Notas iniciais
Oi! Primeiramente, quero agradecer a todos os comentários do capítulo anterior, muito obrigada! Gostaria de dizer que esse capítulo demorou a ser postado porque eu não conseguia me decidir a o que fazer com ele. Quem estava acompanhando a fic antiga e chegou a ler esse capítulo vai conseguir perceber que nesse ponto, eu alterei o meu material original, para que a fic não viajasse muito. A partir de agora, estou tomando um rumo novo e, por isso, estabelecerei o tempo de uma semana para postar os capítulos novos a partir da próxima postagem que será no domingo (dia 3 de janeiro). Estarei postando esse hoje, pois quero desejar aqui um feliz 2016 a todos vocês leitores! Boa Leitura

Damon

O cheiro doce de rosas invadiu as minhas narinas antes mesmo que eu abrisse os olhos, primeiramente achei que ainda estava sonhando, mais a luz fraca da manhã que entrava pela minha janela me fez abrir os olhos e perceber que Elena estava mesmo em meus braços.

O quarto, cheirando ao mofo das lembranças trancadas nele a anos, já não me causava náuseas ou repulsa. A nove anos, quando estive aqui pela última vez, sentia muita raiva de mim mesmo por tudo que eu estava passando e pela pessoa fraca e viciada que eu era, e não, eu não estou falando de drogas, o meu vício tinha nome, sobrenome e uma péssima reputação.

Por um momento eu jurei que sucumbiria as lembranças na madrugada passada, eu me sentia forte o suficiente só por pisar em Mystic Falls, mais eu não era forte por estar sozinho, eu era por Elena. Ela me fizera relaxar quando eu começava a virar uma pilha de nervos, chamando minha atenção para si e me mostrando partes ainda ocultas dela, sorrindo e tocando melodias no violão em que eu dei meus primeiros acordes.

Então o passado já não me era mais importante, ali, somente Damon e Elena se divertindo era o que me fazia sentido.

Elena. O braço dela repousava sobre o meu peitoral e ela ressonava baixo, o que me fez sorrir. Lembrei-me do beijo que trocamos na piscina de madrugada, tão doce e irresistível, se não fosse a falta de ar, me colaria a ela naquele beijo pelo resto da minha vida... Ainda não sabia o que eu próprio estava sentindo a respeito dela, mais deveria ser apenas atração, a que você acaba sentindo por uma amiga próxima em um estágio da sua vida... Não era hora de pensar naquilo ainda... Quem diria que a pirralha e eu ficaríamos tão próximos? Sempre fomos como cão e gato, eu era uma peste, admito, mais que adolescente não pega no pé dos mais novos?

Toquei o braço dela e ela se mexeu, lembrando-me do quão frágil ela sempre fora, sentia-me mal as vezes, quando implicava com Elena porque ela quase sempre chorava pelas minhas brincadeiras e eu não era de ferro, eu sentia pena da pirralha. Ergui seu braço devagar sobre o meu corpo e o depositei na lateral do seu, me afastando um pouco, estávamos próximos demais, dormimos abraçados, mais diferente das outras vezes em que isso aconteceu, não havia sido depois de muita bebida e nem muito menos minha cabeça martelava da ressaca...

Quando levantei, segui para o quarto onde estávamos hospedados e entrei no banheiro, depois de fazer minha higiene matinal recolhi nossos pertences, os de Elena não estavam espalhados, o que deixou minha tarefa bem fácil, então os levei para o meu antigo quarto onde ela ainda descansava. Como disse, aquele lugar já não me amedrontava, eu estava bem comigo mesmo, então não fazia sentido fugir dele.

Desci as escadas encontrando a turma reunida apertada no sofá da sala curtindo uma piada interna... A pirralhada, claro... Essa bagunça não fazia o estilo de Alaric ou de Katherine. Os dois ainda enrolavam na sala de jantar, ela fingindo comer uma maçã e ele devorando uma panqueca.

