que posso ir aí, no final da semana e --", ele me cortou bufando.

— "Minho ..," ele começou. Aish, algo realmente aconteceu.

— "Por favor, vem hoje! Eu sei que você não tem mais nada pra fazer. Por favorzinho, Minho- hyuuuung~", ele choramingou. Bem, ele choramingou E cantalorou. Ele estava certo, eu não tinha mais nada pra fazer, então, porque não?

— "Certo! Amanhã de manhã eu pas--", ele me cortou de novo com um berro.

— " YAH! VOCÊ TEM TRÊS HORAS PRA CHEGAR AQUI! PEGUE A PORRA DO SEU CARRO, E VEM!", ele terminou a ligação, sem ao menos me deixar protestar. Céus, ele deveria ser o capitão do time. Sua voz de comando é poderosa, e mete medo em quem não o conhece direito. Fazer o que, comecei a arrumar minha mala o mais rápido que pude. Tinha apenas três horas pra estar lá. Sorte eu ter um carro potente, né?

~~*

Notas finais
Oh. My. Gawd! Mil perdões pela demora! Sabe o quão difícil é tentar entrar no personagem quando este está no passado? E pra piorar, minha mãe me chamando de 5 em 5 minutos? O___O'
Bom, aqui está esse capítulo, ele deve estar chato, mas né, o próximo vai ter encontro de gigantes, hahaha! 2MIN finally meet! OMFG, so excited!! Como de praxe ~> http://www.youtube.com/watch?v=HyluXd6gXeQ vídeo pra animar a galerê! Já viram esse vídeo? Eu morro de eyesgasm... *O*