My Only One
7 That´s why I am like that!
Notas iniciais
POV Damon
Eu não sei o que me aconteceu, ou melhor, eu até sei! Eu queria jantar dignamente, mas a minha vítima não era suposto ser a Camila. Agora Mariana é capaz de querer a minha cabeça numa bandeja.
Aviso anotado: Se te meteres com a Camila, metes-te com a Mariana! Agora me restava ouvir Elena…
– Porque é que fizeste isso?! Ela vai querer te matar!
– E é aí que tu entras para fazê-la parar!- Disse caminhando para o outro lado do estacionamento, onde estava o meu carro.
– Dá pra notar que tu não conheces bem a Mariana! É melhor se preparar.
– Elena, eu posso lidar com ela. – Rolei os olhos e entrei no carro. – Você vem?- Perguntei, ela acenou e entrou.
POV CAMILA
Mariana me levou para a casa dela e me foi fazer um chá enquanto fiquei na sala tentando digerir a nova matéria sobrenatural no meu mundo. Eu não acreditava,… eu possivelmente estava sonhando, quer dizer… Não é suposto e muito menos possível…
Dei um pulo para trás ao ouvir a Mari chegar com duas xícaras, fazendo-a derrubar uma delas. Ela percebeu meu susto murmurando um desculpe antes de recolher os cacos que estavam no chão e voltar à cozinha, trazendo-me outra xícara.
Os olhos dela brilhavam devido à vontade de chorar com certeza, bebi um gole do chá e ela começou a falar.
– Deve estar muito confusa.-Eu acenei.
–Quero saber a verdade! — Disse determinada, tentando fazer com que a minha voz não demonstrasse nenhuma insegurança da qual eu estava sentindo.
– Ok, acho que merece… Por onde quer que comece? – Mari perguntou sentando-se perto de mim.
– Pelo principio, como é que é possível? Como é que você... — Parei de falar, pois um arrepio me subiu pela espinha, ao me lembrar da minha melhor amiga, com veias debaixo de seus olhos, a empurrar o cara de olhos azuis com uma força incrível.
– Calma! Eu conto, mas precisa ficar calma Camila. – Eu respirei fundo e assenti. – Se lembra do Kelvin?
– Aquele cara que te deixou há um ano?
POV MARIANA
– Sim, ele mesmo… Ele era um vampiro e meio que me usava…
*Flashback on*
–Eu te amo — Disse ofegante quando consegui apanhar ar.
– Sim, eu também. — Disse Kelvin me voltando a beijar. Estávamos num beco escuro, longe da festa da cidade. — Espera… — Disse ele ofegante — Eu só preciso de um pouquinho, uma última vez… — Balbuciara, tocando meu pescoço de leve com os dedos antes de olhá-lo fixamente como se estivesse à procura de algo.
Eu franzi a testa e o olhei confusa.
– Eu sei. Você não se lembra, mas não precisa se lembrar... – Afagou meu rosto delicadamente, e se aproximara de meu pescoço como se fosse beijá-lo. — Lamento muito... — Murmurou antes de me morder, arrancando um gemido de desespero de meus lábios, fazendo-me segurar seus ombros com força, sentindo que minha força começava a diminuir de maneira gradual.
De um momento para o outro ele parou, mordeu seu pulso e o colara em minha boca. No início, tentei me afastar, mas ele me forçara a beber. Eu estava tão confusa que era capaz de desmaiar…
– Espero não voltar a vê-la. – Disse baixo, e até tinha pensado em dizer algo, porém, com um estranho movimento de suas mãos nos lado de minha cabeça, tudo se tornara um breu completo.
*Flashback off*
– Mas como? Ele comia alho! Ele andava na luz! Você anda na luz!- Ela explodiu e em seguida fez uma pausa. — Como é que ele era vampiro?!
– Então, há muitas coisas que você precisa saber…
– Mas como é que você se transformou?
*Flashback on*
Eu estava vagueando pelas ruas cheias de pessoas, por sinal. As gargalhadas, as conversas… Ou melhor, a FELICIDADE das pessoas me atingia de uma forma como se eu estivesse para morrer. Quer dizer o meu namorado me tinha deixado… E depois ainda tinha o fato de ele beber o meu sangue e depois me dar do seu e aquela escuridão de repente... Mas como? Não pode ser… não pode existir… Fui para o pátio que havia ao pé do rio, que era perto da festa numa tentativa de pensar. Tudo apontava para que ele fosse um sobrenatural… Um vampiro…
Então foi aí, que comecei a juntar as peças todas, como num puzzle. Suas atitudes, as expressões… Tudo fez sentido! Ele era um vampiro e durante todo este tempo eu nunca soube! Eu tinha uma mistura de sentimentos em mim. Eu estava com medo, com ódio de mim mesma, por nunca ter percebido o que ele realmente era, mas ainda assim eu o amava.