– Finalmente! – A morena balbuciou mal-humorada, os olhos negros me fitando sem ânimo – A bela adormecida acordou...

– A gente vira a noite na gandaia e você que acorda quase meio dia – Ric ironizou e eu revirei os olhos.

– Come essa maçã, é a única coisa que sobrou do café... Ric ta comendo a última panqueca... – ela jogou a fruta na minha direção e eu tive que segurar, mesmo sabendo que ela estava com o meu irmão agora, nós dois já havíamos sido bem próximos, bom, até demais, Katherine não era a melhor definição de amiga que eu tinha, mais era melhor que nada.

– Por favor me digam que não foram ao Chris Ring’s ontem a noite – perguntei desanimado mordendo a maçã.

– Como você adivinhou!? – Ric perguntou-me rindo, tinha que ser, Chris Ring’s era uma espécie de bar com atrações musicais que costumávamos frequentar na fronteira de Mystic Falls, quando éramos adolescentes, lá não haviam fiscalizações e os menores entravam livremente, também não havia baderna, porque o Chris, o dono do local, um motoqueiro de uns 50 anos, tatuador e todo tatuado, cabelos brancos, cavanhaque, alto, barrigudo e que vivia de jaqueta de couro preta e óculos na cabeça, não deixava. Ele e sua gangue de motoqueiros cinquentões mal-encarados faziam uma espécie de guarda do local e quem ousasse estragar a festa... Bom... Deixa essa parte pra lá...

– A pirralhada não deu trabalho pra vocês?

– Eles são até bem comportados... – Katherine falou sem ânimo e eu balancei a cabeça.

– Procurei você e a Elena no quarto mais não responderam... – Ric começou a falar mais foi interrompido.

– Na verdade ninguém procurou não – Ouvi o inconfundível sotaque britânico de Klaus as minhas costas, me virei e o vi tirando uma garrafa de água da geladeira – A Rebekah contou o que você e a Elena estavam fazendo lá no quarto e como não saíram a tarde toda, ninguém quis incomodar...

– Eu não acreditei... – A voz de Katherine soou mais alta a dele e a nossa atenção voltou-se para ela, arqueie a sobrancelha em sua direção e ela sorriu irônica – Vocês não tem nada a ver, são como faces opostas de uma moeda, são incompatíveis, não se encontram, e mesmo que vocês estejam juntos, o que eu discordo e vou conseguir provar que não estão – ela levantou-se da cadeira em que sentava e dirigiu-se até a saída para a sala — nunca darão certo...

Então a dúvida pairou sobre a minha cabeça, o que eram 5 anos na vida de duas pessoas que passaram a infância e a adolescência sem gostar um do outro? Não que eu odiasse a Elena, eu gostava, eu gosto dela... Mais... E ela? Será que lá no fundo, ainda sentia raiva ou mágoa de mim, do que eu fizera a tantos anos atrás? Mesmo com as coisas em comum descobertas na noite passada, Elena e eu ainda assim, continuávamos sendo bem diferentes.

– Ela ta errada... – Alaric disse chamando minha atenção para si, provavelmente notando a confusão em meus olhos – Katherine está errada, Damon. Yin e Yang ou faces opostas de uma mesma moeda, são como peças de um quebra cabeças, precisam ser diferentes pra terem um encaixe perfeito, elas se completam. Eu fico feliz que você esteja bem com a Elena.

– Nós ficamos felizes, mesmo com o gosto pra fantasias sexuais peculiar de vocês... – Klaus falou e Ric concordou com a cabeça.

Elena

Levantei-me preguiçosamente da cama do antigo quarto de Damon, ele já não estava lá, mais pude notar que nossas bagagens repousavam juntas em frente ao antigo guarda roupas dele. Não pude deixar de me perguntar o que havia ainda lá dentro, mais eu era incapaz de abrir por não me lembrar do que eu própria havia deixado pra trás quando fui embora.

