My Sides
9 Someone Wants To Barbecue?
POV James
Estávamos no hotel. Tínhamos chegado em Vila Velha, mas como era tarde, cerca de 23h da noite, deixamos pra recuperar o Raio amanha. Ficamos no primeiro andar, Adriana e Lív em um quarto eu no outro quarto logo ao lado.
Subimos apenas um andar de elevador e pareceu mais uma eternidade, graças ao silencio a qual era muito desconfortável, e sim nós passamos praticamente toda viajem ate aqui assim tirando é claro as reclamações de Lív falando de como estava com fome, o elevador abriu e caminhamos ate nossos quartos que ficavam no final do corredor.
Nossos passos ecoavam no corredor vazio, ele era em um tom de bege claro, os rodapés brancos, nas paredes quadros famosos e as porta brancas e um olho magico. Adriana passou o cartão na tranca de seu quarto, antes que Lív entrasse, eu lhe segurei a mão.
–Precisamos conversar- disse serio e ela assentiu
–Já volto. 1, 11, 7 e 9- sussurou ela a Adriana que assentiu fechando a porta
–1, 11, 7 e 9?- perguntei confuso
–Quantas vezes eu vou bater para ela saber que sou eu- respondeu ela simplesmente, assenti.
Andei ate a porta do lado e a abri, o quarto era grande, igual ao corredor, à diferença era que tinha uma porta que devia ser o banheiro, um armário enorme, uma cama de casal e um criado-mudo. Joguei minha mochila em cima dele e sentei na cama. Lív estava parada ao lado da porta.
–Pode sentar, eu não mordo- brinquei ela arqueou as sobrancelhas como resposta e eu fiz exatamente igual a ela só que com um sorriso malicioso, até ela e andar vagarosamente e se sentar ao meu lado.
Alguns minutos de silencio se passaram. Já disse com isso é desconfortável?
–Então ... você me chamou, qual o problema?- perguntou Lív comprimindo os labios carnudos.
–Eu vim pedir desculpas, por ter agido como um mané, não devia ter feito aquilo, sei lá eu estou acostumado a ser sempre o melhor em tudo- disse finalmente engolido o meu orgulho.
–Primeiro: tudo bem, eu devia ter entendido isso, meu ego falou mais alto que eu também — ri fraco com essa resposta- Segundo: devia tentar seu menos obvio!
–Como assim?- perguntei ainda sorrindo mais ela estava seria
–Seu defeito mortal é o orgulho- disse Lív, pro espanto dela sorri.
–Já me disseram isso- respondi me lembrando do passado, balancei a cabeça espantando as lembranças, antes mesmos que elas chegassem.
Ela se levantou e caminho ate a porta, a abriu, mas antes de sair se virou pra mim, que ainda sorria, e disse.
–Terceiro: eu já sabia que você era um mané- disse ela e fechou a porta me deixando rindo sozinho.
Me deitei na cama e pensei.
Nada pode dar errado!
Pois é, eu não podia estar mais errado.
–Cara por que a gente não pode ir na van?- perguntou Adriana que ja tinha uma gota de suor escorrendo pelo canto do rosto
–Por que vai demorar pra próxima chega!- respondi
–Então por que você, Sr. Ventania/Filho de Zeus Todo Poderoso por que não usa sua magica e invoca vento pra nos carregar?- perguntou Lív irônica- E na verdade ia demor menos.
–Mesmo com o efeito da nevoa os mortais achariam estranho o que quer que fosse que eles visse!- e então continuei ironico- E não é voce que vive dizendo como precisa perder quilos e mais quilos?
–Foda-se!- responderam Lív e Adriana juntas. E a não reclamada se tocou do que eu disse: Hey!– gritou com uma cara ofendida
–Adriana você tem melhor forma que isso!- afirmei ignorando Olívia
–Acho que estou ficando velha- respondeu ela
–Se você ta velha eu sou defunta!- disse Lív
Adriana quase caiu pra trás de tanto rir.
–São quilos a menos Lív, quilos a menos!- repetiu Lív para si mesma
Estávamos subindo a pé o Convento da Penha, o morro, lá estava o Raio. Disseram que a próxima van para subir chegaria em 30 minutos, tínhamos que correr.
–Então que vocês acham que é?- perguntou Adriana
–Quem é quem?- questionei de volta
–O Ladrão- disse Adriana como se fosse obvio, só agora me toquei ainda tinha isso pra resolver
–Não sei, tem que ser alguém com muito tempo livre, acesso ao Olimpo, Mundo Inferior e Palácio de Poseidon- respondi- em outras palavras se não for um deus tem que ser alguém com muitos anos de acampamento. E mãos leves.
– Não- ela disse, então me toquei no que tinha dito- Eu sei que faz sentido e ee se encaixa na descrição, mas, não. Jake não faria isso.
–Vamos nos preocupar com isso depois- deixei claro, fazia sim sentido, não que eu estivesse acusando ele mas... não, Adriana tem razão, ele nunca faria isso- cadê a Lív?
–Ta ali a mendiga- disse a garota ao meu lado apontando para um banco que Lív se encontrada deitada
– Acorda prostituta!- gritei quando cheguei perto dela, que me respondeu mandando dedo enquanto se levantava.
–Droga- disse Lív olhando para um ponto atras de mim
–James essa é com você!- confirmou Adriana apontando para a cruz no alto da construção, o ponto mais alto, no meio da luz algo brilhante em um tom de azul, o Raio-Mestre.
–Qual é! Eu não vou subir essa escadaria!- disse Lív
–Vamos la! Falta pouco!- disse e comecei a subir a escadaria com a Filha de Hefesto e a Sra. Sou Sedentária atrás de mim.
