My Love Story

1 I Wish I Knew You Were Trouble


Notas iniciais
Novo semestre. Menos seis meses da minha ''carga horária'' anual. Acordei com meu despertador das 5:15 da manhã tocando, e saí da cama ainda cambaleando.Me enfiei no chuveiro e tomei um banho consideravelmente rápido. Coloquei meu uniforme, passei uma boa base no rosto para disfarçar as olheiras e penteei meus cabelos. Estava na hora de voltar para a escola.

Primeiro tempo de aula, e já tivemos que sair de sala para ir ao auditório. Pelo visto, eles tinham algum daqueles anúncios fúteis para fazer, pra variar um pouco. Me sentei perto de algumas pessoas conhecidas e depois de todos se acomodarem, finalmente a coordenadora pegou o microfone e começou a falar.

Não dei a mínima para absolutamente nada que ela falou, a não ser pelo momento em que ela anunciou:

– ''Nesse semestre, haverão algumas mudanças para vocês'' — fez uma pequena pausa, e continuou — ''Trocamos um de seus professores. O novo professor começa hoje''.

FODEU. Eu sempre gostei de todos os meus professores (o que é um milagre, pra alguém na minha idade), e eles simplesmente trocam um deles?

Passaram-se dois tempos de aula e finalmente pudemos conhecer o tal novato. Não fiz nenhum esforço para pelo menos tentar gostar dele ou de suas aulas. Porém, ao passar dos dias, percebi que ele era um pacote completo: simpático, inteligente, paciente, atencioso, engraçado e sim, BONITO. Um deus grego, direto dos livros de mitologia, veio me dar aula?

Sim, tenho que admitir, que desde então comecei a me empenhar mais durante as aulas dele. Minhas notas não são as melhores, mas não perco nenhuma aula, nem se eu tiver doente. Talvez eu esteja exagerando, afinal, ele só está na minha escola porque é um bom professor, então provavelmente NUNCA daria bola para uma aluna. Deu pra sentir meu drama?

Decidi que, uma vez que eu não teria nenhuma chance com ele, eu pelo menos poderia tentar me manter próxima. Então veio o grande plano, resolvi chamar ele para me dar uma aula no hotel onde eu estava ficando (sim, dei um tempo em um hotel, porque meu quarto está em reforma).

Aproveitei que no dia de hoje teria uma aula com ele e quando todos já tinham saído da sala, fui até a mesa dele:

– ''Oi.'' — sim, isso foi o melhor que eu consegui dizer.

– ''Hum... Oi!'' — ele sorriu, isso é um bom sinal?

– ''Er... Eu... Eu queria saber se você, se... O senhor poderia me dar uma aula no sábado?'' — eu disse quase tendo um ataque.

– ''Acho que por mim tudo bem. Aonde você mora?''

– ''No momento, em um hotel. Você pode ir até lá? — anotei o endereço em um papel enquanto falava com ele.

– ''Marcado então. Te vejo sábado.'' — ele disse, logo depois foi embora da sala.

ACHO QUE TIVE UM ATAQUE. Ok, isso não era um encontro, nem nada do tipo, mas mesmo assim. Imagine só, eu e o deliciosamente maravilhoso Eduardo Deus Grego, sozinhos no meu quarto de hotel. Poderia ter um infarte só de pensar.

Os dias da semana se passaram mais rápido do que eu imaginava, e como eu estava morando no hotel, minha mãe me ligava o tempo todo para checar se eu tinha tido um dia bom e se tudo estava bem.

– '' Tem certeza que está tudo bem? Você não precisa de nada?'' — ela dizia, como se eu estivesse morando em uma praça.

– ''Sim mãe, tô bem. Tá tudo certo por aqui''.

E finalmente, era sábado de manhã. Os dias realmente passaram voando. Me levantei e tomei um belo café da manhã na cama, e depois fui tomar um banho, que demorou pelo menos uns 15 minutos, pelo que posso dizer de acordo com o meu cronômetro mental. Uma boa maquiagem pode fazer total diferença, então coloquei meu roupão, enrolei meus cabelos molhados em uma toalha e fui para frente do espelho, junto com a minha maleta de maquiagens. Me sentei em um banquinho e comecei o processo de ''ficar atraente''. Passei base, um pouco de pó, uma sombra de leve, lápis de olho preto, e um pouco de rímel. Soltei os cabelos, sequei eles com um secador que encontrei em uma das gavetas do banheiro do meu quarto de hotel e coloquei um vestido.

O pequeno telefone grudado a parede do quarto tocou, atendi e o recepcionista falou:

– ''Senhora Mariana? Um senhor chamado Eduardo, está aqui embaixo. Devo autorizar a subida?''

Meu coração acelerou, ele tinha chegado. Eu tinha que impressionar ele, era minha única e mísera chance. Estava em total controle. Até que bateram na porta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.