No quarto não havia banheiro, era simples e menor do que todos os outros, mais eu sentia-me aconchegada ali. Por volta das 4h da manhã havíamos ido até a sala de jogos e trago a televisão que ficava lá e o seu antigo console de Playstation, o desafiei na corrida e perdi, eu não era muito boa em correr mais sabia que ele era, Stefan a muito tempo havia me dito que o irmão era louco por jogos e eu gravei aquela informação pois estava aprontando um plano para sumir com os preferidos dele, mais antes que eu botasse o plano em ação, Damon saiu da cidade.

Aquilo me fez questionar o quanto havíamos mudado, bom, talvez eu nem tanto já que empurrar o Stefan no meio da gincana da mãe dele e nos fazer perder propositalmente não fora a atitude mais madura que eu tomara na vida, mais o apoio que eu dava a Damon sim. Durante os dias que antecederam nosso retorno a cidade, eu só conseguia enxergar a minha parte da história, os meus pesadelos com Mystic Falls e tudo que nela estavam. Cheguei a ter vergonha de encarar meus antigos amigos pois, até eu mesma sabia o quanto a minha atitude havia sido covarde, eu fugi da minha cidade deixando não só o Stefan e a minha tia desgraçada, mais todo o resto bom da minha vida. Mais diferente de Damon, eu havia ido por conta própria.

Damon havia sido obrigado pelas circunstancias a se afastar dali e eu agora entendia porque tudo parecia ser mais doloroso para ele desde a notícia de para onde estaríamos indo. Realmente era. Então lembrei-me de Madelaine.

Aquela garota parecia a encarnação do coisa ruim para o Damon. Como ela pode ser tão insensível sumindo, carregando na barriga um filho dele? Aquela ideia me causava repulsa mesmo com todo o histórico que ele e eu tínhamos, Damon jamais mereceria isso. Perguntei-me se Lily sabia, mais provavelmente a resposta era não, aquela mulher caçaria Madelaine até saber exatamente o paradeiro do seu neto e a traria a força para Mystic Falls se preciso. Ou não...?

As fotos dela ainda estavam na parede junto a dos demais, ela havia sido muito importante para ele, mais do que um dia eu acreditava que seria, mais até do quanto Stefan fora para mim. Eu não podia ser tão egoísta com Damon, eu não podia deixá-lo sozinho, devia isso a ele, tinha uma dívida de gratidão por ele ter me acolhido a cinco anos a trás, éramos amigos agora, mais eu não podia ter certeza de até quando ele aguentaria tê-la por perto.

Felizmente hoje era domingo. Se ela estava lá por Lily, ou pelo dia dos fundadores, ou seja lá pelo quê, aquele domingo era o último dia em que ela e sua aura negra estariam por perto. Sorri de imediato. Eu tinha um plano para não deixar meu namorado fajuto perto da ex.

Iria deixar que a galera decidisse o que fariam no último dia ali e daria um jeito de tirar o Damon de perto. Era simples, seja lá o que eles fossem fazer, nós faríamos o contrário.

Então meu coração apertou.

Em meio aquelas fotos antigas de Damon, uma chamou-me a atenção. Eu não havia a notado anteriormente ali e até preferia que continuasse assim.

Meus pais sorrindo ao lado dos pais de Damon e a frente deles, Jeremy e eu de mãos dadas e Damon e Stefan na outra extremidade. Quis saber o porquê de aquela foto estar ali, mais provavelmente o maior significado para ele fosse estar ao lado do irmão e junto aos pais. Jeremy. Meu irmão ainda não falava comigo e eu não tinha o direito de o culpar por isso, éramos tão próximos e eu o deixei. A minha consciência pesada era incapaz de achar uma forma boa de pedir desculpas, acho que não existe uma forma boa de pedir desculpas... Ele nunca me perdoaria, mais e meus pais? Poderiam me perdoar por isso de onde quer que estivessem? Sentia tanta falta deles, minha mãe sempre disse que não havia problema sem solução, mais talvez o que eu fiz fosse uma exceção à regra... Dei as costas aquela foto engolindo as lágrimas que ameaçavam cair sobre o meu rosto. Puxei a mala, sem ter a mínima vontade de parar para procurar o que eu precisava, e segui em direção ao corredor lembrando-me que na porta ao lado havia um banheiro, precisava urgentemente de uma boa chuveirada.

