My Revenge.
1 Memórias.
Notas iniciais
OBS: O começo pode ser um pouco parado, mas garanto que vai melhorar ^_^
OBS²: A mãe do personagem principal "Matt" morreu ao dar a luz.
Boa leitura! ( Ou não kkk )
11 de Agosto – 1988 – 05h30min
Desperto de um sono que pareceu eterno, abro lentamente minhas pálpebras e uma visão nos primeiros segundos indistinguível, acaba se tornando nítida e reconhecível. É apenas o meu quarto, meu frio e vazio quarto de sempre... Levanto-me da cama, esfrego meus olhos buscando motivação para seguir com o dia, olho no relógio, são cinco e meia da manhã, o colégio é longe, acho melhor me apressar se não quiser ouvir broncas por atraso. Tomo uma rápida ducha, me visto com as roupas de costume, uma camisa escolar, calça jeans, meu tênis que já não é mais tão novo e um boné para esconder o cabelo despenteado. Coloco minha mochila nas costas e desço as escadas com a certa paciência de sempre, — Não vai tomar seu café? — Meu irmão pergunta, um homem jovem de 23 anos, cabelos castanhos claros como os meus, que ficam com os fios dourados na luz do sol, sujeito alto de aparência saudável e barba bem feita, cuida de mim desde a morte de nossos pais. – Obrigado, mas não estou com fome, – respondo a ele. – até mais tarde. – e saio porta afora, entrando em um mundo paralelo chamado cidade.
11 de agosto – 07h45min
Quando entro pela porta, a maior parte dos alunos já está na sala, inclusive um dos meus amigos, Sam, um gordo pálido e com olhos pequenos, muito semelhantes a um porco, mas porcos costumam ser mais bonitos.
- Sempre chegando em cima da hora, cara.
- Pelo menos cheguei, e onde está Emi? — Emily é minha amiga, pouco mais baixa que eu, um ano mais nova, a maior parte da classe é mais nova, já que tenho 17 anos e estou no segundo ano do ensino médio.
- Ela ainda não chegou, talvez não venha hoje, estranho porque ela não é de faltar... – Sam disse aparentando preocupação.
- Vamos a casa dela mais tarde, ver como ela está e encher um pouco o saco. – Eu disse sorrindo com a ideia.
Poucos minutos depois o professor chegou e a aula teve inicio.
11 de agosto — 10h05min
Refeitório, Aaah, o bater de pratos e colheres, o cheiro da gororoba nojenta que servem na escola, que lugar pouco agradável.
Me aproximo de Sam que está na fila, gordos comem qualquer coisa. – Vai mesmo comer isso?
- Vou e guardei lugar pra você, vamos, entre logo na minha frente. – disse enquanto me olhava com aqueles olhos de porco. – Não vou comer isso, valeu. – Me retiro dali buscando um lugar vazio para se sentar. – Ótimo, sobra mais pra mim. – Sam grita enquanto caminho em direção oposta.
Sento na mesma mesa de sempre, onde nós três sempre costumamos nos sentar, e começo a imaginar o que estará fazendo Emi nesse exato momento, eu sempre a amei, mas nunca demonstrei nenhum sentimento, até porque alguém como ela jamais iria querer se envolver comigo, ela gosta de Bryan, que está sentado a duas mesas de distância de mim; alto, forte, extrovertido, bem vestido, burro como uma porta e extremamente popular, o típico idiota que conquista o coração das garotas, espero que ele morra engasgado bebendo seu energético diário.
11 de agosto – 13h32min
Um tempo nublado e deprimente, um dia sem cor, onde tudo é envolto em cinza, começo a me arrepender de ter saído da cama. Sam e eu estamos indos visitar Emily, e aproveitar para lhe passar a matéria diária, ela mora em uma casa comum de classe média, vive bem.
- Vamos, toque a campainha.
- Toque você, a ideia da visita foi sua.
Com meu dedo indicador, pressiono levemente o botão da campainha, e o som comum da mesma é tocado, passados segundos não aparece ninguém para nos atender.
- Eu não andei tudo isso a toa, toque novamente. – O rechonchudo estava impaciente.
Voltei a tocar, pela segunda, terceira vez, até que alguém resolveu aparecer, uma mulher aparentando pouco mais de 40 anos, mãe de Emily.
- Emi faltou, viemos lhe trazer a matéria, onde ela está?
- Está de cama, pegou catapora. Por mim convidaria vocês para entrarem, mas ela não quer ser vista desse jeito.
- Tudo bem. Será que pode ao menos deixar meu caderno com ela?
- Sim, muito obrigado, segunda-feira ela irá devolvê-lo. – Falou enquanto fechava a porta, já com o caderno em mãos, inóspita como sempre.
Eu e Sam nos despedimos com um “Até amanhã!” e nos separamos tomando o rumo de nossas casas. Cheguei e me troquei, comi um resto de pudim que encontrei na geladeira, logo resolvi me jogar na cama, a sensação de meu corpo afundando no colchão macio me fez relaxar. Pensamentos começaram a penetrar minha mente vazia, preenchendo-a de lembranças e trazendo de volta todo o ódio que um dia já senti. A visão de meu pai tendo a cabeça perfurada por uma bala ainda me assombra... Não houve chance para últimas palavras, não pude fazer nada além de assistir o sangue evacuar de seu corpo, o rosto frio do homem que o matou e seu nome pronunciado por um capanga ficou marcado em mim.
“Henry” Quero vingança. irei encontra-lo e mata-lo.
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