Notas iniciais
Como prometido o capítulo está aqui espero que gostem, não sei quando sai o próximo, provavelmente antes do fim do mês... E pra quem estiver interessado no caderno tem um aviso super importante lá no final.
Bom capítulo a todos e se acharem algum erro me avisem por favor...
Já ima me esquecendo, dessa vez quem está postando não é a Stefany é a Beatriz...

POV Snape.

Eu me encontrava sentado em uma cadeira em frente á janela do quarto onde estava hospedado, em Chicago.

A janela tinha vista para o lago Michigan e todos os dias eu me sentava ali em frente para olhar o movimento que havia na rua.

Na Verdade, não prestava muita atenção no que acontecia, pois meus pensamentos estavam mais voltados para o passado que tentava, a muito custo, esquecer.

Já tinha um ano, seis meses e vinte e cinco dias que eu me ausentara de Hogwarts, mas as lembranças ainda eram vívidas em minha mente, levando-me quase a loucura.

Enquanto observava o movimento, vi quando uma garota sentou-se em um banco que havia em frente ao lago e tirou da bolsa um livro grosso, ao qual começou a ler.

Ela tinha cabelos negros, mas algo em seus gestos me fez lembrar-me dela. Vi refletida nela a imagem da mulher que queria esquecer. A garota me fez lembrar um dia em que estava na Torre de Astronomia olhando o horizonte quando de repente vi a castanha se aproximando do Lago Negro e sentando em baixo dá arvore que havia na margem, para ler um dos imensos livros que havia pego emprestado da biblioteca.

Logo após, me vi perdido em várias outras lembranças... Lembrei-me de suas primeiras palavras afetuosas para comigo; da sensação de seu toque na minha mão; de um dia, em que ela estava cumprindo detenção em minha sala, em que ela começou a cantar uma canção que me encantou; de nossas mãos entrelaçadas quando ela ajudou-me a cuidar de um ferimento causado por descuido meu; nosso primeiro beijo; a primeira vez que fizemos amor; de um dia em que olhamos as estrelas juntos; de um globo, parecidos com aqueles de neve, enfeitiçado para parecer que havia um pedaço do céu noturno dentro, dado por ela; de uma dança no baile de formatura; do pedido de casamento em frente ao Lago Negro...

De repente me dei conta de meus pensamentos e notei que uma lágrima, uma única e solitária lágrima, rolava sobre a minha face.

“Como posso ser tão burro por ficar chorando por ela?” me repreendo mentalmente. “Neste momento ela pode estar nos braços do búlgaro idiota, beijando-o, e eu aqui derramando lágrimas por ela... Já basta! Tenho que fazer algo para esquecê-la de vez...”.

Peguei um frasco da poção polissuco e o tomei num único gole, transformando-me em um trouxa qualquer, pois mesmo ali em Chicago eu ainda corria o risco de ser pego pelos comensais.

Depois coloquei vestes trouxas e apararei do quarto mesmo, indo parar em um beco que tinha saída em um bairro suburbano de Chicago.

Comecei a andar pela rua sem um destino certo, sem prestar atenção à minha volta, mas tentado manter meus pensamento voltados a outras coisas que não fosse ela.

Estava começando a escurecer e quando pensei em voltar para a hospedaria, vi um bar que não parecia ser muito popular, pois se encontrava quase vazio.

Resolvi entrar. Após fazê-lo, aproximei-me do balcão, sentei-me em um dos bancos lá dispostos e pedi uma dose se Whisky.

Não era tão bom quanto Whisky de fogo, mas isso não importava no momento.

Comecei a fitar o copo, observando cada detalhe que nele havia, bebendo de tempos em tempos e voltando a procurar por detalhes que talvez não tivesse visto na primeira olhada.

Logo a primeira dose acabou. Pedi outra e continuei a olhar para o copo, até que eu não prestava mais atenção nele. Não prestava atenção em nada, na verdade. Apenas mantinha o olhar fixo no copo.

Não notei quando uma moça se sentou ao meu lado, só o fiz quando esta resolveu puxar conversa.

