Notas iniciais
Oiii, eu sei que eu sumi, mas foi pq tive pouquíssimos comentários no outro cap e eu super desanimei, mas sei que isso não é justificativa e que é injusto com quem comentou, então mil perdões ♥ Comentem pfvr

POV Hermione

Eu nem sequer sabia porque tinha desaparatado para lá depois da discussão com Draco, mas me encontrei na porta da Toca com a respiração acelerada, então percebendo que já estavam todos em seus quartos prontos para dormir, mandei um patrono para o quarto de George, e ele apareceu na janela logo depois olhando curioso, o que me fez rir.

– Eu também prefiro patronos do que pedrinhas, eles são bem mais românticos! — ele disse sussurrando da janela antes de descer.

Assim que abriu a porta eu vi que ele estava com roupa de dormir, com uma calça larga de moletom e uma camiseta, me senti culpada por estar incomodando mas ele sorria de orelha a orelha. Só que seu sorriso foi sumindo quando ele olhou bem para o meu rosto, levando uma mão até meu olho e limpando uma lagrima que escapara antes de desaparatar.

– Vamos entrar, ta frio aqui fora. — ele pegou minha mão.

– Não, George. — olhei para o chão, eu queria tentar me livrar de todas as coisas que me faziam parar no tempo, inclusive aquela casa, se eu entrasse ali eu tinha medo de não sair mais.

Ele me olhou confuso e então concordou com a cabeça, perguntando logo depois se queria uma companhia para voltar para "casa" e eu concordei, ele trocou de roupa rapidamente e desaparatamos para o Caldeirão Furado, mas ele não parou na escada para despedir, continuou subindo comigo até meu quarto e entrou, sem cerimônia alguma, sorrindo de lado quando viu as flores em cima do criado dentro de um vaso d'agua. Então eu me sentei na cama, com a cabeça baixa e ele se sentou do meu lado, mas eu vi que por consideração ou por que me conhecia muito, não perguntou o que tinha acontecido. Foi então quando ele pegou sua varinha e encostou a ponta na minha cabeça, na parte lateral um pouco em cima da orelha, e pediu sussurrando que eu imaginasse meu quarto na casa dos meus pais, e eu o fiz. Logo depois ele puxou uma linha azul com a varinha, olhou para o quarto em volta e fez um feitiço silencioso com aquela lembrança, e aos poucos o quarto do caldeirão foi sumindo, e o que tomou conta foi o meu quarto, na casa dos meus pais. Estava tudo exatamente como era, a parede branca, a escrivaninha cheia de livros, alguns posters do F.A.L.E, fotos minhas com meus pais, com Harry e Rony, com Gina e Luna e naquela hora eu me senti leve, como se um peso havia saído das minhas costas, e George me abraçou.

– Hermione — ele disse depois de um tempo — me deixa cuidar de você, por favor.

– George, eu preciso...

– Todo mundo precisa de alguém! Até você, sabia? — ele olhava em meus olhos, seus olhos verdes como sempre eram cheios de carinho.

– Eu sei, mas...

– Mas nada, olhe pra mim. — ele disse puxando meu queixo. E eu olhei, no fundo dos seus olhos.

– Eu te amo, sei que é difícil de acreditar já que tem pouco tempo que temos uma relação diferente, — ele não tirava os olhos dos meus, eu olhava bem pra cima por causa de sua altura — mas eu amo, e quero o seu bem.

Eu não sabia o que dizer, já que eu o amava também, mas de forma diferente, como um amigo. Mesmo que ainda me sentisse muito atraída por ele, pelo seu carinho e pelo seu cuidado comigo.

– Não estou pedindo uma chance nem nada, — ele se adiantou — só quero que me de espaço pra estar perto de você, quem sabe um dia você não resolva.

Eu sabia que esse "resolva" se referia a Draco ou ele, e eu odiava isso.

– Não tem o que resolver, Draco está com outra pessoa. — eu disse olhando para baixo

George franziu as sobrancelhas e me olhou confuso, dizendo logo depois "tem certeza?" e eu respondi que sim com a cabeça. Ele não pareceu convencido, mas não perguntou sobre o assunto, apenas fez carinho no meu rosto enquanto me olhava profundamente, para o fundo da minha alma.

