Notas iniciais
Hey guys, me desculpem pela demora de postar o capítulo, mas ando muito ocupada com meu colégio... É simplesmente um saco ter que fazer lição, mas pelo bem maior tenho que fazê-las...
Bom, aqui está mais um capítulo e prometo que não demorarei para postar o próximo, ok?
Nos vemos lá embaixo...
*_* S2 *_*

Dia 21 de Fevereiro

POV Gina

Acordei cedo e fui tomar banho para tentar despertar, pois sempre me dava aquela maldita preguiça de manhã. Tomei um bom banho frio e fiz minha higiene pessoal, colocando depois as vestes de Hogwarts.

Peguei a mochila, que estava totalmente bagunçada e pesada, e desci as escadas do dormitório para ir para o Salão Principal. Encontrei Luna no meio do caminho e seguimos para tomar café da manhã.

Chegamos ao Salão Principal e Luna se sentou comigo à mesa da Grifinória.

- Sabe Gina, ainda estou pasma com o que você me contou ontem... – sussurrou Luna para mim.

- E como você acha que eu fiquei quando Mione me contou? – indaguei e continuei. – No começo achei meio repulsivo, mas eu vi que ela o amava de verdade e resolvi apoiá-la.

- Mas por que ela o deixou se o amava? Ele tem o direito de saber que ela está grávida!

- Ele odeia crianças... Hermione ficou com medo de que ele fizesse algo a ela se contasse sobre a gravidez...

- Hum... Mas e se eles conversarem? E se tentarem dar um jeito na situação sem os dois terem que sofrer tanto? Talvez ele goste de crianças sim, mas como não teve uma ainda, acha que pode ser ruim...

- Peraí! Desde quando o Morcego tá sofrendo? Pelo que vejo, a cara de indiferença dele continua a mesma...

Luna olhou para o teto sonhadoramente e falou:

- Gi, você tem que aprender a observar melhor as coisas...

- Lu, eu observo e não vejo nada... Nas aulas ele continua o mesmo chato de sempre...

- Ai caramba, os zonzóbulos bagunçaram a minha mente hoje, porque acabei esquecendo o livro de D.C.A.T, que será a nossa primeira aula! – disse Luna exasperada e já se levantando rapidamente.

- Mas Lu... – eu ia dizer que dividiria o livro com ela, mas a loira saiu correndo para ir ao dormitório buscar o livro, me deixando sozinha e morrendo de rir pelo jeito dela. Peguei um pedaço de torta de framboesa e comecei a ataca-lo, pois estava com muita fome.

Um ruflar de asas se fez ouvir e olhei para cima para ver Magnus, a coruja de Harry que sempre vinha me trazer uma carta dele. A coruja cinza desceu graciosamente e pousou na minha frente.

Desamarrei a carta que ela trazia presa a perna e quando ia abri-la para ler, uma coruja marrom pousou ao lado de Magnus. Ela também trazia uma carta amarrada a perna. Aproximei-me; esta soltou um pio fraco e estendeu a perna para que eu tirasse a carta.

Desatei o nó e segurei a carta com curiosidade. A coruja soltou um pio e levantou voo. Olhei a coruja ir embora e depois voltei minha atenção para a carta em minhas mãos. Virei-a para ver se no verso havia o nome do remetente, pois na frente tinha meu nome, escrito em uma letra delicada, mas que parecia ter feito as pressas.

Não havia nome, por isso abri rapidamente para ver quem a mandava. Tirei o pergaminho do envelope e o desdobrei avidamente e para minha surpresa, uqem me enviara era a mãe da Mione. Na carta dizia o seguinte:

“Querida Gina,

Estou lhe enviando esta carta para avisar que Hermione finalmente deu à luz. Sou avó em dobro, pois ela estava grávida de gêmeos, um menino e uma menina.

O menino se chama Benjamin e a menina se chama Alice. Os dois são extremamente lindos, mas se parecem mais com o pai do que com minha filha.

Ah, Hermione pediu que eu lhe perguntasse se quer ser madrinha deles. E outra coisa, está convidada para vir passar a páscoa aqui e assim você conhece essa duas fofuras que são meus netos.

Todos estão lhe mandando um beijo e um abraço.

L. G.”

Assim que terminei de ler a carta, peguei minha mochila e a carta de Harry e saí correndo atrás de Luna. Encontrei-a em um corredor próximo ao Salão Principal e me certifiquei de que este estava bem vazio para poder gritar:

- Lu, a Mi já deu à luz. Ela teve gêmeos!

