Quem bateu na minha porta...

- Eu estou te amando.

Foi um terrorista.

- Hein?!?!

- É o destino.

Esse destino no qual este pivete a minha frente fala, foi exatamente o que aconteceu há três anos atrás.

Flashback

- Hey, garoto?

O menino, baixo com os cabelos negros, ignorou.

- Estou falando com você! – Puxou o pequeno pulso, empurrando-o contra a parede – Passe tudo o que você tem!

- Eu não tenho nada seus idiotas! Deveriam ter me abordado antes mesmo de eu ter ido almoçar!

- Ora, seu pivete! – O ladrão levantou a mão e, quando esta já alcançava o rosto do menor, uma outra segurou firmemente o pulso do agressor. – O que você pensa que esta fazendo?!

- Ele é apenas um pirralho.

- Ahn?! O que você tem haver com isso? Saia fora!

- Você está certo, eu realmente não tenho nada a ver com isso, mas vocês estão na rua, em plena luz do dia perturbando a paz. – Puxou o celular do bolso, e começou a discar os números da delegacia. – É da polícia?! Estou testemunhando uma tentativa de extorsão.

- VAMOS SAIR FORA DAQUI!

- ESSE CARA PENSA QUE É BOM SAMARITANO – Gritou, antes de sair correndo ao lado do companheiro. — VAMOS!

- Ah... Eles já fugiram. Obrigado. – E desligou o celular. – Ei você, pirralho. Sabe como chegar no hotel Naoto? – Encarou o garoto de cima abaixo, realmente apressado.

- Eu vou para lá agora, poderei levá-lo!

Correram no caminho estreito, já que estavam em um beco. Não demorou muito e já subiam as escadas do luxuoso hotel.

- Obrigado! Você realmente me salvou! – E o homem mais velho correu a frente, tomando um outro corredor.

- Ei espere! – Corria o menor atrás dele.

- Onde é? – Falava mais consigo mesmo, ofegante da corrida.

No final daquele corredor havia uma grande porta e, apressado, o mais alto a abriu, dando de cara com duas mulheres e um homem com aparência velha e imponente.

- ATÉ QUE ENFIM VOCÊ CHEGOU, REITA!

Gritou a mulher mais nova, levantando-se da cadeira. Atrás do recém chegado, vinha o menor, parando também na porta e arregalando os olhos ao deparar-se com seus familiares.

- Você se atrasou, Takanori!

- Vejo que já se conheceram... – Disse sorridente o velho, que era o patriarca.

-Esse... É o Takanori? – Virou-se roboticamente para o garoto ao seu lado.

- E... Este é o Akira? – Vez o mesmo.

- Takanori, deixe-me apresentá-lo. – Aproximou-se o mais velho. – Este é Suzuki Akira, o noivo de sua irmã.

- O QUÊ?!?!?!?!?!

Fim do flash back

- Ah...

Quando a família da minha ex-esposa se reuniu três anos atrás...

- Você se esqueceu completamente, não é? – Resmungou Takanori, com a cara fechada.

-... De qualquer forma. Você não estava estudando no exterior? Onde era mesmo? – Tragou o cigarro e, em seguida, o apagou no cinzeiro da mesa daquela lanchonete.

- Austrália.

- E por que você voltou tão repentinamente? – Uma veia saltou de sua testa, sorrindo forçadamente.

- As escolas de lá estão em período de férias e eu ouvi que você tinha se divorciado. – As pequenas mãos envolviam o copo com o suco que havia pedido. – Então, isso é o destino.

- Isso é o destino para você?

- Sim. – Respondeu simples.

- Ah... – Puxou outro cigarro do maço em cima da mesa, levando-o a boca e o prendendo entre os lábios. O acendeu, tragando profundamente. Era seu segundo cigarro. – Entendi! Você estava cansado de lá, por não ter a comida do seu país e também pelas pessoas estranhas! Sim, isso realmente estressa!– Comentou, rindo nervosamente em seguida.

- Não. – Olhou para o lado. O semblante ainda fechado. – Eu estou apaixonado por você.

- Haa! Essa época do ano aqui, realmente é um inferno! – Continuou falando, atropelando as palavras e ignorando o que o outro havia dito. – Todo este calor deve estar te deixando assim! Beba um pouco mais de água, irá te fazer bem! – Gargalhou alto.

- Não zombe de mim.

- ... – Reita parou de rir na mesma hora. – Você tem... – Apoiou o cotovelo na mesa, descansando o queixo nas costas da mão. – Idéia do que está dizendo? Eu sou um homem e tenho idade para ser seu pai. Não pregue peças em um ojiisan.¹

- Não é um hobby meu voar da Austrália até aqui e pregar peças em um ojiisan.

... Estava claro para mim que teria problemas com seu irmão mais novo.

- Bem... – Suspirou pesadamente, após um longo silêncio. – O que você quer exatamente que eu faça, afinal?

- Arque com a responsabilidade.

- ...

Os pirralhos atuais... Eu não tenho faço idéia do que eles pensam!

Continua...

Notas finais
Não se esqueçam de comentar e fazer a Kaori feliz.

¹- Ojiisan significa homem mais velho. Equivale ao "Tio" usado como gíria para chamar pessoas mais velhas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.