My Little Secret
7 Capítulo 7
Iríamos a um restaurante juntos, depois passaríamos à noite em um magnífico lugar, onde se era possível ter uma bela visão da lua. Eu me sentia feliz só de pensar naquilo.
Havia terminado de tomar meu banho, começava a vestir a minha roupa. Meu cabelo caía sobre os olhos, eu jogava-os para trás, tentando retirá-los de lá. Passei muitíssim perfume e coloquei meu tênis, sem mais nem menos minutos depois, senti a campainha tocar... Desci correndo a escada, abrindo a porta e encontrando um magnífico Gerard Way parado na minha frente. Aproximei nossos lábios, deixando um selinho alí, sendo retribuido por ele.
- Oi, amor. — Eu disse, fechando a porta.
- Oi, meu bebê. — Ele sorriu e encaixou os seus dedos envolta dos meus. — O que pretende comer essa noite?
- Não sei, qualquer coisa, amor.
Seguimos a pé até o centro de nossa cidade, que não era longe de lá. Avistei uma pessoa conhecida sobre a praça que ficava próxima ao restaurante em que eu e o Gerard iríamos. Virei o rosto, impossibitando que ela supostamente não me visse.
- A Jamia, acho que elas nos viu, Ger. — Comentei com ele.
- Não se preocupe, amor. — Ele disse, adentrando comigo ao restaurante.
Sentamos em uma mesa no final do restaurante, fazemos nossos pedidos e ficamos conversando sobre coisas inúteis. A comia estava ótima, quanto mais jantando com uma pessoa maravilhosa ao meu lado.
Por incrível que pareça, eu ainda sentia a sensação de que alguém estava nos observando... E sentia que essa pessoa era a Jamia. O Gerard percebeu a minha angústia, que até comentou e eu não o neguei, contando-o.
Saímos assim do restaurante e seguimos para aonde eu queria ir com ele desde o início, sem sair de minha cabeça a sensação de perseguição. Eu olhava para todos os lados antes de chegarmos ao local, mas era em vão, nunca eu conseguia avistar algo.
Estava um frio incrível aquela noite, não sei com que coragem decidimos sair naquele dia. Estava nevando, não muito, mas em pequenas quantidades. Aquela lua estava linda, estava repleta de luz e eu estava com os olhos brilhando de tal beleza estava em minha frente.
- Frankie... — O Gerard começou. — Eu amo você e está ficando descontrolável não poder tê-lo como meu, oficialmente. — Sacou uma caixinha de seu casaco e olhou profundamente nos meus olhos, pegando uma de minhas mãos e esboçando dois anéis de prata sobre a caixinha. — Você aceita namorar comigo?
Admito que fiquei impressionado com tudo aquilo que estava acontecendo. Meus olhos ficaram ainda mais brilhantes e pareciam lacrimejar de tanta felicidade que eu estava sentindo naquele momento. Sentia-me o cara mais sortudo do mundo, porque dentro de alguns segundos eu seria e teria uma pessoa a qual sempre sonhei, um amor o qual o meu pai sempre falara que eu teria e que eu consequentemente lutaria para ter.
Eu aproximei nossos lábios, entregando os meus aos deles e deixando um intenso e demorado selinho.
- Claro, Ger. Claro que sim, meu amor — Eu falei com um tom quase que emocionado.
Senti a aliança começar a ser adentrada em meus dedos e sorri ao vê-la alí. Passei os meus dedos sobre a caixinha, retirando a aliança que ainda restava alí, peguei a mão macia de meu amado e encaixei-a sobre o dedo dele e em seguida levei a sua mão aos meus lábios, deixando um beijo demorado sobre alí.
- Você me surpreende a cada dia, amor. — Eu disse todo abobalhado. — Você é incrível... Eu te amo tanto...
Ouviu-se um barulho por trás de nós, um jarro de planta havia sido quebrado acidentalmente e uma moça estava caída ao chão, lágrimas eram escorridas em seu rosto e seu cabelo estava completamente bagunçado. Não preciso nem dizer que a Jamia tinha nos seguido... Olhei-a fixadamente e balancei a cabeça negativamente.
- Frank! Não acredito que você me trocou por esse merda... Por um homem! — Ela dizia gritando alto, quase que acordando toda a vizinhança. — Sua bicha. Você ainda vai se arrepender de tê-lo roubado de mim! — Saiu chorosa.
