Notas iniciais
Olá leitores! ^^ Desde já quero agradecer à Klariza, por os seus comentários, acompanhar a história e ter me dado uns conselhos Obrigada Klariza, este capítulo é dedicado a ti.

– Aconteça o que acontecer não levantes a cabeça Harmony! — Ouvi o Owen dizer, enquanto ele conduzia ainda a alta velocidade, eu estava com os olhos fechados cheia de medo, quando decidi abrir os olhos e olhei para a frente e vi o semáforo à nossa frente e ele estava vermelho.

– Owen, para! O sinal está vermelho! — Disse olhando para ele em completo pânico.

– Agora não posso parar, temos que passar o sinal! — Disse-me sério enquanto aumentava a velocidade.

Por reflexo fechei os olhos à espera que o carro fosse bater em algum outro carro, mas tudo o que ouvi foi apenas buzinas e nada de batidas, abri os olhos e vi que tínhamos passado o sinal sem qualquer tipo de acidentes, e suspirei de alívio, eu nem acredito que ainda estou viva!

Vi que o Owen já não conduzia com tanta velocidade e eu levantei a cabeça.

– Conseguimos os despistar — Disse ele sério, como se aquilo que tinha acontecido foi a coisa mais normal que podia ter acontecido na sua vida.

– Tu quase nos matas-te! — Disse furiosa para ele.

Sem duvida foi a experiência mais assustadora que passei em toda a minha vida!

– Harmony, tira no bolso do meu casaco o meu telemóvel e procura nos contactos ''Richard: Chefe'' — Disse ele sem olhar para mim e eu suspirei e acabei por fazer o que ele disse e lhe dei o telemóvel que já estava a chamar o Richard. — Chefe, acabamos de ser seguidos por um carro vermelho, mas consegui os despistar — Como é que ele consegue estar tão calmo e sério depois do que aconteceu — Sim, a cliente está a salvo... Sim... Tudo bem, chefe! — E ele desligou o telemóvel — Hoje não poderás ir trabalhar.

– Desculpa!? — Não, isso não pode estar a acontecer eu preciso de trabalhar, preciso de dinheiro para viver!? — Só podes estar a brincar...

– Harmony, eu não estou a brincar, o assunto é muito sério, nunca se sabe onde poderás ser atacada, até podes ser atacada em casa e no trabalho é muito mais provável onde possas ser atacada! — Disse ele pela primeira vez desviando o olhar na estrada e a olhar para mim sério, não sei porque mas só agora é que vi que ele até é atraente, mas muito arrogante!

Suspirei e não disse mais nada, apenas desviei o olhar e comecei a olhar para a janela ao meu lado que se mostrava ser mais interessante.

– Bom, neste caso preciso que me leves ao shopping... — Disse olhando para ele, já que tenho a manhã livre vou aproveitar.

– Para quê? — Perguntou ele, enquanto olhava para a estrada.

– Preciso de comprar materiais para fazer as roupas para uma peça de teatro, preciso de termina-las esta semana — Disse para ele e ouvi ele suspirar e virar o carro para uma esquina.

– Tudo bem, mas não podemos demorar muito.

Pouco tempo depois, chegamos ao shopping e entramos dentro dele, o Owen sempre ao meu lado olhando para todo o lado, ele diz que é para ter a certeza que não havia perigos o que eu acho um exagero.

Entramos para dentro de uma loja cheia de tecidos, onde o homem da caixa que conheço já faz algum tempo me sorriu e eu acabei por sorrir, estive a ver uns tecidos muito concentrada, até que ouço o Owen suspirar, olhei para ele confusa, enquanto ele me olhava com reprovação.

– O que se passa Owen?

– És demasiado distraída... — Disse ele e senti como tivesse levado uma facada mesmo em cheio no coração

– O q-que queres dizer com isso? — Perguntei confusa, enquanto agarrava num tecido azul, e ele voltou a suspirar.

– Sabes perfeitamente que tu estás em perigo, olha bem, vês o homem da caixa? — Perguntou enquanto eu olhava para o homem.

– Sim, o que é que tem? — Perguntei confusa.

– Repara bem nos músculos que ele têm ele pode perfeitamente ser cinturão negro em karaté — Disse ele me olhando sério enquanto eu pegava noutro tecido desta vez amarelo e olhava para ele surpresa — E aquele homem, com as mãos dentro dos bolsos? — Disse enquanto via um homem a olhar para um tecido com as mãos dentro dos bolsos — Ele pode muito bem ter uma pistola nos bolsos.

– Uma pistola!? — Perguntei sem conseguir acreditar nisso.

– Sim, uma pistola, quando vais para lugares assim, deves ter o máximo de cuidado com as pessoas à tua volta, nunca se sabe onde o perigo pode acontecer. — Disse ele sério, mas depois começou a sorrir o que eu estranhei pois ainda não o tinha visto a sorrir- Até os teus amigos podem ser perigosos — Disse enquanto ria e eu olhei para ele séria.

– Isso não têm piada Owen! — Disse enquanto nos aproximávamos da caixa e pagava os tecidos que comprei e saímos da loja.

– Já compras-te tudo o que precisavas?

– Não ainda falta comprar botões e algumas linhas — Disse enquanto agarrava em dois sacos pesados e cheios de tecido, enquanto ele olhava para o relógio que tinha no pulso.

– Não podes fazer mais compras, já são uma e meia, temos que ir almoçar e ir à escola — Disse ele, enquanto aproximávamos das escadas rolantes que nos iam levar lá para baixo, os meus dedos já doíam de tão pesados que os sacos estavam — Dá-me os sacos. — Olhei para ele que estava sério, enquanto estendia umas das suas mãos, mas porque que ele está ser simpático agora?

