Notas iniciais
Olhem como sou linda, posto tudo rapidinho né? hahaha Então, tenho uma proposta pra vocês, se tiver bastante review, eu posto o próximo capítulo no feriado, ou seja, amanhã! :D Boa leitura!

POV Hermione

Eu não dormi bem aquela noite, minha mente e meu coração não deixavam. Enquanto um estava confuso, o outro estava disparado. O que mais me intrigava não era o beijo com Draco, mas o fato de eu ter gostado, muito.
Meu autocontrole foi grande, pois beijá-lo de novo mesmo sem entender nada, ou ter ido atrás dele quando ele me deixou no dormitório, foram coisas que me tentaram muito, mas me controlei.
Eu ainda não havia chegado a uma conclusão em relação a ele, mas era óbvio que eu gostava do novo Draco, não do antigo. Apesar de eu ainda ver o antigo ali, só menos desprezível e, qual a outra palavra? Insuportável, nojento, horrendo, digno de ódio. Mas, obviamente o que me fazia odiá-lo tanto eram seus insultos, que aparentemente sumiram. É quase a mesma coisa com ele, ele parou de me ver como sangue-ruim e eu parei de ser alvo de suas gozações. Nossos "defeitos" "sumiram", defeitos que tampavam tudo o que eu tinha de bom e o que ele tinha, mas agora que estávamos transparentes, algo novo estava acontecendo.
Esperei Gina acordar para irmos juntas ao salão principal tomar café da manhã. Quando ela levantou, me levantei num pulo, indo fazer minha higiene matinal e vestir o uniforme.
Quando chegamos e nos sentamos, Gina já começou com seu interrogatório.

— Me conte TUDO, sem pular qualquer detalhe.

— OK — gargalhei. — Nós passeamos um tempo pelo castelo, no escuro, e, resumindo, ele trombou na parede eu me trombei nele, e quando ficamos colados um no outro, ele me beijou.

— Eu-não-acredito! — Gina estava com a boca aberta — Mas, Hermione, Draco?!

— Gina, ele mudou. É estranho, eu sei. Mas acredite em mim, se ele ainda fosse a mesma coisa não acha que eu estaria o mais longe dele possível?

— Sim mas, ainda sim é difícil acreditar. — Ela olhou para cima antes de continuar — Ah, olhe ele ali — Disse Gina olhando para a porta do salão principal.

Me virei e o vi, ele ia em direção a sua mesa, estava sozinho e com seu cabelo loiro bagunçado e a camisa um pouco aberta em cima. Ele sempre foi lindo assim? Ele se sentou e começou a comer, logo depois uns amigos dele chegaram e ficaram conversando.

— Bonito ele é, não posso negar — Disse Gina o olhando junto comigo.

— Bonito? — eu disse ironicamente, porque infelizmente ele é bem mais que isso. Que droga!

Terminei de comer e olhei o horário, a primeira aula era Porções, Gina que agora era do mesmo ano que eu foi junto comigo. Chegamos e nos sentamos em dupla, já que as cadeiras eram em duplas. Logo, Slughorn chegou.

— Bom dia, turma! Podem desfazer as duplas, esse ano a Sra. McGonagall decidiu que devem ser duplas de casas diferentes. Então, se reorganizem. — Disse ele de forma indiferente.

Gina fez dupla com Luna e eu fiz com Drake, seu amigo. Abrimos o livro de Estudos Avançados no Preparo de Poções Vol.2 e Horácio começou a dar a teoria da porção da página. Eu já havia lido a metade daquele livro, então nada que ele falava era novo.

— Nessa mistura, diferente de muitas, há um líquido básico que não se pode ser acrescentado, se não gera uma explosão e queima tudo o que tocar. Qual líquido é esse?

— Água pura — Eu disse, indiferente.

