My Name Is Luka.
4 A Carona
Notas iniciais
Demorei mas postei ✨
O Caz já estava esvaziando, haviam casais e rodas de amigos aqui e ali, mas a maior parte das pessoas já tinham ido embora. Não passavam das 23h e os brinquedos e Quiosques estavam se fechando.
— Que droga! — Exclamou Sam, colocando outro cigarro na boca — Não tem mais um barzinho se quer aberto nesta porcaria de cidade?— E você quer o quê? metade das pessoas já foram embora, só os que restam aqui são trombadinhas e pervertidos querendo trepar atrás das árvores — Disse descendo do muro em que estávamos sentados, eu, Sam e Alex. — Outro cigarro? quer morrer antes dos 30? — Tomei o cigarro das mãos de Sam e o traguei por alguns instantes.— Alex? tá calada demais oque que cê... ah... saquei. — Alex olhava por de trás dos carros do estacionamento, onde estava Katie e sua roda de amigos.— Você não disse que ia desencanar dessa garota? — Perguntei. Alex e Katie namoraram à alguns meses até as duas concordarem de revelar pros pais que eram lésbicas. Alex revelou ao tio George, seu pai, que era homossexual e por mais louco que parecia ser, ele disse que já sabia. Alex cresceu com seus 5 irmãos, todos homens e sem sua mãe que faleceu de câncer no ovário quando ela tinha 6 anos. Isso à fez crescer sem influência feminina alguma, alguns achavam que era por isso que ela abandonou a maquiagem e se inscreveu no futebol da escola. Alex sempre amou Katie e manteu-se fiel ao trato das duas de revelar quem eram de verdade para seus pais. Katie não. Os pais de Katie eram extremamente severos e quase não a deixavam sair, ela contava. Depois que ela decidiu que tudo não passou de uma loucura e que seus desejos por Alex haviam sumido, ela quebrou o trato e nunca mais falou com a Alex.Isso a fez chorar por semanas e desacreditar totalmente no amor, mas aparentemente ela não a tinha esquecido nem por um momento.— Eeeeeeei, planeta terra chamando Alex! — Sam a sacudia. — Oque é, porra? — Alex parecia irritada.— Vamo embora, isso aqui tá um saco! — Eu disse colocando o casaco. Começava uma chuva branda em toda a cidade, molhava toda a grama ao redor e algumas pessoas começaram à correr para se abrigar. Ergui minha cabeça pra sentir as gotas e era como a sensação de estar livre. — Podem ir, preciso fazer uma coisa — Alex descia do muro com rapidez, indo em direção ao estacionamento onde Katie estava.— Pera ai, oque que cê vai fazer? — Perguntei sem entender.— Uma coisa que preciso fazer à muito tempo. — Alex saiu em disparada e Sam a segurou pela blusa.— Alex... não faz isso. Não vale a pena! Pensa um pouco e.. — Eu já pensei demais, Samuel! — Ela se soltou e continuo seu destino.— Porra! oque ela vai fazer? não cansa de sofrer? — Sam dizia sem entender aquela cena.— Deixa pra lá, vamos sair daqui. — Corremos até a cobertura de um quiosque que estava fechado.— E agora? esperamos? — Sam dizia — Se ela ia foder com a nossa noite era melhor ter dito mais cedo que eu ia...— SAMUEL MYERS! Tá fazendo oque aqui? mamãe sabe que ta aqui? — Melanie, irmã mais velha do Sam, se aproximava com o namorado Billy. — E ela sabe que está aqui? com ele? — Sam a desafiou.— Vai se foder, não é da sua conta! agora vem, Billy vai levar a gente pra casa! — Oi pra você também Melanie! — Acenei forçadamente pra ela, que me ignorou.— Anda Sam, vai com eles e eu espero a Alex — Sugeri.— Luka, vem com a gente, cê nem sabe se ela volta pra casa. — Ele disse num tom de preocupação.— Relaxa, ela volta comigo, pode ir. — Billy buzinava sem parar — Anda logo!Sam correu até o carro discutindo com a irmã que era insuportável. Logo o carro deles sumiram pela estrada. A chuva continuava caindo. Agora já não se via ninguém no Caz, apenas Katie e Alex que pareciam não se importar com a chuva. Depois de 5 minutos de conversa, senti que deveria ter ido com o Sam. Depois de 10 senti quem nem deveria ter ido ao Caz aquela noite. 12 minutos e elas entraram no carro, aquilo me assustou, se elas estavam partido significa que Alex nem me viu ali. O carro de Katie virou na esquina de baixo que levava à rua Brigitte Bardot, onde se cortava caminho pra ir até a casa de Katie.— Não tô acreditando! — Desci a rua onde estavam as bicicletas, desencadeei a minha, furiosíssima. Queria estrangular Alex por não ter se preocupado em nos procurar e estrangular Katie por ser uma otária indecisa.— Eu vou matar essas vadias. — Sussurrava pra mim mesma. Não passavam de 00h, ainda podia ter gente voltando pra casa. A rua Carl Albert, era a rua de cima, por onde Sam voltou pra casa. Era mais iluminada que a de baixo e mais segura pra aquele horário. Peguei minha bicicleta e pedalei rápido. Passavam caminhonetes, alguns imbecis ofereciam carona de forma obscena, mas não me importava. Metade do caminho a chuva começou a engrossar e comecei a pedalar com dificuldade, já que minha bicicleta clamava por um concerto. Depois de muita dificuldade, sentia minhas mãos congelando e minhas pernas falhando. Mas tinha que chegar em casa o mais rápido possível ou tio Ben me mataria.
