Notas iniciais
Gente, primeiramente queria agradecer a Fermata, que fez uma recomendação perfeita e queria dedicar esse capítulo para você linda, leio sua recomendação todos os dias KKKK Boa leitura para vocês, e comentem!!!

POV Hermione

Era Draco, ele estava dentro na sala comunal, sentado na poltrona. Meu coração batia rapido e eu prendi a respiração, será que ele vira tudo?

— Estava indo atras de você.

— Para?

— Contar uma coisa.

— Vá em frente.

Eu me sentei na pontrona em sua frente, e ele estava com as pernas abertas e costas encostada na poltrona, com uma má postura.

— Você viu?

Ele respirou fundo e se inclinou pra frente, apoiando o cotovelo na perna, parecia querer chorar após ouvir aquelas palavras.

— Não — ele disse baixo, sem me olhar — apenas vi ele subindo.

— Ele me beijou — eu disse devagar, o observando.

Ele cerrou os punhos, mas não disse nada, apenas me olhou e esperou.

— Eu não retribuí, foi um selinho, mas também não o afastei — eu abaixei a cabeça, as lagrimas começaram a descer — depois o mandei embora.

— Você gostou?

— Não Draco! — o olhei assustada — Eu amo você! Só que eu não consegui xinga-lo ou o empurrar, não sei por quê — eu tentava me controlar — eu não sinto nada por ele, não mais, agora é apenas um carinho entende? Ele fora o primeiro menino que me notou e agora ele quer algo de novo, mas eu nunca dei esperanças pra isso.

Ele não dizia nada, apenas me ouvia calado, com a expressão aborrecida e confusa.

— Eu não esperava nada disso, e Draco, acredite, eu não sinto nada por ele! Ele é passado, você é meu presente!

— É só que — ele olhou para o lado — mesmo que isso tudo me deixe muito puto, eu ainda acho que — ele respirou fundo — ele te merece mais do que eu.

Eu arregalei os olhos e o repreendi.

— Draco, pelo amor de Deus! Eu não quero discutir isso, você me merece, eu amo você e se nada nos separou até agora, não é isso que vai! Eu só estou te contando porque não acho justo esconder isso de você, mas não estou em dúvidas de nada.

— Hermione, eu sou só problema — ele dizia olhando para todos os lugares, menos pra mim.

— Draco, eu esperava tudo de você, menos isso! — eu me levantei — Você é tudo pra mim, ok? E sim, NÓS temos problemas, mas nada que não resolva isso! Aliás, já está resolvido, ele sabe que tenho namorado e eu deixei claro que não quero nada!

Ele se levantou também rapidamente, irritado.

— Então porque você não o afastou? — agora eu via Draco de verdade.

— Eu não sei, eu...

— Se tivesse sido um beijo de língua? — ele falava alto.

— Eu sei que errei nisso, mas eu fiquei sem reação! — eu disse alto também — Não me julgue por favor.

— Você quer que eu pense o que droga? Você não o afastou! — ele começara a se descontrolar.

— Mas Draco eu...

— O que você quer que eu pense? Vocês ficaram um bom tempo lá sozinhos, eu não subi por que tive medo do que poderia ver, tipo vocês dois naquela cama sua! — ele dizia com dificuldade, como se fosse difícil até pronunciar aquelas palavras.

— O que? — gritei — Acha mesmo que aconteceria alguma coisa ali? — tirei minha varinha do bolso.

— Calma Hermione — ele olhou assustado pra minha mão.

— O que você pensa que eu sou? — eu gritava — Depois de tudo o que eu passei por você, você tem coragem de falar isso pra mim?

— Hermione — ele colocava as mãos em sua frente, em modo de defesa — calma.

— Some daqui Draco, e nem precisa ir amanha no baile, sinta-se sem par! — sai andando forte para o dormitório — E não me siga, se não você vai ter o que reclamar de mim!

POV Draco

Sim, eu havia tirado ela do sério dessa vez. Mas da mesma forma que eu vi que ela estava confusa com isso tudo, eu estava mais ainda. Era uma mistura de ódio, medo, proteção e ok, admito, um pouco de ciumes. Tudo estava acontecendo rápido demais, começara desde ela em Hogsmeade perguntando dele, depois ele dando em cima dela no Luau, e sim, eu vira tudo. Eu havia sido convidado e ela não sabia, então eu tratei de ir escondido, ficando a uma pouca distancia deles, escondido atras de uma árvore. Patético, eu sei. Mas por um lado foi bom, pois eu vi que ele estava realmente interessado, e se não os tivesse seguido, não teria visto ele mudando seu rumo e seguindo Hermione.
Eu não sei o que me deu, se eu fosse da mesma forma que era antes, tinha com certeza espancado ele após ver que seguiu ela, mas eu ainda tinha dúvidas sobre o sentimento de Hermione, e queria ver realmente, onde isso tudo iria dar.
Assim que eu vi que Krum estava seguindo Hermione aquela noite eu fiquei totalmente obcecado por ele e pelos caminhos que ele fazia desde então, queria saber cada passo e cada palavra que ele trocava com Hermione.