- O meu Merlin, que maravilha! Quando poderemos vê-los? – perguntou a loira.

- Provavelmente na páscoa. Mandarei uma carta à Mione para avisar que você também irá visita-la para ver os bebês. — depois de dizer isso, eu comecei a dançar de felicidade e cantei: — Eu vou ser madrinha dos bebês da Mione! Eu vou ser madrinha dos bebês da Mione!...

Estava tão contente que nem o vi se aproximar, e quando percebi, já era tarde, pois ele pegou a carta da mãe da Mione que escorregou de minhas mãos enquanto eu dançava e voou até os pés dele.

Quando vi, ele estava passando os olhos pela carta e sua expressão vazia se encheu de furor, conforme ia lendo-a. ao terminar de lê-la, ele olhou-nos com um ódio mortal que pensei que fosse ser atingida pelo Cruciatus a qualquer momento. Sua voz saiu gélida e cortante quando disse:

- Srta. Weasley e Srta, Lovegood, vocês estão de detenção comigo até o fim do ano letivo e tiro 50 pontos da casa de cada uma de vocês! – após falar isso, Snape virou-se para ir embora, mas perguntei:

- Por quais motivos estamos de detenção, senhor?

Ele virou e nos olhou com uma expressão feroz, falando com o mesmo tom frio ainda:

- Por serem tão insolentes e irritantes e por ficarem de gracinhas nos corredores. E se fizerem mais alguma pergunta impertinente, vou arrancar pontos da sua casa até ver aquele contador ridículo vazio! – virou-se de novo para sair, mas quem falou dessa vez foi Luna:

- Professor? Não vai devolver a carta da Gina?

Snape parou e percebeu que estava com minha carta na mão, quase a amassando. Sem olhar para trás, jogou-a para mim e eu a peguei quando esta quase ia cair no chão.

Suspirei e me virei para Luna quando vi que Snape tinha virado em um corredor:

- Está vendo? Quando digo que ele continua sendo o mesmo Morcego chato das masmorras...

- Gina, você não viu como ele ficou quando leu a carta?

Olhei-a sem entender a pergunta.

- Como assim? Eu vi é que o mau-humor de sempre dele estava muito presente no momento. – respondi.

- Gi, ele ficou nervoso com a carta. Ele deve estar achando agora que os filhos da Mione são do Krum... Snape ficou claramente irritada por pensar em Hermione tendo um filho de outro... – falou Luna.

As coisas que ela dissera até que faziam sentido... ele havia ficado irritado com a carta e resolveu descontar em nós duas... “Que ótimo!”

Peguei as coisas que havia jogado no chão com a euforia e parti para a primeira aula com Luna em meu encalço.

**************

POV Snape

Acordei com uma dor de cabeça horrível, pois não consegui dormir direito na noite anterior. Algo me incomodou durante toda a noite, fazendo com que eu acordasse a cada meia hora.

Tomei um banho rápido e gelado e me arrumei com as minhas vestes habituais para mais um dia chato e cansativo de aula. Resolvi tomar café em meus aposentos mesmo e para isso chamei um elfo e pedi que ele me trouxesse o café da manhã.

Depois de algum tempo o elfo (cujo nome eu não recordara por causa da dor de cabeça) me trouxe uma bandeja com café forte, ovos, bacon, suco e frutas. Comi um pouco e me lembrei de que tinha que passar na biblioteca antes da aula.

Saí de meus aposentos, passando primeiro na minha antiga sala de poções e peguei no armário uma poção para dor de cabeça. Virei-a de uma vez e logo ela começou a surtir efeito e minha dor de cabeça foi amainando.

Coloquei o frasco vazio na pequena pia e fui para a biblioteca, procurar um livro sobre feitiços malignos e como identifica-los. Como ainda era cedo, não havia muitos alunos por lá. Dirigi-me até a seção reservada e comecei a procurar o livro almejado.

Após muito procurar, acabei encontrando-o e o registrei com a bibliotecária, saindo logo depois para ir para a sala onde ministraria a primeira aula do dia, que seria Grifinória com Corvinal.

Andava tranquilamente pelos corredores, pois a aula ainda demoraria algum tempo para se iniciar, quando ouvi barulhos vindo de um corredor próximo ao que eu me encontrava. Virei naquele corredor e ouvi uma coisa que me deixou surpreso e fez com que meu coração desse um salto.

-... Bebês da Mione! Eu vou ser madrinha dos bebês da Mione!... – a Srta. Weasley gritava e fazia uma espécie de dança.

