My New Everything - Dramione
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Notas iniciais
POV Hermione
Segui Draco por vários corredores, mantendo distância. Ele não se preocupava com os corredores, não olhava para o lado ou vigiava, apenas seguia seu caminho. Ele subiu até o sétimo andar. Até que ele parou em frente uma parede em branco e ela se transformou, em seguida ele entrou e eu fiquei ali no canto, olhando. Se eu entrasse agora ele me veria, mas eu poderia perder a sala, mas quando me dei conta ela já havia sumido, então eu corri passando por ela, mas nada aconteceu.
Minutos, horas se passaram e nada, eu estava quase desistindo sentada no chão em frente a parede de cabeça baixa, pensando numa maneira de fazer a sala aparecer. Cansada e triste, deixei uma lágrima escapar e instantaneamente a sala surgiu e eu levantei num pulo, indo até ela e abrindo a porta rapidamente.
Quando entrei, não vi nada que eu esperava, pois eu esperava morcegos, portais escuros como buracos negros, monstros e Draco entre tudo, rindo com uma cara maligna. Mas não, o encontrei sentado no chão com dois caldeirões ao seu lado, um transbordando uma poção marrom esverdeada e a outra ele misturava, com cor vermelha. Haviam também vários livros em sua volta, alguns em seu colo e papeis rasgados e amassados no chão próximo a ele. A sala havia sido mobiliada com vários ingredientes, haviam estantes e estantes cheias de frascos com ingredientes de todos os tipos. Quando eu entrei ele não me viu, mas quando dei o primeiro passo ele olhou, com os olhos arregalados.
— O que – gaguejou – o que você está fazendo aqui? – ele disse se levantando, tampando os caldeirões.
— O que é isso? – olhei para os caldeirões, provavelmente corada como ele.
— Nada, Hermione.
Quando me inclinei para olhar o que havia no caldeirão, parecia poção polissuco, corri até os livros e não fui impedida por ele, que apenas me olhava incrédulo. Nos livros ensinava como criar um portal, como o outro que eu pegara, remexi nas folhas e a ficha caiu, Draco queria ir para Azkaban, tirar o pai de lá.
— É o que eu estou pensando?
— Hermione... eu... é só que...
— Você tem noção do que está se metendo? – eu o interrompi – Acha que conseguiria entrar dentro da cela do seu pai, provavelmente com outra identidade – apontei para a poção polissuco – e o tiraria dali, fácil assim?
— Como você...? – ele se assustou.
— Não é obvio? – eu o interrompi de novo – Perdeu o juízo, só pode! – murmurei começando a andar pela sala com a mão na testa.
— Pode, por favor, tentar ficar fora disso? Tem mesmo que se meter em tudo? – ele começara a ficar furioso.
— Quando você vai crescer? Entender que as coisas acontecem mesmo, as consequências vêm e você tem que deixar de ser filhinho de papai? – parei e o fitei – Eu entendo que queira que seu pai saia de lá, mas se prejudicar dessa maneira é loucura! Você provavelmente não conseguiria sair de lá e seria preso.
Ele revirou os olhos e colocou a mão na nuca, suspirando.
— Você não entende.
— Tem certeza? Não lembra de que eu tive chance de usar magia negra para voltar a memória dos meus pais? Qual foi minha escolha?
Ele apenas abaixou a cabeça, passando o peso de uma perna para a outra. E eu fiquei o fitando, esperando ele falar alguma coisa.
— Pode me deixar tomar minhas decisões sozinho? – ele me olhou – Só por que sabe de tudo, não significa que pode entrar aqui assim, falar e fazer o que quiser! – disse ele olhando em meus olhos.
— Eu só quero te ajudar! – eu disse quase gritando.
— Não, você só quer ter o controle de tudo. Eu faço o que eu quiser e fique fora disso, Hermione!
— Por que insiste em ficar sozinho? Eu posso te ajudar Draco, a superar isso, talvez você precise de mim, não pode passar por cima desse orgulho?
— Eu não quero superar! – ele gritou – Eu quero meu pai fora dali, nada pode me ajudar, só o ver fora daquela prisão!
Eu me assustei quando ele gritou, mas me recuperei e abaixei a cabeça. Suspirei alto e o olhei finalmente.
— Se desistir dessa ideia maluca, Draco, você me procura. Caso não desistir... – eu disse saindo da sala precisa sem terminar minha fala, não conseguiria dizê-la, porque só conseguia imaginar o pior.
Eu sai de lá com mil pensamentos na cabeça, nem sei como segui o caminho certo, ditei a senha e entrei na sala comunal. Quando cheguei, me deitei no sofá da sala e fiquei olhando para a lareira, chorando.
Eu estava com medo, ele era teimoso e provavelmente continuaria com o plano, e eu sabia, tinha certeza, de que ele não conseguiria, acabaria preso ou morto pelos dementadores. Eu não conseguiria conviver com isso, meu coração doía e parecia que havia um nó na minha garganta, minha respiração estava pesada e as lágrimas escapavam sozinhas.
