My Little Torao
3 Capítulo 3: Primeiro dia
Notas iniciais
Três horas.
Três horas haviam se passado desde que os quatro amigos começaram a tal seção de compras no shopping da ilha.
Apenas três horas, dissera Nami com um sorriso matreiro.
Porém, enquanto para Nami e Robin haviam sido horas divertidas e descontraídas, para Luffy haviam sido três horas de tortura e tédio total.
O capitão hiperativo dos Mugiwaras encontrava-se extremamente entediado e cansado. Queria fazer qualquer outra coisa, menos continuar a entrar em lojas e mais lojas. Entretanto tinha algo que o impedia de sair correndo daquele inferno.
Law.
Ou Torao, como Luffy vivia dizendo.
O maior não queria sair de perto dele, não podia nem pensar em deixá-lo sozinho com aquelas duas. Assim como tinha prometido ao pequeno, não sairia do seu lado a não ser que o menor pedisse. E Luffy era muito bem recompensado por estar cumprindo o combinado.
Estava óbvio para Law que o maior estava cansado de fazer compras e justamente por isso o pequeno estava bem feliz de ver que Luffy continuava ali e ficava ainda mais feliz por saber que ele era a causa disso. Portanto, para recompensar o capitão o garotinho sempre andava junto a si, conversando alegremente sobre tudo, lhe lançando sorrisos animadores e o incentivando a continuar porque logo terminariam.
E isso de fato era o principal motivo para o maior não estar se arrastando desanimado atrás deles. Cada vez que Luffy via o sorriso naquele rostinho angelical seu coração batia mais forte e uma carga de energia percorria seu corpo impedindo-o de desanimar.
Foi então que o moreno percebeu que estava adorando receber a atenção de Law só para si. Ele se perguntou por quê? Mas então meneou a cabeça de leve. Não queria pensar em coisas complicadas agora, tudo o que queria era apreciar a companhia do pequeno ao seu lado.
Com isso em mente ele agarrou a mão delicada do pequeno, atraindo sua atenção. Luffy deu o sorriso de orelha a orelha que era sua marca registrada. Law retribuiu o sorriso, um pouco tímido. Então uma ideia veio a sua cabeça. Ele soltou uma risadinha e largou a mão de Luffy.
– Aposto que eu chego primeiro na próxima loja! — O menor exclamou e disparou na frente do capitão.
– Shishishishi! Duvido! — Luffy começou a correr atrás dele, dando risada.
Nenhum dos dois percebeu o olhar cúmplice que suas duas acompanhantes trocaram.
Mais cedo, durante o almoço, Robin havia contado para Nami as suas suspeitas de que Luffy e Law estivessem apaixonados.
Nami tinha concordado que era bem possível e revelara à morena que ela também tinha pensado nisso quando viu o jeito com que Law observava e tratava Luffy.
Ambas vinham pensando em um jeito de juntá-los. Agora elas viam que seria mais fácil que o planejado,porque de acordo com Robin o Cirurgião já tinha conhecimento do amor que nutria pelo outro capitão. O mais difícil seria fazer Luffy perceber o que sentia... Era algo tão óbvio que perigava o mini-Law perceber antes que o próprio Luffy... Mas, bom... Elas dariam um jeito...
**********
Podia até ser que Luffy estivesse sendo bem recompensado por sua paciência, mas ele não pôde deixar de soltar um longo suspiro de cansaço e satisfação ao ouvir Nami dizer que eles tinham terminado a maldita seção de compras. Já haviam se passado mais três horas e ele estava exausto por ter que carregar a pilha cada vez maior de sacolas de compras.
Law abafou um riso ao ver a reação do maior e Nami e Robin sorriram.
– Então... – Nami começou. – Será que tem alguém com fome?
Foi só ouvir aquela frase que Luffy pareceu recuperar todas as suas energias. Ele começou a pular animado e ergueua mão bem alto.
– EU, EU, EU, EU, EU! – Ele exclamou num folego só. – Eu tô morreeeeeeendo de fome!!!!
– Isso não é novidade... – Nami comentou e então se virou pra Law. – E você, Traffy-kun?
– Eh?
– Quer um lanche?
– Hmm... Quero! – Ele deu um sorrisinho tímido.
– Então vamos!!! – Luffy exclamou. –Para a lanchonete!!!
O pequeno teve sua mão agarrada e foi puxado pelo maior até a lanchonete mais próxima. Nami se limitou a balançar a cabeça num gesto de repreensão e seguiu com Robin atrás deles.
Eles ficaram apenas trinta minutos no pequeno estabelecimento, mas foi o suficiente para que Luffy acabasse com todo o estoque de alimentos.
– Você tem que aprender a se controlar Luffy! – Nami não parava de resmungar.
– Shishishishi! Está tudo bem Nami! Relaxa! – O capitão respondia rindo com as mãos atrás da cabeça.
