My Son, My Secret
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Bom, este capítulo foi escrito por mim e pela Bia e tem (finalmente) a volta do Sev (lindo, gostoso, que eu quero na minha cama - tá parei).
Bom, espero que não queiram me matar pela minha demora mas é que eu tenho um namorido (é, um namorado que é mais marido) que exige a minha atenção... Às vezes ele acaba fazendo com que eu perca o foco do que estou escrevendo, daí a minha inspiração vai pras cucuias e eu desisto de escrever...
Mas aos pouquinhos vai me brotando uma inspiração louca e vou escrevendo no note...
Bom, agora, sem enrolações, mais um capítulos para satisfazer essas mentes sedentas por letras...
Boa leitura minhas amadinhas...
Ah, e só para terminar, agradeço a raquelsd e Suzy Moreira por terem recomendado minha fic...
Ah, tem também duas pimentinhas que ficam me enchendo no facebook para que eu escreva logo os capítulos (Anita e Patrícia)... Amo vocês minhas lindas... Na verdade, amo TODAS vocês, sem exceção...
Agora sim.
Bye.
*_*
POV Minerva
Depois que Hermione saiu de meu escritório, olhei para os pequeninos que não paravam quietos no lugar querendo conhecer tudo na sala. Nisso eles se pareciam muito com sua mãe, que anseia sempre por mais sabedoria.
– Benjamin, Alice, querem uma varinha de alcaçuz?
As crianças viraram-se para mim e sorrindo, vieram para perto esperando o doce prometido.
Fui até o armário e peguei um pote de doces que antigamente era abastecido por Dumbledore e agora, eu havia pego o costume de manter sempre o pote abastecido. Virei-me e mostrei o pote para as crianças que sorriram de um jeito lindo e fofo.
Abaixei-me e estendi um pote para eles que pegaram uma varinha de alcaçuz cada um. Comeram e logo quiseram mais. Estendi novamente o pote e eles pegaram uma barra de chocolate que era doce por fora e amarga por dentro.
Benjamin foi o primeiro a comer, e quando o fez quase morri de tanto rir da careta dele. Alice vendo a cara do irmão, olhou para a sua barra intocada e estendendo sua mãozinha, me devolveu a barra. Era interessante a ligação que os dois tinham, pois parecia que Benjamin protegia a irmã provando as coisas primeiro para ver se ela iria gostar ou não.
Dei outra varinha de alcaçuz para Alice e me dirigi à minha mesa.
Ia me sentar quando bateram na porta.
– Entre!
A porta foi aberta e por ela passou um Filch com a cara emburrada de sempre, mas atrás dele havia uma moça, não aparentando mais de vinte e cinco anos, parecendo tímida.
– Diretora, esta moça disse que tem uma reunião com a senhora. – falou Filch.
Puxei na memória se tinha algo marcado para hoje e me lembrei de que uma moça chamada Anne Schmittel iria vir falar comigo a respeito de uma vaga para o irmão em Hogwarts.
– Ah sim! Você é a senhorita Schmittel? – perguntei.
– Sim senhora! Sou Anne Schmittel. – e estendendo a mão, veio até minha mesa. Cumprimentei-a e sinalizei para que ela sentasse. Filch havia ido xeretar perto das crianças.
– Sr Filch? Não tem algo para fazer pelo castelo? – indaguei. – Ah, já aproveitando que o sr. está indo, pode chamar a Madame Pomfrey para ficar com os pequenos?
Ele fechou a cara e saiu da sala.
Minutos depois, Poppy apareceu e eu pedi a ela que ficasse com os gêmeos. Dei-lhe a bolsa com as mamadeiras e fraldas e esta saiu da sala segurando os dois pelas mãos.
Antes de sair, os pequerruchos viraram-se e deram tchau para mim e para Anne que ficou boba em ver o quão fofos eles eram.
– Desculpe-me perguntar... São seus netos? – perguntou a moça.
– Hum... De certo modo sim. São sim. – sorri amigavelmente.
Ela assentiu e começamos a conversar sobre o seu motivo de aparecer em Hogwarts.
*****************
POV Snape
Mal aparatei na estradinha e já pude ver os contornos de Hogwarts.
Após tanto tempo longe, não imaginei que sentiria algo tão estranho ao voltar, não era como se eu estivesse voltando para casa, mas mesmo assim era reconfortante.
Sei que deveria ter voltado apenas três dias depois das aulas terem se iniciado, mas, não sei por qual motivo, estava ansioso para voltar.
