Notas iniciais
Olá minhas amoras... Aqui está mais uma capítulo...
Agora vou fazer um desabafo: vocês estão me decepcionando muito... Ç.Ç
Todas as vezes espero entrar no Nyah e ver um recado de vocês e só encontro os recados da minha irmãzinha fofa, linda e amada... Por favor, me motivem a continuar escrevendo...
Beijos e até o próximo capítulo...
*_* S2 *_*
Obs: esse capítulo é todo POV Vítor Krum...

POV Vítor Krum

Estava passeando com minha irmãzinha em um parque trouxa perto de nossa Mansão quando avistei aquela pessoa. Ela tinha os cabelos castanhos e encaracolados e estava sentada em banco com o rosto enfiado em um livro.

No mesmo instante achei que era ela, a garota por quem eu cheguei a ficar noites sem dormir só por não conseguir parar de pensar nela. Hermione...

Uma loucura súbita me veio e eu me aproximei da garota.

- Olá?! – disse meio indeciso.

A garota olhou para cima e eu ao ver que aqueles olhos que me fitavam não eram castanhos e sim negros, fiquei ligeiramente triste e disse:

- Desculpe-me... Achei que era uma conhecida minha...

A menina assentiu e voltou para a sua leitura. De repente uma vontade de ver Hermione se abateu sobre mim e eu saí puxando minha irmãzinha Valeria para casa. Enquanto íamos, ela reclamava:

- Ai Vítor, me largue, me deixe voltar para o parque... Quero brincar com minhas amiguinhas trouxas...

- Me desculpe Valerie, mas hoje não dá. Tenho que fazer uma coisa urgente. – respondi.

Chegamos na Mansão e eu corri para meu quarto, indo fazer minhas malas. Depois de algum tempo, minha mãe apareceu à porta e perguntou:

- O que está fazendo, querido? – ao ver as malas, acrescentou. – Onde vai?

- Vou aproveitar as férias do Quadribol para ir à Londres visitar a quela minha amiga Hermione. – respondi sem olhar para ela.

- Mas assim, tão de repente? – indagou.

Terminei de guardar as coisas e falei:

- Sim, preciso muito vê-la.

- Faça o que você quiser, pois já é maior de idade, mas por favor, não se esqueça de dar notícias, hein?

- Tá mãe. Agora deixe-me ir. – dei-lhe um beijo no rosto e segurando as malas, aparatei para o Beco Diagonal, o único lugar que me lembrava como era.

Me hospedei no Caldeirão Furado que não era de boa qualidade, mas isso não era importante no momento. Achei uma carta que Hermione havia me enviado alguns anos atrás, na qual dizia seu endereço, e peguei um táxi para poder chegar lá.

Não sabia lidar direito com o dinheiro trouxa, portanto, assim que cheguei ao endereço, entreguei uma enorme quantia em dinheiro para o motorista, que ficou chocado e quando fez menção de me devolver, simplesmente sorri e dei-lhe as costas, indo em direção à casa.

Toquei a campainha e uma mulher simpática atendeu. Ela tinha os mesmos cabelos castanhos de Hermione e alguns traços do rosto também eram muito parecidos.

- Olá, pois não? – perguntou ela.

- Meu nome é Vítor Krum e eu vim procurar a Hermionini. – disse.

- Acho que me lembro da Hermione ter falado sobre você... Prazer, meu nome é Lucy Granger e eu sou a mãe dela... Oh quanta indelicadeza a minha, entre por favor. – ela falou estendendo a mão.

Peguei sua mão estendida e a beijei educadamente.

- O prazer é meu... Pensei que fosse irmã da Hermionini. – sorri ao ver que ela enrubesceu e entrei na casa.

- Oh, quem me dera ser tão jovem assim... – ela riu. – Venha, sente-se na sala para espera-la, pois ela saiu e logo estará de volta.

A segui e adentrei a sala me sentando em um sofá.

- Quer algo? Um chá, café, chocolate quente...? – perguntou-me.

- Somente um chá, por favor.

Ela assentiu e saiu por uma porta que julguei dar na cozinha. Comecei a prestar atenção no ambiente que era muito a cara de Hermione, simples e bonito. – tinhas umas fotos em cima da lareira e eu decidi chegar mais perto para vê-las.

Eram todas de Hermione, ora com seus pais, ora sozinha. Ela linda como sempre. De repente ouvi a campainha tocar e me assustei com o barulho, pois o silêncio na casa era imenso.

Ouvi que a mãe de Hermione fora atender e escutei uma voz masculina dizer:

- Lucy, quem é o bruxo que está ai?

- Calma, Severus, é só um amigo de Hermione que veio visita-la, o Vítor Krum e... Aonde você vai? – disse a mulher.

- Ora, vou ver quem é... Como pode ter tanta certeza de que é o amigo dela e não um Comensal da Morte? – a voz do homem foi se aproximando da sala até que este apareceu à porta.

