My Story
2 Sorte, obra do destino? Vai saber.
Notas iniciais
Era bom demais pra ser verdade, eu devia estar sonhando, se foi coincidência, foi a melhor que já me aconteceu. Era mesmo a tal garota da igreja. Eu me lembro como se fosse ontem a primeira coisa que eu disse pra ela: "Seu cabelo é ruivo, você parece com a Erza, do Fairy tail".
Cara, que coisa retardada que eu fui dizer, bom, no momento que eu disse até que foi, mas pra minha sorte ela gostava de animes também e conhecia Fairy Tail. Eu consegui conversar com ela, nada muito interessante pra se dizer a não ser que ela já tinha namorado. Eu fiquei puto de raiva.
Acabou que depois do projeto ficamos um ano sem se falar e mais um ano eu fiquei sem ir pra igreja. Quando eu voltei, eu tive a ideia de entrar na banda da igreja, assim eu participaria dos ensaios e conheceria melhor a garota. Ela se chamava Cristina e tinha 19 anos, três anos mais velha que eu.
Ela me deu o telefone dela e começamos a conversar aos poucos, chegamos a passar dias inteiros sem largar o celular, conversando, ligando, mandando fotos, etc. Foi quando ela se declarou pra mim, vocês tinham que ver a cara que eu fiz, fiquei muito surpreso.
Depois dos ensaios e depois dos cultos, ela me pedia pra acompanhar ela já que ela tinha medo de voltar sozinha pra casa, mas ela só me deixava ir até uma certa esquina, eu nunca ia até a casa dela. E era o que eu mais queria, já que ela sempre ia na minha.
Acabou que a irmã dela, que também gostava de mim me chamou pra ir lá e eu consegui finalmente ver a casa dela. Vocês não tem ideia do quanto demorou. Como foi a irmã dela que tinha me chamado, não valeu. Mas depois que eu acompanhei ela de novo, ela perguntou se eu não ia até a casa dela, bom, eu fui. Essa valeu.
Tivemos longas conversas, ela andou segurando meu braço uma vez, entrelaçava os dedos nos meus. Mas não passava disso, ela ainda tinha namorado. Que raiva!
E ela brigava comigo todos os dias, chegou até um ponto em que ela disse que me odiava e que nunca mais queria me ver, então eu resolvi mudar meu jeito de ser, eu era malvado e fiquei bonzinho, eu gostava de ajudar os outros, principalmente os idosos, eu me sentia bem com isso.
Mas quando tudo se resolveu, já não era a mesma coisa, não era o mesmo amor, a chama se apagara. O máximo que eu sempre pude fazer foi abraçar ela, acariciar o cabelo, dar um beijo no olho dela. Mas era de um amor de namorados que não passava de amizade.
No dia do aniversário dela, todos brigaram com ela e tinha sido o por aniversário de todos, ela não saiu pra lugar nenhum, e eu chegava tarde da escola. Eu fui até a casa dela pra gente conversar e ela chorou bem na minha frente e disse que queria morrer.
Eu convenci ela a não fazer isso, não me lembro das palavras. Mas eu dei a ideia de irmos comer pastel, eu tinha só cinco reais no bolso que eu tinha ganho da minha avó. Não riam.
Fomos na praça e eu usei o dinheiro pra comprar o pastel, que era a comida que ela mais gostava. Acompanhei ela de volta, mas dessa vez só até a esquina, já era tarde da noite, em torno de 23:30h.
Quando eu cheguei em casa, minha avó brigou por ter voltado tarde, mas valeu a pena. Ela me mandou uma mensagem dizendo que tinha sido melhor do que ela pensava, ( e olha que foi só um pastel ). Disse também que estava apaixonada por mim e eu disse que também estava por ela. Disse que me amava.
Mas tudo foi momentâneo, ela nunca deixara o namorado dela, mesmo depois disso tudo.
Aí você se pergunta, onde estava o namorado dela esse tempo todo, que deixou isso tudo acontecer? Não faço ideia, vai ver ele não é alguém muito presente.
A líder da nossa célula disse algo sobre namoro e brigou com os jovens que namoravam e esse foi o golpe final, ela não quis mais saber de mim. Eu achava que iria dar certo, tinha tudo para dar!
A vida te surpreende a cada escolha, precisamos ser sábios nesses momentos. Já dizia a Lei de Murphy: "Se tiver uma chance de dar errado, dará errado".
Não deixe que essa chance exista, o amor começa onde termina.
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