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– PÁRA!!!!! JASON!!! EU.....EU PRECISO.....DE AR!!!!! — gritei rindo alto. Jason não parava de me fazer cócegas porque chamei-o de gordo. Estava deitada no sofá me contorcendo toda pelas cócegas enquanto Jason se divertia me vendo rir e a minha cara tornando um tomate.


– Me chama gordo outra vez! Vá chama. — disse rindo.


– G...gor...dooooooo....PÁRA PORRA!! — disse já ficando irritada. Minha barriga já doía assim como minhas bochechas. Mas não conseguia ficar séria, ele já havia descobrido um dos meus pontos fracos. É cócegas.


De repente a campainha toca e Jason pára automaticamente, ficando sério, olhando para onde o som se havia pronunciado.


– Salva pela campainha, como eu a adoro. — disse me levantando e empurrando o Jason, fazendo ele rir, compus meu cabelo e limpei as lágrimas que ainda deslizavam no meu rosto devido ao riso compulsivo. — Eu vou lá. — gritei para a governanta não ir abrir a porta.


Jason correu atrás de mim e me pôs em suas costas. Fomos rindo até à porta, quando Jason abriu a mesma, parou automaticamente e ficou sério. Olhei e vi uma senhora e um senhor. Ambos sorriam abertamente para Jason.


– Mãe? Pai? — ele perguntou e me pousou no chão gentilmente.


– Jason!! Meu querido. — disse a senhora baixinha e abraçou o Jason assim como o senhor. Logo percebi ser os pais dele. — Tínhamos tantas saudades suas.


– Mas eu pensei que viessem daqui uns dias. — ele disse confuso assim que os largou.


– Os pequenos não aguentaram. — disse o pai do Jason.


– Os pequenos? Onde estão? — Jason perguntou entusiasmado.


Eles saíram da sua frente dando visão a uma mulher a vir na nossa direção com um menino dormindo em seu colo e uma menina pegando sua mão. A menina assim que viu Jason sorriu e correu até ele.


– McCann!! — gritou ela e saltou para o colo do Jason. Ele abraçou-a fortemente.


Não fazia ideia que o Jason tinha irmãos. E quem era a senhora que tinha o menino no colo?


– Tive muitas saudades suas, princesa!! Você também sentiu falta do seu mano? — ele perguntou ficando do nível dela. Ela assentiu e abraçou-o outra vez. Estava quase chorando, aquilo era tão emocionante.


– Você deve ser a Ashley, certo? — perguntou a mãe do Jason com um sorriso. Jason olhou para mim e se levantou, indo ao nosso encontro.


– Não, não, eu sou a irmã da Ashley, Sophie. — disse rapidamente. Porque será que todos pensam que eu sou a noiva?? Ela sorriu envergonhada.


– Peço desculpa. Sou a Pattie, a mãe do Jason. — ela sorriu e me abraçou.


– Eu sou Jeremy, sou o pai do Jason. — ele se apresentou e me abraçou também.


– Esta é a Erin, a minha madrasta. — Jason falou e a Erin sorriu e acenou. Madrasta? Como assim madrasta? Os pais dele eram divorciados? — Esta é a Jazmyn, a minha princesa. — ela sorriu e me acenou envergonhada.


– É Jazzy, Bieber. — ela disse revirando os olhos. Todos rimos.


– E o dorminhoco ali é o Jaxon.


Depois das apresentações entramos e distríbuimos os quartos para eles. Erin e Jeremy num quarto, a Pattie noutro, e os pequenos noutro ao lado do quarto dos seus pais. Fomos lanchar e estivémos a falar. Eles eram tão simpáticos e divertidos.


– Então e onde está a Ashley? — perguntou Erin.


– Eu acho que foi com a mãe dela ver um estilista qualquer para organizar o copo D'água. — disse Jason.


– E porque não foram com elas? — perguntou Pattie.


– Porque elas querem fazer surpresa. — respondeu.


– E você, Sophie? Porque não foi? — perguntou Pattie.


– Porque vou sair daqui a pouco e elas vão demorar. — disse e acabei o meu suco.


– E você o que faz? Trabalha? Estuda? — perguntou Jeremy.


– Acabei agora o liceu.


