My Son, My Secret
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Bom, esclarecendo as coisas: eu não estava postando por conta de estar trabalhando e estudando muito (chegando o enem e provas de facul..¬¬) estava quase enlouquecendo de ficar sem escrever para vocês, mas cá estou eu novamente para adoçar a vida de vocês com minhas histórias...
Confesso que senti muita saudade de vocês todas (sem exceção) e fiquei muito contente ao ver as mensagens que algumas de vocês me mandavam me pedindo para não parar de escrever...
Bom, e que tal agora irmos finalmente para mais um capítulo???
Nos vemos lá embaixo então...
*_* S2 *_*
POV Narradora
Enquanto Minerva ia ao Ministério da Magia em busca de um professor substituto, nos jardins de Hogwarts Gina cantarolava alegremente por não ter tido os três tempos de D.C.A.T. e Luna lia a revista da qual o pai era o editor.
- Ai, tô muito ansiosa para conhecer meus afilhados! – falou a ruiva.
- Calma que a páscoa logo vem e aí poderemos conhecê-los. – respondeu Luna, sem tirar os olhos da revista.
*Jantar, Salão Principal.
Todos os alunos estavam reunidos no Salão Principal para o jantar quando a diretora bateu palmas, fazendo com que todos se calassem para ouvi-la.
- Bom... O que tenho a informar é que nosso professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, o professor Snape, irá se ausentar das aulas por tempo indefinido para resolver problemas pessoais. Durante esta semana vocês não terão aula dessa matéria, pois ainda não consegui um substituto, mas tenham certeza de que na próxima semana vocês terão um professor provisório. Portanto, aproveitem esse tempo livre que terão para fazer os trabalhos das demais matérias e os 5º e 7º anos aproveitem para estudar para os N.O.Ms e N.I.E.Ms. – pausou um pouco e disse por fim: — Agora vamos ao banquete!
Assim que ela terminou, conversas se iniciaram em todas as mesas, pois todos estavam curiosos para saber que problema pessoal era esse que o temido professor de Defesa Contra as Artes das Trevas tinha. Somente Gina e Luna sabiam o real motivo que estava levando o Morcego das masmorras a se ausentar.
- Acho que o professor ficou magoado com a carta... – sussurrou Luna para a ruiva. – Ele deve ter interpretado mal as palavras da mãe da Mione...
- Ai Merlin... Como os homens são burros... Às vezes a resposta está na cara deles e eles não a enxergam... – ia dizendo Gina enquanto enchia o prato de rosbife. – O lado bom do afastamento do Morcego é que as nossas detenções não serão mais com ele e sim com a McGonagall...
Luna colocou uma colher de torta na boca e quando terminou de mastigar, disse:
- É... Acho que isso é bom... Se bem que eu preferia o professor Snape dando detenções...
Gina quase engasgou com a declaração da amiga e só quando parou de tossir foi que falou:
- Luna, você está bem? Está com febre ou algo assim? – enquanto perguntava isso, a ruiva ia colocando a mão sobre a testa e pescoço da amiga para medir a temperatura.
- Estou bem Gi! – respondeu Luna sorrindo.
- Tem certeza? Você acabou de dizer que prefere ter detenções com o Snape que com a McGonagall. Com certeza você não está bem...
- Estou bem sim, mas eu prefiro o Snape porque acho que ele é incompreendido...
- Ai meu Merlin, você surtou geral agora... – falou a ruiva revirando os olhos.
E rindo muito, as duas continuaram a comer.
(http://www.youtube.com/watch?v=1nP3XB7hrFo&feature=relmfu) Hurts — Stay
Enquanto isso, na Rue Jean Paul Sartre, em Paris, uma recente mamãe não se cansava de observar seus pequeninos filhos.
Hermione estava maravilhada com a chegada dos dois, mas também estava triste pelo fato das crianças fazerem-na lembrar dele, o homem que ela tentava (em vão) esquecer.
Sentou-se numa cadeira que se encontrava ao lado do berço e continuou a observar o sono de seus filhos. Estava tão envolvida no respirar das crianças que nem ouviu quando Vítor entrou no quarto.