Damon

Katherine não dava ponto sem nó, eu lembrava perfeitamente disso, então, se ela disse com tanta convicção que Elena e eu não estávamos juntos, era provável que ela já tivesse descoberto alguma coisa, mais o que? Minha mente trabalhava em busca de uma resposta mais era inútil, Elena e eu não deixamos pistas sobre o nosso relacionamento de mentira, estava andando tudo como planejado (se bem que não planejamos como levar aquela situação a diante, exatamente).

Mais e daí que ela tinha alguma suspeita? Hoje mesmo estaríamos fora do confinamento que minha mãe havia imposto a todos com aquela história de gincana, minha mãe prontamente estava de viajem pra encontrar meu pai, amanhã voltaríamos a nossa rotina em Mystic Falls, Stefan e Katherine passariam o dia fora em seus respectivos trabalhos, Caroline, Elena e Eu nos ocuparíamos com os nossos, faríamos nossas refeições no Grill longe deles e a noite nem precisaríamos olhar na cara um dos outro e em mais duas semanas e meia ou menos, poderíamos voltar a nossa Nova York. Estava tudo sobre controle, tudo mesmo.

– Damon! – ouvi a voz de Caroline soar da sala, suspirei jogando os restos da mação no lixo e segui em direção a eles. Ainda apertados no sofá, a pirralhada prestava atenção na minha mãe parada no meio da sala com duas malas gigantes em cada lado, mais não conseguiam manter a seriedade por um minuto. Elena já estava ali, apertada em meio a Matt e Tyler na maior baderna, no fundo ela gostava daquilo, estar com os amigos, mais por algum motivo aquela visão me incomodou. Percebi minha mãe a desaprovando com o olhar enquanto eu segui, afim de me sentar no braço da poltrona em que estava Katherine, a mais próxima de mim.

– Bom, crianças, eu não vou poder ficar mais com vocês aqui, tinha preparado mais algumas provas coletivas para fecharmos o domingo essa tarde, mais Giuseppe me espera na Europa – ouvi alguns “Ahhh” em lamento vindos do sofá provavelmente de Tyler e Matt. Fiquei feliz com a notícia, afinal significava que Elena e eu poderíamos pegar o beco e nos mandar dali, mais pela forma e o entusiasmo com que ela ria com os outros, não pude deixar de me perguntar se ela realmente queria ir – então é isso meninos, obrigada por virem – mamãe seguiu até Stefan e o deu um beijo na bochecha, depois seguiu em minha direção e eu presumi que faria o mesmo – Espero que ainda esteja aqui quando eu e seu pai voltarmos, amor – ela me disse olhando-me nos olhos.

– Boa viajem, mãe – respondi balançando a cabeça positivamente, ela então virou-se para o sofá e mandou vários beijos pelo ar na direção do amontoado de pirralhos.

– Tchau Lily! – A voz de Madelaine soou do pé da escada, não havia reparado que estava lá, ela sorriu para a minha mãe que retribuiu com um sorriso, um aceno de mão e um beijo.

– Tchau, Maddie, meu amor. Espero que volte mais vezes a Mystic Falls. Meninos, um ultimo aviso – ela chamou nossa atenção mais uma vez — Vocês podem ir a hora que quiserem, Anna, cuide da casa – ela completou sorrindo, virando-se em seguida para a porta. Não demorou tanto e ela seguiu para fora, entrando logo no carro onde o antigo motorista da família a esperava.

