Notas iniciais
Olá minhas amoras... Olha o 19 aqui...
Por favor, será que alguém poderia ter compaixão por mim e recomendar minha fic?
Agradeceria muito...
Bom, aproveitem o capítulo a amanhã tem mais...
Beijos minhas flores...
*_* S2 *_*

POV Hermione

- Por que, Hermionini? Por quê? – aquela pergunta de Vítor me deixou confusa.

- Por que o quê, Vítor? – perguntei de volta.

Ele suspirou novamente e se sentou ao meu lado na cama.

- Por que você vai se casar com ele?

- Eu o amo, Vítor, e nada vai me fazer mudar de pensamento. – respondi séria.

- Nem isso? – ele se aproximou mais de mim e fez uma coisa inesperada... Ele me beijou!

Seu beijo era urgente, como se sua vida dependesse dele. Por um momento fiquei sem reação, mas quando voltei à mim, empurrei-lhe com força.

- O que foi isso? Você está louco? – indaguei com um misto de raiva e choque.

- Isso foi um beijo. E não, não estou louco... Só pensei que se te beijasse você cairia em si e veria que eu sou melhor para você do que ele. – respondeu em tom de súplica.

- Você ainda não entendeu? Eu amo Severus e eu quero me casar com ele... Os laços que nos une são muito fortes e ainda mais agora, com o que descobri hoje mais cedo...

- O que você descobriu?

- Eu estou grávida e a criança é de Severus! – eu falei com um sorriso nos lábios.

- Não! – ele deu um murro na cama e apoiou a cabeça nas mãos. – Como fui idiota e lento! Eu deveria ter chegado antes... – ele falava consigo mesmo e parecia que chorava de raiva.

- Vítor, você não foi idiota e lento. Mesmo se tivesse chegado antes, acho que não teria jeito, pois eu já gostava de Severus há muito tempo. Mas só conseguimos ficar juntos depois da guerra... – eu também chorava, mas por lembrar-me da guerra. – Sabia que se não fosse por mim, Severus estaria morto?

Ele bufou.

- Preferia que tivesse o deixado morrer! Pelo menos assim você estaria comigo!

- Mas não compreende que eu não seria feliz contigo? Se eu tivesse o deixado morrer, me martirizaria pelo resto da minha vida, pois ela não seria completa sem ele. Sempre haveria um buraco enorme em meu peito. Mesmo que eu me relacionasse com outra pessoa, o buraco sempre estaria lá, me lembrando da felicidade que eu deixei mexer.

- Nós poderíamos tentar. Eu procuraria todos os meios de te fazer feliz. Não me importaria se tivesse que ficar a eternidade tentando, mas eu lutaria até conseguir... – ele me olhava com lágrimas nos olhos e segurava minhas mãos. – Afinal, por que ainda estamos conversando sobre isso? Eu já te perdi...

- Vítor, você não me perdeu... Eu ainda quero ser sua amiga. Só basta você querer ser meu amigo. – apertei sua mão.

- Vou tentar... Mas você sabe que eu vou sempre te amar, não sabe?

- Sei Vítor, sei. Mas quero que não se iluda comigo, pois logo estarei casada e eu não quero perder um amigo. – disse secando as lágrimas dele com minhas mãos.

- Posso lhe pedir um abraço? – perguntou ele também secando minhas lágrimas.

- Claro! Vem cá Ursão... – ele riu do apelido e passou os braços em torno de meu pescoço.

Dei um beijo estalado em sua bochecha e ele me deu outro abraço que quase esmagou minhas costelas.

- Hey, não se esqueça de que estou grávida. – disse um pouco sufocada pelo abraço.

- Ah sim, me desculpe. – falou ele um pouco envergonhado.

Sorri e perguntei:

- Que tal assistirmos à um filme?

- Não sei bem o que é isso, mas tá! – respondeu ele.

- Então venha, Ursão. Tem uma televisão no meu quarto. – disse sorrindo.

O puxei para meu quarto, ele sentou-se em minha cama e eu fui escolher um filme. Acabei escolhendo Sherlock Holmes, um dos meus favoritos. Coloquei o filme e me sentei ao lado dele para assistirmos.

Na metade do filme Vítor já estava dormindo no meu ombro. O acordei e disse-lhe para que fosse para sua cama e ele foi resmungando, falando que eu tinha estragado um sonho bom dele.

Sorri, desliguei a televisão e fui dormir.

**************

Já fazia dois dias que Vítor Krum estava hospedado em minha casa, e isso tinha gerado certo conflito entre eu e Severus. Ele agora havia pedido permissão a meu pai para dormir aqui em casa.

O Sr. August parecia que queria ver uma briga entre Vítor e Severus, pois permitiu que este dormisse. Ele e Vítor continuavam a se estranhar como dois adolescentes bobos e sempre que estavam frente a frente, ficavam lançando olhares mortais um ou outro.

