Os corpos se encontravam no chão, ensanguentados. O assassino havia acabado de sair de casa. Pulei para fora do guarda-roupa e cheguei mais perto dos meus pais.
Balancei fortes os dois, mesmo sabendo que aquilo era inútil. Não havia um requisito de vida neles, mas minhas esperanças dizia que podia haver.

Minhas mãos se encontravam ensanguentadas, minha roupa também. Meus pais não acordavam e aquilo foi abrindo um buraco no meu peito, um daqueles buracos que você tem certeza que jamais ira fechar. Gritei o mais alto que puder pra pode expulsa aquela raiva de mim, mas não adiantava grita. A dor era muito mais forte, era uma dor que ia fica pra sempre ali naquele buraco sem nome e com uma profundidade infinita. Gritei novamente, eu os queria de volta. Gritei, gritei e gritei o mais alto que puder. Mas ninguém me escutava, eles não me escutavam mais. Uma parte de mim, agora, se encontrava enterrada no buraco no meu peito, havia indo com os meus pais.

– Mas por quê? – Me debrucei sobre os corpos. – POR QUÊ?
A porta do quarto foi aberta e entrou minha avó, meu avô e alguns vizinhos. Todos olhavam horrorizados para cena. Mas eu queria expulsar todo mundo dali, era meu momento e dos meus pais.

– SAIAM! – Gritei me levantando e empurrando todo mundo pra fora.
Eric saiu de trás das pessoas e segurou meus braços a força.

– Se acalme, Violet. – Ele pediu.

– SAIAM DAQUI! – Gritei esmurrando meu namorado.

Mas eles não saíram. Logo depois a polícia chegou ao local mais alguns médicos. Eles tentaram me afastar do local, mas eu não ia sair dali.

– Saiam da minha frente. – Esmurrei o policial que me segurava, empurrei um que estava a minha frente e me joguei sobre o corpo dos meus pais.

– Por quê? Por quê? Por que comigo? – Comecei a sussurra.

Mas não adiantava, eles não iriam me responde. Fechei os olhos dos dois. Fechei meus olhos e deixei as lágrimas caírem. Um policial tentou me tira dali e eu não resistir, saí correndo de casa e parei na calçada. Fiquei ali sentada, olhando para o céu e chorando.

***
Três meses depois.

Acordei afobada e respirando forte.

– Violet?!- Eric estava em cima.

Aos poucos me lembrei de que eu peguei no sono com a cabeça no colo dele vendo algum filme chato. Levantei-me e fiquei de costa pra ele tentando controla minha respiração que estava ofegante.

– Violet. – Ele tornou a me chama.

Lembrei-me do sonho que eu tinha acabado de ter. A cena dos meus pais mortos e os policiais chegando. Aquilo fazia minha cabeça doer e o buraco no meu peito se reacender.

– Violet, está tudo bem? – Eric tocou meu ombro.

– Me esquece! – Gritei com ele e sair do sofá.

Dirigi-me ate a cozinha e fiquei por lá tomando um copo de água. Eu não gostava de ser perturbada quando tinha algum sonho com os meus pais, eu só queria fica sozinha.

Recuperei-me e pus o copo de água na pia. Invés de ir para sala, entrei em outra saída da cozinha que dá direto nos quartos lá em cima. Subi a escada e parei no penúltimo degrau.

– ... Eu não posso fazer isso. – Era a voz do Peter.

Ele ficou em silencio durante alguns segundos e tornou a falar:

– Essa garota está na minha casa... – Ele sussurrou o resto, não pude ouvir.

– Nos falamos mais tarde. – Peter disse.

Acho que depois daquilo ele desligou o celular ou telefone, pois não ouvi ele fala mais nada.

– O que você está fazendo aqui? – Perguntou Eric atrás de mim.

Meu coração estava a mil, havia ficado assustada.

– Nada. – Respondi.

– O que foi tudo aquilo? – Eric perguntou me encarando. Ele estava desconfiado de alguma coisa.

– Eu tive um pesadelo, apenas isso. E vim aqui para pega meu casaco que eu deixei sobre sua cama. – Menti. Na verdade eu havia subido ali para bisbilhotar o quarto do Peter, mas já havia ganhado alguma coisa sem bisbilhotar.

– Vamos pega seu casaco. – Ele me empurrou e eu fui obrigada a subi as escadas.

