My New Everything - Dramione
11 Love u
Notas iniciais
POV Draco
Na manhã seguinte acordei e Hermione não estava mais na cama, me levantei e fiz minha higiene matinal, descendo para o andar de baixo logo depois.
Eu sentia falta de casa, de tudo estar bem e da época em que eram apenas eu, meu pai e minha mãe ali, sem comensais. Depois de um longo tempo eu estava finalmente me sentindo feliz de novo, e no fundo eu sabia que por parte era meus pais estarem bem, mas principalmente Hermione ainda estar comigo, coisa que eu duvidava um dia atrás.
Hermione me mostrava muitas coisas que, pra mim, há um tempo não tinham importância, coisas que me faltavam como princípio, e coisas que eu havia começado a dar algum valor depois que minhas percepções mudaram. Ela me mostrava carinho, fidelidade, proteção, amizade e amor. Ela era como uma salvação pra mim, em muitos sentidos. Hermione estava sempre ali, me salvando.
Eu a encontrei na cozinha, junto a minha mãe preparando o café da manhã. Fiquei em alerta, essa aproximação poderia dar muito errado.
— Dia.
— Bom dia! – disseram as duas em couro e depois se olhando, constrangidas.
— Como está meu pai?
— Está se recuperando, ainda acho melhor ele ficar na cama.
Fui até Hermione e a abracei, e ela me abraçou de volta apertado. Continuei abraçado com ela, enquanto acariciava seu cabelo e apertava sua cabeça contra meu peito.
— Draco, precisamos conversar – disse minha mãe.
— Pode falar – eu a olhei.
— Sei que está preocupado. Mas você precisa voltar a Hogwarts, e não estou te pedindo, isso é uma ordem.
— Não vou conseguir ir sem saber que meu pai está bem.
— Não, Draco. Estamos protegidos aqui, o ministério não nos procura a meses e Rodolfo irá nos ajudar. Iremos colocar feitiços de proteção em volta da mansão e tudo ficará bem. Manteremos contato.
Eu simplesmente odiava quando alguém me dava ordens, sendo senti uma pontada de irritação. Mas vi o desespero nos olhos dela, ela estava preocupada com meu pai, mas também comigo.
— Tudo bem, eu posso ir só...
— Acho melhor não – ela disse olhando pro chão – seu pai não está em condições de despedidas.
Eu não discuti, fiquei calado. Eu queria ficar, cuidar deles, mas era como se estar com meus pais fosse proibido. Constantemente o ministério e aurores me procuram para saber do paradeiro dos meus pais e eu sempre preciso dizer que não sei, que não tenho contato com eles.
Draco, vá para a nossa casa próxima aos arredores de Hogwarts, mande uma carta para minerva para que ela os traga de volta. Quanto mais cedo voltarem melhor.
Eu fui até ela e a abracei forte, ela me abraçou e acariciou minha cabeça, beijando meu rosto logo depois. Olhou em meus olhos e saíram lágrimas, depois ela apenas disse "se cuide". Peguei a mão de Hermione e antes de desaparatarmos Hermione me deu a mão e minha mãe apenas me olhou com ternura, olhando depois para Hermione e dizendo "obrigada por tudo" e minha visão mudou.
X
— Graças a Merlin vocês estão bem! – ouvi a voz de MCGonagall quando ela nos trouxe de volta para Hogwarts após receber a nossa carta.
POV Hermione
Era um alívio estar ali de novo, com Draco. Quando vi McGonagall me alegrei, e soltei a mão de Draco.
— Srta Granger, se não se importa eu gostaria de conversar com você, a sós. – disse McGonagall imediatamente.
Draco me olhou e forçou um sorriso, saindo da sala e dizendo "vou te esperar na porta" e eu consenti com a cabeça.
Me sentei na cadeira e McGonagall não me perguntou nada sobre a procura por Draco ou porque demoramos a voltar, o que foi um alívio.
— O que eu tenho pra te falar não tem a ver com o que você e Draco fizeram nesses últimos dias – ela me olhou confiante, como se já soubesse o que era – Só quero que saiba que estou feliz, por você e Draco estarem se dando tão bem.
— Por que? – perguntei curiosa e confusa, porque ela seria a única.
— Bom, por muitos motivos – ela sorriu. – Fiquei com medo de Draco sofrer em Hogwarts, já que havia se juntado ao lado das trevas. Ele veio pessoalmente me pedir para estudar aqui e eu deixei, sabendo que desde o começo ele fora forçado a ser comensal e foi uma pobre criatura manipulada desde a infância pelos pais.
Eu apenas consentia com a cabeça.
