Notas iniciais
Demoramos um pouco para postar, mas aqui estamos. Eu admito, a culpa da demora foi minha, a escola não tem me deixado escrever a maioria das minhas fanfics em aberto. (Leh, só você para ter paciência comigo) Bem, acho que eu, Jana, falo pela Leh, quando digo que esse capítulo deu um pouco de trabalho, tanto pela minha falta de tempo como pelo enredo dele. Bom, mas vamos lá! Enjoy! :3

Regina levantou os olhos e avistou as lindas íris da loira. Pavor e sono — Talvez mais do segundo- estavam expressos no rosto de Emma.

– O que...? — A mulher de cabelos claros tentou formular uma frase, mas estava confusa o suficiente para não conseguir.

– Você sofreu um acidente na entrada da cidade, e como onze anos atrás, você veio parar no hospital. — Regina deixou um meio sorriso escapar por entre seus lábios ao lembrar-se de quando tentou ensinar Emma a dirigir, mas um calafrio passou por seu corpo ao relembrar da sensação de quase perdê-la. "O lobo cinzento tinha que aparecer na estrada." — Ela pensou antes de voltar-se para Emma.

– Eu sinto meu corpo todo dolorido! — A loira reclamou ao se ajeitar na cama desconfortável.

– Se você não tivesse voltado, não estaria sentindo dor agora. — A morena foi ríspida, deixando Emma totalmente desesperada.

– Eu precisava... — Mais uma vez ela não conseguiu completar a frase, mas dessa vez não foi pela confusão de sua mente e sim por causa da prefeita.

– Não precisava, você apenas quis. Regina levantou da poltrona branca, ajeitou o vestido roxo e saiu do quarto. As duas precisavam respirar.

Tomada pelo nervosismo, a morena atravessou o corredor do hospital rapidamente — esbarrando em várias pessoas — qualquer um que a olhasse perceberia o quanto abalada estava. Aquela mulher não era mais a prefeita autoritária, mas somente “vítima” de um coração quebrado. Antes que ela pudesse se dar conta, esbarrou na última pessoa que gostaria de conversar no mundo: Mary Margaret, mãe de Emma. Apesar do tempo, ela não havia envelhecido tanto e consequentemente o seu modo de agir também não. — Regina? — ela se assustou — Está tudo bem?

“Tirando a parte em que sou acordada no meio da noite e dou de cara com a sua filha, está tudo ótimo!”, a outra pensou ironicamente.

– Sim — limitou-se a responder.

– O que está sentindo? — Mary conseguia ser persistente e curiosa.

– Não estou sentindo nada! — Regina exclamou segurando as lágrimas e correu em direção ao estacionamento — Me deixe em paz!

Após aquele pequeno surto, a morena repensou em suas palavras e resolveu pedir desculpas a Mary, mas ela já não estava mais ali.

***

Enquanto estava na escola, Henry mal prestou atenção no que a professora falava, e tinha certeza de que sua nota na prova de matemática tinha sido zero, mas mesmo assim continuava com os olhos pregados no relógio. O motivo de sua inquietação? A "forasteira", como gostava de chamá-la. Geralmente, quando o sinal tocava, Henry ficava para ajudar a professora a arrumar a pequena biblioteca no fundo da sala, mas naquele dia ele foi o primeiro a sair da sala. Correu até a saída da escola e, antes de pensar em ir correndo até o hospital, avistou o xerife da cidade apoiado em uma viatura.

– Vovô! — Henry gritou e correu para perto do homem.

– E aí, garoto! — Um aperto de mãos complicado foi trocado- Que com toda certeza eles haviam treinado bastante. — O que acha de passar à tarde comigo?

– Eu quero ir até o hospital, ver aquela moça que chegou ontem. — Henry deixou um sorriso doce e inocente aparecer em seus lábios. E isso foi o bastante para convencer David.

– Tudo bem. Vamos! — O garoto sentiu-se vitorioso, e antes mesmo que o avô pudesse dizer qualquer coisa, foi puxado com toda a força que uma criança pode ter.