O Gerard sentiu algo profundo nas palavras dela, sentiu um arrepio percorrer a espinha... O que realmente me deixava apavorado.
- Vamos, bebê. — O Gerard entrelaçou meus dedos e puxou-me.
Caminhamos lentamente até as nossas devidas ruas. Nos despedimos com um beijo e adentramo-nos cada um em suas devidas casas.
Retirei um dia para arrumar a bagunça que encontrava-se em casa, coloquei todas as coisas em seus devidos lugares, o que me custou quase 4 longas e intensas horas. Mas ao menos a casa encontrava-se de um modo prestável.
Ao meio da semana, saímo-nos todos: Eu, Bob, Ray, Mikey, Bert e Gerard. Fomos a um bar e ficamos bebendo e jogando sinuca, foi realmente divertido acabar com todo mundo. Eu sou quase um mestre na sinuca, quase ninguém é capaz de me ganhar... Tudo bem, tenho que admitir que exagerei um pouco nesse ponto.
Na próxima semana seria a semana de provas, estava um pouco apavorado, não sabia absolutamente nada da matéria e não tinha ninguém que eu falasse que soubesse também aquela porcaria de matéria... E para piorar minha mãe chegava na próxima, já estava para imaginar o esporro que iria levar por não ter estudado e ter ido direto para as recuperações.
Uma semana se passou, era noite e estava realmente muito frio lá fora. Eu senti um aperto no coração e sentia que precisava comprar cigarro e ir à casa do Gerard. Vesti-me com um sobretudo e fui até a padaria que tinha na esquina de minha rua, mas para o meu azar, encontrava-se fechada. Então resolvi ir em uma que tinha atrás do colégio e foi o que eu fiz. Alguma agonia me tominava, não havia ninguém na rua e não estava tarde para isso.
Carros corriam no início da rua com intensa velocidade. Para ser mais claro, eram dois, os faróis estavam completamente acesos, impossibilitando a minha visão. Ambos os carros pararam sobre a calçada, prendendo-me por alí. Saíram quatro homens do carro, possuíam cordas e mordaças nas mãos, assustei-me quando eu observei aquilo e vi, que estaria completamete fodido... Eles eram tremendamente mais altos e fortes que eu, estavam em mais números e eu realmente não teria como escapar de tudo aquilo...
Um dos homem empurrou-me contra o carro, amordaçando-me com força, de tal forma que seria impossível libertar aquilo de meus lábios. Dois deles ergueram o meu braço e amarraram-no com uma corda, incrivelmente forte. Jogaram-me no porta malas do carro, tudo estava tão estranho, eu não entendia a o porquê de estarem fazendo aquilo comigo...
No caminho eu ouvi uma sirene policial, mas não daria para gritar e pedir socorro, primeiro porque eles não iriam ouvir, tanto porque meus lábios encontravam-se amordaçados, segundo que eu poderia morrer, cada um alí possuía ao menos uma arma...
Fui levado até uma espécie de cativeiro e jogaram-me em um quarto velho e sujo. Ouvi um dos homens ao telefone e poucas palavras eram claras em minha mente...
\"Sim, serviço feito. Até quando ficaremos com a presa? Certo...\" E não ouvi mais nada sobre aquela sala.
Ainda estava amarrado e amordaçado, minha preocupação para ser sincero, não era comigo e sim, com o Gerard. Vai que fizeram alguma coisa com o meu amor? Eu não sei o que eu seria capaz de fazer. Parecia que tudo estava confuso em minha mente, eu gostaria de entender o que esses sequestradores gostaríam de ganha comigo? Primeiro ponto, rico eu não era... Segundo ponto, quem comprava as drogas eram Bob e Ray, eles eram podres de ricos, nunca iriam ficar devendo a alguém. Terceiro ponto, como eles me acharam? Aliás, como eles sabiam que eu ia sair de casa naquele instante e iria encontrar a padaria fechada, consequentimente indo até a da escola? Ao menos que eles estivessem... ME SEGUINDO! Por que? Na verdade, quem faria isso comigo? Eu estava me perdendo nesses pensamentos conexos e desconexos. Eu sabia que era impossível descobrir quem fez isso comigo...
Fim do capítulo 7.
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