My Neko

11 Aproximação


Notas iniciais
Depois de um tempo sem postar (em parte por causa de DN: O Retorno de Kira) aqui está um capítulo novo!! E se alguém aqui gosta de gênero "investigação policial", deem uma olhada na minha fic "Vampire Killer" =D Quando eu terminar "Death Note: O retorno de Kira" as atividades nessa fic serão mais frequentes, mesmo assim, os que quiserem dar uma olhada, fiquem a vontade ;) Iniciando o capítulo em 3... 2... 1...

Hideki

Voltei pra minha casa e quase tive um mini ataque cardíaco quando abri a porta e Kuro estava bem atrás dela.

– Você é rápido.

– An? O quê? Tava me espionando?

– Claro, pra ter certeza de que você faria tudo direito e não iria fraquejar.

Suspirei e entrei na sala. Não sei como vou fazer Sayo se afastar daquele gato sem falar pra ela que ele é um nekomata e um assassino. Pelo o que eu vi, ela é muito apegada a aquele gato de duas caudas.

Aoni

Minha dor de cabeça cessou completamente quando Sayo me levou de volta pra casa. No petshop tava doendo um pouco ainda, apesar do veterinário ter me acalmado um pouco. Até que Shussan, apesar de não gostar de gatos, foi bom ao me levar pra lá. Parece que, apesar de tudo, ele é gentiu como Sayo-chan.

Aquilo tudo me deixou exausto. Percebi que tinha mais alguém com Sayo-chan, mas não tive energia para tentar perceber quem era.

Ao entrar no apartamento, Sayo me deixou deitado no sofá e ela falou com Shussan:

– Olha, obrigada.

– Hum?

– Por ter levado Aoni pro veterinário. Não sei o que poderia acontecer se você na tivesse feito isso.

– Hunf! Não foi nada de mais, sabia que ia me ferrar se deixasse e não fizesse nada. — disse ele dando de ombros.

Ela o abraçou. Apesar de se fazer de frio, Shussan-kun tem bom coração.

Aliás, o que era aquele fogo? Seria uma lebrança? Do que seria? E por que minha cabeça doeu tanto? Eu sei que já vi aquilo antes, em algum lugar...

Kuro

Fiquei deitado no sofá e, enquanto o humano mexia no computador, eu me distraia olhando pro meu anel, que na minha forma de gato fica preso na ponta do meu rabo e na forma humana fica no meu dedo médio da mão esquerda. Ele é um selo que impede que eu vire um nekomata.

Um bakeneko é capaz de se tranformar parcialmente ou totalmente em humano. Totalmente se souber controlar bem seus poderes, é claro. Caso contrário, não se tem sucesso aí fica num meio termo.

– An... Não sei se você sabe disso — o humano falou — mas Sayo tem um irmão.

– Hum, é mesmo?

– Sim e ele mora com ela, tem algum problema?

– Pros meus planos? Claro que não. Não precisa se preocupar com ele.

– Tem certeza?

Quantas perguntas, que irritante! O encarei e disse:

– Cuide da sua vida! Eu já disse que não!

– Tá, e qual é esse seu "plano"? Por que você não me diz?

– Por que não é da sua conta. Apenas faço do jeito que eu digo e pronto.

– Eu não sou seu empragado!

Agora já chega! Meus dentes se afiaram, minhas unhas viraram garras e minhas orelhas se transformaram em orelhas de gato. Fui pra cima dele, o joguei no chão e o arranhei na altura do seu ombro.

– Você vai fazer do jeito que eu quiser e ponto final! E se você não me obedecer ou continuar insistindo em querer saber o que pretendo, vou ter que te matar!

– Tá, irc!

O soltei então me afastei.

– Não me irrite, humano idiota. A última coisa que você vai querer fazer é irritar um youkai. Não se esqueça disso.

– Não tou fazendo nada disso por que você tá mandando. Tou fazendo por que não quero que nada de ruim aconteça com Sayo. Isso é tudo.

– Hu, se sua preocupação é a humana, então pare de fazer perguntas e siga o plano. Se aproxime dela e afaste-a do meu irmão nekomata.

Hideki

Meu ombro está doendo, o arranhão foi grande, mas não vou precisar fazer ponto ou algo do tipo. Ele quer muito que o nekomanta se afaste da Sayo, provavelmente para ele fazer alguma coisa com ele, mas o que? Só queria saber o que ele quer fazer, mesmo eu sabendo que não é da minha conta.