– Está tudo bem só se for pra você! – Nami gesticulava com as mãos demonstrando sua fúria. – Não foi você que teve que pagar por tudo que um poço sem fundo como você comeu!
– Foi mal, foi mal! – Luffy se desculpou ainda sorrindo.
Nami bufou. Discutir com um retardado daqueles era perda de tempo. Então a ruiva avistou algo que chamou sua atenção. Uma ideia surgiu em sua mente e ela decidiu pô-la em prática.
– Luffy, eu só te perdoo se você for com a gente em mais uma loja.
– Eh...?– Luffy fez uma careta de desgosto. – Achei que já tínhamos acabado.
– E acabamos. Agora vai ser só um extra, só pra se divertir. – Ela agarrou a mão dele e começou a arrastá-lo, sendo seguida pelos outros dois. — Vamos! Você vai gostar! E assim eu não cobro em dinheiro. – Ela acrescentou pondo a língua pra fora.
Luffy acabou por concordar, ainda que um pouco contrariado.
Nami deu um sorriso vitorioso e se aproximou de Law.
– Aposto que você vai gostar,Traffy-kun! – Ela deu uma piscadela.
Então Nami os levou até a entrada da loja que chamara sua atenção.
– Uau! – Law não conteve uma exclamação ao ver a fachada do estabelecimento.
As portas eram todas manchadas com as cores do arco-íris. As vitrines brilhavam com as milhares de luzinhas refletidas no pequeno globo pendurado no teto. As roupas exibidas ali chamavam a atenção de longe e variavam muito entre si. Mas o que mais chamava atenção era o letreiro em néon que não parava de mudar de cor, exibindo o nome da loja: The World of Fantasies. Aquela, sem dúvidas, era uma linda loja de fantasias.
– Que legal! – Law sorriu para Nami.
– É, né? – Nami retribuiu o sorriso. – Você quer entrar?
– Nós podemos? – Ele perguntou animado.
– Mas é claro!
– Oe, Nami. – Luffy chamou, cutucando o nariz. – O que é isso?
– Mas é retardado mesmo! – Nami deu um soco na cabeça dele. – Não tá vendo que é uma loja de fantasias, seu bocó?!
– Ai! Nami! Também não precisa bater! Mas pra que vamos precisar de fantasias?!
– Não vamos comprar, senchou-san*. – Robin disse sorrindo. – Vamos somente experimentá-las para nos divertir.
– Eh? Eu não quero ficar experimentando uma pilha de roupas! Se só de ver eu já me canso imagina ter que fazer!
– Ótimo. – Nami retrucou indiferente. – Então fique só olhando mesmo. Mas venha junto para dizer o que você acha.
– Ok.
Com isso eles adentraram a loja.
O interior era tão legal quanto a fachada. Tinha pelo menos quatro globos de discoteca pendurados no teto, o que resultava em zilhões de luzinhas dançando pelo chão e pelas paredes. Uma música descontraída e ao mesmo tempo animada soava das caixas de som acopladas nas paredes. E o nome tinha tudo a ver com a loja.
Com toda certeza não existia nenhum lugar no mundo com mais fantasias do que ali. O grupo duvidava que houvesse algum tipo de fantasia que não estivesse em um dos milhares de cabides enfileirados por toda a extensão da loja.
Law e Nami estavam tão encantados que mal conseguiram soltar um suspiro, mas seus olhos brilhantes e os sorrisos estampados nos rostos deixavam claro tudo que sentiam. Robin apenas analisava, um pouco surpresa, o tamanho da loja, que de fora já parecia grande e de dentro era ainda maior. E Luffy se limitou a andar até um monte de puff’s no lado direito da porta, que deviam ser para os acompanhantes esperarem, e se jogar em um deles, deixando cair no chão as várias sacolas de compra que vinha carregando.
– Vão logo... – Luffy replicava entediado. – Daqui a pouco é hora do jantar...
– Ai, Luffy! Para de ser guloso e deixa a gente curtir um pouco! – Nami reclamava se irritando com o jeito do capitão. – Vamos lá, Traffy-kun! Robin!
Nami pegou a mão do garotinho e foi até a primeira fileira de fantasias. Robin apenas os seguiu em silêncio.
– Uahh! Como são lindas! — Nami suspirou admirada com a qualidade das fantasias. — Qual você vai querer provar, Traffy-kun?
– Ainda não sei... Acho que as que estão aqui são muito grandes pra mim... — O pequeno examinava as peças de roupa com atenção. — Vou procurar algumas do meu tamanho, está bem, Nami-ya?
– Claro. Já te encontro, vou só escolher uma pra mim. — Nami sorriu pra ele e Law retribuiu com um sorriso tímido.
O garotinho se afastou das duas garotas, indo em direção ao fundo da loja. Nami acompanhou com o olhar o pequeno andar calmamente entre as fileiras de fantasias e sorriu. Ela sempre reagia assim ao lembrar que aquela doce e meiga criancinha era o Cirurgião da Morte. Como podia uma pessoa ter duas personalidades tão diferentes?