- Eles são lindos dormindo, não? – disse a voz grave de Krum, fazendo com que Hermione se assustasse.
- Oh Merlin! Você me assustou Vítor! Da próxima vez faça algum ruído ao entrar... – falou a jovem enquanto colocava a mão no peito respirando com dificuldade por conta do susto.
- Desculpe-me Hermionini, não fiz por mal...
- Dessa vez passa... Agora me diga o que quer aqui? – perguntou a castanha sem tirar os olhos do berço.
- Sua mãe pediu que eu viesse lhe fazer companhia... Ela está preocupada contigo Hermionini... Você anda quieta, com os olhos tristes... Todos estamos preocupados com você!
- Eu estou bem, Vítor... Só preciso de um tempo sozinha... – respondeu a castanha já com lágrimas a lhe banhar os olhos. Rapidamente ela passou a manga da blusa nos olhos para secar as lágrimas, movimento esse que não passou despercebido por Krum.
- Hermionini, por que choras? – perguntou o búlgaro e conjurou uma cadeira para si, sentando-se ao lado da castanha.
- Não estou chorando! – disse a jovem, mas sua voz embargada a entregou.
Vítor segurou seu queixo cuidadosamente e a fez virar o rosto para ele.
- Se não está chorando por que há lágrimas nos seus olhos?
Hermione não aguentou e começou a chorar com vontade, sendo confortada por Krum.
- Diga-me o que há Hermionini! Estou muito preocupado contigo... – falou o búlgaro passando levemente as mãos pelos cachos de Hermione.
- Eu não sei o que há comigo... Só sei que sinto uma saudade enorme dele... Sei que isso é idiota da minha parte, mas eu sinto falta dele e por mais que eu tente fazer meu coração pensar o contrário, eu não consigo...
Vítor ficou tenso por um momento com a declaração dela, mas logo se recuperou e disse a abraçando forte:
- Shiiii, não chore, por favor... Sei que você sente a falta dele, mas ele é um monstro e não a merece Hermionini!
- Por mais que eu tente, não consigo! Ele está aqui dentro e nunca conseguirei tirá-lo daqui! – falava uma Hermione exasperada, apontando para o próprio coração. – Você não entende que eu o amo? Ele pode ser o monstro que for e eu posso não tê-lo nunca mais, mas eu não irei deixar de amá-lo...
- Acalme-se! Eu não disse que você não pode amá-lo, apenas disse que ele não a merece... O que é verdade, pois querer fazer mal a umas crianças que ainda nem podem se defender sozinhas é muita covardia...
Hermione suspirou e apoiou a cabeça no ombro de Krum.
- Por que Merlin tem que ser tão mal comigo colocando obstáculos em minha vida?
- Merlin não está sendo mal contigo, minha linda... Talvez ele esteja fazendo com que você pense bem em sua vida antes de tomar decisões... Agora acho melhor você dormir, pois está muito claro que está cansada de ter cuidado desses dois lindos durante o dia inteiro e agora precisa descansar... – ele se levantou da cadeira e estendeu a mão para ela. – Venha.
Hermione pegou a mão estendida dele e levantou-se vagarosamente, pois tinha que tomar cuidado, não ser exagerada em seus atos, pois estava de resguarda. Vítor a guiou com cuidado para a cama e a ajudou a deitar-se, cobrindo-a logo em seguida.
Sentou-se ao lado dela na cama e começou a acariciar os cachos dela, para que ela pegasse no sono.
- Durma minha linda... Durma que amanhã terá muito trabalho com esses pequeninos...
A castanha riu com o comentário e em pouco tempo seus olhos começaram a pesar e ela finalmente pegou no sono. Vítor deu um beijo casto em sua testa e saiu do quarto, deixando apenas um abajur aceso para que clareasse o quarto.
****************
*Hogwarts — uma semana depois
- Estou curiosa para saber quem é o novo professor. Dizem que ele é um homem velho e feio que gosta de colocar os alunos em detenção por motivo nenhum... Pior que o Snape... – ia dizendo Gina à Luna enquanto aguardavam a chegada do professor substituto de D.C.A.T.