— Isso mesmo Sra. Granger — Horácio sorriu

Continuou sua explicação e logo depois fomos para a prática. Preparávamos uma porção mortal, um veneno. Seguindo as instruções com muito cuidado, coloquei os ingredientes e enquanto eu fazia, praticamente sozinha, explicava a Drake, que agradecia repetidamente por eu estar fazendo. Acabei por terminar primeiro que todo mundo, e Horácio veio olhar minha porção, abrindo um sorriso enorme que fiquei com medo de sua boca rasgar.

— 10 pontos para Grifinória e Corvinal, por preparar uma porção perfeita em tão pouco tempo. Parabéns Srta. Granger, parece que vai continuar no meu grupo secreto – ele deu uma piscadinha.

As aulas do dia se passaram e finalmente chegou a aula que eu esperava ansiosamente, Defesa contra a arte das trevas, em que Sonserina participava.
Cheguei e me sentei, numa mesa sozinha, já que Sonserina não tinha chegado e não podia sentar com ninguém da Grifinória.
Peguei meu livro e o abri, o foleando, até que o lugar vazio ao meu lado foi preenchido, por um menino alto, loiro e sorridente.

— Posso ser sua dupla, senhorita Granger?

— Que escolha tenho? Você é o único da Sonserina que não tem nojo de sentar do meu lado, agora. — revirei os olhos.

— Acredite, até as pessoas da Sonserina querem sentar com você, Sra. salvadora do mundo bruxo. — ele disse abrindo a mochila e tirando o livro.

Era incrível como ele aparentava tão a vontade, enquanto a pequena distância entre nós me deixava nervosa e ansiosa.

— Duvido muito disso — sorri.

Ele sorriu de volta e olhou em meus olhos, pousando sua mão em cima da minha, que estava em cima da mesa. Eu a girei para cima e demos as mãos. Ele sorriu mais e beijou meu rosto.

— Parece que essa nova regra foi feita pra mim, nunca me senti tão feliz com uma regra. — disse ele

— A única vantagem que vi nessa regra foi na aula de Defesa contra as artes das trevas.

— Calma, não vai ser só essa aula que vamos ficar juntos.

— Bom dia turma, eu sou Matthew Andreone. O novo professor de Defesa contra a arte das trevas. Sou um auror, gostaria que abrissem o livro na página 23 e leiam os feitiços da página — disse o novo professor, que vestia uma capa preta e tinha um rosto com algumas cicatrizes, com expressão severa.

Abrimos o livro e começamos a ler, até que ouvi um sussurro dizendo "eu não acredito!". Quando olhei era Rony me olhando e olhando para Draco. Por favor, não faça um escândalo Rony, pensei.

— Hermione! — Rony sussurrou lá da mesa dele pra mim — o que é isso? — ele disse fazendo um gesto com a mão demonstrando que não estava entendendo.

Eu não o respondi, simplesmente voltei minha atenção para o livro.

— Agora vamos praticar! — disse o professor. — Levantem-se e fiquem de frente para sua dupla, tente o acertar com o feitiço da página e o outro deve usar o feitiço protetor para se defender.

A sala toda se levantou e empurrou as cadeiras, era uma sala grande. "Você primeiro" disse Draco. Apontei minha varinha para ele e na hora que fui pronunciar o feitiço, Draco foi jogado para o outro lado da sala. Quando olhei para o lado, Rony estava com a varinha apontada pra ele, e logo ouvi Harry gritando "Expelliarmus " e Rony ficou sem varinha.
Corri para Draco e fui ver se ele estava bem, quando o alcancei, vi seus olhos cheios de ódio, Draco se levantou e disse "estou bem, mas o Weasley eu não te garanto".

— Não, Draco! Não faça nada, por favor! — Pedi segurando o seu braço.

Ele parou, olhou para a minha mão o segurando e pensou, uma, duas, três vezes.

— Por você eu não vou. Dessa vez.— ele disse depois de um tempo, ainda encarando Rony.