Mas que droga, eu sou mesmo tarada…
Contudo, meus pensamentos foram interrompidos por um homem que aparecera à minha frente. O homem era negro, vestido com roupas escuras. Seus olhos se sobressaíam no meio de tanta escuridão por serem estranhamente brilhantes.
Eu dei um pulo e encarei o homem.
– Calma! Não te vou machucar… Por enquanto. — Murmurou estas últimas palavras demasiado baixo.
– Quem é você? O que quer de mim? – Rosnei,
– Eu sou um simples garoto que quer saber o porquê de uma menina tão linda estar assim!- Disse ele se fazendo de inocente.
– Você não me engana, o que quer comigo?! – Perguntei, sentindo que havia algo de estranho em meus ouvidos. Pulsava cada vez que o homem abria a boca, e foi quando me dei conta que estava olhando fixamente para seu pescoço, onde uma veia pulava levemente. O sangue... Eu estava faminta!
– Ahh, estou vendo que você é das difíceis! É muito simples, eu só quero... – Ele queria. Sim, ele poderia querer o que quisesse, mas a minha vontade fora muito maior. Como se fosse um felino, eu pulei em cima dele, rosnando antes de cravar meus dentes estranhamente pontudos bem em cima daquela veia, sentindo o líquido espesso encher minha boca.
*Flashback off*
Enquanto eu lhe contava a história, sua expressão mudava muito rapidamente e seu olhar era uma mistura de medo, de angústia, de susto e de pena. Quando acabei de contar tudo à Camila, sua boca formara um perfeito “O”.
– Eu… Lamento muito.- Ela começou a dizer, mas seu olhar se desviara de mim quando ouvimos a campainha.
– Eu vou atender. – Me levantei e caminhei até a porta, e assim que a abri, topei com Elena e Damon.
Damon... A fúria me tomou naquele exato instante, fazendo com que usasse minha velocidade vampírica e o pegasse pelo pescoço, jogando-o com tudo na parede mais próxima.
Rosnei e vi canto do olho o susto da Camila. Aproximei-me ainda mais de Damon e o fitei atentamente.
–Tem sorte de a Camila estar aqui… — Resmunguei e o soltei, saindo da sala e indo até o escritório.
Eu não sabia mais o que fazer.
Minha melhor amiga acabou de descobrir o que eu era e no fim ela iria se afastar de mim, por medo e eu até a compreendia. Respirei fundo, passando a mão pelos cabelos quando ouvi a porta do escritório sendo aberta e Elena espiara levemente receosa.
–Hey, como está?- Perguntou ela. — A Camila está na sala à sua espera.
– O QUÊ? Você a deixou sozinha com o Damon?!- Gritei nervosa.
– Calma! Ele não vai machucá-la… Desculpe pelo o que o Damon fez..
– E agora? Será que eu devo fazê-la se esquecer de tudo ou deixá-la se afastar de mim?! — Perguntei extremamente confusa – E-eu não sei o que fazer... — Choraminguei, passando a mão por meu rosto numa tentativa frustrada de arrancá-lo.
–Hey! Shhh… — Ela se aproximou de mim e me abraçou.- Eu lamento muito pelo Damon te por nesta situação, mas eu acho que é melhor não a fazer esquecer, ela acabaria por saber mais cedo ou mais tarde.- Ela me encarou, afastando as lágrimas de meu rosto. — Então, agora, você vai para a sala e vai falar com a Camila, está bem?
– Ok... – Respondi e caminhei devagar em direção à sala, mas antes de sair do escritório me virei e olhei para a Elena- Obrigada, Elena.
– De nada. – Ela sorriu fracamente.
Cheguei à sala e a Camila estava conversando com o Damon, recebi uma troca de olhares e a Camila decidira se pronunciar. — Bom, é melhor eu ir embora… Amanhã nos encontramos no Topas¹ para esclarecermos as coisas.
– Está bem.
Ela se dirigiu à porta e antes de sair, me olhou brevemente. — Boa noite.
– Boa noite, Camila. – Eu e Damon respondemos ao mesmo tempo.
Assim que ela saiu, eu olhei para o Damon, ele tinha sangue na camisa, provavelmente o sangue da Camila. Limitei-me a subir para o meu quarto, mas Damon agarrou o meu braço. — Desculpe Mari.-Ele realmente tinha arrependimento escrito na testa, e segundo Elena ele raramente pedia desculpas, mas mesmo assim eu lhe dei um tapa na cara, até que quando ele se virou para me encarar, ele mexia o maxilar.
– Primeiro “Mari” é só pra a família e amigos e eu não te considero nenhum dos dois e segundo, as desculpas não se pedem, mas evitam-se! — Saí da sala e fui para o meu quarto.
¹ -> (N/A: Topas é um café/bar)
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