Notas iniciais
OLÁÁÁÁÁ bebezitos *-* Bom, o primeiro cpt ta aí, na verdade, é só contando da vida da Cary! E não se preocupem, a opinião dela a respeito do Jus vai mudar! Acompanhem aqui, POR FAVOR!

Meu nome é Caroline, mas isso soa mais como uma estranha a mim, por isso me chamam de Carol, e claro, para quem realmente me conhece, sou Cary. Um dos apelidos que mais gosto. Sou brasileira e tenho 16 anos. Sou um tipo de brasileira que provavelmente não existe em mais nenhum outro lugar. Não gosto de pagode, axé, samba — claro, pelas minhas raízes fui obrigada a aprender a sambar, mas não me importo — e funk para mim é tentativa de suicídio. Também odeio calor, e adoro dias frios. Aprendi a falar inglês sozinha, sem professor ou qualquer curso. Na verdade, sou uma americana de corpo e alma para mim. Meu gosto musical se resume em músicas americanas, sei todos os tipos existentes delas, e a que mais gosto, é Demi Lovato. É como se minha vida se resume a ela, ela é minha salvadora. Também não posso deixar de mencionar grandes nomes como Katy Perry, Nick Minaj entre outros... Por sorte do destino — algo que pouco acontece comigo — minha melhor amiga Vick, tem os mesmos gostos musicais que o meu. Devemos ser as únicas brasileiras assim, provavelmente. E, além disso, tínhamos um sonho — mais como um segredo nosso — que compartilhamos uma com a outra. Nós sonhamos em virar cantoras. Sim, meio clichê, mais é algo com que eu sonho todas as noites e me libertam desse lugarzinho de funk que eu não gosto. Música é com minha essência, minha vida — a parte que eu gosto — se resume a ela. Então num dia pacato do idiota “Show De Talentos” do nosso colégio, fomos todos obrigados a assistir. Eu e Vick tínhamos sido subornadas pelas outras garotas da classe, dizendo para irmos cantar, já que elas sorrateiramente nos pegaram cantando no banheiro do colégio. Era para ser só uma brincadeira, mas elas não desistiam. Mas minha vergonha alheia falou mais alta e me contive sentada na platéia. E por incrível que pareça, entre números idiotas que me fizeram segurar a risada ali para não levar suspensão, houve um milagre. Dois garotos do último ano do ensino médio tocavam guitarra, violão e bateria. Nossa, eles eram bons. Eu e Vick os entreolhamos ao mesmo tempo e sorrimos. Nós precisávamos dele. Com certa coragem — lê-se Vick me empurrando a eles — nós conversamos com eles e cantamos um pouco para convencê-los. Foi preciso só cantar um trecho de Don’t Forget que logo eles aceitaram. Nossa banda Cherry Bomb havia finalmente surgido. Ensaiávamos em minha casa todos os Sábados, com as músicas que eu havia composto. Era bom, mas não era o suficiente. Mas sempre houve outras dificuldades no caminho. Sabe outro fator pelo qual não me encaixo na sociedade brasileira? Bom, digamos que... Eu sou muito inteligente. Na verdade, eu era a mais inteligente do colégio. Mas nunca me senti assim. Eu não tentava tonar uma “nerd”, esse apelido até era o maior ódio de minha vida... Mas eu era ruim em TANTAS coisas que pelo menos me uma eu tinha de ser boa. Meus pais dizem que isso é perfeccionismo e que isso é ruim, mas não me importo. Quer dizer, não me importava. Até que um dia, eu descobri ter passado numa Escola Técnica mais prestigiada de São Paulo — cidade onde moro — e isso foi tudo que meu pai queria. Ele comemorava, me elogiava e dizia estar completamente orgulhoso de mim. Minha mãe dizia que eu podia tomar qualquer decisão, e ela sempre estaria ao meu lado, já meu pai, já estava escolhendo meu curso técnico ele mesmo e preparando meu “futuro perfeito” do modo que ele queria. Mas não era o que eu queria. Era