– E você, Robin? Qual vai escolher? — Nami voltou seu olhar paraa morena ao seu lado.
– Acho que esta daqui. — Robin mostrava uma fantasia vermelha.
– Hmmm, então vou pegar esta aqui. — Nami retirou um cabide com vestes brancas. — Certo, vamos achar o Traffy-kun.
Law andava vagarosamente entre as fileiras e fileiras de roupas. Já estava desistindo de encontrar algo de seu agrado. Mesmo com cinco anos ele era muito exigente quanto aos seus gostos, sem dúvida era um intelectual problemático. Mas aí algo lhe chamou a atenção em meio a tantas fantasias vibrantes.
Com uma lentidão desnecessária, ele apanhou o respectivo cabide e ficou admirando a roupa ali pendurada. Com certeza era linda e fofa. Será que ficaria boa nele...?
– Traffy-kun?
A voz da ruiva tirou o pequenino de seus devaneios. Ele ergueu o olhar e viu as duas garotas a poucos metros de distância, acenando.
– Encontrou algo pra vestir?
– Sim. — Ele afirmou se aproximando, porém escondeu a peça atrás de si. — Mas vocês só vão ver depois.
– Heh, então tá... — Nami disse desconfiada e curiosa.
– Vamos para o provador? — Convidou Robin indicando uma porta na extremidade direita da loja.
– Hai! — Os dois assentiram e seguiram atrás da morena.
Alguns minutos depois Nami puxava as cortinas de sua cabine no provador, revelando sua fantasia.
Um vestido branco escorria pelo corpo da ruiva até seus pés, as alças eram cruzadas nas costas, servindo de apoio para duas asas brancas majestosas, cheias de plumas fofinhas. Os cabelos estavam devidamente soltos e davam um belo contraste com a roupa clara. E por fim, uma tiara da qual pendia uma auréola enfeitava o topo de sua cabeça. Sem dúvidas aquela era uma linda fantasia de anjo.
Nami rodopiou em frente ao espelho, se analisando admirada.
– Ficou bem em você, navegadora-san. — Robin elogiou enquanto abria sua cortina.
– Digo o mesmo para você, Robin. — Nami de um sorriso malicioso.
A morena usava um corpete vermelho, juntamente com uma meia arrastão preta, o que deixava a mostra as belas curvas de suas pernas e cintura. O rabinho vermelho pontiagudo que saia de trás do corpete, os chifrinhos vermelhos da tiara em sua cabeça e o tridente que a morena levava na mão, eram as principais características do diabo. Robin deu uma risadinha ao seu aproximar do espelho.
– Tenho que fazer jus ao meu nome de “demônio de Ohara”. – Ela brincou divertida.
– Hmm... Pena que eu não pensei nisso... Senão teria escolhido uma fantasia de gata... – Nami mostrou a língua num ato infantil.
As duas riram juntas. Realmente, nem parecia que elas eram integrantes de um dos bandos pirata mais temido da Grand Line.
– Nami-ya...
Uma vozinha tímida vez com que as duas parassem com as gracinhas e se virassem pra uma das cabines próximas.
– O que foi... Traffy... kun...
A voz animada da ruiva foi perdendo intensidade ao notar a maneira como o garotinho estava vestido.
O queixo de Nami pendeu, deixando a boca entreaberta e suas bochechas ganharam uma coloração vermelha. Os olhos se arregalaram e Nami ficou admirando a fofura que se encontrava bem de frente para si. Nem Robin conseguiu escapar de uma leve coloração vermelha na face diante de tal cena.
– O que acharam...? – O pequeno indagou num fio de voz.
Estava extremamente corado e a situação só piorou ao notar a maneira com que as duas o encaravam. Sentia-se ridículo naquele traje, porém não resistira a experimentá-lo.
– Você está realmente uma gracinha, Traffy-kun. – Nami exclamou depois de se recuperar do choque inicial. – Ficou perfeito em você!
– Você está muito fofo. – Robin elogiou sorrindo.
– Vocês acham mesmo...? – Ele perguntou ansioso.
– Claro! – Nami afirmou e logo depois deu um sorriso malicioso, tivera mais uma de suas brilhantes ideias. – Por que não vai lá mostrar para o Luffy? Aposto que ele iria amar.
– O que?! – O pequenino deu um passo para trás, ficando ainda mais vermelho com a ideia de desfilar para o maior.
– É uma ótima ideia, navegadora-san. – Robin deu um sorriso igual ao da ruiva. – Vá la, Traffy-kun. Vamos te esperar aqui.
– Então tá... – Law abaixou a cabeça e se retirou dali com passos rápidos.
No fundo, o pequeno queria muito saber a opinião de Luffy. Law não se lembrava do amor que nutria pelo maior antes de ser rejuvenescido, mas mesmo assim se sentia diferente perto do maior. Sentia-se protegido, tranquilo e feliz. Sabia que enquanto estivesse com o maior não havia o que temer e que podia confiar plenamente no outro.