– Você está a pensar em ir para a Universidade? — perguntou a Erin. Fiquei a olhar para ela a pensar. Eu queria ir para a Universidade mas agora estou determinada a seguir música.


– Não sei, eu queria mas agora... estou pensando noutra coisa. — disse.


– No quê? — perguntou Jeremy curioso e me arrependi por ter dito aquilo. O que digo? Digo ''quero ser cantora''? São os pais do Jason, porque não? Eles não vão contar a ninguém.


– Quero seguir os passos da minha mãe. — disse sorrindo e olhei para Jason que me olhava surpreendido.


– A sério? Você nunca me tinha contado. — Jason falou e eu sorri. — Cante para nós. — ele pediu.


– O quê? Não, por favor. — disse, Jason ia falar mas o meu celular começou a tocar. — Peço desculpa. — disse e todos sorriram. Me levantei e atendi. Era Chaz.


– Alô?


– Onde você anda?– perguntou Chaz irritado.


– É, calma aí. — disse e como vi que a conversa não ia ser boa, afastei-me para não ouvirem. — Que se passa com você?


– Que se passa comigo? Você está atrasada. Você me deixou pendurado lá na praia.– ele gritou ao celular.


– Primeiro você não grita comigo e depois eu não estou atrasada. A gente marcou para as 15h.


– É? E que horas são? Me diz, Sophie, que horas são?


– São... — olhei para o relógio. — ...16.23... Upss.


– Pois, agora você diz ups.


– Desculpa, desculpa. Eu estou indo, onde você está? — disse correndo escadas acima.


– Estou no campo de basket. — ele disse e eu desliguei dizendo ''okay''.


Desci as escadas e fui à cozinha onde estavam todos.


– Peço desculpa mas tenho de ir. Estou atrasada para um compromisso. — disse.


– Não faz mal. — disse Erin.


– Está tudo bem? — perguntou Jason.


– O Chaz está zangado comigo. — eu disse e ele veio ao meu encontro e me puxou para a sala.


– Como assim?


– Jason, eu tenho de ir. Marquei com o Chaz na praia e não dei pelas horas passando. Ele começou gritando comigo, ele estava tão chateado. — disse nervosa.


– Hey, está tudo bem. Você explica a ele, e fica tudo bem. Não é preciso ficar assim. — ele disse passando as mãos pelo meu rosto.


Sorri e ele me deu um beijo na bochecha.


– Vá. Não deixe seu namorado mais zangado do que está. — ele disse se afastando. Ri.


– Ciumento. — disse e corri para a porta.


–-Jason--


Ciumento

A voz dela ecoava na minha mente. Como assim ciumento? Eu não estou com ciúmes.


– Jason!! — meu pai chamou.


– Pai, posso falar com você? — perguntei. Ele assentiu e se sentou no sofá. — Quando você se casou com a Erin... você ficou nervoso?


– Claro que fiquei. Você está nervoso, é? — ele perguntou me olhando.


– Não sei. É possível a gente confundir nossos sentimentos? — meu pai olhou para mim confuso. — Nos sentirmos atraídos por outra pessoa que não é aquela que a gente vai casar? — perguntei nervoso. Sim, eu realmente estava perguntando isto. Eu estou confuso e não quero cometer nenhum erro. Um grande erro.


– Pode ser possível mas eu não acredito nisso. Se amarmos mesmo essa pessoa então não nos vamos sentir atraídos por outra. — ele falou e meu coração começou a bater rápido, minhas mãos começaram a suar. Isto não está certo.


– Mas e se acontecer? Imagina que durante o noivado você conhece alguém diferente, alguém que faz você se sentir bem, o que você faria?


– Você está falando da Sophie? — meu pai perguntou me olhando e eu congelei. Olhei para os lados verificando que ninguém tinha ouvido. Era meu pai, eu podia contar-lhe.


– Como sabe?


– Eu vi a forma como vocês se olham. Você viu como vocês nos abriram a porta? Aos risinhos e ela em seu colo? Você não me pode enganar. — ele sorriu e eu me sentei ao seu lado derrotado. — Me conta.


– A gente tem...ficado... Mas o problema é que eu não sei o que sinto por ela, eu fico sorrindo feito bobo, quando me lembro dos momentos divertidos que a gente passa juntos. Mas depois há a Ashley... Eu gosto dela, é por isso que eu vou casar com ela, não é?