- Nossa, como esta calor aqui hoje, não é? – disse ela. Como não respondi, ela perguntou – Perdeu a língua, moço?

Levantei os olhos de meu copo e olhei para ela por um instante.

Era loira, de olhos azuis, faces rosadas, boca bem delineada, maquiagem forte e baixando mais o olhar, vi que se tratava de uma prostituta, pelo modo de vestuário.

Ela vestia um vestido vermelho curto, que marcava suas curvas e deixava a mostra suas belas coxas. Nos pés tinha uma bota preta que ia quase até os joelhos.

Com certeza qualquer homem se renderia aos seus charmes facilmente, mas eu não tinha interesse.

- Bom, se não quer falar comigo, tudo bem... Irei me retirar... – ela disse, diante a minha boca fechada. Ia se levantar para sair, mas segurei seu pulso e disse:

- fique e me faça companhia!

Ela sentou-se novamente e pediu um copo de Whisky para ela também. Depois que o balconista trouxe seu copo, ela quebrou o silêncio dizendo:

- Meu nome é Claire... E o seu?

- Sou Allan! – respondi. Este era o nome que eu vinha usando desde que cheguei à Chicago.

- Você não é daqui, NE?

- Não... Sou da Inglaterra.

Ela tomou um gole de seu copo e falou:

- Ingleses não são tão comuns por aqui no subúrbio de Chicago... Tem família por aqui?

- Não... Só estava passeando por aqui e resolvi parar neste bar para tomar algo.

- Você não parece estar muito bem... O que houve? Brigou com a namorada? Esposa?

Lancei à ela um olhar duro, meio indagador.

- Para uma puta, você é muito curiosa... Mas não; não briguei com namorada alguma, muito menos esposa... Sou solteiro... – Minha garganta doeu após proferir tal palavra, mas não voltei atrás.

- Como sabe que sou uma mulher da vida? – Ela não parecia ter ficado magoada pelo meu insulto.

- Nenhuma mulher da alta sociedade se vestiria de tal modo e beberia Whisky puro. – Arqueei uma sobrancelha – ou vai me dizer que me enganei com meu palpite?

Ela riu e respondeu:

- Não, você esta certo... Sou uma prostituta. – ela disse aquilo com tanta naturalidade que até estranhei.

- Sente-se orgulhosa de exercer tal profissão? – perguntei.

- Não tenho orgulho de minha profissão, mas estou nela há tanto tempo que já me acostumei... Foi à única que a vida tinha a me oferecer, então agarrei e tento levá-la de forma descontraída, tentando não focar nos horrores que nela há... Tento ser feliz de alguma maneira. – bebeu mais um gole de sua bebida. – Agora, voltando à sua vida... Por que está triste?

Eu a observava meio espantado. Já tinha conhecido muitas prostitutas, mas nenhuma era tão descontraída e, de certo modo, feliz como Claire. Resolvi responder a sua pergunta:

- Estou tentando esquecer uma pessoa...

- Hum... Entendo... Sofreu uma desilusão amorosa... Diga-me com detalhes o que aconteceu, pois sou uma boa ouvinte e quem sabe possa ajudar...

- Acho que ninguém pode me ajudar... – Falei imediatamente.

- Como sabe? Já pediu a ajuda de alguém? – Indagou ela.

Não respondi, o que ela considerou como um não.

- Vamos, deixe de ser cabeça dura e diga.

Meio relutante, comecei a contar–lhe desde o inicio, quando percebi que a castanha estava despertando um sentimento em mim.

Claire se mostrou de fato, uma boa ouvinte, rindo na hora certa e exclamando no tempo certo. Quando terminei, ela pensou por um momento e disse, por fim:

- Ela mentiu!

Olhei para ela sem entender.

- O que?!?

Ela mexia em sua bebida com o dedo, depois levou-a a boca, sugando-o descontraidamente e respondeu:

- Ela mentiu quando disse que não o queria mais. E você foi muito duro com ela ao dizer que não queria crianças... Saiba que o sonho de toda mulher é ser mãe.