Law sorriu.
Com certeza gostava muito de Luffy, ele só não sabia porquê.
Finalmente chegou na parte da frente da loja e lá deu de cara com a seguinte cena.
Luffy cochilando no puff que tinha escolhido, com o monte de sacolas de compras ao redor. O moreno roncava e um filete de baba escorria entre os lábios abertos. O garotinho deu uma risadinha. Aquilo era realmente engraçado.
Então se lembrou do que veio fazer e de como estava vestido e corou profundamente.
Contendo o nervosismo Law se aproximou silenciosamente do puff onde Luffy repousava e cutucou o mesmo na bochecha, ainda meio hesitante.
– Mugiwara-ya... Acorde...
O maior se mexeu inquieto e levou as mãos aos olhos coçando-os levemente. Soltou um enorme bocejo e então se sentou com algum esforço.
– O que...?
Law se distanciou um pouco e questionou, morrendo de vergonha.
– Como eu estou... Mugiwara-ya...?
– Eh?
Luffy abriu os olhos e focalizou em Law, tentando entender sobre o que o pequeno falava.
No instante seguinte o maior sentiu o coração disparar descontrolado e seu rosto ganhou uma coloração avermelhada. Os olhos se arregalaram e Luffy ficou pasmo com o que via. Será que estava tendo alucinações? Porque o Torao não poderia estar bem ali na sua frente daquele jeito, poderia...?
O pequeno estava com o rosto completamente vermelho e usava uma roupa incrivelmente fofa. Além do rosto, a única parte do corpo visível do pequenino eram suas mãos, que agarravam o tecido branco demonstrando o quão envergonhado estava. A fantasia que ele usava era toda branca e também era peluda e macia. Não tinha nenhuma decoração especial, a não ser pelo rabinho curto e fofinho e pelas orelhinhas no capuz que envolvia a cabeça do garotinho. Como a cor predominante era branca os cabelos pretos davam um contraste angelical junto com o vermelho intenso das bochechas.
Aquela com certeza era uma fantasia perfeita de ursinho.
Luffy nunca imaginara que veria o Cirurgião de um jeito tão fofo.
Ele foi despertado de seus devaneios pela voz do pequeno que tremia de ansiedade.
– E-E então...?
Luffy fechou a boca que ficara entreaberta esse tempo todo e engoliu em seco.
– V-Vocêest-tá lindo! – O moreno respondeu atropelado. – E-Está mesmo m-muitof-fofo-o...
Law deu um grande sorriso que acabou com o já pouco fôlego do capitão. O maior agradeceu mentalmente por estar sentado, pois duvidava que conseguisse se manter de pé nesse momento.
– Fico muito feliz em saber que você gostou! – Seu tom de voz era de pura alegria.
Luffy ficou ainda mais vermelho. O que aquilo queria dizer? A opinião dele significava algo para Law? Por que...?
Ao mesmo tempo em que a mente de Luffy processava esses pensamentos a de Law tinha uma ideia interessante. Ele abafou uma risadinha e se aproximou um pouco do maior.
– Será que é bom me abraçar nessa fantasia? – Ele perguntou inocente estendendo os bracinhos finos na direção do outro, num pedido mudo para que o moreno o pegasse nos braços.
– Naniiiii?!?! – Luffy tinha certeza de que agora seria facilmente confundido com um tomate.
Law estendeu os braços um pouco mais, as bochechinhas levemente vermelhas.
– Experimenta... – Ele pediu.
– T-t-tá...
Luffy puxou o pequeno para seu colo e o envolveu com os braços, quase morto de vergonha. Law deu um sorrisinho e se deixou ser envolvido pelo calor do corpo alheio, retribuindo o abraço, apertando o tronco definido contra si.
Passado os primeiros segundos naquela situação, Luffy começou a relaxar. Sentir aquele corpinho magro e que aparentava ser tão frágil nos seus braços era muito bom... O maior apoiou a cabeça no ombro alheio e respirou fundo sentindo a doce fragrância que exalava do pequeno. Sem dúvidas era um cheiro viciante...
Law corou um pouco com aquela ação, mas logo relaxou de novo. A sensação que tinha quando estava perto do maior estava mais forte do que nunca e tudo que ele queria no momento era apreciá-la.
Ficaram assim por alguns minutos até que Luffy afastou-se um pouco para poder encarar o pequeno. Law ficou muito vermelho ao notar a expressão séria no rosto do moreno.
– Cheguei a uma conclusão. – Luffy afirmou sério e então deu um sorriso enorme. – Você é o ursinho mais fofo que eu já vi.
Law não soube direito o porquê de seu coração começar a bater como louco em seu peito, mas gostou daquela sensação. Ele ficou ainda mais enrubescido e saiu do colo do capitão.
