My Old Love

21 Capítulo 21


Era demais querer apenas um dia normal? Acho que isso era meio impossível já que eu era uma vampira e estava mais do que envolvida com o sobrenatural. Essa dor e vazio pareciam querer me possuir completamente até que resolvi satisfazer minha sede de sangue.

Mais um ataque de animal em Mystic Falls.”, era o que os jornais diziam. Damon sorria malicioso enquanto tomava seu café da manhã e o Stefan me reprovava com o olhar. Na madrugada, eu havia matado meu primeiro humano, eu deveria sentir algo não é? A única coisa que eu senti foi o prazer em matar e degustar o sabor doce e um pouco cítrico do sangue da minha vítima.

— Isabella, você sabe que o fez é errado, não é?

— Não preciso de sermão, Stefan. E afinal não fiz nada de errado, só segui nossos instintos.

— É o que eu vivo dizendo para ele. – Damon disse se espreguiçando como um gato e colocando os pés em cima da mesa.

— Cale a boca Damon, isso tudo é culpa sua! – o outro exclamou irritado e o encarei surpresa com sua pequena explosão – Isabella, você não é uma assassina!

— Minha? Por quê? Eu não a obriguei a matar ninguém. – o moreno de olhos azuis retrucou se levantando com tudo e quase derrubando a cadeira no chão.

— Ah pelo amor de Deus, parem com isso! – disse irritada e eles pararam com a pequena discussão – Não fiquem falando como se eu não estivesse aqui ou nem ao menos tivesse escolha e consciência de minhas ações.

[...]

— Bella, eu posso perguntar algo? – estranhei Elena ficar tímida comigo e acenei concordando.

— O ataque de animal... Aquilo foi você?

— Sim. – suspirei alto e irritada novamente, parece que todos tiraram o dia para me perturbar – Por favor não me venha pertubar com esse assunto. É completamente irritante e inútil.

— Pretende fazer isso de novo? – dei de ombros – Mas são pessoas inocentes! Não posso deixar que você as machuque.

— Você não pode fazer nada contra mim. – apertei seu pescoço com uma mão e rosnei irritada enquanto a mesma me encarava assustada – Não irei te machucar, o Stefan ficaria louco e eu teria que escutar mais sermões em minha cabeça.

— Mas Bella...

— Ninguém é inocente, Elena. Todos têm culpa, seja ela em pequena ou grande escala, no fim nada pode mudar isso.

[...]

— Por que resolveu descontar seus problemas em cima dos outros? Principalmente em cima de mim?

— Você não me conhece, não ouse falar comigo assim desse jeito. – rosnei e joguei um copo de whisky na parede.

— Não é porque ainda não se lembra de mim que significa que não me conheça e vice e versa. – Hoseok, o homem/vampiro asiático alto, lindo e com os cabelos ruivos me encarava com uma incrível calma.

— Me relembre de como nos conhecemos, Hoseok. – estreitei os olhos em sua direção e ele não apareceu se abalar com o meu olhar.

— Em uma de suas “vidas” ou como queira chamar isso o que a Katherine te fez passar com o feitiço, você foi parar em Seul, na Coréia do Sul e teimosa como sempre se colocou no meu caminho.

— Continue. – pedi quando vi pequenos flashs de memórias, como por exemplo eu entrando num bordel vermelho com um letreiro da mesma cor. – Ainda fico surpresa em saber como seu inglês é bom.

— Obrigado. Eu sentia que tinha algo de errado com você, já que tinha uma baixa em meu território, ainda mais quando veio para a América sem se despedir e logo em seguida os ataques pararem. Sim, depois que eu quase a matei, nós viramos amigos. Só fui entender seu rolo com a outra vampira quando a encontrei em Seattle e você não me reconheceu, estava esperando o melhor momento para aparecer. E acho que é agora.