My Paradise.
8 Capítulo 7- Dias contados?
Notas iniciais
Boa leitura ;)
Chegando lá havia um bilhete, meu sangue gelou, fiquei gélida por toda, medo? Talvez. Ryan me abraçou de lado para me confortar.
-Val? Quer que eu leia? – Ry perguntou acariciando meu braço. Assenti com a cabeça.
-Valerie, não entendo nada o que está escrito. – Ryan tentou ler mas parecia confuso.
-Dê- me isto. – Falei pegando de sua mão o bilhete.
“Querida Valval, tenho dó do pobre Stevens por ser o culpado por tudo, e dó de você por ser tão ingênua, por isso vou te avisar. TOMA CUIDADO PORQUE EU VOU ATRÁS DE VOCÊ E SEU NAMORADINHO, COM OU SEM STEVENS, SEUS DIAS ESTÃO CONTADOS, QUERIDINHA!
Se cuida.
Com ódio, sua querida amiga, xxxxx.”
Eu congelei, não me mexia, somente sentia minhas lágrimas geladas escorrendo pelo meu rosto sem expressão. Podia ouvir dentre meus devaneios confusos a voz de Ryan me chamando, sentia, pouco, sua mão me balançando e me cutucando, parecia em desespero, aflito, com medo, podia vê-lo chorando, isso partiu- me o coração; eu queria responder, mostrar reação, mas não conseguia.
-VALERIE! VAL! Por favor, me responde, mostre reação! O que é este bilhete? O que está escrito? POR FAVOR! – Ele gritava em desespero, estava aos prantos. Tinha de responder, me esforçar, a única coisa que consegui foi tocar em seu braço e silabei algumas palavras “Vamos [...] barco” minha voz era baixa, falhava, as palavras saíam com dificuldade, quando saia.
Ele entendeu, acho eu, pois ele pegou- me no colo e foi para o barco, ele chorava, e eu continuava sem falar. Chegamos em casa e ele me levou para o chuveiro e me colocou debaixo da água fria imediatamente, com roupa, óculos e tudo.
-Ryan! – O abracei fortemente e caí nas lágrimas da tristeza e do desespero, talvez até do medo. – Me desculpa! Desculpa por te meter nisso e colocar- te em perigo, eu sinto muito. – Continuava a chorar, e todos os sentimentos se misturaram, mas agora tinha também o medo de perder Ryan, mais que de morrer.
-Valerie, do que você está falando? Você não fez nada, você pediu pra que eu ficasse, fui eu quem quis ir junto, eu entrei nessa história por vontade própria. Sim, por você, mas não por que você pediu, mas sim porque meu coração mandou, porque eu te amo, amo com todas as minhas forças, não suportaria ver-te sofrendo, e em perigo sozinha sem ninguém pra te proteger. Não se culpe por nada! Nunca! – Ryan disse com seus olhos brilhante, talvez pelas lágrimas, mas creio que não, pois suas lágrimas haviam amenizado, ele tinha uma coloração avermelhada em seu rosto, junto de um sorriso maravilhoso de lado, grande e verdadeiro, dava para ver fortemente sua covinha, não sei mas, parece que sempre que ele fala de mim ele tem esse sorriso.
-Jura? – Sorri, mas somente por alguns poucos segundos. – Mas nós vamos morrer, por minha causa, eu que comecei isso. – Voltei a chorar.
-Não vamos não! Chegamos até aqui e fizemos tudo que fizemos por nada? Vamos em frente e não vamos deixar nenhuma vadiazinha deixar- nos amedrontados! – Ele disse com ódio, raiva, mas também tristeza e preocupação. – Tem alguém que você desconfie?
-Bom, — Disse enxugando as lágrimas e me recompondo. – tem só uma pessoa que me chama assim desde o jardim de infância, a Megan. Provavelmente a quantidade de “x’s” no lugar do nome tem a mesma quantidade de letras no nome, mas como eu disse antes, provavelmente, ou seja, pode ser que não – Disse eu pensando e respondendo rapidamente à pergunta do meu anjo, que sorriu a me ver melhor. Meu raciocínio é sempre mais rápido quando estou em situações como esta.
-Ótimo! Vamos contar- Disse ele sorrindo e pegando o papel. – 1, 2, 3, 4... 5! Assim como “Megan”, cinco letras. – Disse ele batendo no papel.
-Bom, mas talvez seja somente uma coincidência. – Respondi pegando uma toalha.
-Ah Val! Qual é! O que tem de errado? – Ele perguntou indo atrás de mim.
-Não é nada. – Respondi dando de ombros. – Somente que não devemos julgar as pessoas sem prova alguma.
-Vou fazer uma pergunta, e quero que responda- me sinceramente. – Ele me olhava nos olhos e segurava em minhas mãos, estava com medo. – Vocês tinham algum tipo de rivalidade na escola? – Essa pergunta que eu temia, teria de contar algo que não queria, que tinha vergonha, nojo de mim mesma, teria que contar a pior época de minha vida...
Notas finais
xoxo.
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