Só esperaria o melhor momento para falar com Elena e a perguntar se já poderíamos ir.

Então fui surpreendido por Anna que tratou de levantar logo que a porta foi fechada por um dos empregados da casa. Ela olhou a volta e revirou os olhos, estranhei aquela cena e logo franzi o sênior, minha prima tava aprontando alguma...

– Até que em fim! – ela disse em um suspiro – Finalmente a casa ta liberada. – checou o celular e digitou alguma coisa. Então foi a vez de Tyler e Jeremy se erguerem.

– A Minivan que eu aluguei deve estar chegando também, meu amigo vem trazer ela – Tyler anunciou a Anna pegando o celular do bolso e checando algo – É, ele já já chega ai.

– Vou dispensar os empregados – Jeremy seguiu em direção a cozinha.

– Não, Jer, deixe eles ai mesmo... Só vai lá e paga eles pra ficarem de bico calado... – Anna falou despreocupada, enquanto tentava prender o cabelo em um coque.

– Mais do que diabos estão falando? – perguntei aturdido a Anna que ainda teclava no celular. Ela bufou contrariada e levantou o olhar afim de me encarar, cruzei os braços esperando uma explicação.

– Certo – recomeçou a falar direcionando seu olhar para o sofá – Todos os anos a titia e o titio viajam nessa exata época, como ela sempre inventa essa gincana, a gente se reuni e brinca um pouco, só que esse ano todos estão convidados para ficar e aproveitar nossas miniférias...

– O que você ta aprontando dessa vez? – Stefan perguntou a ela...

– Se você fosse menos sério, mandão e chato, participaria... Pode ir pra sua casa...

– Anda Anna, o que tu ta pensando que vai fazer? – exigi já temendo o pior. E se, mesmo com aquele papo, ela tivesse enlouquecido e colocado a casa a venda. Anna sempre teve carinha de anjo, mais era mais perigosa do que pivete na Times Square. O resto continuou calado observando aquele nosso impasse familiar.

– Gente, vocês não podem ter concordado com... – ele se virou pro pessoal no sofá e ele apenas balançaram os ombros – Sério mesmo que vocês vão badernar nessa casa!? – A voz de Stefan soou aguda demais e eu até estranhei, mais não era para menos, aquela garota enlouqueceu mesmo... Anna apenas revirou os olhos.

– É... Vai todo mundo badernar nessa casa! Agora anda, se mandem daqui vocês que não querem aproveitar e se isso vazar pra tia Lily, vocês vão se ver comigo – olhou dele pra mim com sua expressão mais séria.

– Você tá maluca, que ideia mais sem fundamento! – a feição de Stefan era a pior possível, mais a minha também não estava lá essas coisas.

– Não podem farrear aqui de uma hora pra outra, Anna – Falei tentando me impor – É doidice, acho que vocês não são nem maiores de idade... E a mamãe? Você vai matar a mamãe de infarto se ela souber dessa história!

– Não é de uma hora pra outra... Jeremy, Tyler e eu estamos planejando isso desde o ano passado, essa casa é quase fora da cidade, é perfeito, ninguém vai ficar sabendo que estamos aproveitando e se duvidarem de qualquer coisa... Fugimos para a casa dos Gilbert...

– Pronto, já paguei todo mundo, Anna... Vão ficar de bico calado – Jeremy retornou a sala na maior tranquilidade.

– Ótimo, está tudo sobre controle... Será que dá pra contar com vocês pra essa história não sair daqui? – Ela perguntou pra galera do sofá, alguns colocaram os dedos sobre as bocas, outros puxaram um zíper imaginário e outros concordaram com a cabeça. Será que só eu e Stefan estávamos achando aquilo loucura?

– Isso é loucura, loucura total. – finalmente mais uma alma sensata, Elena – Não podem fazer festa aqui, e se ela retornar!?

– Já disse que tá tudo planejado – ela voltou a afirmar.