— O que está acontecendo aqui? — Chegou o professor, praticamente gritando — Eu disse para atacarem sua dupla, menos 5 pontos para Grifinória. — disse o professor.

A aula continuou normalmente depois que Harry acalmou Rony, treinamos o feitiço e depois a aula acabou. Draco me acompanhou até a porta, mas foi barrado por Rony o empurrando para longe de mim.

— O que você fez com ela, doninha? Jogou uma merda de maldição pra ela ficar perto de você?

— Cala a boca Weasley, deixei passar aquela vez, quer ser azarado agora?

— Azarado por você? Você é um bosta! Quantas vezes eu te salvei esse ano e quantas vezes você tentou fazer alguma coisa comigo e não conseguiu? Comensal da morte patético.

— Para Ronald! — eu disse, com o tom de voz alto — Por favor, para!

— E você Hermione, o que está acontecendo? Porque tá andando com ele? Te defendi esses anos todos atoa, pra você vir e puxar o saco dele depois que o "senhor" dele morreu?

Eu estava sem palavras, não havia como explicar ali que Draco havia mudado, Rony ia rir de mim. Me mantive calada.

— Fala, Hermione! — ele gritou — Você vai me trocar por isso? — ele olhou para Draco de cima a baixo com nojo

— Ninguém te suporta, Weasley, quem ia querer você? Traidor de sangue! — disse Draco.

— Draco! — Eu o repreendi.

— Eu sou traidor de sangue, é? Mas a menina que você está apaixonadinho é "sangue-ruim".

— Não a considero assim mais, eu pedi desculpas por tudo. Ela me perdoou, e eu vou sim te substituir.

— Pediu desculpas? Você quase a matou uma vez! Você vai perdoá-lo, Hermione? Você é mesmo tão idiota?

Eu olhava incrédula para os dois, mesmo sabendo que foi sem intenção de me machucar, Rony se referiu a mim como sangue-ruim e Draco já achava que me tinha. Eu simplesmente sai dali, deixei que se matassem.
Fui para o dormitório e entrei no banho, esfriei minha cabeça. Deitei na minha cama e fui pegar um livro na escrivaninha, quando vi um papel em cima, olhei e era o horário da monitoria. E agora eu iria monitorar o castelo a noite. Não acredito, pensei. Não quero ver Draco, não quero ver ninguém.
Logo depois me levantei, me arrumei e nem fui jantar. Esperei todo mundo chegar e desci, Draco me esperava na porta do dormitório.

— Boa noite. — ele disse olhando para o chão

Eu não o respondi, apenas segui em frente, com ele ao meu lado.

— Está com raiva de mim?

— Olha Draco, — não me contive — não sei o que está passando na sua cabeça, mas o fato de você ter me beijado e nós darmos as mãos hoje não significa nada...

— Eu sei Hermione, sei mesmo. Eu disse isso porque estava com raiva e queria ferir o Weasley.

— Precisa entender que se quer andar comigo vai ter que aguentar Rony, até ele acostumar com a ideia que somos amigos agora, não só ele mas outras pessoas também vão comentar.

— Eu sei Hermione, mas ele me atacou e... — ele se calou — tudo bem.

— Obrigada.

Ficamos andando pelos corredores escuros, o bom de ser monitora era que podíamos ir para todos os cantos do castelo, até sair dele, só precisávamos ficar atentos para ver se não víssemos algum aluno fora da cama.

— Vamos nos jardins? — disse Draco.

— Pode ser. — eu disse, meio desanimada.

Saímos do castelo e fomos aos jardins, mesmo escuro lá era lindo, sentamos na beira de um fonte e Draco pegou minha mão, fazendo carinho nela.

— Eu tinha esperança de nunca mais ter que te pedir desculpas de alguma coisa — ele disse olhando para o chão, desapontado — me desculpa, Hermione.