- Mas Hermione não é uma mulher comum. Ela pensa diferente das outras mulheres... – rebati e notei, tarde demais, que havia pronunciado o nome dela.

- Isso pode ser verdade até certo ponto, mas ouça o que digo, as mulheres de fato sonham em ser mães. – Claire disse com convicção. – E algo me diz que essa moça teve um sério motivo para ter te dado um fora...

- O motivo foi o maldito Búlgaro. Ela mudou depois da chegada dele!

- Não crio que tenha sido esse o fato. Posso apostar que ela ainda te ama, assim como você a ama... Hum... Por que você não vai atrás dela para conversarem? Talvez assim tudo seja esclarecido...

Pensei por um momento e falei:

- Acho que não é uma boa ideia... E alem do mais, ela já tem filhos de outro... Não vou ir atrapalhar a vida dela...

- Como pode ter tanta certeza de que as crianças são de fato do tal búlgaro? Pense bem Allan. Tem muito mais coisas por trás disso do que você enxerga... — tomou um ultimo gole de sua bebida e disse. – Bom, tenho que ir trabalhar... Pense bem no que eu disse e quando se acertar com a tal Hermione, me escreva dizendo, ok? – enquanto falava, ia anotando um endereço em um guardanapo e após terminar dobrou-o e colocou-o em minha mão, dando um beijo em minha bochecha e dizendo. – Foi um prazer lhe conhecer Allan... Até um dia, talvez...

E Saiu, me deixando tomado por vários pensamentos e suposições.

Paguei as bebidas e voltei para a hospedaria, pegando um pergaminho e escrevendo uma carta para Minerva.

*****

POV Hermione

Assim que aparatei em frente a escola e olhei para o imenso castelo, a saudade que eu tinha do lugar deu espaço a felicidade de estar de volta.

Resolvi aceitar o emprego que Minerva havia me oferecido e hoje vim para a Inglaterra para organizar as coisas para a minha volta.

Alice e Benjamin tinham ficado com minha mãe e Vítor veio comigo para me ajudar a escolher uma casa em Hogsmead para morarmos com as crianças.

Sim, eu disse morarmos porque Vítor moraria conosco para me ajudar com as crianças, pois maus pais não queriam retornar à Londres, pois sua clientela estava alta na França.

Fiquei um pouco triste por eles não voltarem comigo, mas ao mesmo tempo fiquei feliz por ver que começaria a andar com minhas próprias pernas, sem ter que depender de meus pais.

- Vamos entrar? – perguntou Vítor.

Olhei para ele e assenti. Enlacei meu braço ao dele e entramos.

A escola estava vazia, pois as aulas só começariam na semana seguinte, o que me daria algum tempo para encontrar uma boa casa e preparar as aulas.

Enquanto nos dirigíamos para a entrada do castelo olhei em direção a cabana de Hagrid, que se encontrava fechada.

Continuamos a andar e assim que cheguei ao hall de entrada fomos recebidos por Argo Filch e sua gata, Madame Nor-r-r-ra. Não estava com a carranca habitual.

- Seja bem-vinda de volta Srta. Granger. Olá Sr. Krum. – Saudou-nos com um rápido gesto de cabeça e virou-se, dizendo. – A diretora McGonagall os aguarda em sua sala. Sigam-me por favor.

Estranhei o fato de Minerva já estar nos esperando, mas mesmo assim o seguimos.

Chegamos à sala de McGonagall e Filch disse a senha (Muffin de Chocolate) para que pudéssemos entrar.

Já diante da porta, dei uma batida de leve e a voz de Minerva se fez ouvir, dizendo-nos para que entrássemos.

O fizemos e ao entrarmos vimos que a diretora estava um pouco ocupada lendo um pergaminho.

Ela levantou a cabeça quando nos aproximamos de sua mesa e disse:

- Que bom que veio Hermione – Levantou-se e deu a volta na mesa para me abraçar maternalmente. – Alvo estava certo ao dizer que viria ainda esta semana. – Sorriu amavelmente e continuou – Ah, sentem-se!