– Além disso já gastamos nossas economias em bebida e comida – Tyler falou...

– Verdade – Matt concordou do sofá.

– Vocês também estão metidos nessa mesmo, né? – Stefan perguntou mais eles apenas fingiram ficara cabisbaixos

– Jeremy seja sensato, é a casa dos Salvatore, não a sua... E se der alguma coisa de errado? Como vão arcar?

– Não venha me dar lição de moral, Elena, não agora.

– Não é lição, Jeremy. Eu sou sua irmã mais velha e isso vai dar confus...

– Eu não tenho irmã mais velha! – ele a encarou e eu pude ver a tristeza nos olhos dela – Você mesma deixou isso claro anos atrás.

– Eu acho que já somos todos maiores de idade... – Madelaine se pronunciou levantando do pé da escada. A encarei furioso mais ela não se abateria por aquilo.

– Bom... A brincadeira vai continuar ou não?

– A barra ta ficando meio pesada e vocês são família... Resolvam logo ai... – Matt disse meio envergonhado.

– Quer uma carona, Ric? – Rebekah perguntou e pude o ver concordar com a cabeça.

– Será que dá pra me levar na casa do Stefan? – Katherine perguntou procurando alguma coisa na bolsa — Pelo visto a coisa vai demorar por aqui... – Rebekah assentiu e eles subiram um atrás do outro pela escada. Aquilo era mesmo coisa da pirralhada, eles não estavam metidos...

– Será que dá pra vocês serem racionais? Não tem como transformar a casa no seu clube pessoal, Anna. Vocês acham mesmo que isso não vai vazar? – Perguntei voltando minha atenção para a minha prima.

– Só vamos colocar um sonzinho e tomar cerveja na beirada da piscina, cara... – Tyler disse e eu revirei os olhos.

– A Elena tem razão, vocês não podem fazer isso – Stefan disse na direção dos três e eu os encarei concordando com ele.

E quem disse que eles vão fazer isso sozinhos? – Não era possível. Aquela voz me surpreendeu.

– Lexi! – Stefan esbravejou decepcionado batendo com as duas mãos sobre as coxas – Tinha que ter um Cérebro Mor por trás disso tudo...

– Eu espero que isso seja um elogio – ela bateu a porta a suas costas sorrido enquanto puxava as malas para próximo da gente.

– Ainda bem que chegou, prima... Diz pra esses idiotas que ta tudo sobre controle...

– Salvatores! A quantos anos eu não vejo os dois juntos! Meus primos preferidos!

– Somos seus únicos primos! – Stefan bufou enquanto ela o abraçava.

– Isso é o de menos, Tefinho... – ela seguiu na minha direção de braços abertos e eu sorri. Era a Lexi, meu anjo da guarda em forma de prima, eu a amava não importa o quão louca estava em apoiar essa ideia, então a acomodei em meus braços de bom grado – Senti tanto a tua falta, Damon – ela começou baixo, para que apenas eu a escutasse – espero que dessa vez não nos abandone mais por nove anos por nenhuma garota seu desgraçado...

– Ainda não viu quem ta ali perto da escada... – sussurrei de volta e ela se virou no mesmo momento encarando Madelaine que sorria.

– Eu não acredito que você ta por aqui, Maddie – Lexi podia sorrir, mais seu tom de voz denunciava o que estava sentindo de verdade, um meio termo entre raiva e repulsa por Madelaine.

– Olha quem os bons ventos trazem de volta a esta cidade! – Katherine disse do início da escada, descia com a maleta em mãos seguida de Alaric.

– Katherine, você não envelhece! – Kath bateu continência para Lexi, um sinal que as duas tinham quando ainda morávamos aqui – Saltzman, Saltzman, Saltzman... – Ela o olhou dos pés a cabeça e ele sorriu envergonhado.

– Alexia Branson – ele lhe cumprimentou mais ela fez uma careta.