— O que você está fazendo aqui? — era o Weasley, entrando pelo quadro.

— Nada — virei — já estou de saída.

— Já esta ultrapassando os limites de intimidade hein! — disse ele indo até seu dormitório, com um tom brincalhão na fala.

— Aconteceu alguma coisa? — era a Weasley, e ela parecia preocupada.

— Aconteceu. — eu disse já saindo, sem a olhar.

Assim que dei as costas pra ela, ouvi ela subindo correndo no dormitório, provavelmente preocupada com Hermione.

Eu nunca me achara o bastante pra Hermione, e sempre tive medo de ela me deixar um dia por algo ou alguém melhor, e Krum poderia ser a pessoa perfeita pra isso. A questão é que mesmo que ela não demonstrasse interesse, eu descontava nela, e me sentia mal por isso. Eu ia devagar até as masmorras, no escuro, pensando nisso.

— Você acha que engana quem? — disse uma voz no escuro, e pelo sotaque, era Krum.

Eu apenas me virei para ele, calado, esperando que ele terminasse o que queria falar.

— Depois que me seguiu a primeira vez, e foi idiota de contar, eu estou prestando bastante atenção em você, Drake Malfoy.

— Primeiramente, é Draco — eu me aproximei dele — e eu não estou querendo enganar ninguém, só quero saber o que você quer com a minha namorada.

Ele não se surpreendeu, já devia ter suposto que eu era o namorado dela, e isso não mudara nada pra ele. Ele era grande, mas nada que eu não aguentasse, minha vontade não era sacar a varinha e azara-lo, na verdade, eu queria encher a cara dele de soco.

— Por pouco tempo, — ele sorriu — até porquê, o que rolou no quarto é a prova disso.

— O que? O selinho não retribuído? — dei uma pequena gargalhada.

— Foi isso que ela te contou? — ele riu da minha cara — Pode ter cerrteza que rolou MUITO mais que isso.

Nessa hora eu não aguentei, instantaneamente minha mão foi até o pescoço de Krum e com força eu o encostei na parede. Ele não demonstrou medo ou surpresa, apenas riu e não tirou minha mão do seu pescoço.

— A verrdade doi né? — disse tranquilamente — Como o fato de que Hermione não deixaria de ficarr comigo por um qualquerr um como você.

Eu apenas apertei mais o seu pescoço, e ele começara a se incomodar, levando a mão até a minha e me empurrando pra longe dele. Dei alguns passos para tras por causa de sua força e fechei os punhos para o que pudesse vir a seguir.

— Olha Krum, eu fui bonzinho com você até agora — apontei o dedo na cara dele — mas na próxima, você vai se arrepender.

Ele apenas sorriu, queria me irritar.

— Se você chegar perto dela, pode ter Hermione, Minerva, Kingsley, qualquer pessoa perto, eu vou acabar com você! — me aproximei dele, olhando em seus olhos — ela é MINHA, entendeu?

Ele continuou sorrindo.

— É melhor você desistir — sorri — se não, não terá essa carinha linda mais pra aparecer em público jogando quadribol — dei uns leves tapas na sua cara.

Então ele se irritou, e pareceu querer dar alguns passos em minha direção, mas se controlou e apenas disse:

— Sinto muito Drake, eu vou lutarr por ela — ele concluiu — e ninguém vai me impedir — ele começou a sair — nem que eu tenha que sumirr com a pessoa.

Eu o deixei ir, não tinha o que falar ou fazer, já que eu não podia mata-lo. Ou podia? Será que um cara seguir sua namorada, beijar ela, e ainda te ameaçar não é permitido ser assassinado? Que pena que não.
Assim que cheguei na sala comunal, me sentei na poltrona em frente á lareira e fiquei a observando, enquanto pensava em tudo o que ele havia dito. "Sumir com a pessoa", depois dessa eu precisaria ficar atendo, ele estava disposto a tudo por ela.

