Notas iniciais
Eu espero que gostem :)

Capitulo 1 — Início

Acordei cedo naquela manhã fria de dezembro, faltavam apenas 5 dias para a véspera de natal e eu estava bastante ansiosa para ganhar meu presente, um livro, que a muito eu vinha pedindo.

Levantei-me muito preguiçosamente da minha cama e fui em direção ao banheiro para tomar banho e ir para a escola – minhas aulas só acabariam no dia 23 de dezembro, ou seja Dalí a 4 dias, já estávamos na reta final das provas, eu não estava nem um pouco preocupada, já tinha conseguido passar desde o 3º bimestre, mas a minha mãe me obrigava a ir a escola nessa ultima semana e eu, de certa forma, agradecia pois adorava ver minhas amigas.

Quando cheguei à porta da cozinha – que fazia fronteira com o banheiro – avistei minha mãe já de pé e com uma roupa de ginástica – minha mãe e meu pai saiam para caminhar todas as manhãs em um parque que tinha aqui perto da minha casa.

— Bom dia mãe – falei, mais por educação, eu odiava ter que manter um contato verbal com as pessoas durante a manhã. – onde está o papai?

— Bom dia meu amor – ela respondeu com um sorriso enorme e foi em direção ao fogão, percebi que ela fritava alguns ovos. – o seu pai resolveu ficar mais um tempinho no parque, mas não se preocupe que daqui a pouco ele já está aqui. Vai com ele ou com seu avô? – minha mãe perguntou com relação à com quem eu iria para a escola.

— Com o Vovô – respondi, entrando no banheiro.

Tomei o banho mais demorado da minha vida, na verdade eu sempre demorava de manhã por que eu ficava uma hora – ok, ok exagero meu, mas eu ficava muito tempo – simplesmente deixando a água entrar em contato com o meu cabelo que apesar de ser liso, de manhã era muito confuso e parecia que tinha vontade própria.
— Ande logo Bella, o resto do planeta também precisa de água – minha mãe falou, em tom de brincadeira, depois de um tempo que eu estava no banheiro, não respondi,simplesmente fiz uma careta e fui passar meu xampu, fiquei mais algum tempo terminando meu banho, escovei os dentes e uns dez minutos depois da minha mãe ralhar comigo eu saí.

— Nossa Bella, achei que você havia saído pelo ralo do banheiro tamanha foi a sua demora. – minha mãe comentou.

— Nossa, como a senhora está engraçadinha hoje, não? – ela não respondeu e eu voltei ao meu quarto para colocar a farda da escola e me preparar para ir para a mesma, quando eu estava penteando meus cabelos ouvi alguém abrir o portão, sem duvida era meu pai.

— Oi Bella, anda logo que hoje é dia de brigadeiro maluco – meu pai falou batendo na minha porta, brigadeiro maluco era como chamávamos um brigadeiro que inventávamos na hora, o brigadeiro era normal mas o recheio era sempre algo inusitado.

— Opa, já estou saindo – falei enquanto colocava minha tiara vermelha, que combinava com a minha farda, no cabelo, e abri a porta.

— Nananina não – minha mãe falou saindo de seu quarto, já devidamente vestida com roupas normais – nada de brigadeiro maluco, está muito cedo para sair comendo coisas doce assim.

— Tudo bem linda mamãe, não faremos os brigadeiros está bem? – falei com um sorrisinho angelical no rosto. Virei-me para meu pai.

— Parece que sua mãe acabou com a graça da terça feira né? – meu pai falou para mim, baixo o suficiente para minha mãe não ouvir.

— Que nada pai, ela disse “nada de brigadeiro maluco” e “está muito cedo para sair comendo coisas”, mas ela não falou nada sobre pipoca de milho. – falei e meu pai sorriu travesso, ele parecia mais criança que eu, a minha mãe ainda estava trancada no quarto, fazendo a maquiagem para ir trabalhar o que deu bastante tempo a mim e a meu pai para fazer a pipoca que batizamos de pipoca maluca – eu sei, eu sei, não temos muita criatividade.

— O que vocês estão comento hein? – minha mãe perguntou retoricamente, pois dava para ela ver o que era, assim que abriu a porta do quarto. – eu achei que tinha dito para não comerem coisa doce.

— Foi ela que incentivou, eu sou apenas mais uma pobre vitima – meu pai disse correndo para o banheiro, revirei os olhos.

