My Moment Of Vengeance
1 Capítulo 1
Notas iniciais
"O tempo estava frio, o para-brisa do fusca amarelo estava embaçado, mas isso não impedia Emma de ver a placa verde com letras brancas. O receio de voltar até aquela cidade a corroía por dentro. Não, receio não. Medo seria a palavra certa. As bobagens que fizera nunca a deixaram dormir tranquila à noite.
Tentando manter as boas lembranças de quando estivera lá pela última vez, Emma deixou uma pequena lágrima cair e percorrer sua face corada. Há exatos dez anos, a mesma mulher estava passando por aquele mesmo lugar, mas a confiança era tão grande que ela se cegou pelas expectativas e... Paixões.
Paixões essas que a levaram para um beco sem saída, uma desilusão profunda e dolorosa. Mas estava ali para tentar perseguir o que deixara para trás e talvez recuperar uma esperança de amor. Depois de tudo o que fizera, não esperava pelo perdão de ninguém, muito menos pena. Mas só queria ver a pessoa que a fazia sorrir e poder sentir aquela "coisa" que se chamava amor. Queria ver a mãe de seu filho.
Emma percebeu que estava parada ali há tempo demais — talvez umas três horas. A placa estava a uns duzentos metros à frente. Girou a chave na ignição e deslizou o pé no acelerador, estava pronta para enfrentar o passado. Sua coragem esvaiu-se do corpo quando um vulto cinzento apareceu na frente do carro. "Um lobo!" Ela conseguiu gritar antes de perder a direção do automóvel e ver a placa de "Bem vindo à cidade de Storybrooke" cair no acostamento.
P.O.V REGINA
Confesso que preferia não ter dormido esta noite, muito menos nas anteriores. O motivo era claro: pesadelos perturbadores com a pessoa que havia estragado minha vida, pelo menos em partes. Dessa vez, eu a via nitidamente — sem borrões como das últimas vezes — e ela sorria com seus cabelos ao vento. Amaldiçoei-me por ter tido tais sonhos.
– Mamãe? — Fui desperta de meus pensamentos por uma voz sonolenta. Henry, meu filho, empurrou a porta do meu quarto com o celular tocando em suas pequenas mãos. Seus olhinhos estavam quase se fechando.
– Oi, meu amor. — Falei.
– Você esqueceu o celular comigo. — Bocejou — É o vovô David. Naquele momento em que ouvi o nome do xerife da cidade, pulei da cama e atendi o celular, só poderia ter acontecido algo grave.
– Alô?
– Houve um acidente na entrada da cidade, nada muito grave. — Ele parecia nervoso.
– Oras, então por que me acordou? — Fiquei impaciente e acabei mentindo também.
– A pessoa que se acidentou é...
Como se eu fosse me importar com quem se fere ou não naquela cidade. Eu era Regina Mills, a prefeita, e não Madre Teresa de Calcutá.
– Não me interessa David. — Eu disse com intuito de desligar — Boa noi- ...
– Espera! — Ele exclamou — Venha pra cá agora. — Quem aquele homem pensava ser para me dar ordens?!
– Está bem. — Falei secamente ao desligar o celular.
Percebi que Henry dormia calmamente na minha cama, mas eu tinha que acordá-lo, ele não poderia ficar sozinho em nossa casa.
***
Regina não acreditou quando David a conduziu para perto da placa de metal. A cena estava um caos.
– Quem foi o delinquente que derrubou a placa? – A prefeita se adiantou, pisando furiosamente, até o carro amarelo.
– Era exatamente isso que eu queria te falar, Regina. – O xerife deixou Henry perto da viatura, e correu para tentar acompanhar a morena.
– Eu quero que prenda essa criatura abençoada. – Regina ironizou, aos gritos, perdendo totalmente a classe.
Com David em seu encalço, parou ao lado da porta do motorista.
– Cadê a ambulância? – A voz que antes soltava gritos era demonstrada com um sussurro desesperado.
Regina curvou-se para dentro do carro e tocou a face da pessoa desacordada. Preocupação, medo e raiva tomavam conta de seu corpo. Meio desorientada ela sussurrou: — Vai ficar tudo bem, Emma.
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