Tirei-me de meus devaneios e comecei a andar pela estrada indo em direção à Hogwarts enquanto ia revendo os planos que tinha feito alguns dias atrás e que agora seriam mudados mediante minha volta antecipada.
Os planos eram que eu teria que viajar até a França no final de semana para poder conversar com ela, mas já que vim antes, comecei a tentar tomar coragem para ir amanhã mesmo resolver os problemas de minha vida de uma vez por todas.
Ao chegar aos portões da escola, parei um pouco para apreciar a bela vista. Assim que encostei-me no portão este se abriu vagarosamente para permitir a minha entrada.
Passei por ele, apontei a varinha para mim mesmo e desfiz o efeito da poção polissuco que tinha me deixado com a aparência de um senhor de meia idade. Era tão bom voltar a ser eu mesmo, nesses últimos tempos eu quase não me sentia normal, pois era como se outra pessoa estivesse vivendo a minha vida.
Voltei a andar, perdido em pensamentos até que ouvi e vi algo que me fez parar.
Perto do Lago Negro Madame Pomfrey estava sentada na grama juntamente com duas pequenas crianças que riam abertamente de algo que ela fazia com as mãos que de longe não pude ver o que era.
As crianças pareciam não ter mais do que poucos anos de idade, provavelmente um ou dois anos. A curiosidade tomou-me e antes que eu percebesse o que estava fazendo, meus pés começaram e me encaminhar para perto das crianças.
Ao notar minha aproximação, Poppy parou o que estava fazendo e sorriu para mim:
– Olá Severus, que bom revê-lo... Mas não era para você voltar só depois de amanhã?
– Ahn... Er.. Olá Poppy... Resolvi retornar mais cedo para tratar de alguns assuntos antes de voltar a lecionar... – ela assentiu levemente e depois de algum tempo, perguntei:- Quem são essas crianças?
– Ah, este é Benjamin e a mocinha é Alice. Não sei realmente de quem eles são filhos, mas Minerva disse que são de uma sobrinha dela que está procurando emprego em Londres e pediu para ela cuidar deles por hoje...
Assim que Madame Pomfrey terminou de falar, notei que tinha algo errado, pois Minerva nunca havia dito que tinha uma sobrinha. Na verdade, ela nunca havia mencionado ninguém de sua família.
– Ela te disse o nome dessa sobrinha? – indaguei.
Poppy ponderou minha pergunta por um momento e respondeu:
– Agora que me perguntou, não, ela não me disse o nome da tal sobrinha... Estranho... Alice volte aqui, não chegue muito perto do lago! – enquanto conversávamos, a menininha levantou-se da grama e foi em direção ao Lago Negro, abaixou-se e pegou algo que estava próximo à água e com passinhos vacilantes veio em minha direção.
Agachei-me e esperei ela chegar perto de mim. Quando se aproximou o suficiente estendeu sua pequena mãozinha oferecendo-me a coisa que pegou na beira do lago; estendi a minha mão e lá ela depositou uma pequena flor roxa que estava um pouco amassada por ela ter apertado em sua mãozinha.
Fiquei olhando a florzinha por vários momentos até perceber que ela ainda continuava a minha frente, olhando-me com olhinhos curiosos, acho que esperando uma reação minha.
Por puro impulso, sorri para a garotinha, que em resposta, deu-me um sorriso tímido. Ela era linda, com aqueles cabelos negros e cacheados, os olhos castanhos, nariz afilado e covinhas nas bochechas rosadas. Tinha certeza de que a menina me lembrava de alguém, mas eu não conseguia no momento lembrar-me quem.
Não notei que fiquei olhando-a fixamente por bastante tempo, até que Poppy me tirou de meus pensamentos ao chamar a menina:
– Alice, venha, vamos lanchar?
A pequena deu um último sorriso para mim e foi relutante em direção à enfermeira que estendia a mão, em um amistoso convite. Depois que os dois deram a mão para Poppy, esta se virou e falou com as crianças:
– Vamos dar tchau para o professor? – soltou a mão do menino e deu tchau para mim, logo sendo seguida pelos pequenos que riam e acenavam.
Viraram-se e foram embora.
Fiquei ali parado, vendo-os partir. Não sabia o que tinha acontecido comigo, mas aquelas crianças haviam despertado algo em mim, algo muito puro e forte. Era óbvio que não deixaria isto transparecer, pois pareceria ridículo que um homem como eu ficasse tocado por conta de um simples gesto de uma criança. Guardaria o sentimento apenas para mim.