Bem que eu gostaria de saber também por que ele não quer me contar. "Não é da sua conta" é uma desculpa que não cola pra mim. Será que ele pretende fazer algo ediondo?

Dia seguinte — Sayo

Acordei e logo em seguida acordei meu irmão. Preparei tudo para nós e Aoni comermos, mas eu tava preocupada. Não queria sair e Aoni ter um surto de novo. Queria saber o motivo disso, com que fequência acontece... Acho que vou anotar numa agenda os dias e horários que ocorrem...

– Oie... Sayo... Você tá aérea?

– An?

Estávamos na mesma, já tomando o café da manhã. Se Shussan disse algo, eu nem ouvi.

– Desculpa, acho que um pouco.

– Tou vendo. — disse ele pegando o último pedaço do seu tamagoyaki (*omelete japonês).

– Não vou pra universidade hoje, vou ficar um pouco com Aoni.

– Hum?! Nem pensar! Você não vai!

– Aoni já passou por aquilo antes, tá legal! Eu não quero que aconteça de novo.

– Você vai largar tudo por causa desse gato?

– Você ia largar tudo por que quer ser mangaká. (Rá! Te peguei!)

– Tuche...

Shussan

Poxa! Depois dessa eu fico quieto... Mesmo assim, Sayo continuou a converça:

– Olha, só tou preocupada com ele.

– Relaxa, Sayo. E quer um motivo pra ficar feliz? Faltei aula ontem por que na sexta passada fui suspenso, então vou faltar hoje também. Na verdade, só volto a estudar segunda.

Esperando pra ela me esganar em 3... 2... 1...

– Por. Que. Você. Foi. Suspenso? — *cara assustadora

– Foi por causa de um idiota "metido a desenhista" da minha turma. Ele falou que minhas histórias poderiam ser "grande coisa", mas meus desenhos não chegam ao nível dos dele e se eu quisesse ser mangaká de verdade teria que fazer parceria com aquele filho da mãe. Resultado: Enfiei meu punho na fuça dele, ele ficou com o nariz quebrado e eu fiquei suspenso por uma semana. Aliás, a suspenção foi um dos motivos para papai e mamão me botarem pra fora.

Esperei uma reação dela que seria a última coisa que veria antes de morrer, mas ao invés disso ela riu e disse:

– Pra você ter arrebentado a cara dele com ceteza os desenhos dele devem ser uma pobresa, não é?

– Pobre é pouco! Ele só sabe fazer o mesmo estilo de desenho e na mesma pose. Daria pra fazer aqueles aplicativos de vestir boneca de tá igual que é, pra você ter ideia!

Ela riu mais ainda, mas é sério que não tou exagerando! Esse cara se acha, mas não desenha nada.

– Então se você vai ficar aqui posso ficar um pouco mais tranquila...

– Relexa, nee-chan, huhu.

Sinceramente, acho ridículo quando Sayo fica muito apegada a um bicho, mas fazer o que? É a minha irmã. Só espero que não ocorra nada sério de mais, por que não quero que Sayo fica deprimida de novo que nem ficou com o outro gato...

Alguns minutos depois, ela pegou as suas coisas e saiu. Beleza, já que vou ficar aqui mesmo vou fazer o que deixei de fazer ontem por causa do surto desse gato de duas caudas. Fui pro computador para ver Miraii Nikki (pela segunda vez) aí poucos minutos depois aquela COISA passou entre as minhas pernas. PORRA!! Odeio isso, caralho!! Vou acabar é chutando essa merda!!

Aoni

Shussan me olhou com uma cara assustadora. O que eu fiz?! Fiquei com tanto medo que corri para trás do sofá... Por que Shusan ficou irritado?

Hideki

Após alguns minutos dentro do ônibus, percebi Sayo subindo. Por um lado me animei um pouco, por outro eu tava me questionando mentamente. "O que você vai fazer? Se fizer algo errado ela não vai querer ficar perto de você!" Era isso que eu tava pensando...
Após ela escolher o seu lugar, me levantei e me aproximei dela.

– Hum, oi.

– Ah! Oi, Hideki-kun.

– Posso me sentar no seu lado?

– Hum... Pode.

Me sentei. Não sei como consigo me fazer de calmo e simpático estando tão pertubado por dentro. Além disso, a dor do arranhão que Kuro fez em mim ainda não passou. Quando mecho dói.

– Como está o seu gato?

– Ele está bem, foi só um susto.

– Que bom.

– Mesmo assim não deixo de estar um pouco preocupada, mas o meu irmão está cuidando dele.

