Notas iniciais
Bom, nada do que eu diga poderá lhes fazer me perdoar por demorar quase 6 fucking anos para postar esse capítulo, mas eu passei por muitas coisas nesses anos de afastamento, inclusive a perda de um filho e o nascimento de mais dois. Agora, chega de enrolação e aproveitem o capítulo meus amores. Amo vocês. s2

POV Hermione

Aparatamos na orla da Floresta do Deão faltando quinze minutos para as oito da noite. Decidimos que iríamos andando até a clareira para que não corrêssemos o risco de aparatarmos no local e cair numa emboscada.

— Sr. Weasley, transforme-se. – comandou Severus e prontamente foi atendido. – Granger, feitiço de Desilusão.

Conjurei o feitiço sobre nós dois e antes que ele desaparecesse totalmente de minhas vistas, peguei sua mão e segurei-a firmemente sobre a minha. Foi um ato impensado, mas queria ter certeza de que ele estaria ao meu lado o tempo todo. Ele deu um leve aperto, mas continuou a segurar minha mão.

— Rony, vá na frente. O seguiremos. – falei e o cão de caça ruivo começou a trotar para dentro da floresta.

Começamos a segui-lo.

Quanto mais próximos nos encontrávamos da clareira, mais apreensiva eu ficava. Em nenhum momento sequer parava de pensar em minha filha e no quanto eu queria ela perto de mim e segura.

Quando estávamos perto do local, pudemos ver um enorme clarão. Eles haviam acendido uma fogueira.

Rony aproximou-se um pouco mais para poder observar quantos Comensais se encontravam lá enquanto eu e Severus desfazemos o feitiço de Desilusão. Meu amigo voltou e encarou longamente o homem ao meu lado. Severus estava lendo a mente de Ronald.

— Há quatorze Comensais espalhados pela clareira. Alice foi... – suas narinas dilataram, mostrando o quão irritado ele estava com a imagem – Ela foi colocada em uma jaula como se fosse um animal.

— Não! — Tive que abafar um grito, pois saber aquilo me deixou horrorizada. Lágrimas começaram a rolar sobre minha face sem que eu pudesse detê-las

— Shiiii, acalme-se Hermione, salvaremos nossa menina. Juro pela minha vida que os farei pagar por tudo isso. – falou Severus, segurando meus ombros para que eu olhasse dentro de seus olhos.

Sem pensar muito, me joguei em seus braços e afundei meu rosto em suas vestes o abraçando fortemente, tentando puxar um pouco da calma que ele tinha. Logo me senti ser abraçada de volta e chorei de emoção ao constatar o quanto sentia falta daquele abraço.

De repente Severus parou de me abraçar e segurou meu queixo, erguendo meu rosto para que pudesse olhar para ele. Foi se aproximando lentamente e deu um casto beijo em meus lábios.

Naquele momento tudo à minha volta parecia ter parado. Como eu sentia falta daqueles lábios, daquele beijo, daquele homem. Enquanto ele me beijava, prometi a mim mesma que se tudo aquilo acabasse bem e todos sobrevivessem, eu contaria toda a verdade à ele, não importando se ele iria querer ficar comigo ou não.

Ronald parecia chateado, pois deu um ganido que fez com que nos separássemos. Olhei para ele meio envergonhada e dei um leve sorriso.

— Quando isso acabar, e se eu sair vivo, você me deve satisfações. – sussurrou Severus em meu ouvido. – E não fugirá mais de mim.

Me arrepiei com essas palavras, mas logo me recompus e comecei a pensar em somente salvar minha filha.

— Ronald, fique próximo à clareira, entre as árvores, mas não tão próximo para eles conseguirem notar sua presença. Quando Severus e eu entrarmos na clareira, veja um modo de tirar Alice daquela jaula enquanto distraímos eles.

Rony sacudiu a cabeça em afirmação e então começamos a andar em direção a clareira.

Quando finalmente pude avistar a enorme fogueira que eles haviam acendido, pude notar que alguns Comensais nos seguiam. Rony havia desaparecido, provavelmente indo pelo outro lado da clareira.

Ao chegar na borda da clareira, pude ver o que Rony havia mostrado à Severus. Alice estava presa numa gaiola apertada, chorava muito e ninguém fazia questão de chegar próximo à ela para acalmá-la. De repente um Comensal que estava próximo a fogueira, e consequentemente de costas para nós, virou-se e apontou a varinha pra minha filha. Para meu espanto eu conhecia bem aquele maldito homem. Ali, ameaçando minha pequena estava Derek MacKay berrando:

— SILÊNCIO, CRIATURINHA IRRITANTE! — Alice estava assustada com tal grito, mas ao voltar a chorar não saia som algum de sua boca e imediatamente entendi que ele havia usado um feitiço silenciador nela. — Assim está bem melhor… Como odeio o choro de crianças.

Eu estava chocada. Não acreditava que Derek fora capaz de sequestrar sua filha, uma criança indefesa.