Após o que pareceram mais alguns longos minutos, levantei-me e comecei a ir em direção ao escritório de McGonagall, pois tinha que anunciar a minha volta e perguntar-lhe sobre as crianças de sua misteriosa ‘sobrinha’, já que as feições da menina não me saiam da cabeça e por mais que eu tentasse ainda não conseguia associá-la a ninguém.
Ia andando pelos corredores, perdido em pensamentos, até que passando próximo à sala de Transfiguração, ouvi uma voz que me fez estacar.
Era a voz dela, disso eu tinha certeza. Ou talvez eu apenas estivesse maluco.
Aproximei-me da porta e vendo que ela se encontrava entreaberta, afastei-a mais uns centímetros para poder ver melhor o interior da sala.
Até o momento não havia visto nada demais, somente alunos sentados silenciosamente prestando atenção na professora que... “Oh não! Só pode ser uma alucinação... Não estou vendo-a de verdade...”
Não notei que tinha me encostado de tal forma na porta que fez com que essa se abrisse rápida e estrondosamente, me fazendo cair para frente.
Ouvi o barulho de várias pessoas prendendo a respiração ou dizendo “Oh!”.
Levantei-me vagarosamente, achando que estava parecendo idiota no estado em que me encontrava. Assim que me pus de pé, olhei com a cara mais ameaçadora para os alunos que estavam mais perto e que me observavam assustados, até que continuando a levar o meu olhar pela sala, deparei-me com ela me olhando mais assustada do que todos ali.
Rapidamente tratei de sair dali, sem saber realmente aonde meus pés me levavam, apenas querendo me afastar daquela sala.
Corri com minha capa esvoaçando atrás de mim, notando, vagamente, que meus pés me levavam para as masmorras, o lugar em que me sentia mais seguro, o meu refugio nas horas mais difíceis.
Entrei em meus aposentos, que mesmo depois de tanto tempo, estava limpo e organizado; provavelmente algum elfo do castelo o manteve arrumado para o caso de eu voltar sem aviso.
Encostado na porta de meus aposentos, eu respirava com dificuldade, ao me lembrar do que tinha acabado de acontecer, mas aos poucos, minha respiração voltava ao normal, e meu coração desacelerava.
Quando consegui controlar-me, peguei a jarra de água que parecia ter sido colocada recentemente em cima da mesa e enchi um copo, virando-o de uma só vez. Após beber, sentei-me na poltrona de que tanto gostava e apoiando a cabeça nas mãos, comecei a refletir sobre a besteira que havia acabado de fazer.
Pensei no quão idiota eu havia parecido na frente daqueles alunos, na frente dela.
“Ora, por que estou preocupado com o que eles vão pensar? Com o que ela vai pensar?”
“Pense numa coisa Severus, pelo menos você não terá que viajar até a França para conversar com a mulher...” disse meu outro lado.
Ponderei por um momento e pensei que de fato era melhor que ela estivesse aqui, pois assim poderíamos pôr tudo em pratos limpos o mais breve possível, e acabar com os meus problemas por causa dessa mulher para sempre, mas então, outro pensamento me veio à cabeça: “Se ela está aqui, quer dizer que o maldito búlgaro também está... Merda!”
“Ora, pare de ser um bobo e vá conversar com ela, afinal que diferença faz ele estando aqui? Você poderia tê-lo encontrado na França também. Vocês precisam se entender, precisam conversar e tentar entender o que houve...” meu outro lado novamente.
“Hum... Certo. Pensarei a respeito...”
Ia continuar a confabular com minha mente, mas uma batida na porta me fez parar o que fazia.
Outra batida e meu coração voltou a bater desenfreado em meu peito, até que ouvi a voz da diretora dizendo:
– Abra Severus, sei que está ai! Abra, quero falar com você.
Andei até a porta e abri-a para deixar que a bruxa entrasse. Assim que ela o fez, fechei a porta e sentei-me novamente em minha poltrona, antes de me lembrar que poderia ter usado magia. Eu andava há tempos demais entre os trouxas.
– O que quer Minerva? – falei colocando minha máscara de indiferença, mesmo sabendo que provavelmente ela poderia ver através dela.
– Ora, você voltou mais cedo e gostaria de saber o porque. Não posso?
– Ahn, claro... – respondi.
– Então, vai me dizer por que voltou cedo? – indagou arqueando a sobrancelha.
– Hum... Estava cansado de ficar tanto tempo escondido entre os trouxas, é horrível ter de limitar a minha magia... E também preciso resolver uns assuntos antes de voltar a lecionar.