x

Passei aquela noite totalmente em claro, pois toda vez que eu dormia, eu sonhava merda com Hermione e Krum, e isso já estava me irritando. Era o dia do baile, Hermione não me mandara ir, mas seria a oportunidade perfeita para Krum, até porquê, eu nunca a deixaria sozinha lá, com ou sem Krum.
No café da manhã — que acontecera na sala precisa, já que o salão principal estava preparado para o baile — eu não vi a Hermione em lugar nenhum, e vi Krum na mesa dos convidados a procurando também, o que estava fazendo minha mão formigar e a varinha no meu bolso parecia gritar para que eu a pegasse. Ele era o cara mais folgado e sem noção que eu já conheci, e quem ele pensa que é pra me desafiar desse jeito, como ele não tem nem um pingo de medo de mim? Naquela mesma hora eu fiz questão de dobrar toda a minha blusa, fazendo uma manga curta, o que eu não costumava fazer por causa da marca negra, e foi exatamente por isso que eu dobrei agora. Isso pode intimida-lo.
Antes de nos liberar para atividades livres, Minerva disse que o baile seria ás 19 horas, e agora, o que eu ficaria fazendo até lá?
Então tive uma ideia, mas antes de por em pratica, passei na mesa da grifinória e falei com Potter, um pouco sem graça.

— Vai fazer o que agora? — eu disse sem olhar em seus olhos.

— Não sei, porquê? — ele estava confuso.

— Que tal um jogo?

Ele apenas sorriu e se levantou logo depois, chamando o Weasley e a Weasley, que negou dizendo que tinha muita coisa para arrumar.
Quando chegamos lá, parece que não fomos os únicos a pensar nisso. George, Angelina e infelizmente, Krum, estavam com as vassouras na mão, preparando para voar.

— Sabia que vocês viriam! — disse o Weasley gêmeo.

— Vamos separar o time! — disse Harry — Eu, George, Ron e Angelina, Malfoy e Krum.

— Eu não fico no time dele — eu disse sem olhar pra nenhum deles, apenas deixando meu recado.

— Dele que... — o Potter se interrompeu — Ah ok, então eu, Malfoy e Ron e Angelina, George e Krum — e assim todos concordaram.

— Ele te enganou? — disse o Weasley no ar ao meu lado e ao de Potter, falando com ele — O problema dele não é o Krum, ele só quer ser do nosso time pra ganhar.

Eu apenas gargalhei sarcasticamente pra ele, fazendo ele e Potter gargalhar. E logo depois o jogo começou. Era minha oportunidade de tentar fazer o Krum morrer por acidente, ou só se machucar mesmo.
Eu fiquei como artilheiro e infelizmente Krum era apanhador, mas eu teria oportunidade de chegar perto dele. Em cima estava o Potter e Krum, procurando o pomo através de olhares. Embaixo, George estava com o goles indo em direção aos aros, onde o Weasley defendia. Enquanto isso, Angelina defendia o outro aro, do time de Krum, e eu voava atras de George para impedi-lo. Ele voava rápido, mas eu consegui alcança-lo, então ele demonstrou sua habilidade com ziguizagues, brincando totalmente com a minha cara, se balançando sem medo algum. Então num deslize, voei para o seu lado e num ziguizague ele trombou em mim, fazendo o goles escapar da sua mão, que logo foi pego por mim quando voei em sua direção. Instantaneamente, fui em direção á Angelina e fingi atacar no gole direito, o que a fez defende-lo, mas logo depois mirei o esquerdo, fazendo o primeiro ponto do jogo.

— Nada mal Doninha! — gritou o Weasley do outro lado do campo.

Dessa vez, George ao envés de prosseguir, voltou e entregou o gole para Angelina, que sorriu pra ele — de uma forma bem carinhosa — e veio até mim, voando rápido sem desvencilhar. Ela vinha muito rápido, e ameaçava trombar de frente em mim, tentando me intimidar, mas eu não saia do meio do campo, esperando que ela viesse. Então ela chegando perto, quase trombando, o que me fez até fechar um pouco os olhos, mudou seu rumo, virando bruscamente a direita, com seu plano falho. Então aproveitando sua desorientação, peguei o goles de sua mão e fui em direção aos aros, e no meu caminho vi Krum e Potter correndo atras do pomo, o que me deu uma grande ideia. Então mirei no aro do meio, certinho — para que ninguém dissesse que eu tinha outros planos — esperando na hora que Krum passasse ali, e acertasse sua cabeça em cheio, e eu o fiz. Assim que arremessei, pareceu que o tempo correu em câmera lenta, eu vi o gole indo devagar até o aro, mas antes do aro havia um Krum e sua cabeça gigante, sendo atingida em cheio pelo Goles, o fazendo cair na hora, atingindo o chão. O que me fez arrepender um pouquinho, ele poderia ter morrido.

— Meu Deus — disse angelina, que como estava voando atras de mim, parou do meu lado na hora — Se eu não te conhecesse diria que foi de propósito — disse ironicamente.