‐ Por que fez isso Derek? Por que pegou minha filha e não a mim? — indaguei.

— Vocês querem saber o por que? — de repente uma voz masculina se fez ser ouvida, e um homem alto, magro e com uma carranca que daria medo em qualquer criança que o visse, saiu detrás de uma árvore próxima a gaiola onde Alice estava. O homem aparentava ter a mesma idade de Severus, e este se retesou ao seu lado, como se o reconhecesse. — Surpreso em me ver Snape?

— Theodore Nott… Achei que o havia mandado pro inferno com Voldemort naquela maldita noite de guerra. — disse Severus ríspido. Eu estava sem entender nada, ele nunca havia dito que matou alguém naquela noite, ou ao menos que tentou.

— Achou errado, seu traidorzinho de merda. Quando você me atingiu com aquele feitiço no meio da batalha que me fez cair daquele barranco eu não morri, apenas fiquei muito ferido, mas consegui sair dali e ir pra um lugar seguro me recuperar, para depois poder continuar lutando ao lado de Milorde, mas logo em seguida chegou-me a notícia de que o Lord das Trevas havia sido derrotado pelo garoto Potter e revoltou-me saber que você estava vivo e não morto como eu desejava que tivesse acontecido. Jurei então que me vingaria de você, por Milorde.

“Juntei forças com os meus amigos Comensais que consegui encontrar e estava muito difícil de capturá-lo, já que permanecia a maior parte do tempo se escondendo na segurança do castelo. Mas repentinamente você sumiu de nossos radares. Já estava pensando em desistir de vingar-me quando conheci o MacKay aqui e vimos que tínhamos o desejo em comum de vingança, pois ele é eternamente grato ao Lord por ter-lhe aberto os olhos para a supremacia bruxa e perdeu toda a sua oportunidade de estar no poder por conta da queda de Milorde. Ele veio com a incrível ideia de se infiltrar em Hogwarts, achando que assim conseguiria mais pistas suas ou saber quando você retornasse à escola, e ele estava certo.”

Enquanto falava, Nott sondava de um lado para o outro, parando apenas para fazer pausas dramáticas.

— Mas por que minha filha, seu monstro? — perguntei enojada.

— Porque ele compreendeu que para me pegar, ele teria que atingir aquilo que eu mais amo, ou seja, você e por consequência, nossa filha. — respondeu Severus e Nott assentiu com a cabeça sorrindo de modo diabólico, enquanto Derek apenas me olhava com superioridade ao mesmo tempo que apontava sua varinha na direção de Alice.

Percebendo que uma pequena movimentação, bem sutil, acontecia nas árvores próximo à gaiola, resolvi continuar com meus questionamentos para tentar desviar-lhe a atenção de minha pequena, para quem sabe assim Ronald pudesse ter a oportunidade de resgatá-la, e isso acabou dando certo.

— E como você descobriu que ela é filha de Severus se nem ele sabia disso, MacKay?

— Hora, foi simples até, por meio de sugestão em forma de perguntas durante das nossas conversas você me revelou que tinha filhos. Consegui pescar isso em seus pensamentos quando perguntei sobre com quem você morava. De início achei que não haveria ligação alguma entre uma coisa e outra, até que certa noite vi esse traidor saindo de sua casa e ao perceber as semelhança entre Snape e seus fedelhos juntei dois mais dois e voilà, meu General formou um plano perfeito. Então foi só esperar a oportunidade certa que veio com a ruivinha distraída, e cá estamos.

Enquanto ele falava, pude ver a cabeça de Rony por entre as folhagens bem próximo da gaiola, até que vi a oportunidade perfeita e falei:

— Se você acha que vai machucar nossa filha, está muito enganado. AGORA RON!

Ronald, com uma agilidade impressionante, abocanhou a gaiola e começou a correr em direção às árvores. Os Comensais estavam aturdidos com o que acontecia e isso foi ótimo, pois vi Severus apontar a varinha para Ron, torná-lo humano e este conseguir aparatar com Alice para longe dali, levando-a para um lugar seguro.

Meu coração se aquietou ao perceber que minha filha não corria mais perigo. Não me importava que havia ficado apenas eu e Severus para lutar contra aqueles Comensais, contanto que ele estivesse ali lutando ao meu lado, tudo estaria bem. Se fosse para morrer hoje eu estaria em paz, pois ele dissera que ainda me amava, mesmo indiretamente.

De repente Nott e MacKay saíram de seu torpor e começaram a nos atacar. Severus avançou em Nott, seu ódio era palpável. Enquanto isso, eu e MacKay travamos um duelo.

Faíscas voavam de nossas varinhas, eu a todo momento tentava achar uma brecha em sua guarda, querendo estuporá-lo, mas consegui apenas fazer com que meus feitiços destinados à ele fossem apenas direcionados para outro canto. Por sorte dois de meus feitiços atingiram dois Comensais que tentavam se aproximar da luta, desacordando-os assim.

