My Problematic Life
6 Pedido de Namoro
Notas iniciais
Fiquei parada. O que eu podia fazer? Ela estava dizendo a verdade...
-E se for eu? O que vocês têm com isso? – perguntei passando na frente de Tom e Dean. Percebi que ele sorriu.
-Depois diz que eu que sou vagabunda – disse Helen aparecendo não sei de onde – foi você quem ficou se agarrando com um completo desconhecido.
-Mentira, ela já me conhecia – disse Dean em minha defesa.
-Já? – perguntou Tom.
-Já?! – EU perguntei.
-É, você não lembra? – falou arregalando os olhos – nos conhecemos desde quando tínhamos uns doze anos.
-É. Nossos pais se conhecem a algum tempo – inventei.
Ele simplesmente virou as costas e o pessoal continuou olhando, mas não liguei.
-Vocês já se conheciam? – perguntou Tom.
-Não imbecíl! Disse isso pra ela parar de me encher por causa do beijo – me virei pra trás – e só pra constar, eu não me agarrei com o Dean, só nos beijamos. UM beijo. E só.
As pessoas ao nosso redor voltaram a fazer o que antes estavam fazendo. É incrível como as pessoas escutam TUDO o que a Helen diz...
-Então... – começou Tom – te vejo lá em casa mais tarde?
-Aham. Bom, vou indo, tenho aula de Inglês.
-Tá, tchau Emily.
-Tchau Dean – andei alguns passos – tchau também Tom!
-Tchau Lily!
Porra! Tem que gritar pro colégio inteiro ouvir?! Se começar a me chamar de Lily, vou descontar no Tom.
A aula foi à merda de sempre. Tirando Matemática, que eu não sei o que aconteceu (um milagre talvez?), que eu tirei uma nota boa. Acho que isso pode me ajudar a conseguir meu skate de volta...
-Emily; tenho que te falar uma coisa – disse Dean aparecendo do meu lado.
-Fala.
-Sabe ontem?
-O beijo. O que é que tem?
-É verdade que você falou pra Suzie que nós ficamos nos agarrando?
-Quem te falou isso?
-Ela.
-Não. Ela disse isso. Ela viu a gente.
-E só para ela parar de encher o saco, mandei ela ir cuidar da vida dela.
-E de que jeito você fez isso?
-Disse que se eu quiser me agarrar com você eu me agarro, se eu quiser me intrometer nos planos da Helen eu me intrometo e que não vou deixar ela cuidar da minha vida. Só.
-E que planos da Helen?
-Ela disse que está a fim de você.
-Que pena.
-Por quê?
-Por que estou a fim de outra pessoa – disse saindo de perto de mim.
Eu fique tipo “WTF?”, mas achei melhor pensar nisso mais tarde.
Quando cheguei em casa, vi minhas irmãs brigando.
-Hey! Da pra parar?! Por que vocês estão brigando?
-A Mary não quer me deixar jogar com ela.
-Mas ela tava roubando!
-Que jogo é esse?
-Da Barbie. Joga com a gente?
-É Lily. Aí nós não vamos mais brigar.
-Vocês só querem que eu jogue com vocês?
-É.
-Aham.
-E se eu arrumar outra garotinha pra jogar com vocês?
-Quem?
-A Luisa, irmã do Tom.
-Hã? Nunca vi ela – disse Julia.
-Nem eu.
-É que a mãe dela não deixa ela sair muito de casa.
-E como ela vai brincar com a gente?
-Eu acho que o Tom pode fazer alguma coisa por vocês.
-Então pede pra ele!
-Vou ligar pra lá.
Peguei meu celular e disquei pro Tom.
-Oi Emily.
-Como sabia que era eu?
-Tem dois motivos: bruxaria ou identificador de chamadas. Qual você acha?
-Para! Aqui, será que sua mãe deixa a Luisa brincar um pouco com as gêmeas?
-Sei lá. Vou ver com Lea e te ligo daqui a pouco, tudo bem?
-Tá.
Desliguei.
-Ele vai pedir pra ela, ok? – disse me sentando no sofá.
-Aham.
-Enquanto isso você joga com a gente?
-Tá. Vocês não desistem mesmo né?
-Não – disse Mary dando um sorriso travesso.
-Tudo bem, eu quero o pino roxo.
-Mas o roxo é meu! – disse Julia.
-Tá, me dá qualquer um aí.
Elas me deram o pino azul e nós jogamos por um tempo, até o Tom ligar de volta.
-Oi?
-Minha mãe deixou. Quer que eu leve ela aí?
-Tá. Pode ser.
-Tchau.
Fiquei jogando com minhas irmãs até o Tom chegar com a Luisa.
-Pode entrar – gritei.
-Licença – disse Tom abrindo a porta.
-Oi Luisa! – disseram as gêmeas indo na direção dela.
-Me abandonaram – disse a Tom.
-É; ás vezes acontece.
Olhei pro relógio e vi que já eram 16h50min
-Tom, você viu quantas horas?
-Não – olhou pro relógio – ah meu deus! Eu marquei de me encontrar com a Mia quatro e quarenta e cinco na porta da minha casa!
-Corre.
-Mas você tem que vir comigo.
Bufei.
-Você é um cagão – peguei meu casaco em cima do sofá – mãe, vou na casa do Tom – gritei.
-Volta logo, está de castigo.
-Ok.
Apostamos uma corrida até a casa dele, e empatamos.
-Eu... Eu não tenho coragem – disse parando na porta.
-É só dizer que está namorando! Você é muito medroso! – disse abrindo a porta – Oiê! Alguém em casa?
-Olá Emily – disse a mãe de Tom aparecendo.
-Tudo bem com a senhora? – perguntei.
-Sim. Sente-se.
Tom parou assim quem viu a namorada sentada no sofá.
-Tom, não me disse que estava namorando – disse a mãe de Tom sorrindo.
-Eu estou?
-Está – eu disse.
-Quem te falou?
-Mia, sua namorada – disse levantando as sobrancelhas.
-Ah, oi Mia. Nem te vi – mentira!
-Bom, eu vim aqui só para ajudar o Tom a contar a senhora sobre o namoro, mas já que já sabe, vou indo.
-Hã, foi bom vê-la.
-Igualmente. Tchau Mia.
-Tchau Lily.
-Emily – corrigi.
-Eu te levo até a porta – disse Tom, colocando a mão nas minhas costas.
-Tá.
-Obrigado. Foi mais simples do que pensei – disse Tom assim que chegamos a porta.
-De nada. Mas você continua sendo um cagão.
-Tudo bem. Sou um cagão gatão.
-Tchau senhor convencido.
-Tchau Lily – disse dando um sorriso travesso.
Notas finais
E aí, gostaram? Tipo assim, meu primo dormiu aki em casa e tomou posse da TV, então fiquei parada na frente do PC tentando escrever...
Agora vcs ñ podem falar que o capítulo tá pequeno! Ficou com um tamanho razoável, né?
Quero reviews!!!
Bjo, Lila
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