- Eu acho que ele não deve ser tão mal... Talvez ele seja como o professor Snape, incompreendido... – disse a loira sonhadora.
- Você ainda insiste nessa história de que o Snape é incompreendido Lu? – disse a ruiva revirando os olhos. – Já te falei que o Ranhoso é um caso perdido minha querida.
- Não o chame de Ranhoso! – repreendeu Luna e depois baixou a voz para que só Gina a ouvisse. – Você sabe que a Hermione não irá gostar de saber que a melhor amiga dela está chamando o pai dos filhos dela disso!
- Mione nem se importa mais de como o chamamos Lu. Acho que ela resolveu partir de vez para outra... – respondeu Gina também aos sussurros.
- Não sei não... Ainda acho que eles ainda irão voltar. – a loira começou a rabiscar coisas sem sentido em seu pergaminho e continuou a falar. – Tenho certeza de que a Mione ainda ama ele e vice e versa e que... – mas o que ela ia dizer teve que ser deixado de lado porque o professor entrou na sala fazendo instantaneamente com que todos os alunos ficassem quietos por conta da apreensão.
Derek MacKay era um jovem professor, no auge dos seus trinta anos e apesar da pouca idade, muita experiência na área em que trabalhava. Ele era alto, moreno, cabelos castanhos cortados à moda militar e os olhos tinham um tom tempestuoso de cinza. Vestia-se de modo simples, mas diferente, como se ele próprio fizesse sua moda. Hoje estava com uma calça preta, sapatos surrados, uma camisa de uma banda trouxa americana que era um tanto quanto apertada e marcava muito bem os músculos e por cima da blusa um colete um pouco rasgado.
Logo de cara, o professor fez Gina se lembrar de Gui, seu irmão mais velho. A ruiva olhou em volta da sala e viu que muitas garotas soltavam risinhos bobos e cochichavam entre si.
Derek limpou a garganta e começou:
- Bom, acho que aqui ninguém me conhece, então devo me apresentar... Meu nome é Derek MacKay e sou o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas de vocês. Ou pelo menos até o professor Snape voltar... – disse ele sorrindo levemente para a sala e fazendo algumas garotas suspirarem. – Venho de uma escola da América do Norte, chamada Instituto das Bruxas de Salem, cuja escola eu acho que vocês já devem ter ouvido falar. Eu nasci na Escócia e me mudei para os Estados Unidos quando tinha 13 anos, pois meus pais conseguiram um cargo de aurores por lá.
“Agora chega de falar de mim e vamos falar da matéria... Bom, eu procuro ensinar D.C.A.T de um modo que todos entendam e interajam entre si, para que não haja divisão da sala, ou as famosas panelinhas... Como eu já me apresentei, quero que vocês façam o mesmo, dizendo seus nomes e suas respectivas casas, ok?”
Todos os alunos assentiram e foram dizendo seus nomes. A aula transcorreu bem tranquila e entusiástica, diferentemente das aulas do professor Snape, que eram sempre quietas e sem graças.
Quando chegou a hora do almoço, as garotas em vez de comerem ficavam babando no novo professor que se sentava ao lado da diretora. Até algumas professoras demonstravam um certo interesse em Derek, mas este fingia não notar os olhares das alunas e professoras.
A única que não dava bola para a beleza do professor era Gina, que estava absorta demais nas cartas que Harry havia lhe mandado naquela semana para dar atenção ao mais novo rostinho bonito de Hogwarts.
E assim, a semana se passou, com várias alunas tendo ataques de risinhos sempre que estavam perto de Derek e o desmaio da professora Sinistra ao receber um sorriso dele.
***** 1 ano e 4 meses depois *****
- Por favor, pode atender a porta Vítor? – Lucy pedia enquanto dava mamadeira para Benjamin e Hermione para Alice.
- Claro Lucy! – falou o búlgaro enquanto se levantava e ia até a porta para atender seja lá quem fosse.