Pelo canto do olho pude notar que Severus e Nott duelavam ferrenhamente, numa dança macabra de morte. Num dado momento, ouvi vozes às minhas costas, ia virar-me para tentar ver o que acontecia, mas quando comecei a girar o corpo, fui derrubada por algo pesado que caíra sobre mim.

Demorei alguns segundos a perceber que era Ronald que estava em cima de mim, e senti algo úmido começar a encharcar minha roupa e erguendo a mão notei que era sangue, sangue este que não era meu. Rapidamente tirei o corpo de Rony de cima do meu e me desesperei ao constatar que havia diversos cortes em seu peito, como se tivesse sido cortado por inúmeras facas. Ele havia sido atingido por um Sectumsempra, disso eu tinha certeza. Sua camisa estava em frangalhos, deixando visível seu peito ferido, por onde o sangue vertia sem parar e aquilo me preocupou imensamente.

Procurando ficar o mais calma possível, lembrei-me do feitiço que Severus tinha usado em Malfoy quando Harry o acertara com o Sectumsempra, e então comecei a recitá-lo, não me importando com o que acontecia à minha volta, tudo que queria era que o sangue parasse de verter e meu amigo continuasse vivo.

— Vulnera Sanentur! Vulnera Sanentur! Vulnera Sanentur! — para meu alívio o sangue parecia estar dimunuindo o fluxo, e quando terminei o encantamento, pude perceber que o sangue parou de sair e as feridas se fecharam, mas Rony permanecia desacordado, estava fraco demais pela perda intensa de sangue. Vendo que não podia fazer muito mais por ele, levantei-me e olhei para Severus que duelava com destreza com Nott e Derek ao mesmo tempo. A raiva cegou-me e gritei:

— Nott, seu filho da puta, você me paga! — o homem se virou para mim e isso foi o suficiente para Severus acertá-lo.

— Avada Kedavra! — gritou ele e no instante seguinte Theodore Nott não mais vivia.

Ao ver a guarda de Severus baixa, MacKay tentou se aproveitar, mas fui mais rápida que ele.

— Estupefaça! — gritei e ao mesmo tempo ouvi a voz de Harry, que acabara de aparatar no meio da clareira, também gritando o mesmo feitiço. MacKay caiu desacordado.

Aurores começaram a surgir, pegando os Comensais restantes desprevenidos e conseguindo assim capturá-los.

Soltei um suspiro de alívio e sem ter controle de meus atos, corri até Severus e atirando-me em seus braços, dei-lhe um beijo cheio de paixão. Aquilo havia se findado e estávamos vivos. Talvez pudéssemos recomeçar.

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POV Snape

— Sectumsempra!

Ao ver que Nott tentou atacar Hermione com o feitiço criado por mim, um ódio descomunal tomou conta da minha mente e tudo o que eu queria era o cadáver do Comensal que tentou machucar minha Jean. Graças à Weasley ter se atirado na frente de Hermione, que ela não foi ferida. Eu devia muito à Ronald agora, e pretendia pagar parte da minha dívida nesse momento matando o homem que o ferira.

— Seu filho da puta, usando MEU feitiço na mulher que amo? Pois agora você me paga! — Nott riu em deboche e então recomeçamos a duelar.

— Até agora você não conseguiu acertar um feitiço sequer em mim, Snape. Se acha que ainda conseguirá fazê-lo, desista! — e rindo mais um pouco, fez sinal para que MacKay se juntasse à luta, deixando Hermione de lado. “Como são idiotas por subestimá-la.”

Eu me esquivava dos feitiços lançados por eles de forma fácil, deslizando para o lado ou me abaixando sempre que necessário, mas eu sabia que aquela agilidade não duraria muito tempo, eu já não era mais tão jovem. De repente, a voz de Hermione se fez presente, gritando praticamente as mesmas coisas que eu havia dito.

Sorri, pois aquilo foi distração suficiente para fazer Nott baixar a guarda, e sem remorso algum, proferi a maldição da morte, fazendo o Comensal cair morto.

MacKay ainda tentou me acertar com um feitiço, mas Hermione foi mais rápida, juntamente com Potter que aparatou na clareira no momento exato. Aurores também apareceram o que me fez revirar os olhos.

“Só agora que eles decidem aparecer?”

Logo minha conversa mental foi interrompida, pois a castanha se atirou em meus braços e me beijou, e eu prontamente lhe retribuí, abraçando-a tão forte que mais um pouco poderíamos nos fundir. Eu não me importava com isso, nem mesmo com o fato de haver diversos aurores prestando atenção em nós, pois havia decidido naquele beijo que jamais deixaria que ela escapasse de meus dedos novamente.

Notas finais
E então coisas lindas do meu coração, gostaram do capítulo? Valeu um pouco da demora? Se puderem dizer o que acharam ficarei extremamente feliz ^^ Beijão e nos vemos no próximo capítulo que sai semana que vem. s2
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.