Eu já me encontrava cansada dessas intriguinhas deles, portanto, comecei a ignorá-los quando eles fazem isso.

Nesse momento estou em meu quarto, sentada na minha poltrona olhando pela janela para o céu estrelado.

- No que está pensando, minha Jean? – perguntou Severus que estava sentado em minha cama lendo um de meus livros de feitiços.

Não sei da onde surgiu tal pergunta, mas resolvi fazê-la, mal sabendo que me arrependeria de tê-la feito.

- Prince, o que acha de crianças?

- Por que pergunta isso? – perguntou ele com um tom de voz desconfiado.

- Curiosidade... É que eu soube que Fleur está grávida e só queria saber o que você acha... – menti.

- Sinceramente, não as suporto, pois sempre ficam chorando e fazendo barulhos que me irritam... – respondeu ele naturalmente.

Fiquei instantaneamente magoada, mas fingi que aquelas palavras não haviam me ferido. Resolvi fazer uma pergunta diferente:

- Severus?

- Hum?... – indagou ele sem levantar os olhos do livro.

- Se eu... Se eu ficasse grávida, o que você faria?

Ele pensou por um momento e respondeu me olhando:

- Pediria para você tirá-lo, pois não quero estragar a sua e a minha carreira, e além do mais, ainda é muito cedo para pensarmos nisso... Agora venha dormir. – suas palavras foram gentis, mas me machucaram profundamente. Parecia que mil facas haviam sido cravadas em meu ventre, uma sensação bem pior que a maldição Cruciatus.

Rapidamente procurei esconder minha dor colocando uma máscara de felicidade em meu rosto e indo para os braços de Severus, mas por dentro, meu corpo gritava para que eu me afastasse dele, me afastasse daquele homem que queria fazer mal a meu bebê.

A minha vontade era de chorar, mas consegui me manter firme. Para piorar, minha mente gritava: “Está vendo? Uma vez Comensal frio, sempre Comensal frio! Um homem como ele não foi feito para amar... Você é uma idiota, Hermione Granger, por acreditar que poderia mudá-lo...” Me irritei e gritei mentalmente: “Cale-se! Eu já estou sofrendo o suficiente, não preciso de você me lembrando o quão tola sou...”

Notei que Severus já havia dormido e tentei fazer o mesmo, mas a dor em meu peito só aumentava. Até que quando já estava quase amanhecendo consegui adormecer, tendo um pesadelo.

Neste pesadelo, eu me encontrava encolhida em um canto escuro, chorando e tentando não olhar para o homem que se aproximava de mim, mas era inevitável, pois o medo me consumia por inteiro. Severus estava com suas vestes de Comensal e me olhava friamente. Sua voz era cadavérica quando ele falou:

- Eu te disse que odiava crianças e disse também que ainda não queria filhos. Você foi teimosa, então terá o que merece...

Ele me pegou pelo pescoço, jogou-me violentamente em cima de uma mesa de pedra e conjurou cordas que me amarraram à ela. Depois um punhal se materializou em suas mãos e ele o ergueu acima de sua cabeça.

Quando ele desferiu o primeiro golpe em meu ventre, acordei assustada e chorando. Mãos tentavam me confortar e sem perceber, levei a mão ao ventre tentando proteger meu filho.

- hermionini, está tudo bem? – era Vítor quem estava tentando me confortar, portanto, segurei a vontade que tinha de gritar que nada estava bem. – Hermionini, diz alguma coisa... – insistiu Vítor.

Respirei fundo e disse:

- Não foi nada, apenas pesadelos... – sequei meu rosto e notando que Severus não estava por perto perguntei. – Onde está Severus?

- O seu “queridinho” saiu mais cedo dizendo que tinha negócios a tratar em Hogwarts... – ele fez aspas no ar ao falar queridinho. – Então, vai me contar o que foi que te deixou assim? Você estava tentando proteger seu ventre de mim? Seu pesadelo era comigo? Eu estava fazendo mal ao seu bebê?

- Hey, uma pergunta de cada vez... – encostei-me à cabeceira da cama, peguei minha varinha que estava no criado mudo e apontei para a porta. – Colloportus! – a porta se fechou instantaneamente. Murmurei novamente. – Abaffiato!

- Agora você pode me dizer? – perguntou ele cruzando os braços sobre o peito.

Suspirei pesadamente e comecei:

- Ontem eu estava conversando com Severus e perguntei o que ele achava de crianças...

- E... – incitou ele.

- Ele disse que as odiava... E tem mais; perguntei o que ele faria se eu estivesse grávida e ele respondeu que pediria para eu tirar... – comecei a chorar convulsivamente e ele me puxou para que eu deitasse minha cabeça em seu colo. O fiz e ele começou a fazer carinho em meus cabelos. – Vítor, quando ele falou isso, foi como se eu fosse atingida por uma maldição... Enquanto o abraçava, meu corpo gritava para que eu me afastasse dele, gritava que ele faria mal ao meu bebê. – Vítor só ouvia calado. – Quando eu dormi, acabei tendo um pesadelo e neste ele dizia que não queria a criança e que eu fui teimosa. Severus me prendeu em uma pedra e quando me apunhalou com um punhal eu acordei... – meu choro tinha virado soluços e minhas palavras estavam ininteligíveis.