— Mamãe,primeiro eu não sou mais uma criancinha, e segundo, você falou “Nada de brigadeiro maluco” e isso aqui é pipoca, mas agora eu tenho que ir – falei, pegando minha bolsa que estava no meu quarto e levando meu saco de pipoca maluca – já estou atrasada – e saí porta a fora.

A casa dos meus avós não era muito longe da minha, na verdade ficava logo na esquina. Eu preferia ir com meu avô por que ele também levava meus primos e sempre era a maior bagunça dentro do carro.

— Bia, bom dia – falei para a minha prima que estava em frente ao carro, na garagem, quando eu entrei na casa da minha avó.Bia tinha 15 anos e tinha a pele muito branca, igualmente a minha, era algo de família sermos quase albinos, e os cabelos pretos bem lisinho, assim como o meu, na verdade éramos muito parecidas, quem nos visse diria que éramos irmãs até mesmo, gêmeas, mas os grandes olhos azuis de Bia nos entregava. Na verdade seu nome era Ludmylla, mas quando eu era pequena não conseguia o dizer e achava muito lindo o nome Beatriz e assim eu a autodenominei como Bia.

— Oi Bella, o que é isso que você está comendo? – ela perguntou se referindo à minha pipoca maluca.

— Ah que prima curiosa que eu tenho, é pipoca, Onde está Alex? – perguntei pelo irmão dela.

— Ele já está vindo, foi chamar o vovô, me dá um pouco? – ela perguntou apontando para a pipoca, nessa hora me ocorreu um estalo, será que ela gostaria da minha pipoca maluca?

— Claro Bia – e estiquei a vasilhinha com a pipoca até ela, que prontamente pegou.

— Nossa, o que você colocou aqui dentro? – ela perguntou, pegando mais um punhado de pipoca e me decepcionei ao ver que ela tinha gostado.

— Leite condensado e queijo ralado.

— Está muito bom – ela tomou a pipoca da minha mão.

— Eii – eu falei, mas nessa hora Alex e vovô apareceram.

— Bom dia bella – o Alê disse com um sorriso bobo nos lábios, ele tem 13 anos e tem uma quedinha por mim, apesar de sermos primos diretos.

— Bom dia ale – respondi, e em seguida entrei no carro.

— Deixa eu ver o que está passando na radio – falei, já sintonizando em uma emissora que só passava musica internacional. E percebi que estava tocando Paradise, eu olhei para Bia com um sorriso que ela retribuiu e quando chegou no refrão já cantávamos a plenos pulmões.

— And dreamed of para-para-paradise,Para-para-paradise,Para-para-paradise,Every time she closed her eyes – Cantávamos a plenos pulmões, mas logo chegamos ao colégio dela e do Alex e eles seguiram para a aula.

O caminho para a minha escola foi simplesmente normal, meu avô e eu conversamos sobre amenidades e logo eu já estava na escola, porem atrasada... como sempre.

— Bom dia, Anderson – gritei ao passar apressada pelo porteiro da escola.

Corri escada acima, pois minha sala era no segundo andar da escola e me arrependi por chegar atrasada naquele dia, era aula de Ciências, eu adorava a matéria mas a professora não era muito minha fã só por que eu sabia mais sobre o assunto que ela mesma.

Bati na porta duas vezes e entrei, passei por ela com um tímido “Bom dia professora” e vi Jullya apontar para a cadeira atrás dela que ela tinha guardado para mim com sua bolsa, como ela sempre fazia. Literalmente saltitei até o lugar já que muito engraçadinhos tinham o prazer de colocar o pé para que eu caísse e a cadeira era a 5ª da fila, da parede esquerda, meu lugar favorito.

— Obrigada – Sussurrei para a Ju. Ela gesticulou com a cabeça.

Fiz minha prova calmamente, já sabia de todas as respostas e uma hora e meia depois fomos liberados para o recreio.

— Nossa que prova fácil – comentei com Jullya e Jessie. Elas eram gêmeas.

— Concordo plenamente – ambas responderam ao mesmo tempo – já sei que passei – Jullya disse – pelo menos em ciências – Jessie brincou, éramos as mais inteligentes daquela escola, sem querer me gabar é claro.