“Como assim ‘bebês da Mione’?...” me perguntei mentalmente, mas quando ia começar um diálogo interior, a carta que a Weasley segurava voou de sua mão e veio parar aos meus pés. Peguei-a e comecei a lê-la rapidamente, não acreditando nas palavras ali escritas.

“... Hermione finalmente deu à luz...”

Cada linha daquela carta, cada palavra, eram como facas apunhalando meu coração.

“... os dois são extremamente lindos, mas se parecem mais com o pai do que com minha filha...”

Mais dor açoitava meu coração.

“A castanha teve dois bebês daquele búlgaro imbecil e ainda por cima eles se parecem com aquele ser desprezível...” minha mente me maltratava cada vez mais.

Olhei para a ruiva à minha frente e tenho certeza de que o que ela viu em meus olhos foi o mais puro ódio. Meu ódio era também direcionado à ela, pois com certeza ela sabia disso há tempos, por ser amiga daquela mulher.

- Srta. Weasley e Srta. Lovegood, vocês estão de detenção comigo até o fim do ano letivo e tiro 50 pontos de cada uma de vocês! – virei-me para sair dali o mais rápido possível, pois a única coisa que queria no momento era ficar sozinho, mas a ruiva perguntou:

- por quais motivos estamos de detenção?

Fiquei de frente para elas novamente e falei:

- Isso não importa! E se fizerem mais alguma pergunta impertinente, vou arrancar pontos de suas casas até ver aquele contador ridículo zerado! – tornei a me virar para sair, mas dessa vez a loira foi quem falou:

- Professor? Não vai devolver a carta de Gina?

“Merda!”

Olhei para a maldita carta em minha mão e com o ódio que me cegava, joguei-a por cima do ombro, amassando-a um pouco no processo. Saí de lá o mais rápido possível.

Cheguei à meus aposentos e peguei a jarra de água que estava em cima da mesa, atirando-a com toda a minha força contra a parede. Fiz a mesma coisa com outros tantos objetos a minha volta e a cada item quebrado, meu coração ia quebrando mais e as lágrimas involuntárias iam rolando por minha face.

“Maldita seja aquela mulher, seus filhos e o pai destes!” pensei, pois se tentava proferir algum som, nada saia de minha boca.

Quando me cansei de jogar objetos, sentei em minha poltrona e comecei a fitar o nada, a ficar imaginando ela nos braços dele, ela se entregando a ele, gemendo seu nome. Aqueles pensamentos me davam asco.

Transformei a poltrona em um divã e me deitei. Fechei os olhos para tentar dormir e ver se quando acordasse, esse pesadelo acabasse, mas mesmo que eu não quisesse, as imagens dela me vinham. Em várias destas imagens, ela segurava duas crianças, cujas feições se pareciam com a daquele búlgaro.

Não sei quando os pensamentos viraram sonho, só sei que de uma hora para outra as feições das crianças se transformaram, tomando traços parecidos com os meus. Eu olhava para aquilo tudo com raiva. Hermione estava deitada em uma cama de casal com as duas crianças no colo e Vítor Krum ao seu lado, segurando a mãozinha de uma das crianças. De repente ela para de olhar para as crianças e olha diretamente em meus olhos, dizendo:

- Se você não tivesse sido tão egoísta, talvez quem estivesse aqui do meu lado agora fosse você... Mas como você odeia crianças... – o olhar dela parecia triste, cheio de dor.

Hermione parou de me fitar e voltou seus olhos para as crianças. Quando olhei para os gêmeos novamente, as semelhanças comigo haviam desaparecido de seus rostinhos, dando lugar às feições de Krum.

Levantei meu olhar para Hermione e meu coração praticamente parou ao vê-la beijando aquele idiota. Uma vontade imensa de amassar a cara daquele rapaz me veio e quando ia me aproximar deles para separá-los, a castanha parou de beijá-lo e disse:

- Não ouse tocá-lo, se não eu mesma arrancarei seus braços! – sua voz era fria, cortante. – Não ouse tocá-lo, pois ao contrário de você, ele quer ser pai...

Quando ia contra argumentar, me sinto ser chacoalhado, saindo assim do sonho, ou pesadelo, seja lá o que aquilo era. Ainda de olhos fechados, comecei a tomar ciência de que alguém chamava meu nome, uma mulher.

Abri os olhos e vi McGonagall me olhando com preocupação.

