My Son, My Secret
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Boa leitura e até o próximo...
*_* S2 *_*
Hoje finalmente eu iria para meu primeiro emprego, mas eu não estava feliz como estaria a alguns dias atrás. Eu não estava feliz, porque minha vida estava para mudar drasticamente no jantar de hoje à noite.
Agora você me pergunta o porquê da minha infelicidade... Fácil, fique grávida e descubra que seu namorado não quer a criança. Pois é assim que estou me sentindo no momento.
Nos dois dias anteriores eu havia parado para pensar em uma solução e eis que uma me surge. Sei que vou machucar (principalmente eu mesma) e surpreender muita gente, mas é o melhor a se fazer.
Vesti-me adequadamente para o trabalho e desci para tomar café. Meus pais se encontravam à mesa, conversando. Ainda era cedo, mais precisamente 6hs e 30min, mas meu pai também iria trabalhar e minha mãe sempre acordava cedo para preparar o café dele. Vítor ainda dormia.
- Bom dia, filha! – disseram eles.
- Bom dia mamãe, papai. – respondi e sentei em meu lugar de sempre, pegando uma torrada e passando geleia nela.
- Então, está ansiosa para seu primeiro dia? – perguntou meu pai.
- Um pouco...
- Você se sairá bem, querida. É muito inteligente e consegue aprender rápido, logo você se acostumará. – disse minha mãe.
- Certo. Hum... Mamãe, Gina virá jantar aqui hoje. Poderia, por favor, lhe enviar uma coruja informando a hora a ela? – falei. Queria que Gina estivesse presente para saber de minha decisão. Não seria o que ele esperava, mas seria algo pelo bem do meu filho.
- Oh, claro querida. Enviarei mais tarde. – respondeu mamãe.
Terminei de tomar meu café, me despedi de meus pais e entrei na lareira, que já estava ligada pela rede de Flú ao Ministério, e parti para o mesmo.
Cheguei lá e me dirigi ao escritório do Ministro Shacklebolt, que me aguardava. Ele me levou até o Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas e me apresentou à uma bruxa de meia idade que iria me ensinar tudo o que eu deveria saber.
Em pouco tempo eu já havia aprendido como tudo funcionava. Por enquanto eu organizaria a lista de criaturas mágicas por nome e espécie (a lista era enorme!) e mais para frente eu aprenderia como as leis funcionavam e como eu poderia fazer algo para mudar algumas coisas nela.
Meu dia foi tranquilo, minha máscara de felicidade foi convincente, mesmo eu me sentindo horrível por dentro. Almocei com Harry e Rony em um restaurante trouxa próximo ao Ministério e depois do almoço voltamos ao nosso trabalho. Quando deu a hora de ir para casa, comecei a enrolar para não ir e continuei a organizar a lista.
- Srta. Granger! Por que ainda não foi embora? – a voz grave de Kingsley me tirou de meus devaneios fazendo-me pular em minha cadeira, de susto.
- Pelas cuecas de Merlin Ministro, por favor, da próxima vez faça algum barulho... O senhor me assustou... – disse tentando recuperar o fôlego.
- Não precisa me chamar de Ministro, Srta. Granger... Então, por que ainda está aqui? – perguntou o negro, com uma sobrancelha erguida.
“Eu? Só estou não querendo ir para casa resolver meus problemas...” é claro que não foi isso que eu disse e sim:
- Só estou terminando de arrumar essa lista aqui e...
- Chega de trabalho por hoje Srta. Vá para casa e descanse com seus pais! – ele me cortou.
Suspirei e assenti. Levantei-me, peguei minha bolsa e meu casaco e saí. Decidi voltar por aparatação.
Finalmente cheguei em casa e antes de abrir a porta para entrar, respirei fundo e contei até dez. “É agora!” pensei ao entrar.
Severus veio de imediato para me beijar, mas não deixei que nossos lábios se encostassem, pois desviei meu rosto e ele acabou beijando minha bochecha. Ele fitou-me confuso e eu só balancei a cabeça, o que ele entendeu como um “Estou cansada!”.
Vítor me abraçou e Gina também. Ela havia notado meu pequeno gelo em Severus e me indagou com o olhar, o que respondi aos sussurros só para que ela ouvisse:
- Logo você saberá...
Ela assentiu e então fomos jantar.
Meu peito doía com as lágrimas que eu não podia derramar, mas aguentei firme. Em um momento do jantar, me levantei e disse:
- Por favor, tenho algo a comunicar e quero que todos prestem atenção, principalmente você, Severus... – todos olhavam para mim. Minha mão tremia quando a ergui para tirar a aliança de compromisso que ali havia. – Severus, eu não queria que fosse assim, mas eu não gosto de iludir as pessoas dizendo que está tudo bem... – segurei-lhe a mão e depositei a aliança em sua palma. Ele me olhava sem entender nada.
- O que está querendo dizer com isso? – perguntou ele depois de recuperar a voz.