– Não é necessário, eu consigo levar os sacos.

– Não sejas teimosa e dá-me os sacos — Disse ele me dando um sorriso arrogante e eu acabei por suspirar e lhe dar os sacos para a única mão que ele estendia. — Isso mesmo, linda menina!

Qual linda menina, qual quê! Ele está a tratar-me como se eu fosse um animal!

– Segura o meu braço — Disse ele sério para mim.

– Para quê? — Perguntei olhando desconfiada para ele, quando já tínhamos chegado ao piso de baixo.

– Não vez que este lugar está cheio de gente? — Pergunta de uma maneira rude e eu acabei por suspirar e segurar o braço dele, nós ainda estávamos longe da saída quando de repente o alarme dos incêndios toca — Raios, logo agora!? — Disse ele zangado enquanto ouvia as pessoas a gritar e a correrem de um lado para o outro.

Sem me dar conta senti umas mãos a me pegarem em estilo de noiva e eu acabei por dar um grito um tanto surpresa, olhei para quem me tinha pego e vi o Owen a olhar sério para mim, o que me fez corar um pouco, raios porque que estou a corar!?

– Temos de sair daqui o mais rápido possível — Disse ele, olhando para mim confusa — O que se passa contigo? Tens febre?

– N-N-Não, eu só estou com calor! — Disse enquanto olhava para outro lado nervosa.

Mas o que se passa comigo?

Pouco tempo depois o Owen colocou-me no chão e me deu os sacos, nós já estávamos na entrada e ele ajudava os polícias que tinham chegado a tirar as pessoas de dentro do shopping e eu sempre ao lado dele, até que...

– Oh não, o meu filho?! Onde está o meu filho?! — Olhei e vi uma senhora se aproximar perto de nós desesperada.

– A senhora perdeu uma criança? — Perguntou o Owen ao meu lado.

– Sim, f-foi tão de repente, ele segurava a minha mão e depois deixei de o sentir! Oh, por favor me ajudem!! — Disse a mulher desesperada e eu olhei para os policias que pareciam que não sabiam o que fazer.

– Owen, por favor vais buscar a criança! — Disse para ele, enquanto ele olhava para mim um pouco triste.

– Eu não posso, o meu dever é estar aqui e proteger-te... -Disse ele para mim e comecei a ficar desesperada.

– Owen, eu já sou uma mulher adulta, tu tens que salvar aquela criança, por favor! — Disse olhando para ele um pouco chateada

Ele ficou uns segundos calado a olhar para mim, até que desviou a cabeça para o lado e disse um sonoro ''Nem acredito que vou fazer isto...'' e deu-me o telemóvel dele.

– Se algo acontecer e eu não conseguir voltar telefona ao Richard ou ao Saymon!

– Sim senhor! — Disse sorrindo um pouco mais aliviada e ele retribui o sorriso enquanto que olhava para a senhora ao meu lado.

– Pode me descrever e dizer o nome do seu filho?

– Claro, ele usa uma camisa laranja, com um boné na cabeça e ele se chama Darwin! — Disse a senhora um pouco nervosa.

– Certo, Harmony não saías de perto dos policias! — Depois de ele me ter dito isto ele entra a correr para dentro do shopping.

Passado algum tempo o Owen ainda não tinha voltado e eu estava a começar a ficar preocupada.

– Oh não, e se eles não voltarem? — Disse aquela senhora assustada o que me fez assustar também só de pensar em não ver o Owen.

– Não diga isso! O Owen sabe o que faz, ele irá trazer o seu filho de volta! — Olhei para a entrada do shopping à espera de que o Owen voltasse com o menino, quando ele sai a correr do shopping e de mão dada com a pequena criança. — Owen! — Gritei feliz de ver que ele estava bem.

– Vês Darwin, eu disse que a tua mãe andava à tua procura! — Disse o Owen um pouco vermelho enquanto olhava para a criança que correu para os braços da mãe que chorava de alivio.

Eu via essa cena à minha frente e estava feliz por ela e pelo o menino, o Owen foi para o meu lado e dei-lhe o telemóvel dele, até que um policia se aproximou de nós.

– Peço imensa desculpas por o que aconteceu, a verdade é que foi um falso alarme! — Espera... O quê!?

– O que quer dizer com isso? — Disse o Owen tão surpreso quanto eu.

– Realmente pedimos desculpa, o que aconteceu foi que um senhor estava a fumar dentro de uma loja e os alarmes apitaram. — Disse o policia.

– Por causa de um cigarro? — Disse o Owen ainda surpreso.

Depois de todo o que aconteceu, voltamos para dentro do carro, coloquei os sacos nos bancos de trás, enquanto o Owen zangado murmurava coisas que eu não conseguia saber o que eram e ele parou o carro em um semáforo.

– Tudo isto e por causa de um cigarro! Que estupidez! — Diz ele ainda de mal humor enquanto eu me ria. — E tu do que estás a rir, Harmony? — Perguntou ele olhando para mim sério.

– Estou a rir do que penso. — Disse sorrindo para ele — Afinal até não és uma má pessoa Owen... — Disse rindo para ele, enquanto ele desviou o olhar e murmurou um ''tsc'', o que me fez rir mais, enquanto pensava com carinho:

''É... Afinal tenho sorte de ter o Owen como guarda-costas.''

Notas finais
Eheheheh :3 Parece que o Owen não é tão coração frio como a Harmony pensava ;) capítulo 5 postado! ^^ Então o que acharam? Gostaram? Detestaram? Digam-me o que vocês pensam e comentem! ^^