Nos sentamos e ela fez o mesmo.

- Aceitam uma xícara de chá? – perguntou.

- Não, obrigado. – Respondeu Vítor.

- Eu aceito, Minerva. – respondi.

Ela estalou o dedo e Monstro apareceu.

- O que deseja de Monstro, senhora diretora? – ele perguntou. Estava com um saco limpo e não todo encardido como andava antes. O medalhão de Régulo ainda jazia pendurado em seu pescoço.

- Por favor Monstro, traga duas xícaras de chá e alguns biscoitos também. – Minerva disse gentilmente e Monstro curvou-se suavemente e desapareceu com um “pop”. Voltou minutos depois trazendo uma bandeja com duas xícaras, um bule e um pote de biscoitos.

- Obrigada, Monstro. Se precisar de algo, lhe chamarei.

O elfo se curvou e desapareceu com outro “pop”.

- Bom, diretora, eu resolvi aceitar o emprego. Mas há um problema... Vítor e eu vamos comprar uma casa em Hogsmead para morarmos com as crianças. Ele ira cuidar delas enquanto eu dou aula durante o dia, mas a senhora sabe que todo ano tem a temporada de Quadribol, e nessa época Vítor precisará viajar...

- Você gostaria de saber se pode trazer as crianças para a escola para ficar ficarem perto de você nessa época? – Completou McGonagall.

Sorri e confirmei com a cabeça.

- Sim, eu gostaria de saber a respeito disso mesmo... Então, poderei trazê-los?

- Claro minha querida. Adorarei tê-los por perto... Agora temos que conversar a respeito do cronograma das aulas e...

- Com sua permissão, diretora, enquanto vocês conversam, posso dar uma olhada nestas estantes? – perguntou Vítor, apontando para as estantes de livros atrás da mesa de Minerva.

- Oh, sim. Claro que pode. – sorriu McGonagall.

Ele se levantou e foi em direção as estantes.

- Então, diga-me qual meu cronograma... – pedi e engatamos em uma longa conversa a respeito das aulas.

Quando terminamos de conversar, já estava quase no fim da tarde.

- Bom, então é isso... As aulas começarão na próxima semana. – Minerva me abraçou e encaminhou-nos até a porta. – Nos veremos semana que vem.

- Com toda a certeza... Estou um pouco ansiosa.

- Relaxe e prepare as aulas de modo que lhe falei que assim dará tudo certo, querida.

Assenti.

- Então até mais minerva. – A abracei mais uma vez e virei me para as escadas.

- Até mais Hermione... Sr. Krum.

Vítor deu um beijo na mão dela e saímos da sala.

*****

POV Narradora

Assim que Vítor Krum e Hermione saíram da sala de McGonagall, essa se virou para o quadro de Alvo, que sorria de modo travesso.

- É Alvo, acho que agora sim nosso plano irá para frente... – disse a mulher pegando a carta de Severus e lendo-a novamente.

Notas finais
Então pessoal, quanto a questão do caderno nós tivemos um pequeno desencontro, estava decidido que nós iriamos revelar como vocês podem ganha-lo nesse capítulo, mas fazer o que... Então decidimos o seguinte: Quem quiser ganhar o caderno favor enviar uma MP para mim e outra para a Gêmea isso é muito importante e ele só vai sair se pelo menos 15 pessoas estiverem interessadas o que não deve ser difícil pelo numero de leitores que temos... Mas para valer a inscrição mandem as MPs para mim e para a Gêmea, eu mesma vou conferir...
Quanto ao Capítulo, espero que tenham gostado, eu tive que pegar um pouco no pé da Gêmea para ele sair e bom a primeira cena eu tive que usar um pouco da minha imaginação o resto ficou por conta da Stefany que é muito melhor escritora do que eu, acho que os avisos são só esses e pra quem ainda não comentou eu vou ter a cara de pau de pedir que pelo menos digam "Eu li", sei que pareço chata mas é que a primeira vez que os avisos ficam por minha conta...
BJKS a todos