Vi que era um homem alto, de cabelos negros e lisos que chegavam na altura dos ombros, o nariz em forma de gancho e a pele pálida. Reconheci como sendo o professor de Hogwarts e este apontava a varinha para mim.

- Quem é você? – perguntou-me friamente o homem.

- Sou Vítor Krum, apanhador do time de quadribol da Bulgária, e ex-aluno do Instituto Durmmstrang. – respondi.

- O que faz aqui, moleque? – ele era ríspido e isso me irritava um pouco.

- Vim visitar Hermionini.

- Quero ter certeza de que é quem diz ser... – ainda apontando a varinha para mim, ele murmurou algum feitiço, mas não senti nada acontecer. – Bom, o garoto fala a verdade. – disse o homem a contra gosto. Ele sentou-se e eu o acompanhei.

- Quer chá Severus? – perguntou a mãe de Hermione.

- Sim, agradeceria Lucy... Ah, trouxe-lhe isto. – o homem chamado Severus tirou algo de dentro dos bolsos do casaco e o entregou À Lucy.

- Oh, Severus, chocolate! Como sabia que eu amo chocolates? – “Não!?! Será que os pais de Hermione se separaram e agora a mãe dela namora um bruxo?...” perguntei a mim mesmo mentalmente.

- Acho que foi intuição, minha sogra... Intuição... – “Peraí! Sogra?!?... Não pode ser... Ou Hermione tinha uma irmã ou ela estava comprometida com aquele... Velho?!”

- Do que me chamou? – perguntou o professor me tirando de meus devaneios. “Ah, que ótimo, ele é um Legilimens...”

- Não lhe chamei de nada e pode por gentileza, parar de entrar em minha mente?

- Não sei se você merece minhas gentilezas... Não gostei nada do que vi em sua mente a respeito de minha noiva. – sua expressão era dura e impassível.

- O que eu penso ou deixo de pensar só diz respeito à mim, então por obséquio, pare de entrar na minha mente ou serei obrigado a te desafiar para um duelo.

A mãe de Hermione observava toda a cena de boca aberta. O homem gargalhou.

- Você não é páreo para mim, garoto! Te derrotaria fácil de olhos vendados. – disse ele com desdém.

Nesse momento, o barulho da porta abrindo se fez ouvir e o pai de Hermione apareceu à porta da sala. O reconheci por causa das fotos da lareira.

- Oi querida, olá Severus e olá Sr... – ia cumprimentando o recém chegado.

- Krum. Vítor Krum! – respondi estendendo a mão e ele a apertando.

- Certo. Querida, pode me trazer uma xícara de chá, por favor? – disse ele sentando-se em uma poltrona entre os sofás em que eu e o narigudo estávamos sentados.

O tal de Severus bufou. “Ops, acho que o narigudo escutou...” ele bufou novamente e dessa vez travou as mãos em punho por cima da perna. Sorri com isso.

Nem havia notado que a mãe de Hermione tinha ido buscar o chá. Só a notei quando ela estava de volta com uma bandeja com três xícaras de porcelana.

Levantei-me e peguei a bandeja de suas mãos, para que ela não caísse, e a depositei sobre a mesinha de centro.

- Oh querido, muito obrigada. – agradeceu ela.

- Não há de quê, senhora. – respondi e voltei a me sentar.

O narigudo não parou de me encarar em instante algum e eu retribui olhando-o com um pouco de nojo, ódio e frustação.

“Merlin, como Hermione pôde gostar de tal criatura? Ele é feio e é um professorzinho. Já Hermione, não, ela é linda, deve estar uma mulher formada agora e também de ainda ser muito gata, assim como ela era no quarto ano...” pensei comigo.

Severus ficava com cada vez com mais raiva, mas eu havia falado para ele parar de entrar na minha mente, e como ele não me obedeceu, agora teria de aguentar meus pensamentos.

“Não pode ser que Hermione esteja apaixonada por isso. Acho que ele deu alguma poção do amor para ela. Só pode ser...” continuei com meus pensamentos. “Será que ao me ver, ela sairá do feitiço que ele lançou sobre ela?... Espero que sim, pois eu ainda gosto de Hermione...”

De repente o pai de Hermione me tirou de meus devaneios ao dizer:

- Filha, que bom que chegou... – ele se levantou e foi abraça-la. Também levantei e fui seguido pelo narigudo.

Assim que ela saiu do abraço do pai, corri para lhe abraçar, sentindo minhas costas ser fuzilada pelo olhar daquele homem. “Que cara chato!”

- Hermionini, como senti sua falta! – exclamei.

Ela retribuiu o abraço e disse:

- Olá Vítor, também senti sua falta. – afastou-se de mim um pouco e falou. – Nossa, você não mudou quase nada...

Sorri e falei:

- Já você, mudou muito e está cada vez mais linda... – o narigudo bufou com isso.

- Obrigada. – respondeu ela.

Me virei para a ruiva que me lembro ter visto no casamento de Fleur e disse:

- E você também, cresceu um pouco e está se tornando uma bela mulher.

