My Lover

18 Capítulo 18


Notas iniciais
E que comece a 3ª temporada...

Capítulo 18

Três meses depois…

Estávamos no Tennessee, onde Klaus sabia que existia um lobisomem: Ryan Sutton. A casa ficava no meio do nada, e estava toda iluminada. Uma mulher loira apareceu de dentro da casa e assobiou.

-Rudy? Onde estás? Está demasiado calor para ir à tua procura! – gritou ela e pegou na tigela de água do cão.

-Seguimos como o planeado – disse Klaus e pegou na minha mão.

Corremos os dois até lá e a mulher levantou-se.

-Ah! – gritou ela. – Assustaram-me!

-Oi, desculpa, não te queríamos assustar – disse Klaus.

-Posso ajudar-vos?

-Sim, o nosso carro ficou sem gasolina a alguns quilómetros atrás e estamos a andar há horas e esta é a primeira casa que vemos e esperávamos que pudéssemos usar o teu telemóvel.

-Não têm o vosso?

-Sim – falei e tirei do bolso das jeans o meu telemóvel. – Ficou sem bateria e ele odeia tecnologia.

-Acho que vou repensar no assunto – prometeu ele, arqueando as sobrancelhas e olhando divertido para mim.

Ela pareceu não acreditar em nós.

-Prometemos que não somos ladrões ou raptores, só queremos usar o teu telemóvel – disse ele e ela sorriu.

-Claro – disse ela e virou-se para entrar em casa.

-Ah, e seria abusar muito da tua bondade se pedisse para usar a tua casa de banho? – pedi. (N.B: Só mesmo para serem convidados, não?! )

-Sim, seria. Para além disso, a casa de banho está avariada – falou ela, sem olhar para nós e Klaus intrometeu-se no caminho dela e pegou-lhe no pescoço, obrigando-a a olhar para ele.

-Por favor, mostra-nos um pouco da hospitalidade sulista.

Ela pareceu surpreendida, mas como não estava a usar verbena, assentiu.

-Por favor, entrem – disse ela e seguimos ela.

-Aposto mil dólares em como aquele cão fugiu para uma casa com ar condicionado – disse uma mulher de cor que estava a preparar o jantar. Olhou para nós. – O que se passa?

-Por favor, não fique alarmada – disse e dei um passo em frente. – Sabemos que Ray Sutton vive aqui.

-Ele quase nunca cá está. Está sempre na estrada.

-Foi o que eu pensei – falou Klaus. – Onde está ele agora? Se eu tiver que fazê-la falar, será muito doloroso.

A mulher desatou a correr para a porta principal e abriu-a. Eu segui-a, com a minha velocidade sobrenatural. Ela abriu a porta e gritou ao ver Stefan, á espera para entrar.

-Adoro quando elas correm! – exclamou Klaus com a jovem loira ao lado dele.

-Ele está em Tulley! – respondeu a senhora de cor. – É próximo à fronteira, num bar chamado Southern Confort. É na autoestrada 41.

-Obrigado, meu amor – agradeceu Klaus e virou-se para a loira. – Agora, o meu amigo pode entrar?

-S-sim – disse ela, chorando.

Stefan abriu a porta e entrou descontraidamente.

-Mata esta rapidamente – mandou ele, atirando a loira para os braços de Stefan. – Faz aquela sofrer. Estaremos no carro. (N.B: Stefan, o estripador :OO )

Normalmente, eu ajudava Stefan na chacina, mas afinal Klaus hoje queria-me ao lado dele o tempo todo.

Saímos os dois de casa e eu olhei uma última vez para aquelas duas mulheres que iriam sofrer nas mãos de Stefan. Peguei na mão de Klaus e saímos da casa. Não foram precisos muitos passos até ouvirmos os gritos agonizantes delas as duas.

Arrepiei-me toda. Eu tinha medo de Klaus, mas ao mesmo tempo amava-o. Amava-o? Como? Eu amo o Klaus de há mil anos atrás, mas e o Klaus de agora?

-Elas dificultaram o trabalho, sweetheart – ele sempre dizia-me isto. – Se elas tivessem colaborado mais não tinha que pedir ao Stefan para as matar.

-E por que desta vez não me pediste para o ajudar?

-Porque o Stefan precisa de se alimentar, e tu hoje já tiveste a tua refeição – disse ele e entrámos no Jeep.

-Agora controlas a minha dieta alimentar?

-Não. E chega de perguntas – falou Klaus, e a última frase com uma ameaça por trás das palavras.

Encolhi-me no banco de trás e fiquei a olhar para a casa, que àquela distância era apenas um ponto de luz.

Enquanto esperávamos por Stefan, resolvi fazer uma retrospetiva dos últimos três meses. Stefan fazia tudo o que Klaus mandava, mas eu sabia que por dentro ele sofria, que no fundo ele não tinha desligado os seus sentimentos, e eu também sabia o motivo: Elena. Ela estava viva, e ele esperava que depois de Klaus se cansar dele, ele poderia voltar para ela.

E eu… bem, eu era o brinquedo de Klaus, no sentido literal da palavra. Eu ia para a cama com ele, fazia tudo o que ele pedia e tinha que estar sempre ao lado dele, a não ser que ele dissesse o contrário, como por exemplo, as missões em que ele me mandava. Basicamente, eu respirava Klaus dia e noite, e o pior de tudo era que eu gostava disso. Nunca tinha estado tão perto dele, e eu gostava disso, mas por outro lado sabia que o que ele estava a fazer (e eu ainda não sabia bem o que era) era errado. (N.B: O famoso problema das hipnotizações…)

Stefan apareceu e sentou-se no lado do pendura.

-Vamos fazer uma pequena visitinha ao Ray Sutton – disse Klaus, sorrindo diabolicamente.

©AnaTheresaC

Notas finais
O que acharam? Este é o capítulo para o início de uma nova etapa na vida de Samantha. É também o início da 3ª temporada, por isso, muita coisa poderá acontecer a Sam!
E também, se ninguém tivesse comentado a fic, este capítulo jamais existiria, apenas o último que foi postado, que deixou um final MUITO aberto. Continuem a comentar, porque se não tiver comentários, já há mais dois capítulos que podem deixar um final MUITO aberto.
XOXO, até domingo!