Abriu-a e se deparou com McGonagall, esperando que a porta fosse atendida.
- Ah, olá Sr. Krum, como vai? – perguntou a bruxa.
- Vou bem, obrigado. Por favor, entre!
A bruxa entrou e virou-se para o rapaz que fechava a porta, indagando:
- Hermione se encontra?
- Oh, sim! Ela está lá na sala com Lucy, amamentando os gêmeos...
Vítor se dirigiu à sala e Minerva o seguiu. Hermione estava sentada em um sofá com Alice no colo e uma mamadeira na mão. Ela segurava a criança tão delicadamente que dava para ver o quão zelosa ela era com os filhos.
Os dois já tinham um ano e quatro meses e eram as crianças mais lindas que Minerva já vira. Pareciam-se muito com Severus e isso à assustou um pouco. Alice tinha os cabelos cacheados da mãe, mas eram pretos como a noite, assim como o cabelo de Snape; já Benjamin se parecia muito mais com Severus, pelo fato de ter os cabelos lisos e negros. Ambos tinham a pele alva como a do pai, mas McGonagall não pôde definir qual eram a cor dos olhos deles, pois estavam de olhos fechados enquanto mamavam.
Para Hermione, seus pequenos eram as coisas mais preciosas que possuía. Tratava-os com carinho, amor, cuidado, preocupação e sempre anotava tudo o que acontecia com as crianças. Gina havia ido lhe visitar na páscoa do ano anterior e lhe trouxera um álbum de fotografias para que ela começasse a registrar tudo da vida de seus filhos, para poder mostrar à ruiva quando esta fosse lhe visitar novamente.
Sem levantar os olhos do que fazia, Hermione perguntou a Vítor:
- Quem era na porta?
- Sou eu Hermione, Minerva!
Hermione levantou os olhos e sorriu ao ver a ex-professora.
- Oh, Minerva, que bom que veio conhecer meus filhos... Essa é Alice e aquele ali com a minha mãe é o Benjamin... – falou Hermione mostrando orgulhosamente os filhos.
- Vejo que Gina não mentiu ao dizer que eles são lindos... – disse a velha apontando para as crianças que mamavam despreocupadas. – Mas não vim aqui apenas com a intenção de ver seus pequenos... Poderíamos conversar?
Lucy entendeu o recado e disse:
- Mione querida, dê Alice para Vítor que iremos lá para cima terminar de amamentá-los...
- Tudo bem... – deixou a mamadeira de lado e entregou Alice à Vítor. – Tome cuidado com ela, tá?
Vítor abaixou-se um pouco e beijou a testa de Hermione, pegando a mamadeira logo em seguida e saindo.
- Ele é muito atencioso com as crianças? – perguntou casualmente Minerva sentando-se ao lado da castanha no sofá.
- Sim! Ele as ama desde o primeiro momento que colocou os olhos nelas... Ele cuida delas como se fosse um pai de verdade e... – Hermione dizia, mas ao notar o que falava, parou de súbito e tapou a boca, como se com esse ato pudesse fazer as palavras voltarem para sua boca.
- Como assim “como se fosse um pai de verdade”? – perguntou Minerva. – Ele não é o pai dos gêmeos Hermione?
Minerva já sabia de toda a verdade, mas queria que a castanha dissesse.
- Eu não... Ele... Eu... – Hermione respirou fundo e resolveu não mentir mais para a ex-professora. – Eles não são filhos de Krum...
- De quem são então?
A moça não sabia se dizia ou não, mas no fim resolveu não contar ainda.
- Não quero tocar nesse assunto. Por favor, não insista! – Hermione abaixou a cabeça nervosa e começou a morder o lábio inferior, hábito que tinha adquirido há algum tempo.
McGonagall segurou o queixo de Hermione fazendo esta olhar para seus olhos e disse:
- Se você não quer falar, não insistirei... Isto é assunto seu, não tenho que me intrometer na sua vida querida, é só que fiquei um pouco curiosa... Mas mudando de assunto, eu vim aqui por outro motivo...