– Hum. Não sei se entendi direito, mas, ele é sei irmão mais novo?

– Sim.

– Você ontem o chamou de nii-san aí eu achei estranho ele falar "quem me dera se eu fosse o mais velho".

– Só o chamo de nii-san por que ele é maior que eu, mas só por isso, por que pra idade dele ele é muito infantil. (*Nota: Pra quem não sabe, nii-san é "irmão mais velho")

– Hum, posso imaginar, hu hu.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, até que reparei que ela estava olhando pras minhas mãos. Droga, esqueci de colocar as ataduras que escondiam os arranhões que Kuro fez em mim no primeiro dia na minha casa...

– É... Não precisa se preocupar com isso... — falei esfregando as minhas mãos.

– Oh, desculpa, não deivia ter ficado olhando...

– Tudo bem, são só uns arranhões.

Sayo

As mãos de Hideki estavam muito arranhadas, ontem eu vi que ele estava com ataduras, provavelmente para esconder aquilo, mas por que as mãos dele estavam assim? É estranho e talvez um pouco precipitado pensar assim, mas, será que ele se corta?

Não, naquela vez que conversei com ele, Hideki não parecia alguém que tivesse muitos problemas, na verdade, ele parecia uma pessoa calma e tranquila. Normal com uma vida normal. Será que devo tentar descobrir o que é mesmo ou mudar de assunto? O problema é que eu nem sei sobre o que conversar...

– É... Foi um gato que achei na rua. — ele falou.

– An?

– Eu o tinha achado um dia tesses e tentei tirar foto dele para de repente eu descobrir quem poria ser o dono, mas ele era muito arisco e me arranhou todo, huhu.

– Ai, coitado de você, huhu.

– Outro dia ele fugiu de minha casa... Por descuido acabei esquecendo uma das janelas aberta.

– A... Que chato...

– É. Sou um desastrado, huhu.

Acabei liberando um pequeno riso. Não acho que ele seja tão desastrado, apenas não teve muita sorte. Bom, agora que sei o motivo dos arranhões, fiquei um pouco mais traquila.

Shussan

Algum tempo depois de eu ter entrado no computador, aquele gato ficou miando. Não acredito, só por que tou aqui Sayo não colocou comida pra ele? Peguei um pouco de peixe que tinha na geladeira, e deixei numa vazilha no chão, depois igunorei o animal completamente.

Olhei depois de um tempo por um segundo e o vi deitado no sofá todo encolhido, dormindo.

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Ok, admito que ele tava "bonitinho" daquele jeito, mas não deixo de não gostar desses bolas de pelos. Não ligo se algumas pessoas acham desumano esse tipo de pensamento, eu não gosto de gatos. Ninguém pode argumentar contra isso. É a minha opinião.

Parei um pouco para comer um sanduiche simples e fiquei um pouco olhando o movimento da rua. Tou com vontade de sair, mais é claro que não deixarei o gato da Sayo sozinho (ela vai me matar se eu fizer isso).

Que tédio... Pra que Sayo arrumou outro gato? Pra substituir Yuki(nome do gato antigo)? Isso é patético...

Sayo

Chegou a hora de eu seguir pra casa, mas, derrepente, quando estava saindo, ouvi alguém chamar o meu nome. Quando me virei, vi que era Hideki.

– É... Olha, eu... Gostaria de saber se você quer sair mais tarde, comigo.

– S-sair? — droga! Eu gaguejei! Assim tão repentino!

– Bom, é, vou chamar uns amigos, se você quiser chamar alguns não tem problema.

Fiquei um pouco nervosa, fora aquela vez com Aoni, não me lembro da última vez que eu sai.

– Pode ser... — acabei falando.

– Certo, hum, eu posso te pegar na sua casa? Bem que não tem problema se não puder, tipo, a gente pode combinar um local para nos encontrarmos.

– No meu prédio é melhor. Ele é perto daquele pet shot, é o número 18006.

– Certo. Eu, vou ficar mais um pouco, fazer umas pesquisas na biblioteca. Até mais tarde.

– Até.

Ele se virou. AI MEU DEUS!! Eu realmente aceitei em sair com Hideki?! Calma, calma, Sayo! Ele falou que ia chamar uns amigos também! Não é um encontro, calma!

Hideki

AAAAAHHH!!! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! Eu não devia ter dito que tinha chamado uns amigos também, agora vou ter que chamar, DROGA! Fiquei tão nervoso e com medo de ela não aceitar pelo fato de ser só nós dois que acabei deixando essa escapar.