— Sabe, Srta Granger, esse ano eu mudei as regras porque sei que a rixa entre as casas desde o começo dos tempos é o que vem formando as trevas nessa escola – seu sorriso sumiu – se não houvessem rixas entre sangues puros e trouxas, nunca haveria Voldemort ou todo esse ódio. Você e Draco são uma prova que ainda há esperança, há esperança entre as casas, entre a rixa de sangues. Vocês estão sendo uma recompensa da minha troca de regras, e espero que num futuro próximo possamos viver em paz.
— Eu imaginava que era por esse motivo a mudança das regras, você é muito sábia, professora. – sorri – é um exemplo pra mim. E espero que você consiga mudar as coisas.
— Você é que é um exemplo pra mim, Granger, um exemplo pra todos nós. Filha de trouxas e vem salvando o mundo bruxo e conquistando alguém como Draco Malfoy – ela sorriu – está liberada.
Me levantei e sorri pra ela, depois fui em direção a porta, descendo as escadas e encontrando Draco me esperando.
Fomos em direção ao salão principal para comermos alguma coisa, quando chegamos ele estava cheio e todos os olhos se voltaram pra nós.
Harry, Gina e Rony vieram em minha direção me abraçando e perguntando repetidamente se eu estava bem. Eu estranhei o fato de Rony também estar ali, preocupado, mas logo depois seu olhar de preocupado mudou, enchendo de fúria.
— O que você fez com ela, Malfoy? Pra onde a levou? – disse ele berrando.
— Me deixe em paz, Weasley – disse Draco saindo e indo em direção a mesa da Sonserina. No caminho, Draco foi levantado pelo tornozelo ficando de cabeça pra baixo. Olhei para Rony e sua varinha estava apontada pra ele, de novo não, pensei.
— Rony, pare pelo amor de Merlin, ele não fez nada – supliquei.
Ouvi no fundo uma voz feminina dizendo "Liberacorpus" e quando olhei era Pansy, tinha anulado o feitiço em Draco e ele vinha em direção a Rony com a varinha na mão.
— Everte Statium! – disse Rony mais uma vez e Draco rodou no ar, caindo em cima da mesa e quebrando vários copos.
Ele se levantou de novo, como se nada tivesse acontecido, apenas estava com os olhos presos em Rony.
— Expelliarmus! – disse Rony de novo, mas dessa vez não conseguiu atingir o feitiço, pois Draco disse instantaneamente "Protego".
— É melhor parar, Weasley, quando eu chegar ai não vou te atingir por esses feitiços bobos – disse Draco.
Todas as pessoas no salão não estavam mais sentadas, estavam todos em pé assustados. Eu estava em choque e quando fui atrás deles Gina me segurou, dizendo que era perigoso, o que me deixou confusa, chegando a pensar que Gina queria isso, queria que Rony machucasse Draco.
Rony abriu a boca para conjurar um feitiço, mas Draco foi mais rápido dizendo "Sectumsempra" e Rony caiu no chão, com a blusa começando a ficar vermelha de sangue. Vi, rápidamente, como um relance Draco olhando para Harry e dando um sorriso macabro.
Nessa hora Harry estuporou Draco, que caiu no chão desacordado. Corri para Rony e gritei para Harry que precisava levá-lo para a enfermaria, e ele o fez. Me voltei a Draco e ele já estava se levantando com dificuldade, e me olhou, olhou para Rony sendo levado para a enfermaria e abaixou os olhos, saindo da sala e sumindo nos corredores.
Eu me sentei no banco da mesa de Grifinória e comecei a chorar. Draco atacou Rony de uma maneira brutal e Rony não conseguia se acostumar. Eu queria um pouco de paz, queria poder ficar com Draco em paz, mas era difícil, mesmo Draco tendo mudado comigo, ele ainda tinha atitudes cruéis e era frio, como agora que saiu do salão me deixando sozinha.
— Hermione, não fique assim – disse Luna me abraçando.
Luna ficou um tempo comigo, apenas abraçada e calada, depois me levantei e decidi ir até a enfermaria ver como Rony estava. Quando cheguei, Gina estava sentada na beirada da cama dele, Harry na poltrona e Rony deitado desacordado.
— Como ele está? – eu perguntei e Gina e Harry me olharam.
— Melhor – disse Gina.
Eu parei do lado de Rony e fiquei o olhando, depois puxei uma cadeira e me sentei do lado da cama, pegando a mão dele depois.
Foi ficando tarde e ficaram apenas eu e ele ali. Eu queria ser a primeira a estar ali quando ele acordar, para explicar tudo o que aconteceu, pois eu sei que ele fez tudo aquilo para me proteger e mesmo eu achando estupidez, me preocupava com ele.