- Qual?
- Quero lhe propor algo...
- Diga logo, está me deixando curiosa!
-Primeiro me responda, como vai o seu curso de transfiguração? -perguntou a bruxa.
Hermione se moveu para mudar um pouco de posição e disse:
- O concluí no começo do ano... Por ter ficado alguns dias afastada das aulas por conta do nascimento de Alice e Benjamin, tive que me esforçar muito para não ficar atrasada, mas consegui me organizar e formei-me com as melhores notas de toda a sala – enquanto dizia isso, os olhos da castanha brilhavam de orgulho de si mesma. Minerva também estava sentindo muito orgulho da pupila, mas resolveu não manifestar os sentimentos no momento.
- Fico contente por você querida... A minha proposta tem a ver com seu curso... – falou Minerva.
- Diga logo.
- Hermione, você aceita ocupar meu lugar como professora de transfiguração em Hogwarts?
A castanha não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Achava que seus ouvidos a estavam enganando. Engoliu em seco e perguntou para ter certeza:
- Eu ouvi mal ou a Sra. acabou de me chamando para lecionar em Hogwarts?
Minerva riu da expressão da moça e respondeu:
- Sim, você ouviu direito. Eu lhe chamei para lecionar em Hogwarts...
- Merlin! É o que eu mais quero na minha vida... Mas por que está querendo deixar seu cargo?
- Porque a diretoria está tomando todo o meu tempo e como não quero que meus alunos acabem ficando sem aula, acabei tendo a ideia de chama-la... Então, você aceita?
Hermione começou a pensar. Tudo o que ela mais queria na vida era um emprego na escola que ela havia crescido, mas havia uma coisa que a deixava desconfortável em aceitar a proposta... Ele.
Ela sabia que se voltasse, acabaria vendo-o e ela não queria encará-lo depois de tanto tempo.
Refletiu por um momento e disse:
- Poderia me dar um tempo para pensar?
- Claro, minha querida! – sorriu amavelmente Minerva. – Quando se decidir mande-me uma coruja, tudo bem? Mas tem de ser logo para que possa programar as aulas.
A castanha assentiu. Uma pergunta lhe veio à cabeça e ela resolveu fazê-la:
- O professor Snape ainda está lecionando em Hogwarts?
Minerva ficou um pouco surpresa com a pergunta da moça, mas recuperou-se rapidamente e respondeu:
- No momento não, pois está afastado, viajando... Por que a pergunta Hermione?
- Nada não... Só curiosidade... – a castanha disse rapidamente, deixando claro que era mentira. Achou estranho o fato de Gina não ter mencionado isso em suas visitas, mas resolveu deixar de lado e consertar o que dissera perguntando: — Os demais professores continuam lecionando lá?
- Oh sim! Aprimoramos algumas aulas para deixa-las mais agradáveis e o professor substituto de Defesa Contra as Artes das Trevas está fazendo muito sucesso entre as garotas e algumas professoras... – McGonagall riu ao se lembrar de algo.
- Não me diga que o Lockhart voltou a dar aulas! – Hermione exasperou-se com a possibilidade.
- Não, não... Lockart ainda está internado em St. Mungus, a pessoa a quem me refiro é Derek MacKay, ex-professor do Instituto das Bruxas de Salem, nos Estados Unidos. Ele tinha se demitido do Instituto após um desentendimento com um professor de lá e então ao saber da vaga que Hogwarts estava oferecendo, resolveu se candidatar... O contratei o mais depressa possível, pois ultimamente não tem havido muitos candidatos na área de D.C.A.T... – explicou Minerva. – A srta. Weasley não comentou a respeito disso com você?
- Hum... Não, ela não comentou nada disso... Parece que ela tem evitado me dizer alguns assuntos de Hogwarts... – falou Hermione pensativa. – Mais algum ex-aluno vai voltar para a escola para dar aulas?
A diretora mudou de posição no sofá e respondeu:
- Estou esperando que Draco Malfoy retorne à Londres quando terminar a faculdade bruxa, para poder lhe oferecer o cargo de professor de poções já que ele foi fazer um curso nesta área.