A ruiva corou e quando me virei para falar com Hermione, a cena que vi me deixou muito enojado. Ela estava beijando aquele homem que tinha idade para ser pai dela.

- O quê? Você está mesmo com ele, Hermionini?

- Sim. Vou me casar com ele. – respondeu ela.

Eu ainda não podia acreditar e por isso rebati:

- Mas ele tem idade para ser seu pai...

- Sr. Krum, se eu tenho idade para ser pai dela ou não, o problema é meu. Hermione gosta de mim assim. – o narigudo teve que se meter no meio da conversa.

- Severus, por favor... – ia dizendo Hermione.

- Que tal irmos jantar, hein? – a mãe de Hermione perguntou numa tentativa de acabar com a tensão que havia se formado.

- Isso, vamos todos jantar. – disse Hermione.

Concordei um pouco irritado por ela estar com aquele velho. Fomos para a sala de jantar e infelizmente não me sentei ao lado da castanha. Começamos a comer em um silêncio horrível até que Hermione o quebrou perguntando quando eu havia chegado, pergunta à qual respondi que tinha sido durante a tarde e que estava hospedado no Caldeirão Furado.

A Sra. Granger pareceu ficar chateada por eu estar hospedado em um lugar não muito bom e me chamou para me hospedar em sua casa. Notei que o narigudo ficou nervoso com o convite e sorri maliciosamente. Estava a fim de provocá-lo.

- Muito obrigado, Sra. Granger, mas não quero ser um incômodo... – disse à ela.

- Ora querido, não será incômodo algum. Você é amigo de Hermione e ela conhece Londres tão bem que pode ajuda-lo a não se perder. – respondeu a mãe de Hermione.

Pensei por um momento na possibilidade de ficar mais perto de Hermione e respondi, lançado olhares provocadores à Severus:

- Hum... Já que não vou incomodar, eu aceito. Sem contar que dará para eu matar a saudade de Hermionini.

O narigudo lançava olhares mortais para mim. A mãe de Hermione perguntou quando eu viria me hospedar na casa deles e para deixar o narigudo com mais raiva, disse:

- Pode ser mesmo?

Ela respondeu que sim e eu falei que iria buscar minhas malas após o jantar. Continuamos a comer em um silêncio mortal, quebrado apenas pela ruiva que deu a ideia de chamar Harry e Rony para visitar sua casa, o que deixou o narigudo com mais raiva ainda.

Fiquei o resto do jantar infernizando o homem que no momento em que eu chamei Hermione para ir tomar sorvete numa sorveteria do Beco Diagonal, só faltou pular em meu pescoço.

Depois do jantar a ruiva foi embora pela lareira e eu dei graças à Merlin que o narigudo também iria, mas antes dele ir, ele puxou Hermione para um beijo quente, ao qual eu desviei o olhar com nojo.

Logo após ele foi embora e eu resolvi ir buscar minhas coisas no Caldeirão Furado. Cheguei lá, fui à meu quarto e uma súbita raiva me veio.

“Não consigo acreditar que ela teve coragem de ficar com aquilo.” Pensei e logo minha mente veio me condenar “meu amigo, você chegou atrasado! Se tivesse chegado depois da guerra, talvez fosse você quem estivesse beijando-a agora...”

Peguei um abajur, o joguei na parede e gritei de raiva.

“Eu não tive nem a chance de saber como era o beijo dela...” então as imagens de nosso encontro nas férias do quarto ano vieram à minha mente... Eu havia lhe pedido um beijo, mas ela negou dizendo que estava pronta ainda e eu respeitei sua decisão.

“Como queria ter provado dela...” Balancei a cabeça e resolvi pegar minhas coisas e voltar para a casa de Hermione. Respirei fundo e peguei minhas malas que ainda estavam intactas. Apontei a varinha para o abajur e disse:

- Reparo! – este consertou-se e eu o coloquei de volta na mesinha ao lado da cama. Saí do quarto e desci para fechar minha conta.

Depois de tudo resolvido, aparatei para a casa da castanha. Ao chegar à porta, toquei a campainha e o pai de Hermione atendeu e me guiou para dentro.

- Que bom que voltou! Venha, vou mostrar-lhe seu quarto. – ia dizendo a Sra. Granger assim que cheguei à sala.

A segui pelas escadas e ela me mostrou um quarto pequeno, mas bem arrumado e bonito, e disse que o quarto de Hermione era o da frente. Agradeci pela hospitalidade e ela deixou-me sozinho.

Desfiz minhas malas e coloquei as roupas em um pequeno guarda-roupa que estava no canto do quarto. Estava tão concentrado no que fazia que nem a vi adentrar o quarto, só a percebi quando terminei de guardar minhas roupas e me virei para a cama.

Ela se encontrava linda como sempre, e aqueles olhos castanhos me olhavam com curiosidade. Suspirei cansado.

- Por que, Hermionini? Por quê? – falei triste.

Notas finais
E ai? O que acharam? Por favor, quero meus reviews e também pelo menos uma recomendação...
Agradeço...
Beijos e até mais...
*_* S2 *_*