Passei aquela noite em claro, pois toda vez que eu fechava os olhos eu via imagens de Draco sendo preso, morto ou até mesmo saindo com seu pai a salvo, mas sendo pego depois por dementadores. Minha preocupação acelerava meu coração, e eu me perguntava constantemente se Draco continuara com o plano, pois pelos meus cálculos e conhecimento da porção, ela estava quase pronta.
xx
— Hermione, o que você está fazendo aqui? – disse Harry pegando no meu braço.
Primeiramente eu não entendi o que ele estava perguntando, mas vi que ele estava se referindo sobre eu estar dormindo na sala comunal. Eu me levantei num pulo, ainda com a roupa da festa e o olhei, sorrindo forçado e depois murmurando "apaguei aqui". Já era dia, e provavelmente eles passaram por mim a noite e nem me viram.
— Vamos para Hogsmeade, quer ir?
— Hum, não da. Tenho uns deveres pra fazer.
— Tá bom, conta outra agora. – ele sorriu
Eu o olhei e vi seu rosto divertido, eu não conseguira enganá-lo, Harry me conhecia demais. Eu sorri de volta e abaixei o olhar, me lembrando da noite passada, sentindo de novo a preocupação. Draco, onde será que ele estava agora?
— O que aconteceu? – ele se sentou do meu lado.
— Nada Harry, mais tarde eu apareço em Hogsmeade, pode ser?
— Tudo bem – ele sorriu – vou te esperar – ele disse beijando minha testa e saindo em seguida.
Quando todos saíram de lá eu subi e tomei um banho, depois desci para tomar café da manhã. O salão estava cheio, mas ainda sim, nada de Draco. O procurei com os olhos em todos os cantos e depois voltei a comer, segurando choro. Meus desejos de garotinha me faziam ficar mais triste, pois eu sabia que eram impossíveis acontecer. Eu esperava que Draco aparecesse, arrependido, me beijando e dizendo que não faria mais nada de magia negra, deixaria as coisas como estão e esqueceria de tudo, voltando pra mim apenas. Mas eu sabia que Draco por ser Draco não se arrependeria, ele era orgulhoso e eu odiava e amava isso nele.
Depois de comer eu fui para o jardim que estava ensolarado, e me sentei no chão, no mesmo lugar onde Draco me pedira em casamento.
POV Draco
Eu não conseguia, simplesmente minha mente, corpo haviam travado quando Hermione saiu da sala, não consegui continuar a porção, ou o feitiço. Era o plano perfeito e eu tiraria meu pai de lá, salvando sua vida, mas quando vi o olhar de Hermione, sua decepção me travou por inteiro.
Acabei por ficar na sala, sentado no canto pensando, recapitulando minhas prioridades. Será que se eu fosse buscar meu pai e desse tudo certo, Hermione continuaria comigo? Eu não sabia continuar minha vida, continuar o meu dia a dia sabendo que meu pai estava lá, sofrendo. Eu precisava ajudá-lo, mas se isso prejudicava eu e Hermione, a história mudava.
Naquela noite eu tivera um pesadelo, dormindo ali mesmo, no chão da sala. Eu sonhara que tinha salvado meu pai, conseguimos sair de Azkaban e eu no caminho de volta para a Mansão com ele apoiado em meu braço, tudo começou a ficar frio e triste, ficou difícil de andar e parecia que tudo estava perdendo a cor, mas no mesmo segundo vi Hermione a frente, sorrindo e toda a felicidade voltou, senti um calor invadindo meu corpo e sorri, indo até ela para abraçá-la. Enquanto eu corria, fui impedido, pois ela foi levantada pelo pescoço por um dementador, que lhe deu um beijo e ela caiu no chão, sem cor e imóvel, morta. Depois olhei para trás e meu pai também jazia no chão. Eu acordei num sobressalto, com um suor frio percorrendo todo o meu corpo, me levantei e parei em frente as poções inacabadas, ainda ofegante.
Fui até a estante e apoiei meus braços nela, de olhos fechados e ofegante, estava difícil ficar em pé. Quando abri meus olhos, vi que a sala criara algo novo, tinha uma foto, do meu primeiro beijo com Hermione no corredor. Era como se a sala tivesse tirado essa memória de mim, e colocado num retrato. Na hora eu o peguei, apreciando. Então num ato rápido, raivoso e sem pensar, chutei as poções que estavam no chão, fazendo com que o caldeirão virasse e tudo se esparramasse no chão. Peguei minha varinha e apontei para os livros no chão, os fazendo pegar fogo e segurei choro. Murmurei "me perdoe", sem saber ao certo se o pedido era para meu pai ou Hermione, mas num ato precipitado meus olhos abriram, sai da sala, sabendo o que eu tinha que fazer.
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