My Magic Word
5 Virei a fera da história
Notas iniciais
Capítulo V
Virei a fera da história
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Dumbledore: Claro que está acontecendo em sua mente,
Harry, mas por que isto significaria que não é real?
(Harry Potter e as Relíquias da Morte)
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Lauren
Os garotos até podem não ter notado a saída daqueles dois, mas eu? Notei na hora! Fazia pelo menos mais de meia hora e eles não voltavam. Tinha acontecido algo? Não duvido.
– Hei. Vocês não notaram? – perguntei. Eu não achava possível dois garotos como eles jogarem “pedra, papel ou tesoura” por tanto tempo. Além do mais, não devia ser só eu quem achava aquele jogo pelo menos um pouquinho infantil.
– Notar o que? – viraram a cabeça, falando ao mesmo tempo.
– Ual. Se tivesse uma fera aqui, aposto que não notariam! – ergui uma sobrancelha.
– Você que é a fera daqui! – Arthur disse, mostrando a língua para mim.
– Ora, seu... ! – eu até podia xingar, mas não que eu conhecesse muitos xingamentos. – se tivesse realmente uma fera, seria você! – eu era horrível na hora de responder... E como!
– Não... não. – Teddy se meteu – acho que você combina mais com o papel...
– Arg. Malditos! – eu realmente odiava falar algo e não ter respostas depois.
Antes de sair completamente de onde os garotos estavam para ir ao meu lugarzinho solitário, soltei:
– Não notaram a saída dos dois? – abri um sorriso malicioso.
– Saída? Que saída? – Hawdone perguntou, ajeitando os óculos talvez pela milésima vez.
Arthur olhou em volta.
– Tsc. É só uma saída.
“Sim, uma saída de uma hora inteira.” – pensei.
– Mas o que os dois fariam JUNTOS?
Ao mesmo tempo, Carls e Mallory saíram de trás de algumas árvores.
Finalmente!
Rá! Mas que estranho... Mallory tinha uma cara de choro e Carls não tinha uma cara muito melhor.
O que os dois pombinhos estavam fazendo? – Hehe. Sim, eu os considerava pombinhos. Que foi? Eu posso muito bem acreditar nessas coisas que imagino.
– Po-pombinhos? – Mallory perguntou, fungando pelo menos um pouco.
– Estávamos... Er... Estávamos... – Carls olhou para Mallory para talvez uma desculpa esfarrapada.
– No banheiro! – a garota deveria ter inventado na hora, de tão nervosa que pareceu.
Teddy, Arthur e eu começamos a rir desesperadamente.
– Tsc. No banheiro? – Arthur perguntou.
– Juntos? – o outro completou, ainda rindo.
O lobo-neko e a garota, sem rir, ficaram vermelhos. Talvez de raiva.
“Ou talvez de vergonha” – completei em minha mente.
Ai, ai. Algum dia, os dois teriam que ficar juntos.
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– Chegamos! – Carls disse quando finalmente chegamos em uma vila que estava a prováveis muitos quilômetros de distância de onde estávamos antes.
Pelo menos, digo isso por mim.
– Finalmente! Aleluia! Pelo Criador! Chegamos. – cai no chão somente pensando em uma cama macia. – Waa, por que diabos tínhamos que vir aqui? Preferia ficar na floresta.
“Que mentira.” – pensei.
– Não acho que vocês gostariam de dormir mais um dia na floresta... – Carls resmungou.
Acertou em cheio... Mas me diga, quem em sã consciência gostaria?
– Aqui tem algum lugar pra ficar, pelo menos? – Teddy perguntou, cruzando os braços.
– Tem. Vamos procurar. – Carls respondeu imediatamente.
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– Parece um bom lugar... – imaginei uma cama, um travesseiro fofinho, e, principalmente, comida!
Entramos. Mallory não falava nada, parecia deprimida.
– Bem-vindos. – uma moça disse.
O que fazer nessa terra de estranhos? Não faço ideia...
Enquanto eu pensava nisso, Carls já fizera uma reverência.
Os outros (e eu), acompanhamos, tão desajeitados que até caí no chão.
– Irmão? – a garota perguntou. Ela se referia à Teddy.
Teddy paralisou.
“E sim, ficar paralisado foi uma ação normal.”
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