Notas iniciais
Ei eu estou de volta e prometo tentar postar com frequência ok? Me deem a opinião de vocês nos comentários... Go...

"Outra regra: Nada de ficar sem camisa por aqui" — disse nervosa e sai em direção ao refúgio da minha sala.
Bati a porta com força e senti meu celular vibrar.
De: Hayes
Para: Prior
"Baby você é quente quando esta nervosa"


Suprimi o grito que ameaçava escapar da minha garganta, eu precisava me focar no que era importante: usar Peter para encontrar minha família antiga. E era isso que eu ia fazer.
Fui até minha mesa, puxei um caderno da gaveta e uma caneta do suporte, ia ligar os pontos soltos dessa história começando com o fato de ser da Amizade anteriormente, provavelmente Johanna poderia me ajudar com isso, mas Quatro estranharia se eu fosse procura-la, porque depois de tudo que aconteceu eu me mantive o mais distante possível das coisas relacionadas ao governo.
"Certo, próxima opção" — eu falei comigo mesma.
"Eu não sabia que você falava sozinha." — Peter disse da porta do escritório.
"Mas o que..." — eu ia ter um ataque cardíaco se ele continuasse surgindo do nada assim.
"Eu terminei com os equipamentos, gostaria de saber se posso ir almoçar" — ele tinha a voz cansada, e seu rosto corado pelo esforço físico que tinha passado a manhã e parte da tarde fazendo.
"Lógico que pode, você tem uma hora pra isso. Fale com meu assistente e ele lhe dará seu vale-refeição." — disse tentando não olhar muito pra ele, porque imagens do fim de semana e dele sem camisa não faziam bem pra minha sanidade, por isso eu já estava encarando o papel em minha frente.
"Certo" — ele disse e eu ouvi o som dele puxando a porta para fecha-la, o que indicava que ele já devia ter saído. Suspirei aliviada e me recostei na cadeira com os olhos fechados.
"A propósito eu estou com fome de algo além da comida" — o encarei com choque e sem perceber ele estava em frente a minha cadeira me puxando pelos braços em direção a ele.
Antes que eu pudesse reagir ele esmagou seus lábios contra os meus. E eu iria para o inferno se não admitisse que gostei de como Peter fez isso, intenso e selvagem no início, intenso e provocante depois de um tempo.
Minhas mãos tomaram vida própria e se apertaram contra sua nuca e pescoço, enquanto as suas passaram dos meus braços para meu pescoço e cintura, não permitindo que eu escapasse. Não que eu quisesse isso, pelo menos não quando sua língua explorava minha boca de forma viciante.
O ar fez falta e ele se distanciou de minha boca, apenas o bastante para beijar meu pescoço, mandíbula e deixar uma mordida no lóbulo da minha orelha.
"Peter..." — eu queria dizer que ele não podia fazer isso, mas minha voz saiu distorcida por algo que a algum tempo eu já não sentia. Desejo. Ele deve ter percebido meu tom, porque logo seus olhos normalmente castanho esverdeados estavam negros e me me encarando.
"Bea..." — ele apertou minha cintura, suas mãos por dentro da minha camiseta, sua voz soou tão rouca e excitada que eu estremeci, inclusive pela forma como ele me chamou carinhosamente.
Mas para minha salvação nós ouvimos alguém batendo na porta e nos distanciamos rapidamente.
"Senhorita Prior?" — era meu assistente.
"Pode entrar" — eu respondi depois de tomar uma respiração profunda.
Ele abriu a porta em seguida.
"Me desculpe eu não sabia que estava ocupada. Bom, eu ia te entregar os documentos do senhor Hayes" — ele disse mostrando a pasta na sua mão.
"Certo, pode deixar na mesa, eu arquivo depois. Aliás, você pode entregar ao Peter o vale-refeição de hoje por favor?"
"Claro" — disse já saindo fechando a porta atrás dele.

Peter havia sentado na cadeira em frente a minha mesa, e eu avancei sobre ele, segurando a gola de sua camisa, meu desejo anterior substituído pela raiva crescente, dele e de mim.

"Você está louco?" — eu perguntei baixo.

"Eu..."

"Você acha que isso é um jogo, não é? Bom... Se for, eu dito as regras, e nesse momento a regra é você ficar longe de mim entendeu Hayes?"

"Isso não é um jogo Tris" — ele disse e como era mais forte que eu conseguiu se livrar rapidamente do meu aperto me prensando contra a mesa, ficando novamente perigosamente perto de mim. Aquilo estava saindo do controle — "Não é para ser pelo menos" — disse antes de me liberar de seu aperto e seguir para a porta — "Aliás nunca fui bom com regras" — e finalmente saiu da minha sala, me deixando enfurecida comigo mesma por deixa-lo perceber que eu ainda era vulnerável a ele, mas pelo que pude perceber ele também era a mim.

Descontei minha raiva no suporte de canetas que joguei contra a parede.

****

Depois de me recuperar do surto de raiva consegui me focar no meu próximo passo, iria ir até o endereço que tinha e torceria para que alguém lá tivesse as respostas para as perguntas que eu ainda não sabia quais eram. O que eu realmente esperava encontrar lá?

Notas finais
Estavam com saudades? Bom eu estava... Aaaah esse Peter... PS: Pessoas uma amiga minha fez um canal no Youtube e eu estou ajudando ela a divulgar, se não for pedir demais deem uma passadinha lá e se inscrevam tá ai o link https://www.youtube.com/channel/UChal3mZYuGFfYnRNAcY4htw
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.