My Paradise.
3 Capítulo 2- Não estou sozinha.
Notas iniciais
boa leitura xx
–Oi mãe! Desculpa o atraso, estava na casa da Sam (minha melhor amiga). – Menti, óbvio! Por mais que conte tudo (ou quase tudo) pra minha mãe, disso ela não sabe.
– Tudo bem filha, foram só 10 minutinhos, e eu me atrasei também, a janta nem está pronta!- Riu.- Estava resolvendo um assunto do trabalho.- Aham, trabalho, sei...
– Onde está Stevens? – Perguntei (sem interesse algum, só queria confirmar a hipótese do “trabalho” dos dois) me sentando na mesa (na verdade na cadeira, mas, deu pra entender, não?)
– Lá em cima tomando banho. Por que esse interesse tão rápido? – Hipótese confirmada!
–Éh... nada não! Só queria concretizar minha hipnose! – Estava tão distraída pensando em minha queria ilha, que além de falar sobre a ‘hipnose’ errei a palavra.
– Hipótese, não? – Riu. – Mas que ‘hipnose’? – Ótimo! Agora ela vai lembrar disso pro resto da vida...
–Éh... que hipopótamos nunca conseguiriam voar, nem com uma asa gigante, por causa de seu peso! – Nossa, Valerie, nessa você se superou! Burra (sim, falo sozinha! Problem?)
– Interessante isso, mas... – Stevens chegou e a interrompeu, obrigada Stevens! Pera... falei isso mesmo? Não, na verdade pensei.
– Olá duas mulheres mais importantes na minha vida! – Ele disse sorrindo (isso concretiza mais ainda minha HIPÓTESE! Acertei agora!) dando um beijo na boca de minha mãe, eca, e TENTANDO me dar um abraço, mas me afastei.
– O jantar não vai ficar pronto não? – Disse quebrando o clima tenso do lugar, fingindo animação.
– Prontinho! Aqui está! – Tenho poderes! Haha, assim que falei ficou pronto, sou muito foda (sonhar é de graça.)!
Jantamos em silêncio, e logo após fui tomar um banho, escovei os dentes e depois coloquei o pijama http://www.polyvore.com/cgi/set?id=72171554&.locale=pt-br . Tinha que dormir cedo, pois amanhã arrumaria as coisas lá em DreamLand, esse foi o nome que dei à ilha “Dream” porque é igual a dos meus sonhos, e Land porque é legal, e todo lugar daora tem “Land”.
(...)
5:30 da manhã acordei, passei uma água no corpo, escovei os dentes e me vesti uma blusa, um short jeans ambos com a bandeira dos U.S.A (já repararam como eu amo Estados Unidos né?) e uma sapatilha, um pé com a bandeira do Reino Unido e o outro com adivinhe que bandeira? Se você disse Estados Unidos, considere-se ganho uma bala. Assim: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=72170305&.locale=pt-br , a mala estava no DreamBoat, o nome do meu barco, Dream porque ele me levou até meu sonho e Boat porque é um barco, oras bolas! Por que mais seria?
Peguei uma banana e fui em bora.
(...)
–Bom, aqui posso colocar um caminho de madeira até o meio das palmeiras, onde ficará minha cabana. – Pensei em voz alta, como sempre, apontando para o comecinho da areia, em frente ao DreamBoat. Fui pegar galhos soltos para fazer o caminho.
–“This is my, this is my paradi-i-ise...” – Cantarolei.
– Bela voz... – Uma voz rouca desconhecida aos meus ouvidos disse me fazendo pular de susto e largar os galhos deixando-os cair ao chão.
– Quem é você e o que faz aqui?? – Disparei, estava assustada, vai que era um estuprador ~bem gato, sarado, sexy, encantador...~ mas um estuprador.
Riu. Porque raios ele está rindo? Estupradores sempre riem. – Sou Ryan, — estendeu a mão, eu arqueei a sobrancelha, ele achava mesmo que eu ia o cumprimentar? Pff... tolo! – moro aqui! – Abriu os braços (bem musculosos por sinal.) mostrando a ilha.
– Mo-mora aqui? – Gaguejei e tenho certeza que uma lágrima brotou de meus olhos. – Me desculpe, já estou indo. – Me virei, a essa altura já estava aos prantos.
–ESPERE! – Ele gritou e eu me virei em sua direção, enxugando as lágrimas. – Pode ficar, a ilha é grande, e somos só dois. Quer dizer, é só você, não? – Disse ele sendo solitário, ele me pareceu legal.
– Sim sou só eu. – Respondi sem graça.
– E o que me diz... vai ficar? – Perguntou sorrindo, mas que sorriso encantador, ele tinha covinhas nos cantos do lábio, olhos azuis ora claros, ora escuros, dependia da posição do sol; cabelos pretos, bem escuros, jogados para o lado, cobrindo uma parte de seu olho direito; alto e forte, muito forte, talvez por morar na ilha e ter de pescar, caçar etc. ele parecia um príncipe que saiu do livro de conto de fadas da minha prima, mas ao mesmo tempo tinha um sorriso safado, como se fosse o badboy da escola, aquele que todas se derretem aos seu pés – Heey! Está aqui? – Nossa, me distraí tanto com ele que até me esqueci de responder.
– Ah! Sim, posso? – Perguntei. – Qual seu nome? – Perguntei com uma cara totalmente curiosa.
– Ryan, Ryan Campbell, mas pode me chamar de Ry. E o seu? – Ele deu um sorriso amigável.
– Valerie Holt, Valerie Megan Holt. Mas pode me chamar de Val, ou Meg, aí você que escolhe. – Retribui o sorriso, mas o meu foi envergonhado.
– Então, quer ajuda com o seu ‘projeto’? – Ele perguntou, mas que pessoa mais simpática!
– Obrigada, quero sim, mas tenho que ir para casa almoçar, quer vir?
– Se não for incomodo... – Ele disse sem jeito.
– Não, incomodo algum. – Disse sorrindo, não da para não sorrir com ele. – Vamos? Meu barco está para lá.
–Barco? – Perguntou confuso. Ele acha que eu vim voando? Ou por teletransporte? Ri com meus pensamentos. – Não vejo nenhum barco.
– É uma canoa motorizada (?) – Riu.
–Ah! Explicado.- Rimos.
Fomos conversando bobagens e descobri que ele fugiu de casa pois sua mãe era envolvida com droga por causa de seu padrasto, que matou seu pai e sua irmãzinha de apenas 6 anos, ele jurou vingança e procura um jeito de fazê-la, ele tem 18 anos e faz 19 em uma semana e também descobri que ele é virgem (tipo, oi?? Um cara daqueles que todas as garotas desejam virgem? Choquei!) mas acho isso fofo. Contei que abandonei os estudos, que desde meus 11 anos sonho com essa ilha, meu padrasto é louco, mas minha mãe não acredita em mim, que minha família é dona da empresa petrolífera mais conhecida e que não gosto que eles comprem tudo pra mim, trabalhava em uma sorveteria e tenho minhas coisas que comprei com meu próprio dinheiro, falei que fiz 15 anos ontem e que também sou virgem (o que é normal) e ele também acha que é normal, enfim chegamos.
Quando entro e casa me deparo com...
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