Notas iniciais
Boa leitura!

— Chegamos, você quer que eu te mostre onde é o quarto delas? — Quinn

— Eu já vim aqui, acho que consigo encontrar sozinho – Puck

— Tudo bem meninas, subam pra se trocar pra dormir — Quinn

— Ok, vamos Carol – Beth pega a mão da irmã mais nova e as duas sobem deixando os pais sozinhos

— Você quer um café ou um chá enquanto espera as meninas se trocarem? – Quinn

— Não, eu não quero nada. Obrigada – Puck fala seco sem olhar para Quinn

— Tudo bem, eu vou ver se elas já terminaram – Quinn diz indo em direção as escadas

...

— Então, que história você quer que eu conte? – Puck pergunta para Carol

— Hum...A Pequena Sereia – Carol fala pegando o livro da enorme estante cheia de livros que tinha em seu quarto

— Tudo bem – Puck pega o livro das mãos da filha caçula e lê a historia, quando termina, Carol já está dormindo. Ele dá um beijo na filha e sai do quarto, e vai até o quarto de Beth que também já dormia, ele beija a testa da filha e desce.

— As meninas já dormiram? – Quinn

— Já, tchau – Puck diz caminhando até o sofá e pegando sua jaqueta

— Obrigada — Quinn

— Pelo que? — Puck

— Por ter vindo aqui ler a história pra Carol, muito obrigada mesmo — Quinn

— Eu não fiz isso por você, eu fiz pela Carol – Puck fala colocando a jaqueta

— Puck, nós podemos...- Quinn

— Tchau – Puck fala indo em direção a porta

— Que droga Puck! Nós precisamos conversar uma hora ou outra! – Quinn grita

Puck vira assustado pelo grito de Quinn:

— Desculpa pelo mal jeito, mas nós precisamos conversar Puck, pelo bem das meninas, nós não podemos continuar assim! — Quinn

— Eu não tenho nada pra conversar com você – Puck fala indo novamente em direção a porta

— Puck, por favor, pelas meninas! — Quinn

— Caralho Quinn! Você não pode usar as meninas pra me fazer falar com você! — Puck

— Bom, isso é pelo bem das meninas, nós precisamos resolver isso e seguir em frente pelo bem delas — Quinn

— O que você quer dizer com isso? — Puck

— Eu quero dizer que nós precisamos conversar, eu preciso colocar tudo em pratos limpos e seguir em frente — Quinn

— Nem tudo é sobre você e os seus sentimentos Quinn, eu não quero falar com você, na verdade eu não quero nem olhar pra você ou estar no mesmo local que você! — Puck

— Eu não quero te forçar a nada, então se você não quer fazer parte da vida da sua filha tudo bem, nós já estávamos bem antes de você aparecer e eu tenho certeza que vamos ficar bem se você for embora — Quinn

— Por isso você estava tão desesperada pra eu fazer parte da vida dela que até fez a cabeça da minha mãe pra ela te ajudar a me manipular — Puck

— Eu nunca fiz a cabeça da sua mãe! Ela só entende os meus motivos e pegou carinho pela neta, ao contrario de você — Quinn

— A Carol é uma princesa, qualquer um se apaixonaria por ela, mesmo ela tendo uma mãe manipuladora como você! — Puck

Antes que Quinn pudesse responder, Carol aparece no topo da escada chorando:

— O que aconteceu, bebê? – Quinn fala indo até ela

— Ela ta bem? – Puck pergunta preocupado no fim da escada

— Não se comporte como se você se importasse, pode ir embora agora — Quinn

— Eu não saio daqui a até saber se minha filha está bem — Puck

— Escuta aqui Puck...- Quinn

— Você e o papai me acordaram com os gritos — Carol diz entre soluços

— Me desculpa bebê, nós não queríamos acordar você — Quinn

— Por que você ta brava, mamãe? — Carol

— Eu não estou brava filha — Quinn

— Então por que você estava gritando? — Carol

— A mamãe não sabia que estava falando alto filha, me desculpa — Quinn

— Papai? — Carol pergunta olhando para o pai

— O que foi princesa? — Puck

— Me desculpa... — Carol

— Pelo que, princesa? — Puck

— Eu deixei você bravo com a mamãe e agora ela ta triste — Carol

— Você não fez nada de errado, princesa! — Puck

— Fiz sim, depois que eu te contei minha idade, você ficou bravo com a mamãe e ela ficou triste, ela não gosta mais de brincar comigo e nem quer mais contar histórias na hora de dormir — Carol

— Olha, você só trás felicidade pra mim e pra sua mãe, você não deixa ninguém triste. – Puck

— Nós nunca vamos ficar tristes com você, Carol — Quinn

— Mas desde aquele dia você não brinca mais comigo e nem me acorda mais com beijos, você está brava comigo — Carol

— Carol, a mamãe não está com raiva de você, eu juro filha — Quinn

— Eu só quero que você fique feliz de novo, mamãe – Carol

— Eu vou ficar, filha, eu juro que vou, agora dá boa noite pro seu pai e vamos voltar pra cama, eu te levo de volta pro seu quarto– Quinn

— Boa noite papai – Carol

— Boa noite princesa – Puck

...

Quando Quinn volta pra sala, ela fica surpresa ao ver que Puck ainda estava sentado em seu sofá, ele provavelmente a estava esperando para continuar a briga:

— Puck, eu tô cansada demais pra brigar, você pode ver a Carol e a Beth sempre que você quiser, mas eu realmente acho que vai ser mais saudável se nós não conversarmos mais, então boa noite, quando sair fecha a porta ta bom? — Quinn diz subindo as escadas novamente e indo em direção ao seu quarto.

Puck se sentou no sofá cabeça nas mãos, ele amava Quinn, sem dúvida alguma ele amava Quinn, mas ela havia escondido dele a existência de sua filha, ele odiava brigar com Quinn e trata-la mal, mas se ele a perdoasse, será que a relação deles voltaria a ser como antes?

Será que eles seriam capazes de ser felizes juntos?

Ele se levanta e vai em direção ao quarto de Quinn, quando entra lá a loira estava na cama chorando:

— Olha, se você veio aqui...- Quinn diz secando o rosto

— Eu te amo... – Puck

— O que? – Quinn

— Eu te amo e eu quero ficar com você, Quinn– Puck vai até a loira e a puxa pra um beijo apaixonado.

Notas finais
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