My Magic Book

5 A de Alice


Notas iniciais
E aí, boa noite/bom dia/boa tarde galera, tudo bem?, postando mais um capitulo aki

Capitulo 4: A de Alice

Senti minhas costas batendo em algo duro e macio ao mesmo tempo, quando abri meus olhos e levantei-me vi que eu estava em um campo, havia muitas flores e grama, mas era só isso que se via, apenas flores e grama, para onde quer que você olhasse essa era a sua visão.

“Ai meu deus onde é que eu estou? E como eu vim parar aqui?” – foi a primeira coisa que pensei.

Foi então que, pela primeira vez, reparei melhor em mim mesma. Eu estava com um vestido laranjinha claro, em tom Candy, mas a saia do vestido era parecida com um tutu de bailarina. Eu também usava umas flores presas a meu cabelo, agora soltos. Eu tambem usava uma espécie de bolsa que vinha desde meus ombros até minha cintura, resolvi abrir para ver se tinha algo e realmente tinha, um bilhete, escrito na mesma caligrafia do recado que estava na contracapa do livro.

Desobedecestes-me então?

Mas veja que decepção

Sair daí irá conseguir

Se dos teus lábios um sorriso sair.

Nada nesse mundo sozinho se consegue

Portanto procure as fadas, bonitas e alegres.

No entanto devo dizer

Amigos novos deves fazer

A fada miúda com a flauta na mão

A fada loura com bom coração

Dentre outros que vais ver

Se meus conselhos reconhecer.

Ah, então essa história era séria?Mas de que fada ele estava falando? Arrependi-me profundamente de ter pedido aquele livro. E aquele bilhete então? Que nem uma direção para seguir continha? Argh. Resolvi então seguir em linha reta, em algum lugar eu ia ter que sair.

Eu andei pelo que me pareceram horas, até que encontrei uma floresta, adentrei nela, eu estava morrendo de sede e devia ter algum rio ou riacho ali, toda floresta tem.

De inicio nada vi mas ao fundo eu podia ouvir o som da água.Caminhei em direção ao som, eu sentia que estava perto mas de repente ouvi um maravilhoso som melodioso de uma flauta, seja lá quem tocasse, tocava maravilhosamente bem e eu não pude evitar meu instinto curioso e segui o som. Ele vinha bem do fundo da floresta e eu podia ouvir o sons de alguns animais perto.

“Perfeito só falta ser um gato sorridente que está tocando” – pensei comigo mesma, ler Alice no país das maravilhas havia afetado meu inconsciente e aquele lugar me parecia muito com o que Alice retratava.

Segui o som e acabei por descobrir que a flauta se encontrava mais longe do que parecia, mas finalmente cheguei. Umas folhas do que me pareceu ser bananeira, era o que separava a minha curiosidade de mim, abri sem hesitar, estava demasiada curiosa para manter o tão comum mistério.

Eu via vários animais parados, olhando para a figura minúscula que tocava uma flauta de bambu eles pareciam hipnotizados e acabei por me lembrar do conto “O Flautista”, vários animais de varias espécies estavam ali, tinha até mesmo animais já extintos.

De inicio o que mais me impressionou foi a quantidade de animais, mas logo a criaturinha que tocava a flauta me chamou atenção, era uma mulher, mas aparentava ter minha idade, de cabelos curtos, negros e repicados para todos os lados, ela vestia um vestido azul de um tecido que me pareceu seda, e tinha detalhes em verde e rosa, o que me impressionou foi o fato de que ela tinha...asas? é acho que sim, asas. Lindas asas que pareciam asas dessas fadinhas de contos infantis, um par de asas cor-de-rosa clarinho e calmo.

Ela levantou-se de onde estava sentada e, ainda tocando sua flauta, ela circundou os animais que aos poucos foram saindo, até não ter mais nada a não ser eu e a minúscula criatura que eu começava a acreditar ser uma fada.

— Olá – ela disse para mim com um sorriso enorme – chamo-me Alice – que ironia não acham? – você me parece vir de andropolis, como chegou aqui? Caminhando? Não me parece que tem asas. – ela tagarelava sem parar e eu ainda estava sem reação.

— Pobrezinha – ela falou e meu puxou para sentar na grama, em meio à arvores da floresta, com ela – não sabe falar, arrancaram-te a língua criança? – ela perguntou. Que forma estranha de se falar...

— Não, não me arrancaram a língua – falei sorrindo – sinto muito, mas eu estou muito confusa agora – levantei-me – estou passando por uns problemas e não sei como fazer para resolve-los.

— Por que não me conta tudo, hãm? – podemos dar um jeito juntas.

— É já que estou na chuva é melhor me molhar logo de uma vez – eu disse e então comecei a pequena historia – Eu moro em uma cidade, que parece ser em um mundo paralelo a esse, e eu pedi um livro de presente de natal, mas o livro acabou por me sugar, eu acho, caí no meio de uma imensidão de grama e flores, andei bastante e acabei por te encontrar.

— Natal? – ela perguntou – o que é?

— Isso, não vem ao caso Alice – falei tentando não parecer rude – a propósito me chamo Bella.

— è um prazer Bella – ela sorriu – mas será que posso te ajudar?

— Acho que sim, você sabe como posso sair daqui?

— Bem,existe em um lugar muito distante e de difícil acesso, uma grande macieira que dá frutas mágicas, se você chegar lá pode fazer um pedido, qualquer pedido, e se realiza.

Perfeito, era disso que eu precisava, se essa macieira realmente funcionasse eu poderia voltar para a minha casa, e pensar se isso realmente havia acontecido.

— Perfeito Alice – falei entusiasmada -, mas será que você poderia me levar até essa macieira?

— Mas é claro Bella – ela respondeu sorrindo – mas precisamos de mais pessoas, venha, venha, vamos encontrar a minha amiga Rosalie, tenho certeza que ela vai querer ir conosco, ela é muito amorosa, mas adora uma aventura, vamos? – e ao falar isso ela levantou voo, isso mesmo voou.

— Alice espera, eu não sei voar – gritei e logo depois ela ressurgiu do meio dos galhos das arvores.

— Ops, — ela falou, colocando a minúscula mãozinha na frente dos lábios – força do habito. Iremos caminhando então, mas é até melhor por que você pode me explicar melhor essa história toda.

Seguimos então, nosso caminho, ela me perguntando alguns fatos para melhor entendimento e eu a perguntando outros tambem, em certo momento passamos perto do tal riacho e aproveitei para beber água.

— Mas então, você é mágica? – perguntei, ela pareceu não entender – você parecia estar encantando os animais ainda agora.

— Ah, na verdade mais ou menos – ela disse – eu sou uma fada dos animais, consigo controla-los quando quero e, perto de mim, todos os animais são amabilíssimos. –ela explicou.

— Atah, mas e então, a Rosalie tambem é? Uma fada dos animais?

— Não, Rose é uma transmorfa ela consegue se transformar em animal, mas ela tem mais controle sobre felinos.

— Isso deve ser incrível – maravilhei-me.

— Verdade, olha chegamos – e eu percebi uma casinha cravada no meio de uma clareira, a casa era pequenininha, mas me parecia muito aconchegante. Alice caminhou até a porta e bateu três vezes, a porta se abriu revelando uma loira Muito bonita.

Notas finais
e aí mereço reviews