Quando cheguei no meio da estrada, um carro passou em toda velocidade por uma poça de água me encharcando inteira, aquele foi o fim pra mim.— Caralho! -Exclamei de ódio por aquela noite, já não era meu aniversário, então se iniciava um dia péssimo. Pra minha surpresa o carro parou à alguns quilômetros e começou à voltar lentamente. Comecei a me arrepender por ter chingando seja lá quem era. Meu coração pulsava dentro do peito e o ar me faltou. Oque poderia acontecer? qualquer um poderia me machucar ali e ninguém suspeitaria de quem foi.Continuei pedalando sem cessar, minhas forças voltaram de alguma forma, porém não era rápido o suficiente. Até ouvir uma voz de dentro do carro.— Hey! — Temerosa, não olhei pro lado, só pedalei. Ouvi alguém sair do carro e senti que iria morrer ali mesmo. Ouvi passos de alguém correndo até a mim até me alcançar.— Por favor não... — As palavras saltaram da minha boca até ouvir uma voz.— Hey! poxa, eu sinto muito mesmo! não queria ter te dado um banho só... espera aí. — Não tive coragem de encarar quem era, mas por algum motivo, reconhecia a voz.— Você não é aquela garota do Bank's? — Surpreendentemente era o homem que aparecera no Bank's mais cedo para comprar cigarros.— Poxa, mil perdões, moça! eu não quis te molhar, estava passando e quase não a vi... — Tá... tá tudo bem, eu... só quero ir pra casa. — Fiz menção de continuar meu caminho.— Eu não quis te molhar, pelo menos me deixe lhe dar uma carona, tá uma puta chuva aqui e esse lugar é perigoso e..— Se não encontrar mais gente como você eu tô no lucro, agora me dê licença, sim? não aceito carona de estranhos.— Sou Adam... Adam Grint, sou tio da Carly Simon, conhece? — Carly era uma garota nerd e solitária da escola, só a conhecia de vista e mais nada.— Olha, eu sinceramente não..— uma carona! sei que é um convite duvidoso mas é apenas isso, não irei lhe fazer mal algum, é o mínimo que eu posso fazer depois de molhar a filha do Bruce.— Bruce? — Perguntei.— Bruce Bank's, você não trabalha pra ele? não é seu pai?— Não, eu só trabalho pra ele e que porra é essa? — me abaixei, a pneu traseiro da bicicleta estava murcho, por isso não conseguia pedalar direito — Mas que droga! meu tio vai me matar!— Eu posso te dar uma carona se quiser.Olhei pra frente e tinha muito chão até chegar em casa. Não tinha o que fazer. Aceitaria a carona de um estranho no meio da noite ou continuaria ali na chuva com uma bicicleta destruída? Num impulso acabei aceitando.— Tá... mas só até a primeira rua. — Como quiser! vamos colocar sua bicicleta no porta malas. — Ele a pegou e enfiou no porta malas, abriu a porta do passageiro pra mim e eu entrei meio sem jeito e um tanto receosa, tentando trazer à memória os golpes de jiu-jitsu e defesa pessoal que aprendi na terceira série. Tão util quanto nada. Ele entrou no carro.— Nossa, oque fazia numa rua como essa, à essa hora? — Ele perguntava sem obter resposta.— Tudo bem, sem intimidade. Seus pais devem estar preocupados. — ele dirigia e eu torcia pra ele não mudar de caminho.Me lembrei de o ter visto mais cedo no Caz acompanhado de algumas pessoas, aquele olhar... aquele olhar seria capaz de ferir alguém? me ferir?A rua seguinte era a mais próxima da minha casa.— Aqui está bom... bem, obrigada pela carona eu... — Tudo bem, já está praticamente em casa, da pra parar de falar como se estivesse na companhia de um monstro?- ele riu.— Imagino como deve ser pra vocês, mulheres, num mundo como esse qualquer gentileza é suspeita. Eu entendo, vou pegar sua bicicleta. Você está bem? — Perguntou ele, me olhando.— Sim, eu estou bem, vamos? — sai do carro e esperei ele tirar a bicicleta quase destruída.— Acho que ainda dá pra concertar. — ele a colocou no chão.— olha, Adam, muito obrigada mesmo pela carona, você foi muito gentil.— não foi nada, espero que não arranje encrencas. — O vi fechar o porta malas e abrir a porta do carro novamente.— Eu... posso ao menos saber seu nome? — quando o ouvi, eu já estava na metade da rua de casa, me virei me perguntando se deveria dar essa informação. Mas como da primeira vez as palavras saltaram da minha boca.— Luka. Só... Luka.— Luka. Foi um prazer, "Só Luka".Ele entrou no carro e seguiu seu caminho.— Foi um prazer
Notas finais
CARACA, quanta informação num só capítulo! Falei um pouco da Alex que é uma personagem essencial pra Fic. Prometo que falarei mais sobre o Sam também. Os dois são importantíssimos e espero que estejam gostando! até mais galeres! ✨
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