– Vou ir trocar de roupa... – Ele murmurou encarando o chão. – Senão vamos nos atrasar para o jantar...
– Ah! É mesmo! – Luffy se levantou do puff e começou a dar pulinhos de animação, nem se lembrava mais da vergonha que sentira. – Você vai adorar experimentar a comida do Sanji, já que eu aposto que você não lembra de como ela é boa! Shishishi! Vamos logo! Quero comer carne! – Luffy começou a babar.
– Está bem!
Law saiu correndo em direção aos provadores dando risada das bobeiras do outro.
**********
Luffy tinha razão. Law não se lembrava de ter comido uma comida tão boa quanto à de Sanji.
O pequeno comeu tanto que até Luffy se surpreendeu.
A refeição virou uma festa, como sempre e ao contrário das outras vezes, Law participou das brincadeiras e riu junto a todos, mostrando um lado que os Mugiwaras nunca esperaram conhecer. Eles descobriram que o pequeno podia sorrir e rir, brincar e se divertir, assim como qualquer criança normal.
Depois de horas na sala de jantar, cada tripulante voltou a fazer seus afazeres. Luffy, Law e Chopper foram os únicos que resolveram ir até o convés.
A noite já tinha caído e apesar de Hera ser uma ilha de verão um vento frio soprava, desencorajando qualquer um a sair e ficar ao ar livre.
Mas aqueles três estavam pouco se importando com a temperatura. Law estava acostumado com o frio e até gostava da sensação da baixa temperatura envolvendo seu corpo. Também não era problema para a pequena rena, que podia suportar temperaturas muito mais baixas graças a sua pelagem fofinha. E Luffy... Bom... Ele era lerdo demais para sentir frio.
O capitão tomou seu lugar na cabeça do Sunny, enquanto os outros dois se limitaram a se apoiar nas barras ao lado da figura de proa.
– O céu está lindo hoje... – Chopper comentou, suspirando admirado, ao observar os milhares pontinhos de luz que adornavam o véu azul escuro sobre suas cabeças.
– Com certeza. – Law deu um sorriso singelo, seguindo o olhar do médico.
– É... E é ainda mais legal de ver aqui do mar. — Luffy também admirava o cenário incrível.
Um silêncio agradável envolveu os três companheiros enquanto eles mantiveram o olhar pra cima. Ele só foi interrompido quando Chopper soltou um grande bocejo.
– Acho que já vou indo pra cama, Luffy... — O menor deles resmungou entre os bocejos, esfregando os olhos numa tentativa de fazê-los parar de pesar.
Luffy saiu de seu assento e se postou ao lado de seus companheiros.
– Pode ir, Chopper. — Ele sorriu. — Já, já nós vamos.
– Está bem. — Chopper concordou e então se virou para o garotinho. — Law, você precisa descansar bastante, ok? Eu tiro suas ataduras de manhã.
– Não se preocupe, Chopper-ya. — O pequeno devolveu, sorrindo divertido. — Daqui a pouco coloco o Mugiwara-ya na cama.
Chopper riu diante da brincadeira e Luffy inflou as bochechas demonstrando irritação de um modo infantil.
– Ei, Torao. — Ele reclamou fazendo biquinho. — A criança aqui é você.
– Eu não tenho tanta certeza... — Law retorquiu, não conseguindo esconder um sorriso.
Chopper riu ainda mais, sendo acompanhado pelo Cirurgião.
– Conto com você, Law. — O médico do navio deu um aceno para os dois e se afastou dando leves gargalhadas.
A dupla ficou só no convés.
Um silêncio nervoso e um pouco incômodo se instalou entre eles. Nenhum dos dois sabia direito o que fazer agora. Luffy, tentando relaxar, esticou os braços para o alto, soltando um longo suspiro de alívio.
– Então, o que quer fazer?
A pergunta foi tão repentina que Law demorou um pouco para assimilar que ela tinha sido feita.
– Hã? — Ele indagou confuso.
– Acho que você ainda não está com vontade de dormir, não é? — Luffy explicou. O Law adulto nunca ia dormir àquela hora, o Cirurgião ficava na biblioteca lendo madrugada adentro, e dormia pouquíssimo, com certeza esse era um dos grandes motivos para ter tantas olheiras... Por isso o moreno supôs que com o pequeno seria igual. — Quer ir na biblioteca?
– Claro! — O menor concordou.
– Então tá. Vai indo na frente que eu vou ver se sobrou algo pra gente comer lá na cozinha.
O repentino afastamento do maior assustou Law e num impulso o pequeno agarrou a mão de Luffy, impedido-o de se distanciar.
– Mas...
– O que foi? — O capitão perguntou surpreso, se virando para o garotinho.
– É que... — Law largou a mão alheia, abaixando a cabeça. Tinha vergonha de admitir que não queria ficar sozinho, mas então outro motivo lhe veio a cabeça e ele voltou a encarar o maior. — Eu não me lembro de onde fica a biblioteca.