***

Flashback

Apesar dos olhos embaçados pelas lágrimas, e os gritos estridentes de Henry, a morena conseguiu levar o bebê até o interior de sua casa, o aconchegando em sua cama logo em seguida. Ele deveria estar com fome, e algumas coisinhas mais...

– Henry, não precisa chorar. — Ela disse com voz infantil enquanto tentava acalmá-lo e a si mesma. Resolveu então retirar as pesadas mantas — ele parecia um embrulho — mas acabou por encontrar um bilhete. Analisou-o com olhos críticos, percebendo que o papel era uma folha de caderno, e a letra toda tortuosa. E o pior de tudo: ela sabia de quem se tratava.

“Lembra-se que quando crianças eu te pedi em casamento e nossas mães olhavam incrédulas? Ou quando cortou meu cabelo, me deixou quase careca e ainda me chamou de linda? Eu não sei quanto tempo a conheço, mas o suficiente pra confiar em você. Nos últimos meses, como bem sabe, eu não pude ser a louca irresponsável, e tudo por causa de uma gravidez não planejada. Se não fosse por você tudo estaria perdido. Eu não merecia um apoio, deveria arcar com as consequências, mas você preferiu ignorar a todos e me ajudar. Só então percebi que não posso ser mãe. Mas você sempre quis, não é mesmo? Sempre me falou isso com os olhos brilhando. Por isso o Henry é seu agora. É a melhor chance dele. Eu vou ficar fora por alguns dias, vou morrer de saudades.

Te amo muito.

Ass: Emma Swan”.

Quando terminou de ler o bilhete, amassou o papel, com fúria, e jogou a bolinha pela janela. Emma não podia ter feito aquilo com ela, não depois de Henry! Regina olhou o garotinho, já menos choroso, e o pegou no colo.

– Vai ficar tudo bem, filho. — Aquilo seria mais difícil, mas por aquele bebê ela faria de tudo. Não mais por Emma, por Henry. Elas poderiam ter formado uma família. Elas ERAM uma família, mas Emma a deixou.

***

Emma Swan nunca fora uma pessoa muito obediente, e os enfermeiros tiveram certeza disso após três tentativas frustrantes de fuga. A loira definitivamente não conseguia ficar parada por muito tempo. Uma solução? Calmantes, fracos, mas eficientes. Após recobrar a consciência mais uma vez, ela não agiu como antes, e preferiu reparar nas paredes impecavelmente brancas ou nos pisos esverdeados, vez ou outra encontrava defeitos. Só conseguiu sair de seu transe quando percebeu que havia olhinhos brilhantes lhe observando da porta. Não pode deixar de sorrir.

– Oi, moça. — O garotinho se pronunciou — Você está melhor? Ontem eu vim até aqui, mas você estava dormindo e...

– Ei, garoto. — Ela se divertiu — Respira. — Henry olhou para a moça mais uma vez e sorriu.

– Qual é o seu nome? — O garoto questionou, sentando na beirada da cama dela.

– Emma, Emma Swan, e o seu?

Antes de responder, ele ouviu alguém chamar seu nome.

– Henry, não era para você ter entrado sem mim. — Mary apareceu na porta, deixando a loira totalmente desconfortável. Ela não tinha coragem de encarar a mãe, não ainda.

– Vovó, eu queria ver a Emma. — Olhou para ela, confirmando o nome.

– Está bem, mas não faça mais isso.

Henry e Mary passaram um tempinho com a loira, a maioria das palavras eram proferidas pelo garoto. Seu dia a dia na escola parecia um paraíso comparado à cama de hospital que Emma estava. David logo chegou para levá-lo embora, e Mary, percebendo o desconforto da filha, deixou-a só, mas não antes de dizer umas poucas palavras. Uma frase capaz de fazê-la pensar muito.

– Regina cuidou dele. Algo que você não foi capaz de fazer. Henry Mills, esse é o nome dele, agora. Estou feliz que tenha voltado filha.

Talvez Emma tenha sido a pior pessoa do mundo, mas ela queria consertar aquilo, pois sabia que, apesar de todo o tempo e situações difíceis, o amor ainda prevalecia nela.

Notas finais
Beijos, até o próximo! Jana :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.