Abri a porta do quarto e fiquei ali parada quando o Eric entrou.

– Cade seu casaco? – Ele perguntou.

Por que ele estava tão desconfiado? Aff.

– Não está aqui? Eu pensei que tinha deixando, deixa pra lá. Eu devo ter esquecido em outro lugar. – Dei de ombro e continuei parada.

– Serio? – Ele ergueu uma das sobrancelhas me encarando.

Cheguei mais perto dele e o encarei.

– Algum problema? Você parece está desconfiado de algo? – Perguntei inocente.

– Deveria está?

– Não sei, né? Talvez o capeta tenha roubado seu rabo, é motivo de desconfiança. Argh! – Dei meia volta e voltei para porta.

– Violet, espera – Ele segurou meu pulso.

– O que é? Só porque eu fui grossa com você, você fica desse jeito? Poupe-me Eric. Eu fui daquele jeito por que estava estressada e quando tenho sonhos com os meus pais prefiro fica só. Não é nada demais, pra que tudo isso? — Fiz cara de chateada.

– Desculpa. – Ele pediu.

E eu havia ganhado mais uma vez. Ponto para mim.

Ele me puxou e nos abraçamos. Eu olhei para ele e começamos a nos beijar. O beijo foi esquentando as coisas, e o Eric começou a subi a minha blusa. Aquela seria a primeira vez que eu iria para cama com o Eric depois de termos “voltado”. E por algum motivo eu gelei. Argh! Que droga eu estava fazendo?

Afastei-me do Eric.

– Está tudo bem. – Ele disso com a voz calma e se aproximou de mim.

– Pra mim não. – Respondi rapidamente.

– O que há, Violet? – Ele insistiu.

– O que há e que você quase tentou me estrupa, está lembrado? Não estou pronta pra isso. – Inventei uma desculpa rápida e sair correndo do quarto.

Assim que sair do quarto dei de cara com o Peter.

– Ou, calma ai garota! – Ele falou mal-humorado.

Minha vontade era de jogá-lo escada abaixo, mas eu não podia fazer assim tão abertamente. E além do mais o Eric continuava me olhando, droga.

– Desculpa. – Falei sorrindo e desviei dele descendo as escadas.

– Violet, espera. — Eric veio atrás de mim e me parou quando terminei de desce as escadas. – Quero pedi desculpa por aquilo.

– Ok, ok! Só me deixa ir embora?! – Dei um beijo na bochecha dele e saí da casa.

Parei assim que fechei a porta atrás de mim, encostei-me a ela e desci ate fica sentada no chão. Bati minha cabeça na porta algumas vezes, tentando entender que merda eu havia feito. Eu simplesmente havia gelado, e aquilo não era lá muito bom. Quantas vezes eu já não havia feito sexo sem amor algum? Ou... Balancei a cabeça e afastei aquele pensamento indo pra minha casa.

Acordei no outro dia mais calma. Levantei da cama, tomei um banho e vesti uma roupa qualquer. Desci as escadas e me sentei a mesa para tomar café da manhã. Minha avó se encontrava ali comigo.

– Bom dia. – Disse.

– Você chegou tarde ontem? Por que não dormiu na casa do Eric? – Ela perguntou curiosa.

Ri comigo mesma. Minha avó querendo que eu dormisse na casa do meu namorado, ok.

– Porque não, foi bem melhor eu ter voltado pra casa. – Dei de ombros.

– Use camisinha viu Violet. – Minha avó disse seria.

– Ok vó! – Me segurei para não rir, mas no final nós duas acabamos rindo. – Vou sair.

Levantei-me e dei um beijo na cabeça dela e saí. Assim que abri a porta dei de cara com o Peter.

– Oi. Vim lhe convida para uma festa que vai te lá em casa, uma social. Acho que é assim que vocês chamam hoje em dia? – Ele deu uma risada forçada.

– Quem vai está lá? – Perguntei.

– Eu, minha família, Amanda, alguns amigos do Eric e um amigo meu. – Quando ele disse amigo dele, me despertou um interesse.

– Pode deixa. – Sorri.

Ele dei meia volta e foi embora.

Espero que seja quem eu esteja esperando nessa festa.

Notas finais
Capitulo já betado pela: Path Ascal do Perfect Design - PD. Beijous e obrigado pelos comentários.