difícil tentar ouvir meu coração e a razão ao mesmo tempo, entre tantos conflitos, principalmente de meus pais. Minha mãe dizia que ele não podia escolher o que eu queria, eu tinha que tomar essa decisão, e ele dizia que iria me obrigar a isso, que era importante, uma sorte em um milhão. Ótimo, a separação deles já não ia bem, agora com esses problemas piorava mais e mais o resto da relação “amigável” que eles tinham somente para não me fazer sofrer mais. Mas eu tinha escolhido meu futuro, mesmo que meu coração me torturava internamente. Abandonei meu colégio e fui para a Escola Técnica, deixando Vick e a Cherry Bomb pra trás. No primeiro dia de aula, foi quando aconteceu. Olhei para a escola enorme. Sim, aquilo era uma chance em um milhão, mas não era minha chance. Peguei o primeiro táxi que encontrei próxima a escola e fui para casa. Minha mãe estava no trabalho, então corri ao meu quarto e peguei meu violão jogado dentro de meu closet e voltei à casa de Vick. Ela não entendia nada — nem eu ao certo — mais a levei comigo. Fomos ao primeiro empresário que pelos meus conhecimentos estava se envolvendo com músicas e artistas internacionais. Fomos até sua casa e pela primeira vez na vida, tomei coragem. Toquei a companhia de sua casa e quando ele saiu, encorajei Vick. Cantamos Teenage Dream para ele. Ele sorriu e nos convidou para entrar. Aquele tinha sido o primeiro passo para tudo. Fizemos um contrato com ele, no que faríamos trabalho pelo Brasil por um tempo e quando estivesse tudo bem — lê-se a banda tivesse estourado na mídia — podíamos pensar na cogitação de ir para os Estados Unidos. Não demorou muito, na verdade foi necessário menos de um ano para que John nos chegasse com a notícia que havia contatos nos Estados Unidos que ouviram nossas músicas e queriam nos conhecer. Mas então foi quando meu pai descobriu de meu sonho e obviamente, não aceitou. Disse que era besteira de adolescente e eu o avisei “Vou com você ou sem você”. E fui sem ele, somente minha mãe acreditava em mim, no meu talento. Ela sempre disse que eu tinha vocação para isso desde pequena, cantarolando pela minha casa. Parte de meu coração ficou com meu pai e outra seguiu em frente, sem acreditar que meu sonho estava a minha frente. Entramos no jato particular que John havia arrumado para irmos ao EUA e claro, eu e Vick sem contar com Pedro e Murilo — nossos bateristas e guitarristas amigos de colégio — ficamos malucos. Era risada para cá e para lá. Não acreditávamos ainda, parecia tudo um sonho louco no qual iríamos acordar logo.

–HAAA, Cary, agora podemos conhecer famosos! — Vick dizia saltitante ao meu lado.

–E eu não sei disso? — sorri a ela animada — Imagina eu conhecendo a Katy Perry!

–E eu conhecendo o Justin Bieber! — ela gritou e os meninos reviraram os olhos.


Automaticamente meu sorriso desapareceu. Argh, como ela podia gostar dele? Nossa, eu odiava Justin Bieber. Certo, ele cantava muito bem, mas o jeito esnobe e riquinho dele era o que me causava nojo. E principalmente depois da namoradinha Selena Gomez, ele virou outro. Agora é dinheiro e namorada em primeiro plano e fãs no segundo. Isso era ridículo. Se um dia eu ficasse famosa de verdade — o que eu torcia secretamente para acontecer — nunca ficaria como ele. Meus fãs vão ser tudo para mim. Onde havia parado aquele garotinho que agradecia cada dia por tudo que tinha e amava suas fãs como uma família? Ele foi embora e deu lugar para esse marmanjo de 17 anos que se acha o melhor. Eu nunca vou falar com ele se um dia puder, nunca!


Notas finais
Nossa! Cary nervosinha HAHAHA Pipoquinhas do meu coração, mandem reviews! Por favorziiinho!