– Pode ficar aqui comigo essa noite? — eu disse baixinho, sem graça.

Ele não me respondeu, apenas deu um sorriso torto e beijou minha bochecha. George sempre me tocava muito, sempre fazia um carinho, ou olhava de forma diferente, ele era tão diferente de Draco. Eu sabia que nunca amaria George como Draco, mas o que faltava nele, eu encontrava em George e isso acabava comigo. O ruivo era tão carinhoso, calmo e paciente, ele me deitou na cama, cobriu e fez com que um sofá aparecesse no meio do quarto, se deitando nele e dizendo que qualquer coisa que eu precisasse, ele estaria ali. Naquela noite eu sonhei com Draco, sonhei que estava entrando em um corredor escuro que tinha quatro portas, uma delas estava aberta e lá pousava no chão apenas uma corôa e uma vassoura, mais nada. Continuei andando no corredor e abri a próxima porta, lá não havia nada, apenas uma escrivaninha com muitos papeis, panfletos que continham diversas fotos minhas, anunciando que eu seria a nova Ministra da Magia, mas parecia frio e sem vida, portanto saí e segui em frente. Logo depois na próxima porta haviam duas crianças ruivas rindo e brincando enquanto subiam umas escadas tortas, numa loja que eu podia jurar que era a Geminialidades Weasley, então curiosa com a próxima porta, fui até a última e me assustei quando abri e encontrei Draco, caído no chão, frio e sem vida, o que me fez correr até ele e o sacudir desesperada. Para meu alívio ele abriu os olhos, mas estava mais frio que o normal e seu olhar era de profundo terror quando me viu, foi então que antes de acordar, ele gritou que eu havia o deixado, um grito que me fez acordar aterrorizada.

x

Uma, duas semanas se passaram e eu apenas trabalhava, graças a Merlin o trabalho tinha suas "aventuras" e assim eu saía do tédio. Mas no dia-a-dia, as únicas coisas que tiveram de diferente, foi o lindo convite que recebi no Caldeirão Furado, trazido por uma coruja branca, um convite de casamento, de Harry e Gina. Naquele mesmo dia eu corri para a Toca para botar pra fora a felicidade que sentira, abracei os dois o mais apertado que pude e os xinguei, querendo saber o porquê de não terem me contato antes.

– Por que sabíamos que você viria correndo, e assim poderíamos fazer mais uma surpresa! — disse Gina sorridente.

– Mais uma? É possível isso?

Eles apenas sorriram e se olharam, me olhando logo depois e então a mão de Harry foi para a barriga de Gina e acariciou, o que demorou para que eu caísse na real, mas quando eu caí, quase gritei. Pulei em cima dos dois e os abracei apertado, fazia tempos que eu não ficava tão alegre e acabei passando o dia ali, botando o papo em dia e amando a nova notícia. Mas além disso, mais nada aconteceu, George tem me ajudado a não ficar tão triste, ele me visitava alguns dias na semana e me contava sobre sua nova vida agitada, ele estava abrindo outra loja, portanto estava muito ocupado e ansioso, já que seria a terceira e dessa vez fora de Londres.

– Eu queria poder te ajudar, mas tenho estado muito ocupada no trabalho também. — eu disse num dos dias que ele me visitara.

– Eu sei disso Mione, e vou sentir sua falta. — ele disse triste, de verdade — Mas semana que vem, na sexta quando eu voltar, venho direto pra cá te ver ok? — ele disse sacudindo as chaves do quarto que eu havia dado para ele.