Respirei fundo para conter as lágrimas e falei, mesmo sentindo uma dor insuportável:
- Eu não o quero mais. Acho que nosso relacionamento não dará certo... Você é muito mais velho que eu e pensa diferente...
- Por que isso Hermione? – seu rosto tinha uma expressão de pura tristeza e vendo isso, quase tive vontade de lhe dizer toda a verdade, quem sabe assim ele mudaria de ideia. “Não Hermione, ele nunca mudará de ideia!” minha mente me lembrou. – Então, todo esse tempo em que você disse me amar e querer passar o resto da vida comigo, foi uma mentira? – sua voz era um sussurro, mas para mim parecia gritos.
- Não Severus! Eu de fato te amei, mas agora acabou... Não sinto mais a mesma coisa de antes. Por isso não quero continuar, pois sei que daqui para a frente só será mentiras...
- É esse garoto não é? – disse ele apontando para Vítor que estava um pouco assustado com minha declaração. – Depois que ele chegou você mudou comigo. É a ele que você quer em sua cama agora? DIGA HERMIONE! – ele alteou o tom de voz e bateu com força na mesa.
Meu pai se pôs de pé e disse alterado:
- VOCÊ ESTÁ CHAMANDO MINHA FILHA DE VADIA SR. SNAPE?
- Querido, por favor, não se altere... – ia dizendo minha mãe.
- Estou em minha casa e posso gritar o quanto eu quiser... Já ele não tem o direito de gritar aqui e ainda por cima chamar minha filha de vadia! – disse meu pai com a voz ainda um pouco alta.
- Eu não chamei sua filha de vadia, só disse que ela não me quer e sim um garoto com a metade da minha idade... – Severus tentou se justificar com a voz fria e sem emoção.
- Não importa o que você disse, só peço que se retire de minha casa. – respondeu papai.
- Tudo bem, sairei de boa vontade. Mas fique sabendo de uma coisa Granger, você brincou com meus sentimentos, portanto, pagará muito caro por tê-lo feito... – ele se retirou da mesa e antes de sair pela porta da sala de jantar, disse. – Seja infeliz com esse moleque! – e saiu para nunca mais voltar.
Desabei na cadeira e comecei a chorar. Gina veio para perto de mim e segurou minha mão.
- Mione, por que você disse aquilo? Pensei que você fosse contar à ela que está grávida. – disse a ruiva.
- O QUÊ? Você está o quê filha? – perguntou meu pai.
- Estou grávida! – respondi. – E antes que perguntem, o filho é de Severus e não quero que ele saiba sobre. É por isso que terminei com ele.
- Mas filha, ele é o pai, tem o direito de saber sobre a criança. – falou minha mãe.
- Não quero que ele saiba! – vociferei. – Ele odeia crianças e disse que se eu ficasse grávida, pediria para eu abortar... – mais lágrimas vieram e Gina passava a mão pelas minhas costas tentando me confortar.
- Aquele professorzinho de meia tigela disse isso mesmo? – indagou meu pai.
- Sim, ele disse, mas o senhor não fará nada com ele! – disse nervosa. – Pois se o senhor falar com Severus, ele lerá sua mente e saberá que eu estou grávida... – lágrimas silenciosas rolavam sobre minha face.
- Calma amiga, tudo ficará bem... – disse Gina.
- Não Gina, nada ficará bem. Acabei de mandar o homem que amo sair de minha vida e agora parece que tem um buraco enorme no meu peito. – respondi entre soluços.
- E o que você pretende fazer agora, querida? – perguntou minha mãe.
Sequei os olhos com as costas das mãos e falei:
- Quero ir embora daqui! Podemos nos mudar para a casa que temos na França? Não quero que ninguém além de nós quatro, saiba de minha gravidez por enquanto... Nem mesmo Harry e Rony. – disse quando Gina ia perguntar se poderia dizer aos rapazes.
- Mas e seu emprego? – perguntou papai.
- Pedirei transferência para o Ministério de Paris... Desculpe-me papai e mamãe, não queria perturbar o emprego de vocês agora que estão com o consultório cheio...
- Não tem problema, Hermione, nós podemos montar um consultório lá... Mas me responda uma coisa com sinceridade: é isso mesmo o que você quer? – perguntou meu pai.
Assenti com medo que minhas palavras me traíssem. Levantei-me e disse, após um tempo:
- Vou para o meu quarto. Estou cansada e minha cabeça dói...
Eles concordaram e eu subi as escadas lentamente. Senti que alguém me seguiu, mas não tinha forças para mandar a pessoa embora. Entrei em meu quarto e me joguei de bruços em minha cama, abraçando o travesseiro e chorando rios de lágrimas.
Vítor se aproximou da cama e começou a acariciar meus cabelos e a dizer que poderia contar com ele para o que eu quisesse. Abracei-o e continuei a chorar até que adormeci.
Notas finais
Espero seus reviews, hein?
Beijos minha flores e até o próximo...
*_* S2 *_*
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