— Está tudo bem, só não entre na do Rony. Ele vai acabar se acostumando — eu forcei um sorriso.

— Hermione, eu posso fazer uma coisa que estou com vontade de fazer desde quando acordei?

— O que? — Eu disse desconfiada.

Então, percebi o que era, Draco colocou sua mão gelada em meu rosto e o acariciou, depois desceu até minha nuca, me fazendo arrepiar. Ele olhou em meus olhos, que no escuro brilhavam intensamente, aqueles cinzas elétricos sempre me assustavam e me prendiam. Ele se aproximou lentamente sem tirar os olhos dos meus e senti aquela sensação de novo, senti seus lábios gelados tocarem os meus, senti paz, nos beijamos intensamente. Seu beijo ardente e profundo, me fazendo estremecer. Sua boca era o paraíso e eu nunca mais queria deixar de beijá-la. Pousei minha mão em sua nuca e ele desceu a sua para minha cintura, me aproximando mais dele, estávamos colados um no outro.
Cada distância que existia entre nós me incomodava, eu queria me colar nele, sentir seu corpo gelado no meu e sonhava que esse beijo nunca acabasse.
Ficamos nos beijando por um longo tempo, eu não me cansava e ele parecia que também não. Eu o desejava intensamente, o beijo começou a ser pouco para mim e pra ele, ele mordia seus lábios e apertava meu cabelo. Até que algo nos interrompeu.

— São monitores para ficarem se agarrando? — Disse uma garota de Lufa-Lufa, a outra monitora, e tinha uma menina sorridente da Corvinal do seu lado, também monitora.
Constrangida, eu me separei de Malfoy, e Malfoy encarou as meninas, as intimidando. Até que elas foram embora.

— Psiu... — ele sussurrou em meu ouvido.

Eu me virei e ele me olhava com ternura, carinho. Ainda não tinha me acostumado com o novo Draco. Eu sorri pra ele e ele sorriu de volta.

— Sei que você está indecisa, mas eu quero muito você Hermione. É difícil de acreditar, eu sei. Mas eu quero, muito — ele deu um sorriso torto

— Está me pedindo em namoro sr. Malfoy?

— Bom, — ele parou e pensou um pouco — se essa for a condição de ter você...sim!

POV Draco

Ela não entendeu muito bem, e eu achei bom, pois não queria assustá-la. Mas o que eu quis dizer não foi um querer fútil assim, como um namoro, queria ela comigo pra sempre, toda pra mim. Mas se a maneira dela ser minha agora era me namorando, estava ótimo.

— Não precisa me responder agora, está tudo bem. Só não deixe de me beijar — sorri pra ela.

Ela sorriu de volta. Ela era tão linda, seus cabelos cacheados, sua boca pequena e vermelha, seus olhos castanhos me deixavam intimidado de uma maneira que nenhuma menina nunca deixou, ela não era como as outras, era corajosa, determinada, inteligente. Não conseguia imaginar nenhuma menina que superava Hermione, era estava acima de todas em milhões de aspectos. Eu sempre a vi como a sabe-tudo chata, sangue-ruim e sem sal, como eu perdi tempo da minha vida com essas percepções ridículas. Acho que eram máscaras que eu usava para guardar a atração que sempre tive por ela.
Eu a abracei e coloquei sua cabeça em meu peito, apoiando meu queixo em sua cabeça e sentindo o cheiro do seu cabelo que tanto me encantava. Ter ela em meus braços era tão bom, queria poder protegê-la de tudo, mesmo sabendo que no passado ela era protegida contra mim pelo Weasley, e isso me doía.

Como eu fui manipulado, até por mim mesmo, a odiá-la porque sabia que ela nunca seria aceita em minha família e ciclo social. Seria ridículo um Malfoy apaixonado por uma filha de trouxas, e eu acreditava nisso tão fielmente que me enganei todos os dias ao olhar para ela.

Notas finais
C-O-M-E-N-T-E-M