My Son, My Secret
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Beijos e aproveitem o capítulo...
*_* S2 *_*
Duas semanas se passaram desde aquele dia na Mansão de Severus, e eu me sentia cada vez mais estranha. Ele vinha me visitar quase todos os dias, ficava algumas horas e depois ia embora, pois tinha assuntos a tratar com McGonagall ou poções a preparar.
Na semana anterior, Kingsley Shacklebolt e Mafalda Hopkirk vieram me visitar propondo emprego. Eles queriam que eu trabalhasse no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, e sem titubear, aceitei já pensando nas melhorias que poderia proporcionar á vida dos elfos.
Meu pai ficou feliz com a notícia e minha mãe estava ansiosa para iniciar os preparativos do enxoval de casamento. Harry e Rony haviam começado o treinamento para aurores no Ministério e fui visitá-los n’A Toca no fim de semana passado. Eles me parabenizaram pelo emprego e quiseram saber como anda a minha vida.
Decidi não falar do casamento ainda, pois com certeza seria um choque e tanto para eles. Gina insistia para que eu contasse, mas eu a repreendi dizendo que era muito cedo para dar a noticia.
Fleur descobriu estar grávida e a Sra. Wesley estava deixando todos cansados de ouvi-la dizer que vai ser avó. Ah, e esqueci-me de uma coisa, Harry prometeu a Gina que depois que ela se formasse ele já tivesse terminado de reformar a casa no Largo Grimmauld, que eles se casariam.
Gorge se casaria em breve com Angelina Johnson e Percy também, com uma mulher que era sua colega de trabalho. Queria contar-lhes que também me casaria, mas algo dentro de mim me dizia que não era chegada a hora.
Minha semana passou-se tranquila. Eu dormia boa parte do tempo quando não estava ajudando minha mãe com os afazeres de casa ou conversando com Severus. Ultimamente ando dormindo demais, mas acho que é por causa do tempo de sobra que tenho.
Há alguns dias resolvi começar a fazer meias e casaquinhos de tricô para de Fleur e como ela disse que era uma menina, resolvi fazer coisas rosa e amarelinhas.
Neste momento estou em meu quarto, sentada na poltrona ouvindo musica e quase terminando de fazer uma meia, quando ouço minha mãe me chamar:
-Hermione, vem almoçar!
-Já vou mãe! – gritei de volta.
Desliguei o rádio com um aceno de varinha e guardei os novelos e as agulhas num cesto ao lado da poltrona.
Desci as escadas e quando cheguei à porta da sala de jantar, senti um cheiro que me deixou nauseada.
-O que você fez mamãe? – perguntei.
-Fiz o seu prato predileto, empadão de carnes e rins, venha, vamos comer logo, por que estou com muita fome. –disse ela.
Obedeci e sentei-me na cadeira à sua frente. Ela pegou meu prato e serviu uma porção considerável de empadão. Assim que o cheiro da comida invadiu-me as narinas não o suportei e levantei-me da mesa correndo para o banheiro.
Ao chegar neste, levantei a tampa do vaso sanitário e vomitei tudo que havia no meu estômago. Instantes depois minha mãe estava no banheiro comigo, segurando meus cabelos para que estes não sujassem.
Consegui finalmente parar de vomitar e me sentei no chão frio com a cabeça apoiada nos joelhos e mamãe fazendo carinho no meu cabelo.
-O que há filha? – perguntou ela.
-Acho que estou doente... – respondi.
-Quer que eu a leve ao hospital?
-Não – disse balançando a cabeça fazendo com que as náuseas voltassem. Debrucei-me sobre o vaso sanitário e vomitei novamente. Assim que consegui parar de novo, falei. – Pensando bem, acho que vou pedir a Gina que vá comigo ao St. Mungus, tudo bem mamãe?
- Tudo bem. Mas antes de sair, coma pelo menos uma barra de cereal ou uma fruta.
- Tá – respondi me levantando de vagar indo lavar o rosto e escovar os dentes.