– Sempre formal demais Ric... Quando vai me convidar pra sair?

Não pude deixar de rir da cena, Lexi sempre foi doida por Ric, mais ele não tava muito ai para ela, sempre fomos amigos e eu os queria ver juntos até, mais acho que ela sempre assustou ele sendo tão “Lexi”...

– Bom, voltando aos negócios... – Ela tentou recomeçar mais Stefan, parecendo estar tendo um ataque de pelanca, a interrompeu.

– Que negócios o que? Não vai ter negócio nenhum aqui!

– Ahh, vai ter sim, Stefan... Ou eu conto pra todo mundo que você...

– Apaixonado pela Elena? – A voz fina de Stefan ecoou alto antes que Lex terminasse sua frase, ele notoriamente estava nervoso, Stefan só falava fino quando ficava nervoso... Lexi soltou uma gargalhada sem se abater.

– Você sabe muito bem do que eu to falando, priminho...

– Lexi...! – ele rosnou com raiva em seguida olhou-me sério – É bom você – ele apontou na minha direção — resolver isso tudo, irmão. Não me decepcione! – esbravejou seguindo para o porta chaves e pegando a sua, ele disparou porta a fora me deixando com a maior cara de taxo sem entender nada enquanto a Lexi ainda ria.

– É melhor a gente se mandar meu povo! – Donovan disse fazendo sinal com a mão chamando os outros que o seguiram. Madelaine havia subido as escadas.

– Ei, pra onde vocês pensam que vão? A festa ainda nem começou! – ele disse na maior alegria, fazendo Tyler e Matt sorrirem junto.

– Ok, vamos acabar com isso agora – Falei encarando Lexi. Ela deu de ombros sorrindo, esperando que eu continuasse – Lexi e pirralhos, não vai ter porra de festa nenhuma aqui!

– Você não quer botar banca na casa da mamãe e do papaizinho nove anos depois de pisar aqui pela última vez! – Anna gritou me enfrentando.

– Wow... Ta bom, chega – Lexi se pôs a nossa frente me fazendo a encarar nos olhos – Damon, quantas vezes eu fui a pessoa mais responsável que você conheceu? Não responda! – ela gritou rapidamente quando eu abri a boca para dizer que o Stefan aos 12 anos era mais responsável que ela com 20 – Quantas vezes eu confiei em você quando me disse que estava tudo sob controle mesmo todas as circunstancias dizendo o contrário? – Calei-me, eu não tinha argumentos contra aquilo e ela sabia – Quantas vezes eu confirmei suas histórias mirabolantes aqui em casa e te ajudei com seus planos absurdos quando precisou? Sempre deu certo, Damon, nossas loucuras davam certo... Então não estrague a dos meninos por que acha que já cresceu – Desviei o olhar contrariado e então, depois de alguns segundos balancei a cabeça.

– Ok, mais nós vamos ficar... Elena e eu vamos ficar, pra ter certeza que isso não vai acabar mal – respondi por fim e ela relaxou sorrindo pra mim, mais pude perceber que Elena esbugalhou os olhos na minha direção – Mais por que ta fazendo isso? Por que embarcar na dos pirralhos?

– Achei uma boa, sabe...? – ela disse começando a se afastar de mim – Ando meio triste esses tempos, não daria pra eu chegar pra gincana da tia Lily também... – Era por isso, ela queria se divertir? – Anda molecada, vistam seus biquínis e suas sungas! Principalmente você, Alaric, nada de ir embora, vamos botar o papo em dia, ta ouvindo? – ela o olhou sugestiva e ele arregalou um pouco os olhos – Tyler, criança... Vai ligar o som do tio Giuseppe lá fora! Vamos curtir! – A pirralhada toda subiu em direção aos quartos.

– Damon, eu vou matar você – Elena praguejou na minha direção e eu não soube o que responder, ainda não estava certo a respeito da decisão que eu tomara, mais não deixaria nada sair errado, não queria ver nenhum deles com problemas.