Luffy demorou um pouco para fazer a ligação, mas quando a fez soltou uma exclamação de horror.
– É MESMO! VOCÊ ESQUECEU DE COMO É O SUNNY!!! — Ele praticamente gritou e logo em seguida tapou a boca com as mãos, temendo ter acordado alguém da tripulação.
Apesar de não parecer já passava da meia-noite e todos estavam em seus quartos dormindo a essa hora. Como não houve manifestações em resposta aos gritos de Luffy, o mesmo relaxou.
– Desculpe Law. Eu esqueci.
– Não foi nada. — ele deu um sorrisinho fraco. — Você não é o único.
– Mas graças a isso agora eu já tenho uma ideia do que podemos fazer! — Luffy comentou animado.
– Mesmo? — O menor se sentiu contagiado pela animação do outro e não pôde evitar um sorriso.
– Eu vou te mostrar o Sunny! — Sorriu largo, satisfeito com sua ideia de gênio.
Já havia mostrado todo o navio para Law depois de saírem de Punk Hazard e adoraria mostrar tudo de novo!
Law sorriu.
– E o que estamos esperando?
Luffy estendeu a mão e Law se adiantou para segurá-la.
Andando de mãos dadas com o menor, Luffy começou o tour pelo navio.
Assim como na primeira vez, o moreno prestava muita atenção nas reações do Torao a cada cômodo em que entravam. E, para a alegria do maior, diferente de antes, o pequeno demonstrava mais animação. O garotinho tinha curiosidade e ansiedade estampadas no rosto, muito diferente da seriedade e indiferença que escondiam qualquer coisa que o Cirurgião sentisse durante o primeiro passeio.
Luffy começava a confirmar suas suposições de que, apesar de apresentar algumas das características frias, o pequeno Law ainda não possuía a máscara assim como quando maior.
O motivo principal para Luffy achar isso era as reações de Law durante a pequena excursão deles. Ele não conteve sua curiosidade em nenhum segundo. Assim que entrava num novo aposento ele saia andando por todo o lugar, examinando com atenção todas as coisas. Foi assim na sala de treinamento, na cozinha, na enfermaria, na sala de cartografia, no arsenal de Docas, na oficina do Ussop, no laboratório de armamentos do Franky, no deposito e até mesmo no banheiro. Mas as melhores reações foram:
Na sala do aquário, onde o pequeno praticamente saiu correndo, simplesmente para pular no sofá, deixar o rosto bem próximo ao vidro e admirar os vários tipos de peixes que circulava pelas paredes. Luffy nunca tinha visto ele dar tanta risada antes. Elas saiam facilmente da boca do menor enquanto ele encarava e fazia caretas para os peixes no aquário. A cena era tão divertida que o maior se aproximou e começou a imitar Law, gerando ainda mais risadas.
E, é claro, na biblioteca. O maior jurava que viu o garotinho babar ao dar de cara com tantos livros num lugar só. Com os olhos brilhando ele saiu caminhando calmamente. Ele parecia querer absorver todos os detalhes que se tinha para ver. Analisou todos os livros de todas as prateleiras e separou alguns dizendo que precisava muito lê-los. No fim, Luffy o convenceu a deixar os livros na mesa da biblioteca pra ele vir buscá-los outra hora.
A biblioteca tinha sido o último ponto do passeio e Luffy resolveu encerrá-lo oficialmente convidando Law para sentar com ele no seu lugar especial.
Eles atravessaram rapidamente o convés e Luffy pulou na cabeça do leão entalhada na proa, sendo seguido por Law. O maior se largou sentado no chão, as costas batendo com um baque surdo na madeira. Law o observou por alguns segundos e então cuidadosamente ele se sentou entre as pernas do maior apoiando as costinhas no peito definido de Luffy.
O moreno ficou ligeiramente corado no começo, mas então se repreendeu mentalmente. No que ele estava pensando? Não tinha nada de mais naquilo! Law só não queria correr o risco de cair no mar, é isso! Ele tentava se convencer, mas mesmo assim não resistiu em por os braços ao redor do pequeno, segurando-o junto a si.
Law se aconchegou um pouco mais no colo de Luffy e por fim deixou a cabeça pender para o lado, apoiando-a no ombro alheio. Então resolveu fazer uma pergunta que estava rodeando seus pensamentos fazia algum tempo.
– Por que você gosta tanto de ficar aqui, Mugiwara-ya?
Por vários segundos, Luffy ficou em silêncio, apenas encarando o horizonte escuro.
– Acho que é porque aqui é o melhor lugar para se seguir viagem... — Disse por fim, pensativo. — Sempre que eu fico aqui olho pro horizonte pensando em quais serão as próximas aventuras incríveis que vamos viver... Os perigos que iremos enfrentar... Os amigos que vamos fazer... Tesouros que poderemos conquistar ou perder... Mas eu também me lembro de tudo que ficou pra trás... Das aventuras já desbravadas... Dos perigos já combatidos... Dos amigos que estão esperando a nossa volta... E dos bens que já adquirimos ou que foram tirados de nós...