– Sei... – fitou-me por um longo momento, perguntando por fim:- Afinal, por que não foi diretamente à minha sala assim que chegou?
Ia falar o que me havia ocorrido, mas lembrei do quão patético tinha sido o episódio que resolvi inventar uma desculpa qualquer:
– Estava cansado da viagem, por isso resolvi vir primeiro aos meus aposentos descansar um pouco para depois procurá-la.
Minerva não pareceu aceitar minha resposta, mas resolveu deixar para lá.
– Então, vai voltar a dar aulas amanhã mesmo?
– Pode ser... Cansei de ficar sem fazer nada por tanto tempo, preciso voltar a tirar pontos das casas para me sentir ‘feliz’. – debochei. Ela assentiu em resposta ao meu humor que continuava amargo. Por um momento não me aguentei e perguntei:- Por que não me disse que ela estava lecionando aqui?
A bruxa pareceu surpresa com minha pergunta.
– Você a viu? Viu Hermione? – ela parecia nervosa.
Suspirei.
– Sim, eu a vi. De início achei que estava delirando, mas quando cheguei à porta da sua antiga sala, a vi...
– Ela lhe viu também?
– Pode-se dizer que toda a sala me viu... – suspirei novamente e resolvi contar o que houve. – Quando ouvi a voz dela, me aproximei da porta da sala e espiei por uma brecha entreaberta, mas encostei com muita força na porta e esta se abriu com tudo e eu fui ao chão.
Até o momento a mulher não havia expressado nada, mas quando terminei dizendo sobre a minha queda, ela começou a rir.
– Ai Severus, não acredito que logo você se deu a esse vexame.
Fechei meu rosto e olhei bravo para ela.
– Não zombe de mim mulher! Foi um deslize.
– Não estou zombando de você Severus, apenas achei engraçada a situação.
Fiz um muxoxo de infelicidade e fui até a estante onde peguei uma garrafa de Whiskey de fogo e enchendo um copo, ofereci à Minerva, mas esta recusou, e se limitou a apenas levantar uma sobrancelha, como em aviso para eu não beber muito. Comecei a bebê-lo aos poucos.
Passamos uma boa parte da tarde conversando sobre amenidades, evitando falar sobre a castanha, mas como ela ficava martelando na minha mente, me esqueci de perguntar sobre as crianças, até que o sinal anunciando o fim das aulas do dia e o início do jantar tocou.
Minerva chamou-me para jantar no Salão Principal para poder anunciar a todos a minha volta, e meio relutante, aceitei.
Quando chegamos ao Salão todos os alunos se viraram para ver quem estava acompanhando a diretora. Muitos olharam assustados (os mais velhos) e outros apenas olharam sem entender quem eu era.
Vi quando os alunos da Corvinal começaram a cochichar entre si, provavelmente falando sobre o que ocorreu de tarde.
Semicerrei os olhos ao passar por eles, com um tipo de ameaça velada no olhar, fazendo com que os pirralhos parassem de cochichar imediatamente, e se encolhessem nos assentos.
Guiei meu olhar até a mesa dos professores e quase suspirei de alívio quando vi que ela não se encontrava na mesa, mas como Merlin simplesmente me odeia, logo ela apareceu, saindo da porta que ficava atrás da mesa dos professores.
Vi que todos os professores estavam sentados em seus respectivos lugares, não sobrando lugar para mim. Minerva reparou que não havia lugar pra mim e conspirando juntamente com Merlin, disse:
– Flitwick, pode conjurar uma cadeira e sentar-se na ponta da mesa? – o professor anão fez o que lhe era pedido e então, o homem, cujo rosto e nome eu não conhecia, sentou-se no lugar de Flitwick e deixou duas cadeiras ao lado de Minerva vagas. Esta se sentou na cadeira central e olhando-me travessa, pediu:- Severus sente-se ao meu lado, por favor?
Mesmo morrendo de ódio do que a bruxa estava fazendo, sentei-me ao lado dela, deixando assim o lugar entre eu e o professor desconhecido vazio. Aquele cara não me mostrava confiança, mas não dei muita importância à isso por achar que meu lado Comensal que há alguns anos estava adormecido apenas estava meio paranóico.
Notei que a castanha sentou-se duramente ali, não olhando nem um momento sequer para o meu lado. Logo o desconhecido puxou conversa com ela e eles iniciaram uma conversa que eu sem querer (será?) estava querendo escutar, mas Minerva logo chamou minha atenção para si.
