Fui descendo as escadas aos poucos, prestando atenção nos quadros que ficavam na parede naquela área. Eu nunca dei muita importância para eles, eram sempre tão comuns aos meus olhos. Só que naquele momento eles chamaram minha atenção, um deles mostrava meus pais sorridentes ao lado do casal Walter, estavam jovens. Peter sorria e olhava para outro lugar que não era a câmera.

Arranquei o quadro da parede e o taquei no chão com tudo. Minha avó veio correndo vê o que tinha acontecido.

– O que é isso, Violet? – Ela perguntou olhando horrorizada para o chão.

– Escorregou da minha mão. – Menti.

Minha avó ficou me encarando durante alguns segundos. Talvez ela não tivesse acreditado em mim. Ela subiu alguns degraus da escada e ficou me encarando mais de perto.

– Por que fez isso? – Ela encostou a mão quente dela no meu ombro.

– Só escorregou da minha mão, vó. – Forcei um sorriso e tirei a mão dela do meu ombro.

Desviei-me da minha avó e terminei de desce as escadas. Quando cheguei na sala, Vincent se encontrava parado na porta.

– Violet. – Ele chamou meu nome.

Corri para porta, para vê o que estava acontecendo. Quando cheguei a porta fiquei horrorizada, em frente a minha casa havia um corpo. O corpo havia sido morto com varias facas na região abdominal.

Meus olhos se arregalaram quando eu percebi que o corpo era do Oliver, sr. Green.

Havia um grupo de pessoas em frente a minha casa olhando horrorizados para o corpo. Alguém foi abrindo caminho entre os corpos de pessoas, ate chega ali na frente para vê o corpo morto bem nítido. A pessoa era Eric, ele olhou para o corpo horrorizado e logo depois olhou para mim enfurecido. Ele ia avançar em minha direção, quando um policial o parou.

Uma faixa amarela foi colocada em frente à casa da minha avó, os policiais queriam interroga todos que estavam ali dentro. E agora éramos obrigados a sair pela porta dos fundos. Todos foram interrogados, e quando chegou minha vez contei somente a verdade. Eu nem sabia que havia ocorrido um assassinato em frente à casa da minha avó.

– É só isso que sabe? – O policial me perguntou encarando.

Na verdade não, na minha cabeça eu tinha suspeitos, mas não tinha provas. Então resolvi fica quieta na minha e menti.

– É só isso. – Respondi firme o encarando.

– Ok. Pode ir. – Ele me dispensou.

Levantei-me da cadeira e me dirigi para porta dos fundos. Assim que abri a porta, vi o sr. Walter saindo da sua casa pela porta dos fundos. Ele carregava um saco preto consigo, o saco estava muito “magro” para ser um saco de lixo. E havia algo pontudo dentro dele.

As peças foram se encaixando dentro da minha cabeça, eu tinha certeza que ele era o culpado. Mas por que coloca o cadáver em frente à casa da minha avó? O que ele queria com isso?

Dei um passo para fora e fui impedida por um corpo musculoso que me empurrou para dentro e me encostou contra parede. Quando me recuperei do susto, pôde ver que era o Eric, a minha frente.

O que diabos aquele menino queria?

– Agradeço se você sair da minha frente. – Falei impaciente.

– Você acha que tem o direito de sair por ai matado as pessoas?! Você não tem! – Ele falou enfurecido agarrando meu pescoço e me apertando.

Naquele momento meu olhar não era de assustada e sim de raiva. Raiva por ele está me acusando, quando o verdadeiro culpado era o pai dele. Aquilo me fez arder em raiva, quere explodi tudo a minha volta.

Com dificuldade peguei a faca que estava sobre o balcão ao meu lado, virei à faca e apontei-a em direção a região abdominal do Eric. Ele me olhou de olhos arregalados, eu pressionei com leveza a faca sobre o abdome dele. No exato momento ele soltou meu pescoço.

– Você ficou completamente maluca. – Ele resmungou.

Massageei meu pescoço recuperando o folego. Inspirei e espirei varias vezes ate me senti segura.

– Suas ofensas já não me atingem. Só gostaria que você parasse de me acusa de tudo, não matei seu amigo e se tivesse não seria idiota o bastante para deixa o corpo ai na frente. Use a cabeça e verá que não fui eu. – Resmunguei ainda massageando meu pescoço.

– Você não me engana.

– Você se engana. Pode se retira isso já me cansou. – O empurrei para fora.

Virei-me para fechar a porta e ele agarrou meu braço.

– Você vai paga por isso. – Ameaçou.

– Espero que isso seja para quem matou seu amigo, assim veremos se você terá coragem de cumpri sua ameaça. – Puxei meu braço com força e fechei a porta atrás de mim.

Aquela situação toda estava me cansando, e minha vontade era de ir agora à casa do Walters matar a todos. Mas aquilo seria cumprido hoje, sem falta. Sorri comigo mesma.

Subi as escadas e abri a porta do quarto do Vincent. Ele se encontrava deitado lendo um livro. Aproxime-me dele e subi em cima da cama, fiquei em cima dele e tirei o livro da mão dele.

– Ora, ora, o que queres? – Ele me perguntou com olhar malicioso.

Não precisei responder, ele agarrou minha nuca e nos beijamos. Minha mão foi para na camisa dele e depois de alguns minutos nossas roupas estavam jogadas ao chão. Vincent beijava meu pescoço, tentei me concentra naquele momento, mas meus pensamentos iam de encontro ao beijo que troquei com o Eric. Droga! Joguei o Vincent para outro lado e eu comecei a beija o pescoço dele. Tinha que me esquece daquilo.

Depois de algumas horas, eu estava com a cabeça deitada No peito do Vincent. Ele acariciava meu cabelo e eu estava com os pensamentos totalmente absortos, longe dali e na casa ao lado.

Violet se concentre! Ele tentou te matar!

– Pensando no que? – Vincent perguntou.

– Em nada.

Ajeitei-me e virei o corpo olhando para o Vincent. Ele era um cara tão legal comigo, não merecia mesmo ser usado por mim. Levantei da cama e peguei minhas roupas jogadas sobre o chão, me vesti ali mesmo e sair do quarto correndo para longe daquela casa.

Meus pensamentos estavam confusos, indo de um lugar ao outro na minha cabeça. Matando-me! Parei no meio da rua e respirei fundo. Eu tinha uma coisa a fazer e era por isso que eu havia voltado.

Atravessei a rua e fiquei andando pela cidade, a mesma cidade sem graça. Alguns vizinhos me olhavam de olhos tortos, outros acenavam para mim com um sorriso falso. Não era novidade, eles sempre foram assim. Quase todos os vizinhos eram assim.

Continuei andando para, quem sabe, esquecer daquilo que me atormentava.

Notas finais
Espero que tenham gostado e desculpe se ficou pequeno, eu não podia coloca mais coisas, pois elas estarão no próximo capitulo. Beijous :3