- O QUE? Malfoy quer ser professor de poções? Inacreditável... – murmurou Hermione.
- É também fiquei surpresa quando soube disso, mas parece-me que Narcisa apoia muito a decisão do filho... Depois da morte de Lúcio, parece que ela resolveu seguir uma vida limpa e correta...
- Peraí! Lúcio Malfoy morreu? Quando? – assustou-se a moça.
- Ele recebeu o beijo do dementador há três meses, após ser julgado pela Suprema Corte e condenado a receber o beijo... Foi lastimável ver as reações de Narcisa e Draco quando decretaram isto... Nunca vi aquele rapaz tão triste como ele estava naquele dia... – disse Minerva balançando negativamente a cabeça ao se lembrar do episódio. – Mas Lúcio aceitou isso de bom grado e disse para o filho seguir em frente e ser uma pessoa melhor do que ele havia sido.
Hermione nunca sentiu afeição pela família Malfoy, muito menos por Lúcio, que sempre odiara os nascidos trouxas como ela, mas ao ouvir aquilo, ficou extremamente triste e sentiu um pouco de pena de Draco.
- Isto foi noticiado no Profeta Diário? – perguntou.
- Não, pois Narcisa proibiu que mencionassem algo sobre a morte do marido em qualquer jornal que fosse. Ela e Draco também tiveram que enfrentar um julgamento, mas como era Lúcio que era o chefe da família, foi concluído que mãe e filho apenas foram induzidos pelo patriarca.
- Acho que depois da guerra, muitas pessoas que estavam alienadas por Voldemort viram que estavam erradas e resolveram melhorar suas vidas... E os Comensais que ainda continuam soltos?
- Os aurores conseguiram capturar uma boa quantidade de partidários de Voldemort, mas os mais perigosos ainda continuam a solta, levando o terror às pequenas vilas do sul e do norte da Grã-Bretanha... Espero que isso acabe logo... – disse McGonagall com um olhar preocupado.
- Com Harry e Rony juntos na seção de aurores, pode contar que logo todos esses malditos estarão em Askaban.
- Creio que sim... Você soube que foram eles que conseguiram capturar a maior parte dos Comensais?
Harry lhe escrevera no fim do ano passado contando o êxito que ele e Rony obtiveram nas primeiras semanas como Auror.
- Oh sim! Harry me contou... Ele estava extremamente feliz pela conquista. Não é todo dia que aurores recém formados conseguem capturar tantos bruxos das trevas quantos eles conseguiram. – disse Hermione.
- Me orgulho muito daqueles dois, apesar de que quando estudavam em Hogwarts, achava que eles não teriam um bom desempenho profissional...
A castanha sorriu.
- Sabe, eu sempre acreditei neles, apesar de demonstrar o contrário, pois sei que eles são determinados.
- Concordo. – Minerva olhou o relógio e assustando-se com o quão tarde era, disse – Nossa, como já está tarde! Tenho de voltar para a escola minha querida.
Levantou-se e Hermione fez o mesmo.
- A acompanharei até a porta diretora.
- Oh, obrigada!
As duas começaram a andar em direção à porta sem dizer palavra alguma, só quando chegou à saída e Hermione abriu a porta, foi que Minerva disse:
- Eles se parecem bastante com o pai... – e sorrindo, a bruxa se transformou em um gato e saiu para a noite.
Hermione olhava assustada para a porta aberta e para o ponto onde o gato desaparecera, perguntando-se como a diretora sabia...
Notas finais
Espero que tenham gostado e prometo que logo posto o próximo tá?
Demorarei no máximo uma semana, pois além das minhas histórias, estou betando a fic do meu namorado também...¬¬ (Se quiserem dar uma passadinha por lá para ver, o link tá aqui: http://fanfiction.com.br/historia/248696/White_Sorcerer_O_Servo_Da_Destruicao/)
Bom, acho que é isso...
Ah, recomendem tá? E quero meus reviews também...
Beijos gatinhas da minha vida...
*_* S2 *_*
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