Conversei por um bom tempo com Minerva, mas não consegui manter o foco na nossa conversa, pois a todo o momento meus ouvidos se voltavam para a conversa da castanha.
Em um momento em que não reparei, Minerva levantou-se e batendo um garfo numa taça para chamar a atenção dos alunos, disse quando estes ficaram quietos:
– Meus queridos alunos, tenho o prazer de anunciar que o nosso professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, o professor Snape, retornou à nossa escola. Quero que vocês o recebam com uma salva de palmas.
Sem vontade alguma de baterem palmas para mim, eles o fizeram por um breve momento.
– Obrigada! – virando-se para mim e dizendo baixinho, só para que eu escutasse:- Quer dizer algumas palavras Severus?
– Passo. Não estou a fim de gastar meu vocabulário Minerva.
Ouvi alguém bufar ao meu lado, mas não me virei para conferir quem era, pois já sabia que era a castanha. Minerva assentiu, virou-se para os alunos e disse:
– Bom, acho que é só isso, portanto, bom apetite!
Mal ela acabou de falar, a comida apareceu nas mesas, assustando os alunos novatos e fazendo os veteranos dizerem “finalmente”.
Olhei para aquela comida à minha frente, mas por mais que eu estivesse com fome, tinha a sensação de que nada passaria por minha garganta, pois tinha muito mais coisas entaladas nela do que eu queria demonstrar.
Virei a comida no prato para distrair minha atenção que estava totalmente voltada para a conversa dos dois ao meu lado, mas de nada adiantou. Depois de muito escutar ela rir do que ele falava me senti farto daquilo e levantando-me bruscamente, e sem explicações me retirei do salão com o olhar da maioria ali presente em mim.
Fui para meus aposentos e largando-me na poltrona, comecei a pensar.
“Por que será que eu estou me sentindo assim quando estou perto dela? Por que será que tenho tanta vontade de matar aquele maldito que está a falar com ela neste exato momento, fazendo-a rir enquanto eu sofro aqui?”
“Quer mesmo que eu responda Severus?” perguntou meu lado sensato.
“E que resposta você teria para essas minhas perguntas?”
“Simples, muito simples... Você ainda a ama!”
A resposta foi tão rápida que por um momento achei que poderia estar louco, por isso, perguntei, mas dessa vez em voz alta:
– Como é???
***********************
POV Vítor
Enquanto eu esperava a castanha chegar, dei uma arrumada na casa. Como isso não me levou muito tempo graças à magia, eu resolvi escrever um bilhete para a Anne em agradecimento, e só para confirmar o endereço, afinal eu pretendia manter uma correspondência constante com ela.
Oi Anne, Obrigado pelos conselhos e por ter me escutado, desculpe se em algum momento eu fui indelicado.
Abraços.
Ass.: Vitor.
Quando vi a castanha chegar a primeira coisa que eu percebi foi que ela estava muito cansada e com uma cara estranha, mas eu precisava (e muito) resolver esse problema com ela, então eu a ajudei a dar banho e jantar para as crianças e depois colocá-las na cama. Assim que elas adormeceram, eu me virei pra ela e disse:
– Hermionini, nós temos que conversar.
– Eu sei... Vamos lá para a sala, sim? – ela pediu, e assim que nos sentamos eu comecei.
– Me desculpe por sair daquele jeito hoje de manhã, foi egoísmo meu, pois você precisava de ajuda com as crianças. – Mas antes que eu pudesse continuar ela me interrompeu.
– Não Vitor, você tinha o direito de explodir... E quanto às crianças, a Minerva adorou ficar com elas hoje. – ela disse isso com um sorriso. – A culpa foi minha, eu não te contei, mas ontem a noite durante o banquete a Minerva disse que ele iria voltar a lecionar em breve, aquela notícia acabou comigo, fiquei com medo dele descobrir sobre as crianças, mas ao mesmo tempo todo o carinho e amor que eu sinto por ele me fizeram desejar revê-lo, e depois vem você dando investidas pra cima de mim, e eu estava tão cheia de sentimentos contraditórios e cansada de brigar com você por causa disso, que eu acabei cedendo. Sinto muito, eu queria te amar ao invés de ele, mas não dá sempre te vi como um amigo muito querido. – Ela terminou de dizer isso prestes a chorar, com os olhos cheios de àgua, mas ela é muito forte e por isso não iria chorar na minha frente.