Eu apenas concordei e sorri. Ele iria viajar durante uma semana para ajudar a organizar tudo para a inauguração da loja, Rony também estava ajudando, e assim não ficava tudo pra ele. Meu coração estava doendo, já que ver e conversar com ele tem me ajudado a não enlouquecer por causa do Draco, então essa ultima semana seria preocupante. O que me preocupava também era que eu precisaria ir sexta até o St Mungus pegar a nova dose do meu remédio com a medibruxa que cuidou de mim, e eu não sabia como seria se eu o visse já que a saudade mal cabia dentro do meu peito, assim como a raiva. Por isso eu fui cedo, esperando que ele trabalhasse mais tarde, então peguei meu remédio rapidamente, mas não dei tanta sorte na saída, já que o vi chegando no hospital. E bom, eu nunca o vira tão bonito antes.
Ele sempre foi lindo, isso não posso negar, mas vê-lo de jaleco, super bem arrumado, todo de branco com aqueles olhos e o cabelo destacando, foi de suspirar. Eu simplesmente parei quando o vi. Eu estava no segundo andar e ele no primeiro, e o que nos separava era apenas uma escada que ligava os dois andares, mas antes que ele subisse, uma mulher alta e loira chegou correndo até ele e o puxou pelo braço, o levando para o fundo do hospital, parecia apressada. Bom, a questão é que quando achamos que as coisas estão ruins, elas sempre tendem a piorar, e era esse o resumo da minha vida.
Eu achava que ele estava sofrendo, que estava precisando de mim ou sequer pensando em mim, isso é egoísta, eu sei, mas depois de ve-lo com uma aparência tão boa, e ainda com outra mulher, que bom, não sei estavam juntos, mas ele estava sozinho agora, podia ser de qualquer uma, me fez ficar simplesmente acabada. Eu não sabia o que fazer, minha vida estava uma bagunça e eu só estava fazendo escolhas precipitadas. Eu terminei com Draco, disse que estava com George, tenho feito o George cuidar de mim, me visitar como se fosse sua obrigação, sendo que eu nunca precisei de tal coisa. Ainda estou morando no Caldeirão Furado, minha vida estava definhando e eu estava totalmente e completamente sozinha.
A questão é que eu estava sentindo vergonha da minha vulnerabilidade, eu não podia vê-lo, ou vê-lo com outra pessoa que isso já acabava comigo. Eu estava prendendo a vida de George, já que não decidia se o queria ou não, mesmo que eu sempre soubesse que não, só não tinha coragem de dizer, pois tudo o que ele tem feito por mim estava segurando todas as minhas tristezas e frustrações, e eu sentia que sem ele eu iria desabar de vez. Assim que o vi eu saí correndo dali e fui trabalhar, como sempre esquecendo o mundo dentro daquele escritório, mas quando eu saí, toda a dor estava voltando. Antes que eu fosse para casa, Kingsley me presenteou com um Champanhe, me parabenizando pelo primeiro mês de trabalho, que segundo ele, fora o melhor de todos os outros secretários sênior. Entretanto aquele champanhe foi meu poço, já que eu caí e mergulhei nele quando cheguei no meu quarto do Caldeirão Furado, eu nunca havia bebido tanto assim.
Eu senti tudo o que juntara todos esses dias e meses naquele momento, uma angústia enorme invadia meu peito que chegava até a doer, e a cada fincada eu bebia um gole daquilo, como se fosse a ajudar a passar. Eu não sabia mais o que fazer, eu tava me sentindo mais perdida do que nunca.

– Hermione? — era a voz de George, mas eu não tinha certeza se era mesmo ele ou eu estava muito tonta. — O que você está fazendo no chão?

Na hora eu tentei levantar, mas o salto alto impediu meu equilíbrio e eu caí de novo, me lembrando que esse fora o motivo que me fizera cair da primeira vez. Hora de passar mais vergonha Granger! Assim que ele me levantou como uma criança e foi ligando os pontos, como eu caída + garrafa de bebida na mão + minha tontura, ele fechou a cara e tomou aquilo da minha mão, me fazendo sentar na cama.

– Hermione, por que você está bebendo assim? Nunca te vi sequer beber! — Ele disse baixinho, sentado do meu lado.

– Está tudo errado George, tá tudo uma merda! Eu sinto falta de quando estava tudo equilibrado, eu tinha Hogwarts, tinha meus amigos, e tinha...tinha ele.

– Até bêbada você precisa ser racional assim? — ele riu. — Está tudo caminhando Mione, calma, vai tudo melhorar.

– Não sei, não.

– Você tomou seu remédio hoje?