Eu havia faltado de todas as aulas do dia para ficar ali com ele, já era tarde e deviam todos estar no salão principal jantando, era o segundo dia que eu ficava sem comer o dia inteiro. Deitei minha cabeça na beirada da cama e adormeci, até ser acordada pela mão de Rony, acariciando minha cabeça.
— O que está fazendo aqui? – ele falava baixo.
— Precisava conversar com você, e ver como estava – eu forcei um sorriso pra ele.
Ele forçou um sorriso de volta, tentando mudar a posição e murmurando, parecia sentir dor.
— Me desculpa Rony, fazer todas essas coisas sem te explicar. Eu simplesmente sumi da sua vida e sei que foi errado – ele apenas me olhou, calado.
— Sabe, você é muito especial pra mim – continuei – E eu te amo, de verdade, mas infelizmente nosso namoro não deu certo, mas você é meu amigo, você e Harry sempre foram tudo pra mim.
— Não parece que somos tudo pra você, parece que Draco é o seu novo tudo.
— Eu sei, eu errei. Prometo dar mais satisfações pra você e Harry, mas em relação a Draco, nós realmente estamos juntos e – eu o olhei – acho que o amo.
Rony abaixou os olhos quando me ouviu, e depois voltou os olhos.
— Não vou mais me intrometer entre vocês dois. Eu entendo, vou seguir minha vida, sinto muito por ter te perdido. Mas saiba que sempre estarei aqui, te esperando.
Aquilo me doeu muito, queria poder gritar pra ele me esquecer, queria poder encontrar uma menina que fizesse Rony feliz, mas eu apenas consenti com a cabeça e o abracei.
— Vá dormir, eu também vou, estou cansado. Só te peço uma coisa, Hermione – ele me olhou sério – fique com Draco o tanto que quiser, mas tome cuidado e nos coloque a par de tudo, ok? Eu não confio nele.
— Ok. – sorri pra ele e sai da enfermaria, indo para o dormitório. Encontrando Draco na porta me esperando.
Ele me fitou, sério. Eu não me intimidei em seu olhar dessa vez, o encarei de volta e ele veio em minha direção, me abraçando. Eu não o abracei de volta, apenas fiquei parada.
Depois de um tempo ele me soltou, me olhou e acariciou meu rosto com os dedos, me olhando nos olhos e eu entendia, entendia o que seu olhar demonstrava, ele estava arrependido. Ambos sabíamos que o silêncio era melhor, e que o olhar dele falou muito mais que qualquer palavra.
Eu já havia o perdoado, mas estava chateada, queria que tudo fosse diferente, mas era impossível exigir que alguém mudasse tanto de um dia para o outro.
POV Draco
Fiquei o dia todo no dormitório até ser chamado por McGonagall, que me presenteou com uma detenção. Quando sai de lá eu sabia que precisava ver Hermione, precisava pedir desculpas, mesmo não querendo.
Eu estava com medo, medo dela não me perdoar e me deixar. O que eu fiz foi errado, mas incontrolável. Às vezes ela exige demais de mim, espera que eu seja azarado em público e não faça nada. Mas eu sabia que não havia necessidade no "Sectumsempra". Eu também sabia que precisaria mudar para ficar com ela, precisava ser menos frio e orgulhoso, e só assim eu não a faria sofrer e cuidaria dela de verdade. Porque todo esse tempo se alguém cuidou de alguém, foi Hermione de mim.
Naquela hora abraçado com ela eu tinha medo de soltá-la e nunca mais conseguir prendê-la em meus braços. Mas sabia que precisava me desculpar, apesar de não ter palavras pra isso. Eu apenas a olhei, e ela me olhou de volta compreensiva. Quando eu a olhei, me senti confuso, era como se Hermione fosse meu mundo e eu precisava dela pra sempre, quando eu a via, não via apenas uma menina linda de cabelos selvagens e olhos meigos, via A menina. A menina pra mim, A que eu quero, A que eu preciso, e aí que eu vi que Hermione era A que eu amo.
— Eu te amo – era como se eu tivesse soltado algo que estava preso em meu peito.
Quando eu disse isso, ela se surpreendeu, e sorriu pra mim abaixando os olhos e depois voltando a me encarar, corada.
— Você sabe que eu também te amo.
Quando ela disse isso eu senti uma paz tão grande que a abracei, aliviado. Nunca me senti tão bem em ver que o sentimento era recíproco. Era tão bom ouvir um "eu te amo também" da primeira menina que eu digo "eu te amo"
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