–Temos que voltar a noite- disse, já estávamos na capela, só que tinha muito mortais, eles nos veriam, e se aparecesse monstros... não seriam tão carinhosos como nós
–Nem pensar a noite a van não passa a noite- disse Lív preguiçosa
–Mas e os mortais? Temos que fazer a noite, se não...-começou a dizer Adriana que foi interrompida pelos mortais que passavam correndo em direção a saída.
–Todos saim! Flamingo descontrolado!- gritou alguém
Lív segurou minha mão e a de Adriana, mesmo sendo empurrados pela multidão, conseguimos nos esconder em baixo da mesa da capela. Quando os barulhos dos passos sessaram, saímos de nosso esconderijo.
–Flamingo?- perguntou Lív para si mesma- nunca vou entender a nevoa!
– Vamos!- disse
Corremos até a sacada (ou sei lá o que era aquilo) e olhamos para a cruz, o Raio continuava lá.
Ouvi algo parecido com um rugido.
Suas asas e pele eram rosas, com a de um flamingo. Ótimo! Uma porca voadora! Reconheci o monstro, A Porca Camoniana, vou chama-la só de Porca..
Ele estava atormentando alguns mortais, o azar deles é a nossa sorte.
–Adriana você sobe- disse Lív- ele solta um gás toxico, James pode atrasa-lo com os ventos.
–E você?- perguntou Adriana
–Alguém precisa cuidar dele- disse Lív- além do mais sou condição física para escalar é melhor do que a minha- Adriana assentiu e começo a escalar a parede.
A porca surgiu em nossa frente soltando o gás, empurrei Lív para o lado e invoquei ventos para nos proteger do gás. Senti muita força sendo tirada de mim, salvo pelo gongo, uma flecha passa de raspão em uma das asas de nossa querida amiga Pink.
Ele se vira para Lív e joga seu bafo nela que rola pro lado e acaba batendo na parede.
–Hey! Pônei depenado!- grito para ele, ta essa não foi a melhor, mas qual é! Não sou Jake.
Bem, ela pareceu não ter gostado, por que voou em minha direção, me abaixei no ultimo segundo, me levantei rapidamente esperando pelo próximo ataque, mas ele não estava lá, olhei para todos os lados ele não estava em lugar nenhum, me preparei, pelo canto do olho vi Adriana descendo com o Raio em mãos, olhei para o lado Lív encarava a parede parecendo até hipnotizada.
Ela pegou sua adaga e cortou a mão a pressionado na parede, a puxei com medo e ela saiu do transe.
–O que foi isso?- perguntei, ela parecia assustada e balançou a cabeça dizendo que não sabia. Seus olhos se arregalaram, e de cara entendi, a empurrei e invoquei os ventos com o resto da força que me restava.
Deve ter se passado cerca de 2 minutos, por que senti que iria desmaiar. Meu lado esquerdo estava ficando fraco, mas Lív se colocou do meu lado me empurrando e jogando uma adaga em Sow, Lív rolou no chão.
A porca voou para longe, vi a adaga presa em uma de suas patas. Corri até Lív. Suas mãos estavam em carne viva e sua expressão era de agonia pura.
–Não, não, não! De novo não!- disse- você vai aguentar e eu juro, que vou descobrir quem é o seu pai!
–E-eu não me i-importo com meu pai- disse ela fraco- v-voce é o filho de Zeus! V-voce consegue vencer um maldito churrasco!
Você é o Filho de Zeus, conegue fazer qualquer coisa! Foi o que ela me disse anos atrás.
Me levantei com raiva e encarei a porca que voava longe.
–Hey! Cor-de-Rosa!- gritei para ela, então percebi que não aguentaria invocar mais ventos. Ela se aproximava rapidamente.
–James!- gritou Adriana, olhei em sua direção, ela estava com o Raio em mãos.
O Raio Mestre de Zeus, 60 cm, uma luz azul forte a arma mais poderosa já criada.
Adriana o jogou para mim. O peguei e em um segundo senti minhas forças aumentadas. O girei na mão, apontei para frente, mire na porca. Ela foi desintegrada.
–Saionara Linguiça!- comentei
Me virei para tras, Adriana já dava um pouco de néctar para Lív, suas mãos voltaram ao normal aos poucos.
–O que vocês tres tem com comida?- a filha de Hefesto perguntou baixa enquanto abria os olhos. Ri fraco.
–Consegue levantar?- perguntou Adriana. Lív a olhou indignada.
–Por favor, é logico que sim! Eu sou incrível- disse Lív enquanto se levantava
–Como... Zeus vai vir aqui ou oque?- perguntou Lív, um trovão foi ao ceu
Segurei o Raio e concentrei toda a minha energia nele. De repente não estava mais na minha mão.
–Trabalho cumprido!- disse
As duas reviraram os olhos.
–Vamos, eu ainda quero um banho!- disse Adriana
–Se eu morrer, o meu elísio vai ser uma cama!- disse
–A minha vai ser feita de chocolate- disse Lív enquanto descíamos o convento de volta para o hotel.
–Voce é praticamente sedentária!- disse Adriana
–Vou estar morta, pra que saúde?!- disse Lív que em tão deu passo na nossa frente se virando pra nos encarar seria e dizer:- podemos pegar a van?
Bati na porta. Alguns segundos se passaram. Lív atendeu e arqueou as sobrancelhas.
–Quero conversar- disse levantado uma sobrancelha para o lado — de novo.
Ela assentiu, fechou a porta e fomos para meu quarto.
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