Ao terminar a frase Luffy apertou ainda mais Law contra seu peito. A lembrança de Ace tinha lhe invadido a mente. Seu irmão era a pessoas que mais amava o céu... E agora não estava mais lá para vê-lo. Sem que percebesse uma lágrima escapou de seus olhos e lhe escorreu pelo rosto.
Mas Law havia erguido a cabeça e notou o filete de água deslizando suavemente. Ele ergueu a mão e a secou com o dedão, atraindo a atenção do maior. O pequeno deu um sorrisinho triste e acariciou de leve a cicatriz na bochecha de Luffy. Ele sempre sofrera muito e entendia como era triste perder algo especial. Mas ele também sabia de mais uma coisa...
– Você não está sozinho, Mugiwara-ya. — Law afirmou abrindo ainda mais o sorriso.
Luffy sentiu seu coração acelerar e o seu rosto esquentar de leve, porém logo tratou de se recompor e retribuiu o sorriso.
– É verdade, Torao. — O maior o virou de lado em seu colo, deixando as perninhas de um lado e apoiando o torso do pequeno com um braço, enquanto o envolvia com o outro. — E você também não está.
Law sorriu ainda mais e apoiou a cabeça no peito do maior. Os olhos cinza-prateados foram se fechando lentamente e logo ele caiu no sono, porém o sorriso continuou em seu rosto.
Luffy admirou o rosto frágil e delicado de pequeno ser em seus braços e depositou um pequeno beijo na testa do mesmo.
Ele ficou ali por mais alguns minutos, mas então começou a esfriar ainda mais.
– Talvez seja melhor entrar... Não quero que o Torao pegue um resfriado.
Luffy se pôs de pé com o pequeno nos braços e saiu andando em direção ao dormitório masculino. Abriu a porta com certa dificuldade, pois não quis perturbar o pequeno em seu sono tão calmo, mas por fim conseguiu entrar e fechou a porta com o pé.
Mais cedo Nami insistira para que Law dormisse com ela e Robin no outro dormitório, porém o pequeno recusou a todo momento. Não queria ficar longe de Luffy. Essa lembrança fez o moreno sorrir e de novo uma sensação estranha invadiu seu coração... Mais cedo ou mais tarde teria de descobrir o que era.
Com muito cuidado Luffy depositou o pequeno na sua respectiva cama. Ele observou Nodachi apoiada nos pés da cama e então se perguntou se o pequeno voltaria a usá-la algum dia. afinal já tinha se passado um dia e nada de achar um solução para o problema de Law. Por quanto tempo o Cirurgião teria que ficar assim?
Não que não estivesse gostando de cuidar do mini-Law, mas sabia que o melhor seria Law voltar ao normal o mais rápido possível. A questão era: como?
Cansado de mais pra pensar em qualquer coisa, Luffy se jogou na cama que ficava ao lado da de Law. Geralmente ele dormia na parte de cima do beliche, mas por causa do pequeno tinha trocado de lugar com Ussop temporariamente, já que o mesmo não conseguia alcançar a cama de cima. Assim Law poderia chamá-lo caso tivesse algo errado. Aquilo tinha sido uma das ideias da Nami.
Luffy olhou uma última vez para o garotinho na cama ao lado e caiu no sono.
**********
Lentamente, Luffy foi despertando de seu sono profundo.
Ele manteve os olhos fechados enquanto tentava recuperar sua consciência aos poucos. Mas sua mente sonolenta já tinha formado uma pergunta:
Por que estava acordando?
Era fato que Luffy tinha o sono muito pesado e dificilmente ele acordava no meio da noite desse jeito. A não ser que algo tivesse feito muito barulho ou que seu Haki de Observação desse um alerta.
Porém ele logo descartou as duas possibilidades.
O silêncio no quarto não tinha sido interrompido em nenhum momento desde que ele recobrara a consciência. Prova disso era que os outros continuavam completamente adormecidos.
E ele também não sentia nenhuma presença diferente das que estava acostumado. Luffy teve certeza de que estava tudo bem pois Zoro e Sanji continuavam descansando sem perturbações. Se alguma ameaça tivesse surgido seus dois amigos já estariam de pé e preparados para tudo.
Por fim, concluiu que a sensação de ser acordado por algo era só mais uma das maluquices da sua cabeça e permitiu que seu corpo voltasse a relaxar sobre o colchão macio, enquanto um longo suspiro escapava de seus lábios.
Porém, mal começou a pegar no sono e a sensação de que algo o impedia voltou, mas agora que sua mente estava mais desperta ele pôde identificar o que era.
Alguém chamava por ele e o sacudia de leve.
Com um gemido de cansaço, Luffy se sentou na cama e coçou os olhos com as mãos. Ele sentiu algo puxar a manga da sua jaqueta e olhou ao redor, ainda meio grogue.