Subi para o meu quarto, troquei de roupa, peguei uma bolsa pequena e fui para a cozinha comer uma maçã. Enquanto comia, falei:
-Mãe poderia, por favor, dizer a Severus que eu fui passear com a Gina? Não quero que ele fique preocupado à toa.
-Mas filha, não é melhor falar à ele que não esta se sentindo bem? Talvez Severus pudesse preparar alguma poção para você... – disse ela
-Não. Só diga que fui passear, ok? Peça para ele me esperar.
-Se é isso que você quer, tudo bem.
Terminei de comer, fui para a porta e assim que passei por esta, desaparatei indo parar n’A Toca.
Quando cheguei lá, Gina estava no quintal e veio correndo me abraçar. Eu ainda estava um pouco tonta por causa da viagem.
- Mione, que faz aqui? – perguntou a ruiva.
- Oi Gina, vim aqui porque preciso que você me acompanhe até a St. Mungus, pois acho que estou doente. – respondi.
- Ok. Deixa eu só trocar de roupa e avisar a mamãe. – ela já ia se virando para voltar para casa, mas eu segurei seu braço.
- Ahn... Gina, você pode dizer à sua mãe que iremos passear?... É que não quero que ela fique preocupada...
- Tá certo. – a ruiva sorriu e voltou para a casa, comigo em seu encalço.
Entramos na casa e vimos uma Sra. Weasley se equilibrando em cima de uma escada, tentando alcançar uma prateleira alta.
- Mãe, eu vou sair com a Mione! – falou Gina, assustando a mulher e esta quase caindo.
- Ginevra! Vê se faça algum barulho quando entrar e... Ah, oi Hermione!
- Oi Sra. Weasley. Quer ajuda? – perguntei.
- Não precisa, querida. – disse ela descendo da escada. – Onde vocês irão?
- Hum... Acho que no Beco Diagonal. – respondi.
- Tudo bem, mas tomem cuidado.
- Tomaremos, mamãe. Agora vem, Mione.
Subimos, Gina se arrumou rapidamente e logo saímos.
Chegamos ao St. Mungus e fui atendida por uma medibruxa que pediu que eu tirasse a roupa e colocasse um avental. Fiz o que ela pediu, depois me deitei em uma maca e a medibruxa começou a me examinar.
Gina me olhava ansiosa, querendo saber o que havia. A medibruxa terminou o exame e fez algumas anotações em uma prancheta.
- Vista-se querida, que depois conversaremos. – disse a mulher.
Fui ao banheiro e me vesti. Voltei para a sala e me sentei, juntamente com Gina, nas cadeiras que haviam em frente à mesa da medibruxa.
- Diga, o que há comigo?
- Bem, o nível de açúcar no seu sangue está um pouco abaixo do normal, mas tirando isso está tudo bem contigo. E, ahn... – ia dizendo ela enquanto olhava suas anotações, então virou uma folha e continuou. – Você está grávida.
Olhei-a como se não tivesse entendido e Gina falou por mim:
- Grávida? Tem certeza?
- Sim, Srta. E já está de um mês e meio.
“Ai meu Merlin, não pode ser, não pode ser mesmo... Eu venho me cuidando, tomo a pílula sempre, como isso foi acontecer?... A não ser que...”
- Dra. eu tenho tomado a pílula diariamente desde uma semana após ter iniciado minha vida sexual...
- Como? A senhorita começou a tomar só uma semana após ter praticado atos sexuais? – perguntou a medibruxa e assenti. – Então já sabemos quando foi...
- Como assim? – indagou Gina.
- Bom, a Srta. Granger cometeu o erro de tomar a pílula só uma semana depois que teve sua primeira relação, e foi ai que ela engravidou... E querida, — disse ela se virando para mim. – pare de tomar as pílulas, pois fará mal ao bebê. Não sei como você não abortou até agora...
Algo me veio à cabeça e perguntei:
- Meu bebê corre algum risco?
- Um pouco, mas se você fizer exatamente o que eu disser e tomar as poções que eu receitar, aí sim seu bebê ficará fora de perigo. – respondeu a medibruxa.
- Pode deixar que farei tudo o que a senhora disser. – disse-lhe.