– Culpa daquele gato preto maldito!

– Está falando de mim?

– EH?! — me virei e lá estava Kuro (atrás de mim).

– Está chateado só por que eu lhe dei uma ideia? Huhu.

– Pare de me infernizar! E devolva o meu celular!

Eu tenho dois, um deles era de um modelo de 2002 e eu deixei largado em casa, mas Kuro achou e descobriu o meu número. No meio de uma das minhas aulas ele me ligou falando pra "acelerar um poucos as coisas". Daí a ideia que veio foi chamar Sayo pra sair.

– Devolvo se eu quiser. Você tem um Smartphone, pra que quer um modelo tão velho? Vocês humanos não são assim? Quando lançam uma novidade da tecnologia larga o antigo pelo novo?

– Baka!

Ele me olhou com um olhar fulminante e senti um arrepio na minha espinha.

– Foi idiotice da sua parte dizer que chamou alguém, agora se vira. E eu vou ficar com esse celular.

Ele falou num tom tão assustador que se isso fosse um anime estaria com o fundo todo negro e sombrio...

– T-tá...

Sayo

Cheguei em casa ainda pensando na conversa que eu e Hideki tivemos. Eu já disse pra ele vir aqui em casa, então não tem jeito, além de que não tenho o número do telefone dele pra ligar e falar "desculpa, mas eu não vou poder ir."

E agora? Será que falo com o Shussan sobre isso?

Entrei no apartamento dizendo "Tadaima" e Shussan respondeu sem tirar os olhos da TV:

– Okaeri.

– É... Shussan, posso te perguntar umas coisas?

– Hum?

– Uma certa pessoa me chamou pra sair essa tarde, você tem algo a dizer sobre isso?

– Em? Aquele cara de ontem?

– É...

– Sabia que vocês estavam namorando!

– Não estamos!

– Mas se ele te chamou pra sair então isso é um encontro!

– Não! Não é! — eu comecei a corar — Ele chamou uns amigos dele também! É só uma saida em grupo, só isso.

– Hum, sei. Aposto que ele na verdade chamou ninguém e vai dar a desculpa "poxa, acabou ninguém podendo vir...". Acredite, eu já fiz isso. — ele disse a ultima frase piscando.

– Ninguém é igual a você. Bom... Ele falou que eu podia chamar umas pessoas, então, pelo sim pelo não eu vou chamar.

– Ok, problema resolvido. — ele se levantou do sofa. — Ittekimasu.

– Nani? Você vai sair?

– Vou, tchauzinho.

– Pera aí...

Antes que eu terminasse de falar Shussan saiu e fechou a porta. Mas que droga... Vou ter que deixar o Aoni sozinho. Olhei pra ele e o gato passou o seu corpo entre minhas pernas. Me abaixei e coçei a cabeça dele.

– Tudo bem eu te deixar um pouco sozinho?

Ele fechou os olhos e fez um movimento como se tivesse assentindo. Por um lado, acabei me sentindo feliz, era como se ele dissesse "tudo bem, não se preocupe comigo."

Aoni

Sim, eu sei que Sayo tava preocupada comigo, também estaria se fosse o contrário, mas eu quero que ela seja feliz, se divirta. Eu gosto muito quando Sayo fica alegre, então eu quero que ela se divirta com as pessoas,não só comigo.

Depois de coçar a minha cabeça mais um pouquinho, ela se levantou e pegou o celular. Algumas pessoas que pretrei atenção que ela chamou foi aquele amigo dela que achou que as minhas orelhas e caudas faziam parte de um cosplay (Ryo), e também outros nomes que eu não conhecia, mas entendi que eram do curso de Literatura.

No começo ela chamou um pouco nervosa, mas depois ficou empolgada. Fiquei feliz em ver Sayo assim.

Hideki

Graças a Deus! Consegui chamar umas pessoas! Vesti uma camisa vermelha, jeans e coloque um casaco verde-escuro com capuz. Entrei na sala e vi Kuro largado no meu sofá.

– Você vai sair pra me bisbilhotar depois?

– Talvez... Mas pode haver outras possibilidades.

Suspirei, então abri a porta e sai.


–------------------Vocabulário-------------------
* Tadaima: Cheguei em casa
* Okaeri: Bem vindo de volta
* Ittekimasu: estou saindo
*Nani: O quê?

Notas finais
Ia escrever mais coisa, mas vou deixar por aqui, kkk Até mais o/