– Queria te contar uma coisa que me aconteceu hoje... Quando eu estava voltando pra casa, encontrei por acaso com uma moça que ia até o castelo, e eu acabei desabafando um pouco com ela, e por incrível que pareça ela me disse que eu não te vejo como uma simples mulher, e sim como uma irmã e pensando nisso eu percebi que ela tem razão, por isso não estou mais chateado com o que aconteceu e vou parar de tentar fazer você se casar comigo para esquecer o narigudo. – Eu disse isso com um pequeno sorriso.
– E quem é essa moça posso saber?
– Por quê? Está com ciúmes?
– Não Ursão, só queria saber quem é ela para poder agradecer por ela ter conseguido colocar um pouco de juízo na sua cabeça... – A castanha sorriu, mas logo esta linda visão se desfez. – Vítor, ele voltou...
Não entendi de primeira.
– Ele quem Mione???
– Ele, o nari... Ahh, o Snape. – ela falou e baixou os olhos visivelmente nervosa.
– E agora? O que você pretende fazer?
– Sinceramente eu não sei o que farei... Estou com medo de que ele acabe descobrindo sobre as crianças e queira fazer algo de mal com elas. O que você acha que devo fazer?
Pensei por um momento e cheguei à seguinte conclusão:
– Acho que você deve conversar com ele, tentar falar que os pequenos são filhos dele e que se ele não quiser uma aproximação com as crianças, tudo bem, que você continuará criando elas sem precisar dele.
Ela olhou-me assustada com minha sugestão.
– Você está louco? Não posso dizer sobre as crianças, se não ele vai acabar fazendo mal a elas e eu não quero meus filhos correndo riscos. Nem pensar que eu iria fazer isso com eles!
Podia ver que ela estava em pânico.
– Acalme-se Hermionini, se você não quiser conversar com ele, tudo bem. É uma decisão sua, mas mais dia menos dia você terá que contar a ele a verdade.
– Até lá, eu quero que meus filhos fiquem seguros... Se for possível nunca falar para ele, eu nunca falarei.
O seu tom indicava que a conversa estava encerrada e que sua opinião não mudaria. Suspirei.
– Tudo bem, se é assim que você quer... Bom, eu irei tomar um banho e dormir. – e levantando-me:- Boa noite Hermionini.
– Boa noite Vítor!
Dei um beijo em sua testa e subi as escadas para ir para o meu quarto.
Eu estava me preparando para dormir quando escutei uma batida na minha janela, era a minha coruja que eu tinha enviado hoje de tarde com um recado para a Anne e ela tinha a minha resposta.
Oi Vitor, Não precisava agradecer pelos conselhos, gosto de ajudar sempre que posso e quanto a ser inconveniente, não se preocupe, se eu tivesse me sentido ofendida não teria respondido e teria te avisado na hora.
Beijos, Boa Noite.
Ass.: Anne.
Depois de cuidar da coruja finalmente me deitei, mas não consegui dormir, ficava relendo cada linha daquela simples mensagem, até que tomei a decisão de convidá–la para sair no domingo, mas antes eu tinha que verificar com a Hermione se ela não precisaria que eu ficasse com as crianças. Agora restava decidir onde levá–la.
Pensei em começar com um passeio e terminar em um jantar, mas talvez seja muito ousado e muito íntimo para uma primeira vez. Acho que um almoço seria mais prudente, mas talvez ela não pudesse ir ou não quisesse por causa do irmão. Quem sabe não poderíamos levá-lo junto? Mas ele deve ser muito ciumento pelo modo como eles são grudados... Acho que seria um problema. Ou talvez pudesse pedir para a Mione ficar com o garoto, pois ele pode se dar bem com os gêmeos. Perguntarei para ela amanhã.
Depois dessa confabulação interior finalmente consegui dormir e claro sonhei com Anne.
Pelo visto aquela pequena não iria sair da minha mente tão cedo.
Notas finais
Aguardo seus reviews com suas opiniões, suas recomendações (se vocês acharem que eu mereço), e favoritem tbm...
Ah, só uma perguntinha: tem algum boy entre vocês??? É que meu namorido me perguntou se eu tinha algum leitOR, daí eu resolvi perguntar...
Beijos floras... Fantasminhas, apareçam...
*_* S2 *_*
P.S: então, quem quiser ganhar meu caderno, terá que fazer o seguinte: escrevam um capítulo dizendo como seria a conversa do Severus com a Mione em que ela revela que ele é pai dos filhos dela, me mandem em mp e eu e minha Gêmea Boa veremos qual é a melhor.
Os quesitos de desempate são a gramática e concordância textual.
Beijos e que vença o melhor...
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