– Eu sou uma idiota, sempre achei que fosse forte, durona e independente. Mas agora eu vejo a merda que sou de verdade, sempre dependendo das pessoas, de tud... — na hora eu não pude terminar o que tinha para dizer, corri para o banheiro e coloquei tudo para dentro do vaso, me perguntando como consegui andar em linha reta até o banheiro. George correu junto e me ajudou, segurando meu cabelo e me dando uma apoio moral, dizendo "isso, bota tudo pra fora". O que me fez rir.

– Droga Hermione, você vomitou em você toda! — dizia ele rindo de mim, mas eu mal conseguia o ver já que estava tudo girando. — Posso te dar um banho? Você vai melhorar, e prometo que não vou olhar nada, ok?

Eu apenas concordei, já que eu confiava demais nele. Ele me ajudou a levantar e a tirar a roupa, fiquei apenas de calcinha e sutiã e eu vi que ele não olhava, mantinha os olhos focados no meu rosto, o que me fez sentir agradecida. Ele me guiou até o chuveiro e o ligou, sem antes dobrar as mangas da blusa social que ele usava, e assim a água que caiu na minha cabeça me fez melhorar instantaneamente, era como se eu tivesse voltado a raciocinar direito, mas as coisas ainda estavam girando. George pegou minha mão e colocou o sabonete nela, então colocou minha mão no meu corpo e começou a guia-la, de uma forma que ele me lavasse mas que não encostasse em mim. Ele estava sorrindo, olhando para mim que olhava para minha mão me ensaboando. Ele era tão diferente.

– O que foi? — ele disse rindo, eu estava o admirando a muito tempo com um sorriso. Mas eu disse "nada" e continuei o olhando.

Depois de me ensaboar, ele pegou o shampoo e passou no meu cabelo, ensaboando com cuidado e carinho. Aos poucos ele foi levando a mão até meu rosto para tirar as espumas que caíam nele, mas numa hora específica ele parou e me olhou, quando encontrou meus olhos. Ficamos nos olhando por longos segundos, e eu não sei o que realmente aconteceu, não sei se era a bebida ou alguma outra coisa, mas num piscar de olhos sua boca estava na minha e nós nos beijávamos devagar, debaixo do chuveiro. Devagar eu fui indo para trás e me encostei na parede, o que fez George vir para frente e se molhar todo no chuveiro, mas foi como se não tivesse percebido. Estávamos tão concentrados no beijo que as coisas aconteciam despercebidas, sua mão cheia de shampoo já estava na minha cintura e a minha estava entrelaçada em seus cabelos ruivos molhados, que colavam em sua testa. Eu estava me sentindo tão vazia e sozinha todos esses dias que aquele beijo estava sendo bom pra mim, mas eu não conseguia parar de pensar em Draco, e sem querer comecei a imaginar que fosse ele ali. O gosto da sua boca era diferente e a temperatura era quente, o que me fazia entrar num colapso, pois eu pensava em Draco mas tudo era totalmente diferente dele, e mesmo diferente, estava bom. Ele me tocava devagar mas cada toque me fazia arrepiar, então seus beijos foram até meu pescoço. Fiquei com os olhos fechados já que tudo estava girando ainda, mas eu me concentrava em cada toque seu, me concentrava tanto que não estava nem ouvindo nada, apenas sentindo. Seus beijos foram descendo até meu ombro, então ele abaixou a alça do meu sutiã e beijou aquele lugar, descendo depois até meu peito descoberto, depois minha barriga, umbigo mas aí eu o parei, eu estava confusa e tinha medo de deixar ele confuso também. A questão era que eu estava perdendo os sentidos, literalmente, e eu não sabia se era a bebida ou aquele momento, mas eu já não ouvia nem via mais nada e minhas pernas começaram a ficar bambas, foi quando comecei a sentir uma dor enorme, como aquele dia que me lembrei de Draco, e em questão de segundos eu já estava caída no chão e não sabia o que estava acontecendo. A não ser quando lembrei que naquele dia, eu havia deixado de tomar meu remédio.

Notas finais
Gente, não sei vocês, mas é assim que eu imagino o George https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/7d/20/f8/7d20f86629907ed708631bb01dca226a.jpg COMENTEM