- Shhh... Eu estou aqui, nada te fará mal, nem mesmo ao seu bebê... Agora me responda uma coisa, você contará à ele que está grávida?

- O quê? Contar à Severus? De jeito nenhum! – eu disse alterada.

- Hey, calma! Se você não quer contar, tudo bem... Mas o que fará? Acho que não vai poder esconder sua gravidez por muito tempo...

Eu não havia pensado nisso... E agora? O que vou fazer para proteger meu filho?

- Eu ainda não sei o que farei, mas contar a ele está fora de cogitação...

- Hermionini, sabe que pode contar comigo para qualquer coisa, não sabe? Se quiser pode ir passar um tempo lá em casa... Pelo menos até ter seu filho. – ele disse.

Pensei um pouco e respondi:

- Sua ideia não é má, mas preciso pensar a respeito disso... Não posso largar tudo aqui e simplesmente ir embora, ainda mais agora que vou começar a trabalhar no Ministério. Preciso de tempo para pensar...

- Hermione, por que sua porta está trancada? – ouvi a voz de minha mãe do outro lado da porta. Desfiz o feitiço de abafamento e gritei:

- Por nada, mãe... Eu só estou conversando com o Vítor!

- Hum... Ok, mas desça logo para tomar café...

- Está bem, mãe... – ouvi os passos dela descendo as escadas.

- Então, pensarei sobre o que farei e logo você saberá.

Um silêncio formou-se em meu quarto, quebrado apenas por um bater de asas de uma coruja negra que adentrou meu quarto e pousou em meu criado mudo.

Ela tinha uma carta amarrada à perna. Estendi a mão, desamarrei a carta e ela saiu voando. Comecei a lê-la:

“Bom dia minha Jean,

Já estou com saudades de você, mas infelizmente tenho muitos afazeres aqui em Hogwarts, o que me impedirá de vê-la por alguns dias.

Prometo que estarei presente no jantar de segunda-feira para comemorar seu novo emprego.

Por favor, fique o mais longe possível daquele Krum, pois temo que ele possa fazer algo de mal à você.

Sem mais delongas,

S. S.”

Um estranho alívio me veio ao ler aquela pequena carta. Não entendi o motivo desse alívio.

- De quem é Hermionini? – perguntou Krum curioso.

- É de Severus... Se quiser pode ler.

Ele pegou a carta e começou a ler. Ao chegar à parte que dizia para eu ficar longe de Vítor, este bufou e disse:

- Rá! Agora eu é que sou o malvado... Deixa-me cruzar com aquele narigudo para ele ver só... Ninguém machuca minha Hermionini e sai impune.

- Calma Vítor, você não fará nada com Severus... Eu preciso pensar sobre o que e quero que você me dê espaço para isso.

- Tudo bem, Hermionini, sua vontade será feita... Já estou saindo... – ele disse e se levantou indo em direção à porta.

- Hum... Você já tomou café? – perguntei antes que ele tocasse a maçaneta.

- Não! Estava te esperando para tomarmos juntos... – respondeu ele um pouco nervoso. Levantei-me da cama e fui até seu lado.

- Então vamos tomar café! Só espere um segundo para eu poder fazer minha higiene pessoal! – disse tentando fingir que estava tudo bem comigo.

- Ok! – ele falou e beijou o alto de minha cabeça. – Sei que você está se fazendo de durona, mas por dentro está destruída... Não precisa fingir coisa alguma na minha frente, Hermionini.

- É, mas eu preciso fingir para minha mãe. Ela ainda não sabe que estou grávida.

- Entendo... Agora vá logo se cuidar, pois estou morrendo de fome! – disse ele fofamente. Só Vítor Krum mesmo para me fazer sorrir em um momento de crises como esse.

- Credo, você está parecendo o Ronald falando assim...

- Quem? Aquele ruivo invocado? – perguntou ele.

- Sim! – respondi entrando no banheiro. Ele riu.

Arrumei-me e descemos para tomar café, no qual tive um pequeno enjoo com o mingau de aveia. Ainda bem que minha mãe não estava por perto, porque o interrogatório sobre minha consulta médica começaria e eu não estava a fim de falar sobre isso.

Fiquei o resto do dia em meu quarto, ouvindo músicas e chorando, sendo consolada por Vítor às vezes.

Notas finais
E ai? O que acharam? Quero meus reviews hein?
Beijos minha lindas e até o próximo capítulo...
*_* S2 *_*
P.S: Amo todas vocês...