— Não foi de propósito. — eu disse sem querer convence-la de verdade.

George foi o primeiro a descer, e quando vi que ele mexia em Krum, e ele não dava nem sinal de vida, todos descemos para ver o que havia acontecido. O que aconteceu foi que a cabeça de Krum estava com um lindo galo roxo misturado com vermelho bem no canto da testa, o que me fez sentir orgulhoso de mim mesmo.

— Está respirando? — eu disse pouco interessado.

— Graças a Merlin, sim — disse George — Boa mira Malfoy.

— Não foi de propósito! — eu disse já indignado.

— Tá. — disse Potter saindo de trás de mim e avaliando Krum — Conta outra agora.

Foi assim que acabei com toda a diversão, George, Angelina e Potter levaram Krum para a enfermaria, e eu só fiquei com meu melhor amigo, o Weasley.

— Obrigado cara — ele pegou no meu ombro — Eu queria fazer isso desde o 4 ano.

Eu não respondi, não ia ficar falando que não era de proposito varias vezes, acreditava quem quisesse.

— Por que não fez? — eu o olhei.

Íamos andando até o castelo, devagar.

— Por que a Hermione gostava dele — ele disse devagar — e eu não entendia exatamente o porque o odiava tanto.

Eu apenas ri. De uma certa forma, nós dois já havíamos aceitado que amávamos a mesma pessoa, que ela me escolhera, mas que já fora dele um dia. Era confuso, mas já não era um problema mais. Nós não nos dávamos totalmente certo ainda, eu ainda tinha vontades de bater nele, como eu sabia que ele também tinha, mas a gente se suportava.
Nos separamos após chegarmos nas primeiras escadas, ele subiu e eu desci, indo para nossos dormitórios. Assim que entrei, estava uma confusão, haviam umas oito garotas da sonserina, sentadas no chão, com maquiagens espalhadas e uma maquiando a outra.

— Precisa mesmo disso aqui na sala? — eu disse irritado.

— No dormitório não tem espaço Draquinho — disse uma ruiva que me olhava com um sorriso. Por quê elas sempre tinham que demonstrar totalmente o interesse? Revirei os olhos e subi.

Me sentei na minha cama e comecei a tirar o tênis de quadribol, a capa e a blusa.

— Então discutindo ali quem vai ser seu par no baile — disse Ethan, subindo as escadas do dormitório.

— Como assim? — eu disse confuso, não sabem da Hermione?

— Acho que elas acham que você não vai com a sangue... Hermione! — ele quase gritou se corrigindo, me olhando assustado.

— De onde elas tiraram isso? — ignorei.

— Já está todo mundo sabendo da briga de vocês — era Pansy, odiava quando ela invadia o dormitório masculino — Então até discutindo quem vai ser o pai do bebê agora.

— Até hoje essa história de bebê? — eu disse irritado — E quem disse que não iremos juntos mais?

— Krum disse para as garotas que iria com Hermione e que ela disse que não iria mais com você, então imaginamos que vocês não irão juntos.

Aquele Krum estava me dando nos nervos, o que me consolava era lembrar da segunda cabeça que eu havia causado nele, espero que ele acorde sem se lembrar até de quem é. Então me levantei irritado e gritei para Pansy descer, não aguentava olhar mais para a cara dela, e ela desceu reclamando. Então antes de ela descer totalmente, eu disse:

— E avisa pra essas putas que eu vou com a Hermione! — espero que todas tenham ouvido.

Ethan estava sorrindo, vendo minha irritação. Então para tentar passar o tempo, eu escrevi uma carta para meus pais, contando sobre minhas notas e como tudo estava, eu havia esquecido totalmente deles.

x


Estava na hora de ir, eu havia me arrumado junto com Ethan, mas fui separado por ele quando encontrou seu par na sala comunal, indo na frente. No caminho, eu pensei em Krum, e decidi passar na enfermaria para ver se ele ainda estava lá, e se ele seria ou não um problema essa noite. Enquanto eu andava no corredor escuro, cheguei na enfermaria e entrei, olhando para todas as camas e não encontrando ninguém, nem sinal de Krum. Então assim que virei, puto, dei de cara com ele na porta da enfermaria, em pé, com a testa roxa.

— Achou que irria se livrarr de mim assim? — ele sorriu — Accio varinha!

Minha varinha que estava no bolso, foi parar na mão dele, então eu me desesperei, indo na direção dele para impedi-lo. Então foi simples, ele pronunciou "Estupefaça", e antes que eu terminasse de ver um raio vermelho saindo de sua varinha, fui lançado longe e adormeci.

Notas finais
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