A penumbra do quarto o impediu de focalizar por um instante, mas então sua visão se ajustou à luminosidade e o capitão pôde distinguir um pequeno vulto de pé ao lado da sua cama.
– Torao? — Luffy indagou baixinho.
– Mugiwara-ya! — Ele exclamou no mesmo tom, parecendo aliviado.
– O que aconteceu? Tem algo errado? — O maior já ia se levantar quando foi impedido pela mão do pequeno segurando a sua.
Law desviou o olhar para o chão e se mexeu inquieto.
– Não, quero dizer, não é nada demais... É só que...
Luffy notou que o pequeno estava nervoso e com certo receio de continuar.
– Pode falar o que quer que seja, Torao. — Tranquilizou o moreno apertando de leve a mão do pequenino e dando um de seus largos sorrisos.
O pequeno o encarou por um tempo ainda em dúvida e então respirou fundo.
– Eu tive um pesadelo... — Revelou quase que num sussurro, mas ainda assim Luffy o escutou. — E... Q-Queria saber se-e... Podia.. D-Dormir com v-você...
Luffy arregalou os olhos e seu corpo ficou tenso. Só a ideia de ter o menor junto a si já lhe causava sensações estranhas. Ele nem sabia o que fazer caso aquilo realmente acontecesse.
Entretanto, logo afastou esses pensamentos.
O pedido de Law era totalmente inocente e, como o maior também tinha sua inocência, Luffy logo compreendeu que o pequeno estava mesmo apavorado.
Seu corpo tremia levemente e seu olhar ia de um lado para o outro toda vez que uma sombra se mexia no quarto, como se temesse que algo assustador fosse surgir do nada. O coração de Luffy se apertou diante daquela visão.
– Claro que pode, Torao. Venha cá.
Luffy o puxou para cima da cama e o cobriu com o lençol. Agradecido, o pequeno se aproximou de Luffy e apoiou a cabeça no peito do maior como se fosse um travesseiro. O som do coração alheio batendo pareceu acalmá-lo e ele parou de tremer, se colando ainda mais no maior e depois envolveu a cintura com o bracinho, apertando-a.
– Obrigado...
– Está tudo bem. — Luffy sorriu, mas sua expressão logo se torno séria. — Mas... O que você sonhou de tão horrível?
– Eu sonhei que... Eles tinham me achado... E me levaram de volta... — O garotinho voltou a tremer, desta vez mais forte.
– Eles quem? — Luffy indagou, envolvendo o corpinho de pequeno com o braço.
– Vergo e Doflamingo... — Revelou num sussurro. O corpo e Luffy ficou tenso ao ouvir esses nomes e ele puxou o menor para ainda mais perto de si. — Eu não quero voltar com eles, Mugiwara-ya! Não quero!
Law começou a soluçar de medo e Luffy levou uma das mão aos cabelos negros dele, afagando-os.
– Shhh... Não se preocupe... Não vou deixar que ninguém te leve pra lugar nenhum... Prometo... Não vou sair do seu lado, Torao...
Bem devagar, Law ergueu a cabeça e fixou o olhar nas orbes negras do maior. nesse momento, Luffy notou que os olhos prateados que tanto gostava estavam cheios de lágrimas. Desceu a mão que estava nos cabelos para a bochechas e secou as lágrimas com o dedão.
– Confie em mim... — Luffy pediu e para sua surpresa total, recebeu um dos sorrisos mais lindos que o outro já dera.
– Nunca tive alguém em quem confiar, Mugiwara-ya... — Contou ainda sorrindo. — E fico feliz que a primeira pessoa seja você. Confio em você...
Num movimento inesperado, o menor se esticou e depositou em selinho carinhoso na bochecha de Luffy. O capitão sentiu o rosto queimar e o coração acelerar como nunca. Entretanto, para decepção do mesmo o contato durou pouco e logo Law voltou a deitar a cabeça no seu "travesseiro".
Ao ouvir o coração desenfreado do maior, o menor sorriu.
– Boa noite, Mugiwara-ya... — Bocejou.
– B-Boa noite... — Luffy se atropelou nas palavras.
O moreno voltou a acariciar as cabelos desgrenhados do serzinho deitado em seu peito, e ficou acariciando-o até que o pequeno caísse no sono.
Só então se permitiu relaxar e deixar o sono voltar a dominá-lo.
Mais tarde teria que agradecer a ruiva por obrigá-lo a dormir na cama de baixo.
Se não fosse por isso Law teria que ficar acordado a noite toda, morrendo de medo, ou teria de se arriscar a subir no beliche que era bem maior que ele. E, do jeito que o menor tremia antes, Luffy duvidava que ele conseguisse alcançá-lo sem cair.
E também... Luffy estava feliz por ter o pequeno tão perto de si desse jeito. Um sorrisinho bobo invadiu seu rosto e ele acabou dormindo com essa expressão estampada na cara.
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