A mulher começou a escrever algo em um pergaminho e depois que terminou, me entregou dizendo:
- Aqui estão os nomes das poções que deve tomar, e por favor, não se estresse, pois isso faz mal ao bebê.
- Sim, Dra. – respondi e logo acrescentei. – Hum... Onde encontro essas poções?
- Tem uma farmácia perto da recepção... É só mostrar esse papel que eles lhe darão o que precisa. – disse a medibruxa.
- OK. Mais alguma coisa? – Gina perguntou.
- Não, senhoritas, podem ir.
Assentimos e saímos da sala indo até a tal farmácia que a medibruxa havia dito. A encontramos e o homem que estava lá nos atendeu e pediu a receita. Entreguei-a e ele olhou-a, indo logo em seguida para o meio das estantes e pegando alguns frascos e me entregando.
Gina e eu desaparatamos e acabamos em um beco a algumas quadras de minha casa. Comecei a andar para sair do beco, mas Gina segurou meu braço me fazendo parar.
- Mione, o que você vai fazer agora? – perguntou a ruiva.
- Sinceramente não sei. Mas eu não vou contar para o Severus ainda.
- Por que não?
- Porque quero fazê-lo em uma ocasião especial, ou seja, na semana que vem eu vou começar a trabalhar e tenho certeza de que meus pais vão querer comemorar esse fato. Então, contarei no jantar de comemoração.
A ruiva pensou um pouco e falou:
- Hum... Tudo bem, mas me prometa que vai me chamar para esse jantar, hein? Não quero perder a cara que ele vai fazer...
- Claro que eu vou te chamar, Gina. Agora vamos, pois ele já deve estar lá em casa me esperando.
Peguei a mão dela e a puxei para irmos para casa.
Andamos devagar, caladas e nervosas, mas antes de chegarmos a porta de casa, parei e fiz Gina parar também.
- Por favor, finja que nada aconteceu e use a Oclumência para o caso dele tentar entrar em sua mente. – disse à ruiva.
- Relaxa, Mione, sei disfarçar bem... – respondeu ela.
- Ok então.
Continuamos andando e entramos em minha casa. Mal entramos e mamãe veio nos receber, com um rosto ligeiramente preocupado.
- E então, filha? O que a médica disse? – ela sussurrou.
- Depois conversamos, mamãe... Onde está Severus?
Ela respondeu:
- Está lá na sala e... Você tem visita... – ergui uma sobrancelha, mas ela não disse mais nada.
Fomos para a sala e a cena que vi foi a mais possivelmente bizarra e engraçada.
Severus se encontrava em um dos sofás e no outro estava ninguém menos que... Vítor Krum.
Ambos se encaravam com visível ódio e o ciúmes de Severus era quase palpável. Meu pai estava sentado em sua poltrona olhando de um para outro e quando me viu, suspirou de alívio.
- Filha, que bom que chegou... – ele se levantou, veio até mim, me abraçou e sussurrou em meu ouvido. – Até que enfim... Já estava achando que esses dois iriam se matar a qualquer segundo.
Sorri e ao sair do abraço de meu pai, vi que Severus e Vítor estavam em pé. Vítor veio e me abraçou dizendo:
- Hermionini, como senti sua falta! – o inglês dele tinha melhorado muito desde a última vez que nos falamos.
- Olá Vítor, também senti sua falta. – disse retribuindo o abraço. Severus parecia fuzilar Vítor com o olhar, nesse momento. Ignorei-o por hora. Me afastei um pouco de Krum para poder ver seu rosto. – Nossa, você não mudou quase nada...
Ele riu e disse:
- Já você, mudou muito e está cada vez mais linda... – Severus bufou com esse comentário.
- Obrigada. – respondi.
Vítor virou-se para Gina para cumprimentá-la.
- E você também, cresceu um pouco e está se tornando uma bela mulher. – disse ele.
Gina corou violentamente. Me virei para Severus, o abracei e o beijei.
- O quê? Você está mesmo com ele, Hermionini? – perguntou Vítor, incrédulo.
- Sim. Vou me casar com ele. – respondi.
- Mas ele tem idade para ser seu pai... – rebateu ele.
