My Majestic
16 A Audiência
Notas iniciais
Mulan era uma jovem de muitos talentos,com alguns galhos e cordas que encontrou junto aos suprimentos daqueles que foram mortos ela conseguiu improvisar uma padiola...Tudo as pressas pois aquela moça milagrosamente estava viva mas não por muito tempo se continuasse sem atendimentos apropriados.A jovem caçadora não queria deixar aquele homem valente ser devorado por carniceiros então colocou Sidney ao lado da mulher ensanguentada que agora estava quase totalmente coberta por pedaços de pano que Mulan amarrou na tentativa de parar o sangramento e dar aquela jovem alguma chance.
A jovem partiu com ambos sendo eles puxados pelos cavalos.Conhecendo aquela região muito bem.Mulan os conduziu por caminhos menos acidentados e atalhos que a levaram em pouco tempo devolta ao seu simples vilarejo.Castigado pelos invernos rigorosos e os constantes ataques dos cães cruies.Ali a vida estava bastante complicada.
Alguns moradores se assustaram ao ver a jovem retornar tão cedo e praticamente correr com uma jovem nos braços gravemente ferida nos braços rumo ao curador da vila.Aquilo era sinomino de problema como aqueles belos alazões de guerra também eram.
– Você voltou cedo demais minha filha....Boa coisa não deveria ser...
– Pode ajudar?Ela ainda está viva! – disse Mulan ao deitar a moça na mesa simples daquela casa – Ela ainda não desistiu
O tempo para perguntas viria depois.O curador estava ciente dos seus escassos recursos mas decidiu lutar junto com aquela desconhecida ao perceber a extensão dos ferimentos e que ainda assim a jovem recusava a abraçar a morte.Talvez ela devesse viver....
– Nos deixe..
Assim a jovem caçadora os deixou e retornou aos cavalos que já tinham chamado atenção de todos principalmente por causa do morto que veio na bagagem.Mulan foi para um lugar afastado,longe de olhares curiosos e deu a Sidney um enterro digno.A jovem viu aquele desconhecido ser atacado covardemente mas mesmo em desvantagem ele lutou e lutou até seu ultimo suspiro.Aquele homem era como ela,alguém lutando contra adversidades provocadas por um bando de covardes que vinham,pilhavam e destruíam tudo.
Mulan guardou o espelho no bolso do colete escuro e voltou para casa para esperar se teria de cavar uma segunda sepultura.
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Jefferson tratou de cuidar de todas as coisas que aquele pequeno tinha causado.Depois pediu que Betty preparasse algo para o pequeno comer.Sentados lado a lado na cozinha do palácio estavam o conselheiro da rainha,Ruby e Betty que estava empolgada com a possibilidade de empanturrar o pequeno já que na visão da mesma ele estava magrinho
– Então qual é o seu nome? – perguntou Jefferson com tranquilidade um pouco forçada pois ele estava com um mau pressentimento
– Roland... – respondeu o garotinho admirando por ver tanta comida diferente
– Onde estão seu pais? – voltou a perguntar o conselheiro
O pequeno ficou trêmulo e começou a chorar copiosamente.Ruby carregou o pequeno Roland nos braços e ficou a consola-lo enquanto a inquietação de Jefferson começou a transparecer.O conselheiro tinha certeza que aquilo não era bom.
– Para que lado? – perguntou o chapeleiro
– Perto do reino Doirado... –respondeu o pequeno abraçando a jovem mensageira.
Prontamente Jefferson se levantou e começou a andar de um lado para outro com os pensamentos a mil.Ele queria ir até Regina mas a rainha precisava esclarecer Emma em muitas coisas a respeito do reino das Trevas.Quem era melhor do que a própria rainha para explicar as coisas do reino?O plano de Jefferson precisava começar a correr pois o mesmo tinha uma leve impressão de que o tempo era contra eles.
Betty apenas sorriu pois já tinha presenciado muitos embates que Jefferson fazia consigo mesmo.A cozinheira apenas sorriu e preparou um chá para o conselheiro que ainda andava de um lado para o outro procurando uma resposta rápida.
– Onde está a Princesa Emma? – perguntou Betty
– Em audiência com a Rainha Regina – respondeu Ruby acarinhando os cabelos de Roland – Devo ir até elas?
– Ninguém pode interromper uma audiência com a rainha – respondeu Jefferson tomando o chá e ficando um pouco mais tranquilo – Bem quase ninguém...
– Você fala de um jeito tão estranho as vezes...Faz parecer assustador quando não é – disse Betty terminando um prato bem generoso e colocando frente a Ruby – Se você tem uma questão e deseja falar com a sua majestade a rainha ela ficara feliz em ouvir e julgar a sua causa.