- Oh Severus, até que enfim acordou! Estou muito preocupada com você... – eu ia abrir a boca para falar que não precisava da preocupação dela, mas esta me impediu, dizendo: — As Srtas. Weasley e Lovegood foram me procurar e me mostraram a carta. Já sei que você ficou assim por causa do que estava escrito lá...

- VocÊ já sabia que ela estava grávida? – foi o primeiro som que saiu de minha boca.

- Sim. Eu já sabia, pois quando fui visita-la na primeira vez, ela estava de cinco meses e...

- Como é? Você disse cinco meses? – a rapidez com que minha mente fez as contas foi impressionante.

- Sim, eu disse cinco meses... – respondeu McGonagall.

- Então quer dizer que aquela vadia estava me traindo enquanto estávamos juntos? – gritei nervoso.

- Acalme-se Severus! Você está sendo precipitado com suas conclusões. – ia dizendo a bruxa. – Primeiro procure se acalmar, depois pense com calma e quando chegar a alguma conclusão venha me procurar... Se precisar, pode tirar as suas férias agora e deixe que eu providencie um professor para lhe substituir nas aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas...

Pensei por um momento e vi que talvez fosse uma boa ideia me afastar de todos e de tudo por um tempo, tentar colocar os pensamentos em ordem.

- Tudo bem. Ficarei algum tempo longe e quando colocar minha cabeça em ordem voltarei para conversarmos. – na verdade, eu até que estava achando uma boa ideia tirar umas férias agora, pois me sentia exausto de toda essa dor por qual passei. Precisava me afastar de tudo para esquecê-la...

McGonagall sorriu amavelmente com minha resposta e disse:

- Quando pretende partir? E para onde?

- Pretendo ir amanhã ao entardecer. Irei para Chicago. Quero ficar o mais longe possível daqui.

- Certo. Então, irei agora mesmo atrás de um substituto! – falou Minerva pondo-se de pé e se dirigindo para a porta. Abriu esta e estava quase saindo quando se lembrou de algo e virou-se para mim. – Quase ia me esquecendo... Lembre-se: os sonhos sempre contêm as respostas que queremos alcançar. – depois de dizer isso, deu uma piscadela e saiu fechando a porta atrás de si.

Fiquei olhando a porta tentando entender onde aquela velha queria chegar com tais palavras. Cada dia mais ela se parecia com Alvo.

Após algum tempo fitando a porta, resolvi ir organizar tudo para minha partida.

***************

POV Minerva

Saí do quarto de Severus torcendo para que ele conseguisse ver as respostas que pairavam na frente dele, mas que ele não queria enxergá-las.

Fiquei divagando todo o caminho até meu escritório e quando lá cheguei, a primeira coisa para qual olhei foi para o quadro de Alvo e constatei que este se encontrava jogando xadrez bruxo com Armando Dippet.

- Alvo? Será que podemos conversar? – perguntei me aproximando do quadro.

Dumbledore ergueu os olhos azuis penetrantes e sorriu dizendo:

- Claro, minha cara Minerva. – e virando-se para Armando continuou. – Armando, será que poderemos terminarmos nossa partida de xadrez mais tarde?

O velho Dippet fechou a cara para mim, mas respondeu:

- Sim Alvo, continuaremos mais tarde... – e terminando de dizer isso, se retirou do quadro de Dumbledore.

- Agora diga, minha querida Minnie. – o ex-diretor me olhava.

Sentei-me em minha cadeira e disse:

- Alvo, estive conversando com Severus e este ao saber que Hermione estava de cinco meses quando fui vê-la pela primeira vez, acabou tirando conclusões erradas da informação obtida... Consegui fazer com que ele se afaste da escola por um tempo, para que ele possa pensar, e assim consigamos seguir com nosso plano... Agora só espero que dê certo...

- Tenho convicção de que dará certo minha cara... Logo aqueles dois estarão juntos novamente e Severus finalmente terá uma família. – ele acomodou-se melhor na poltrona e continuou. – Agora, se eu não me engano você tem que ir procurar um professor para substituir Severus, não?

- Oh, sim! Quase me esqueci... – levantei-me de minha cadeira e fui para a lareira. – Quando voltar, continuaremos nossa conversa. – peguei um pouco de pó de Flu e entrei na lareira, jogando o pó e dizendo meu destino: — Ministério da Magia!

Notas finais
E ai, coisinhas lindas do meu coração, o que acharam? Quero reviews, sem que sejam com reclamações, avadas, crucios e tudo o mais...
Sinto muito a falta de todas vocês minhas lindas...
Beijos e até o próximo capítulo...
*_* S2 *_*