- Sr. Krum, se eu tenho idade para ser pai dela ou não, o problema é meu. Hermione gosta de mim assim. – falou Severus, fria e petulantemente.
- Severus, por favor... – apertei seu braço.
- Que tal irmos jantar, hein? – perguntou minha mãe, tentando acalmar os ânimos dos homens.
- Isso, vamos todos jantar. – eu disse e mesmo com cara feia, os dois concordaram.
Fomos todos para a sala de jantar e nos sentamos à mesa; Severus sentou ao meu lado e Gina também. Vítor se sentou ao lado de minha mãe e meu pai sentou-se em seu lugar de sempre, na cabeceira da mesa.
Começamos a comer em um silêncio aterrador, onde só se ouviam o barulho dos talheres. Até que perguntei:
- Então Vítor, quando você chegou?
- Cheguei hoje à tarde e estou hospedado no Caldeirão Furado. – respondeu ele.
- Ai, coitadinho, deve estar se sentindo meio só naquele lugar, não é? – perguntou minha mãe carinhosamente.
- Sim, é um pouco ruim não conhecer quase ninguém por aqui... Ainda estou meio perdido... – respondeu Krum.
- Hum... Por que você não vem ficar aqui? Tem um quarto de hóspedes lá em cima... – indagou mamãe.
Nesse momento, vi que Severus apertou os talheres com tanta força que fez com que os nós de seus dedos, que já eram brancos, ficassem quase transparentes. Vítor notou esse ato e sorriu maliciosamente. “ Homens!” pensei comigo.
- Muito obrigado, Sra. Granger, mas não quero ser um incômodo... – disse Vítor.
- Ora querido, não será incômodo algum. Você é amigo de Hermione e ela conhece Londres tão bem que pode ajuda-lo a não se perder. – disse minha mãe.
- Hum... Já que não vou incomodar, eu aceito. Sem contar que dará para eu matar a saudade de Hermionini. – ele disse sorrindo e lançando olhares para Severus.
Este retribuía com olhares que, em minha opinião, se pudessem, seriam capazes de lançar maldições. Coloquei a mão na coxa de Severus, tentando acalmá-lo, mas ele não se acalmou.
- Quando você virá, então? – perguntou mamãe à Vítor.
- Pode ser hoje mesmo? – indagou este.
- Sim. – respondeu ela surpresa.
- Ok, então irei buscar minhas coisas após o jantar. – respondeu o búlgaro.
Outro silêncio se formou na mesa, logo quebrado por Gina:
- Acho que Harry e Rony ficarão contentes em saber que Vítor Krum está em sua casa, Mione. – Severus lançou um olhar à ela como se dissesse “Você não disse isso...” e esta se encolheu um pouco sob este ato dele.
- É filha, por que você não chama seus amigos para vir aqui no sábado? – pronunciou-se papai alheio as intrigas que ocorriam na mesa.
Engoli em seco e disse:
- Hum... Irei pensar...
E depois de dizer isso, continuamos a jantar em silêncio, sendo quebrado algumas vezes por Vítor fazendo claras provocações À Snape. Um exemplo foi na hora em que Krum me convidou para ir tomar sorvete na Florean Fortescue e parecia que Severus iria pular no pescoço dele por tal atrevimento.
Após o jantar, Gina teve que ir para casa e Severus teria de voltar à Hogwarts. Gina foi pela lareira e Prince iria aparatar.
Antes de ir embora, Severus me puxou para um beijo ardente na frente de todos, o que achei que foi provocação já que ele nunca me beijava na frente de meus pais. Ele só me largou quando ficamos sem fôlego e logo depois partiu.
Vítor foi logo em seguida buscar seus pertences, mas não sem antes me dar um abraço de urso e um beijo na bochecha. Assim que eles saíram, desabei cansada no sofá.
- Filha, acha que fiz mal em chamá-lo para ficar aqui? – perguntou mamãe.
- Não mãe, você estava apenas querendo ser gentil... Esses homens é que tem testosterona demais. – disse, já pensando que essa semana seria longa, muito longa...
Notas finais
Amo todas vocÊs...
*_* S2 *_*
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