My Neko
13 Será que a realidade será encarada?
Notas iniciais
Sayo
O choque que aquele beijo me causou foi tão grande que parecia que meu coração parou. Quando ele disse aquelas três palavras achei que não era sério, mas quando ele repentinamente me beijou... Não sei o que dizer.
Quando ele finalmente ne soltou, pude respirar melhor, mas em compensação eu estava mais vermelha que um tomate. Não sei o que deu em mim, mas acabei levantando a mão e batendo no rosto dele. Apesar de sua face estar virada devido o impacto, pude ver uma leve espressão de triteza. Eu o magoei.
– M-me desculpa! Me desculpa!
– Tudo bem...
– Não! é só que, eu... Me desculpa, mas você me deu um susto.
– Me perdoe... Se você não quiser mais me ver depois disso, eu vou entender.
– Hideki...
Eu ia dizer que não era bem assim, que eu não queria afastá-lo, mas o queria apenas como amigo, mas como eu poderia dizer isso se eu não tinha palavras para expressar isso? Acabei ficando em silêncio.
Hideki
Sou um idiota! Sou um idiota! Eu devia ter me segurado, mas o meu medo e meu desespero acabou falando mais alto, agora já era! A merda já tá feita! Tou com uma enorme vontade de sumir...
O celular da Sayo tocou e o meu também, atendemos e eram os nossos amigos nos procurando. Sayo falou que estava indo pra casa. Era melhor assim mesmo, eu já causei problemas de mais. Eu também falei que ia embora, então desliguei o meu celular.
– Bom, eu... Vou embora.
– Certo.
Não a encarei diretamente, apenas notei ela se afastando. Estou com uma vontade enorme de me enfiar num buraco e nunca mais sair de lá...
Aoni
Corri como um louco, nem sei como eu tive energia suficiente para correr de lá até a rua onde fica o apartamento da Sayo. Minha cabeça doia muito, e as imagens que eu via era pior. Eu via um humano que brincava comigo, que me fazia compania, mas este certo dia parou de me ver, simplesmente me abandonou. Não! Não! Não quero passar por isso de novo!
A dor de cabeça e a dor que eu sentia por aquilo que eu vi, Sayo e aquele humano se beijando, não permitiam eu me concentrar para mudar de forma. Não vai dar pra eu voltar assim, Shussan vai ficar louco, que droga!!
Sentei na beirada da calsada tentando aguentar a dor, mas era quase impossível. Eu sentia lágrinas saindo de meus olhos, eu simplesmente não conseguia parar de chorar. Isso dói! Dói muito!
– Hum... Deve ser tão ruim passas por isso de novo, não é? — Ouvi uma voz dizer.
Levantei minha cabeça e vi um cara que parecia ser humano, mas o cheiro dele era diferente. Seus cabelos eram pretos e seus olhos dourados. Pera, humanos não tem olhos dourados.
– Q-quem é você?
Ele rosnou e de repente apareceu uma cauda com um anel de prata na ponta e sobre sua cabeça orelhas. Ele é como eu!
– Como sempre, você nunca se lembra de mim, seu idiota!
Minha cabeça latejou de novo. Eu já o vi, já o vi antes!
– E pelo visto você ainda não consegue controlar seus poderes, se não suas caudas e orelhas não estariam visíveis.
– Por que você está aqui?
– Vou refrescar a sua memória. Eu sou o seu irmão, seu imbecil.
Irmão? Ai, minha cabeça!! Me veio mais imagens. Sim, sim, ele é meu irmão, mas por que, por que ele está falando comigo assim, com tanto ódio na voz?
– Agora é melhor você se acalmar, se não você vai destruir tudo!
– D-destruir?
– Você não vai querer lembrar disso, por hora.
Ele inclinou uma das mãos em minha direção e falou umas palavras estranhas. Parecia um japonês antigo, mas eu não conseguia compreender o siginificado. Minha dor de cabeça cessou, dai fiquei mais calmo.
– É melhor você se desapegar daquela humana. Você é apenas um bichinho pra ela, alguma hora ela vai cansas de você. Sabe muito bem como os humanos são. Eu sei que sabe.
Ele se virou e logo falou:
– Ora, ora... Eles estão vindo. É melhor você escolher rápido. Ou volta para encarar a ralidade de frente, ou some daqui.
Eu não entendi o que o meu irmão quis dizer ou por que ele estava dizendo isso.
Shussan
No meio do caminho acabei encontrando Sayo.
– Yo, nee-chan!
– Oi, Shussan, faz um bom tempo que você não me chama assim.
– O que foi?
– Nada, só quero ir pra casa.
Nada? Nem vem! Conheço essa cara!
– O que ele fez com você?
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