– Então qualquer pessoa pode solicitar uma audiência? – perguntou Ruby claramente espantada com que ouvira
– Qualquer cidadão do Reino das Trevas pode solicitar uma audiência mas falar com ela pessoalmente é outra questão...- disse Jefferson ainda apreciando o chá – Há juízes espalhados por o reino,somente os casos mais graves são levados até a rainha
– E quem garante que os juízes serão justos? – perguntou a mensageira
– A rainha Regina tem olhos em todos os lugares... –disse Betty seriamente – Ela sabe tudo e não é bom esconder coisas dela...
Ruby olhou para Jefferson que apenas concordou com Betty e sorriu de forma enigmática logo depois.Ele estava mais tranquilo o chá foi caiu tão bem quanto uma luva.O conselheiro da rainha agradeceu a Betty e pôde ver que o pequeno Roland já tinha se acalmado com os carinhos da mensageira
– Percebo que também tem mãos magicas –disse ele a Ruby – Que bom!Assim fico tranquilo e feliz que ele esteja sobre seus cuidados...Que menino sortudo.
A mensageira ficou com as bochechas um pouco rosadas já que Betty lhe deu um sorriso sapeca após Jefferson deixar a companhia delas. Ela nunca tinha sido elogiada dessa maneira apesar de sua beleza, os títulos falavam mais alto do que qualquer outra coisa nas terras de Branca e como ela não era nobre e vivia entre eles atrapalhava mais do que ajudava.
E Jefferson tinha dito algo assim, simples e sem qualquer malícia...de forma natural. Ruby se sentiu inexplicavelmente feliz mesmo sem saber o porquê de tal felicidade.
O Conselheiro da Rainha se dirigiu ao quartel general a passos largos e chegando lá designou uma pequena contingente para partir em direção as fronteiras com o reino de Gold já a outra que iria até o reino do Rei Midas em sigilo absoluto já estava com tudo pronto para partir.Jefferson não tinha poder para mandar as hostes negras marcharem,só Regina tinha esse poder de reunir todas as armadas e inspira-los a marchar a guerra frente a qualquer inimigo.
A pequena comitiva composta por cavaleiros ágeis em alazões velozes preparada por ele foi providenciada as pressas e em pouco tempo eles partiram.Jefferson tinha certeza que algo estava se movendo no escuro,algo grande,algo ruim e aqueles homens iriam dar a ele alguma luz ou confirmar algumas de suas suspeitas.
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Emma não escondeu certa empolgação ao entrar de mãos dadas com a Rainha no castelo.A princesa não estava ciente da atenção que havia chamado desde o momento em que havia chegado ao reino de Regina,tão pouco tinha noção do que havia causado no centro comercial ao impedir o pequeno Roland de ser castigado por ter roubado.
Regina ainda estava com aquela expressão séria no rosto quando ambas ficaram sozinhas a sala onde A Rainha e Jefferson costumavam discutir seus planos para o Império.A rainha puxou uma cadeira para sua princesa convidada e Emma sentou-se um pouco nervosa.
A rainha sentou frente a princesa em silêncio como se escolhesse as palavras muito bem, deixando Emma ainda mais nervosa e inquieta
– Era da minha vontade te levar até a sala onde temos audiências mas não desejo que ninguém escute o que tenho a dizer... –disse Regina com muita tranquilidade
Emma esperou em silencio
– Eu entendo que tenha leis diferentes em seu reino,formas de pensar e de se expressar...Tambem tenho ciência de que nossos costumes, leis podem ser severos mas tudo que foi feito e decidido por mim é com intuito de sermos justos com todos
Emma teve certeza que ia ter uma aula de politica,coisa que sempre a entediou até a alma mas agora vendo sua “tutora” morena maravilhosa e que exalava poder pelos poros a princesa era incapaz de tirar os olhos dela. Emma refletiu no que acabara de ouvir ainda sem saber se aquilo era bom ou ruim.Regina explicou muitas outras coisas valorizadas no reino e como havia recursos que ajudavam os camponeses menos providos.A princesa entendeu porque ninguém precisava roubar nas terras da rainha e que ninguém podia questionar a Lei pois era a mesma coisa que questionar a Rainha e seu reinado, e isso era considerado um crime grave.
– Ninguém precisa roubar nas minhas terras...E sim punimos quem quebra as regras de forma que você pode achar ruim e errado, talvez cruel. Mas eu te disse uma vez que tudo era uma questão de perspectiva...
– Mas ele era uma criança...
Regina sorriu ciente de que Emma não entenderia com facilidade
– E o que isso impede de ser punido como diz a lei?A Lei é para todos... – disse a rainha
– Mas se fosse Jefferson?Ele seria punido também? –genuinamente curiosa
A rainha considerou por alguns segundos antes de responder
– Ele provavelmente seria morto pelas minhas próprias mãos e serviria de exemplo para todo o reino...Mesmo que isso partisse meu coração pois Jefferson é meu amigo mas nem ele está livre da Lei
A Princesa estava encantada com seu professor inesperado apesar dela não entender com clareza como as coisas funcionavam nas terras da Rainha das Trevas mas a admiração por Regina estava lá...Como ela conseguia reinar de forma absoluta e inquestionável ainda sim ser justa com todos?Regina era um enigma cada vez mais atraente e sua forma de governar um mistério que a Princesa Swan tinha curiosidade de revelar...Emma estava admirada e apesar da seriedade com que Regina explicava as coisas do reino,a jovem Swan estava feliz em ouvir e questionar a mulher mais poderosa da terra.