– Tive que fazer... – respondi e Elena bufou antes de subir as escadas e eu encarei meus antigos amigos que ainda estavam ali – Por favor, fiquem – falei em suas direções e Rebekah encarou Ric – Vai Ric, não deixa a Lexi te assustar... — ele revirou os olhos e eu considerei aquilo como um sim.

– Caroline vai ficar, então eu não saio daqui também... – Foi Klaus quem disse, o que fez Rebekah sorrir.

– Katherine? – Perguntei por educação, achando que ela preferiria ir para casa com Stefan.

– A bebida é de graça, né? – perguntou dando de ombros. Sorri falso em sua direção. Ela também ficaria...

(...)

– Muito bem soldados! – Lexi chamou a atenção de todos. Elena e eu estávamos na área da piscina, próximo a entrada da cozinha – VAMOS APROVEITAR! – ela gritou e Tyler ligou o som do meu pai, aumentando para o volume máximo.

– Que ideia maluca foi essa? – Elena me puxou para a cozinha e perguntou-me, pondo as duas mãos na cintura – Você ficou doido? Como vamos terminar o NOSSO trabalho, você sabe... a única coisa que nos levou a voltar pra cá a princípio de conversa, ficando aqui e reparando esse pessoal que parece que não cresceu?

– Tive que fazer, por favor me entenda... Além disso, sua amiga Caroline, parte interessada no NOSSO trabalho, está lá fora dando pegando o Klaus na piscina! – tentei argumentar enquanto ela corava, o que me fez lembrar de quem é que estava pegando quem na piscina noite passada. Sua raiva pareceu aumentar.

– Te entender? Te entender, Damon? Fala sério... – ela bateu as mãos na lateral do corpo sem acreditar no que eu estava pedindo – Ótimo, vamos pagar de babás e cuidar da casinha da sua mãe então, ficando de olho nesses moleques comandados pela sua prima Lexi... – ela me encarou zombando.

– Elena, falo por experiência própria, a Lexi é meio pirada – ela bufou mais eu continuei – Não vou deixar a casa dos meus pais na mão dela e da mini-doida da Anna e seu irmãozinho Jeremy... E se der alguma coisa errada? Alguém tem que supervisionar!

– Deve ser pra isso que a Lexi ta no meio!

– Eu não vou embora, já nos meti nessa, vou ficar...

– Damon!

– Elena! – a imitei tentando descontrair, mais ela continuou enraivecida – Olha, tudo bem... Se quiser voltar pra casa do Stefan, vai...

– Eu não quero voltar pra casa do Stefan...

– Ótimo, então vamos ficar! Se não quer ficar por mim, fica pelo seu irmão... Ele também ta no meio dessa doidice... – Elena passou as mãos pelos cabelos parecendo analisar a ideia – Meus pais não devem demorar, isso deve durar no máximo uns 3 dias...

– Okay... – Ela deu-se por vencida parecendo não acreditar no que estava dizendo – Okay, Damon... Vamos ficar, mesmo que o meu irmão não esteja falando comigo...

– Elena... – cheguei próximo a ela e coloquei minhas mãos sobre seus ombros a fazendo olhar em meus olhos – Ele vai te perdoar – disse concreto, mais ela ironizou desviando o olhar – Hey! – a chamei e ela voltou a me encarar – Falo por experiência própria, ou você acha que eu não sei que o Stefan te ajudou a sumir com o meu CD autografado pelo Jared Leto? – ela fez uma careta, provavelmente lembrando do que fez, quando eu me aproximei dela agi por impulso e a abracei.

– Se eu tivesse sumido com um CD do Jeremy, teria mais esperança em ser perdoada... – ela disse somente, aceitando de bom grado meu abraço.

Notas finais
Espero os comentários de todos! Meninas que já haviam lido a fic anterior, o que acharam da mudança? Favoritem! Até o próximo!