E assim a aula passou, nós três passamos invisíveis por todos, o que me deixava profundamente triste. Voltei para casa sozinha, de ônibus e logo cheguei, mas eu ainda me sentia triste pelo fato de que eu nunca teria mais que duas amigas, apesar das duas serem como minhas irmãs, pelo fato de que ninguém nunca olharia para mim e não veria a Geek e sim a engraçada Bella, mas eu não conseguia ser engraçada com todos e eu era muito tímida.

Assim que cheguei em casa viajei, para Londres, uma passadinha em Paris, Uma galáxia distante, era isso que eu sentia cada vez que abria um de meus livros, eles me reconfortavam e me transportava para um lugar melhor, um lugar que eu podia ser quem eu quisesse ser.

Passei meu dia lendo meus livros e às 6:00 hs minha mãe chegou.

— Oi Bellinha, como foi a aula? – ela perguntou atenciosa

— A mesma coisa de sempre mãe –eu disse.

Ela deu de ombros e eu passei mais um tempo lendo, mas eu estava com vontade de conversar com uma das meninas. Fui até o computador e o liguei, entrando em meu MSN, me alegrei ao ver que Jessie, estava online.

Bella Diz:

Oi Jessie.

Jessie M diz:

Oi Bell’s, o que apronta?

Bella Diz:

Ah, queria eu estar aprontando alguma coisa, minha vida está mais tediosa que vida de tartaruga terrestre.

Jessie M diz

Ora, vamos, pare de exagero Bella.

Bella Diz:

Exagerada? Eu? Andou comendo maionese estragada Jessie?

Jessie M diz:

Uau, Seus livros estão te deixando dramática, hein?

Bella Diz:

Ora, não insulte meus livros, srtaª amo musica.

Jessie M diz:

Ora, não insulte minhas musicas ;)

Bella Diz:

kkkk, hey Jessie eu vou ter que sair agora,vou tomar banho para jantar, até amanhã, Kisses.

Jessie M diz:


Está bem Bella, até amanhã :D

*Bella não pode responder pois está offline*


Depois de me despedir da Jessie fui até o banheiro e tomei um demorado banho, meu pai ainda não tinha chegado, então não iríamos jantar to cedo.

Saí do banho e fui trocar de roupa, já colocando meu pijama, em meu quarto, ao sair minha mãe já tinha posto o jantar.

— Não vamos esperar o papai? – perguntei a ela quando me sentei à mesa.

— Não Bellinha, seu pai irá trabalhar à noite – ela disse calmamente.

— Como foi seu dia mamãe? – perguntei, depois de uns minutos de silencio, minha mãe era gerente de uma grande indústria de biscoitos, ela ganhava bem, na medida do possível, como éramos apenas três pessoas e dois salários, vivíamos super bem.

— Ótimo, meu amor, obrigada por perguntar. – ela respondeu com um sorriso.

— Mamãe a titia veio aqui te procurar, me parece que Ela queria falar alguma coisa com relação a comprar um carrinho de bebê, não entendi bem, ela nem tem um bebê, vai dar de presente para alguém? – perguntei

— Bella, você ainda não percebeu? – ela falou sorrindo – A sua tia anda comendo demais, dormindo demais, enjoando demais e agora veio pedir esse carrinho... Sua tia está grávida Bella – ela disse como se fosse obvio, o que de certa forma era.


– Grávida? – perguntei incrédula, não que eu não quisesse que minha tia tivesse um filho, mas ela tem 22 anos e é mais desastrada que eu, a casa dela quase não tem copos, pois a maioria ela quebrou. – quem vai ensina-la a pegar em um bebê? – questionei


- Só você mesmo hein Bella? – minha mãe disse depois de uma sonora gargalhada.

E assim minha noite se passou, depois do jantar eu tive que lavar a louça pois perdi no pedra, papel, tesoura, lagarto e Spock, (na verdade era só pedra papel e tesoura, mas isso é detalhe u.u)sim eu era apaixonada por the big bang theory, simplesmente amava.

Fui assistir um pouco de TV e logo depois fui para a cama, amanhã eu teria prova de história e matemática, super fácil, dormi em meio á meus pensamentos sobre o livro que eu estava lendo e a minha prova de matemática de amanhã.


Notas finais
Gente eu queria dizer que meus capítulos tem em media, 1000 ou 2000 palavras. :)
Mas e aí gostaram do capitulo? A História ficará mais interessante quando um certo fato, já esperado acontecer, isso vai ser o 4º ou 5° capitulo ok?
Ops Ja falei demais, bom, é isso.