– Mas Sua Majestade não é a Lei acima de qualquer lei escrita? A sua vontade não está acima das outras? –
Regina não conseguiu segurar o riso que levou a princesa a acompanha-la.
– A Lei de fato mas se minha vontade fosse maior e estivesse acima das outras eu não estaria a sós com você trocando apenas palavras quando meu desejo é claramente outro...
Emma ficou sem saber se sentia ofendida ou lisonjeada pelo que acabara de ouvir. Não era todos os dias que alguém falava essas coisas para ela alto e claro mas suas bochechas rosadas denunciavam seu profundo acanhamento e outras coisas que permaneceram ocultas tanto para si mesma quanto para Regina.
– Não foi minha intenção constranger –disse Regina tomando uma das mãos de Emma – Não mais do que já fiz ao te trazer ao meu reino sob tais condições
A princesa olhou profundamente nos olhos morenos e pôde perceber claramente a expressão um pouco fragilizada e arrependida. Havia muitas coisas sobre Regina e seu reino que Emma desconhecia, mas depois da conversa ela teve um pouco mais de entendimento sobre ambos.
– Houve muitas coisas ruins entre o seu reino e o meu. Coisas que estão retratadas na história sangrenta outras que são apenas lendas entre aldeões mas isso não tira a verdade delas...Não tira o sangue derramado e a selvageria que levou nossos reinos a ruína – disse Regina – E tão pouco o fato de que meu desejo e orgulho falaram mais alto do que meu bom senso porque senão fosse assim você não estaria aqui.
Emma percebeu no mesmo instante que eram essas palavras que Regina não queria que ninguém ouvisse, afinal qualquer cidadão do reino das trevas iria ver isso como um traço de fraqueza e debilidade frente a descendente direta de um antigo inimigo.
– Poderia ter outros caminhos mas eu fiz o que fiz e você terminou aqui sob circunstancias das quais não sinto nenhum orgulho ou felicidade... –disse Regina ao se levantar e dar as costas para Emma numa tentativa desesperada de se recompor.
Aquela jovem moça conseguiu tirar de Regina aquelas palavras que não planejava dizer.A Rainha era orgulhosa demais para admitir qualquer erro mas aqui estava ela...Ao olhar para Emma as palavras guardadas no coração simplesmente escaparam
– Sua Majestade se arrepende de me ter aqui? – perguntou a princesa temerosa que sua curta estadia já tenha fadigado o coração de Regina.Emma não queria ir embora mesmo que ela não estivesse pronta para o que significava ficar ou assim ela achava
Regina percebeu o temor no tom de voz da jovem princesa que havia se levantado e agora estava a meio passo de distância.A proximidade confundia as ideias da rainha,coisa que lhe deixava insegura de si mesma,outro dos muitos sentimentos que jamais imaginou que podia sentir....
– As circunstâncias não são nada agradáveis para nenhuma de nós – respondeu Regina – Especialmente para você..Receio que nesse pouco tempo posso ter arruinado todo seu futuro de tal modo que nenhum tesouro ou coroa vá conseguir reparar...Quanto mais penso mais infeliz me sinto pois você não merecia...
Lá estava novamente a sinceridade descarada,verdades que confundiam Emma e seus sentimentos.Dando a jovem uma certeza indesejada.
– Devo arrumar minhas coisas já que se cansou de mim?
Regina estranhou claramente a pergunta mas ao ver aquelas esmeraldas marejadas e inundadas de tristeza a rainha teve certeza que o Emma menos queria era ir voltar para casa.Parte de si se regozijou com isso já outra se sentiu uma infelicidade até a alma por ver aquele rosto angelical cheio de tristeza.
A rainha sorriu e tocou as lágrimas de Emma com ponta dos dedos.
– Isso é impossível assim como também impossível eu te mandar embora...- disse Regina envolveu Emma pela cintura eliminando a distância entre elas – Você é uma feiticeira tão poderosa que me vejo incapaz de manter minha palavra te tendo tão perto...
Emma mordeu levemente os lábios ao segurar nos cabelos soltos da rainha...A jovem Princesa sentia falta dos carinhos do demônio moreno que agora estava ali com o corpo quente e colado no seu, os lábios pecaminosos a centímetros de distância.Regina estava certa,devia ser a magia pois era inexplicável se sentir tão ligado a alguém em tão pouco tempo.
Olhando profundamente naquelas esmeraldas escurecidas de desejo,Regina estava decidida a dar fim a certos inconvenientes
– Diga-me meu Doce Cisne...Você aceita ser minha Rainha?
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